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ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

12
Ago18

MULTIBANCO SEM DINHEIRO

Peter

 

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 A falta de dinheiro nas máquinas multibanco continua a ser mais um entrave  no turismo desta terra. As queixas multiplicam-se e claro, o Verão é a melhor época para não haver verbas nos cofres do multibanco, quando os visitantes chegam, podem deixar alguma coisa e se vão embora por falta deste generoso serviço e bem. Mais um ótimo pontapé no turismo concelhio que por mais que o empurrem estrada  abaixo não se desloca um passo deste local onde está. Talvez aqui a  autarquia câmara não tenha a maior culpa, mas comprometeu-se a tomar conta destas coisas quando , acabadas as Juntas de Turismo passou a ensacar também as verbas que estas recebiam directamente do Estado. Pelos vistos o responsavel politico não se apercebe, naturalmente porque não andando por cá não tem conhecimento do fenómeno nem sequer é informado pelos respectivos serviços e servidores. Eu digo o responsavel politico porque segundo leio nas actas da autarquia ele é o único que manda, os outros não mandam nada. Põe e dispõe democráticamente.

O Verão das termas, em termos de estruturas paralisadas é um desastre total, desastre que começa com a falta de estacionamentos e vai acabar na falta do dinheiro no multibanco depois duma passagem por buracos  de vários feitios e tamanhos. O mais ridiculo, o do estacionamento, assenta agora numa  aparente falk new , não se pode limpar a barreira porque os depósitos da água correm perigo de ruir. Se assim fosse, há muitos anos teria acontecido , uma vez que a dita barreira já nasceu exactamente na fonte e foi sucessivamente cortada até aos limites actuais e continuará a ser por imposição das intempéries e da geologia do solo local.No entanto,se  apesar de improvavel tal acontecer como acontece ao cinema, cabe á mesma autarquia a total responsabilidade pois foi ela que escolheu e mandou fazer nos respectivos locais os depósitos domiciliários.Esperemos que não estejam concebidos  como o lago ou o pavilhão para que não lhes aconteça o mesmo. O facto concreto e irreversivel é que apesar de todas as asneiras e anomalias desta geringonçada gestão camarária, o Luso-Buçaco tem turistas e mantem as potencialidades,enquanto  a freguesia sede não os tem, não lhe valendo de nada o "imaginário" posto de turismo ali  feito por cobiça, incompetência , até imbecilidade, não no interesse  do municipio mas de pirosas vontades indidividuais. Se uma cidade se fizesse assim, Lisboa , que  é uma cidade, era apenas a freguesia do Castelo rodeada de muralhas com muçulmanos em volta a lutar contra  cruzados!!!!! É uma pena !!!!! É uma pena que a autarquia seja incapaz de gerir politicamente o que são as Termas do Luso !!!!

PS. È claro que estes protestos ou comentários  não contam para nada, a consciência disso é plena. Não há  poder, nem gente, nem votos suficientes neste pre-interior para alguém ser ouvido e ter justiça, mas mesmo assim  a critica é a única via de manter vivas pretensões, velhas e novas, dentro duma democracia sonhada que por enquanto é utópica e cruel para as pessoas, excluindo essa classe politica, como é evidente. Mas a alternativa do  silêncio, do seguidismo , do carreirismo ou do populismo são os piores caminhos para nada acontecer. Só a consciência das coisas  e a sua  discussão podem abrir  os meios de mudança.Coisa que já se vai fazendo  mundo fora em muitos sítios com base na razão e no interesse do cidadão e da colectividade. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

29
Jun18

LUSO, BURACOS FALAM CÂMARA DORME (1)

Peter

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 CINE TEATRO AVENIDA 

Há buracos por todo lado, uns que se abrem por si, outros abertos por encomenda, outros ainda da contra espionagem instalada no poder  “sportingado “das  sarjetas e capelas da política, afastados do interesse colectivo, próximos do pessoal.  Diariamente se abrem buracos  profundos no sub-solo  do solo, buracos entranhas que se escancaram  ás  maravilhas num posto turístico esgotado em permanência pela afluência de turistas á  capital do leitão. A Câmara ataca a alma das gentes, numa gestão desastrosa destruiu-se a si e destrói o que a cerca.

É no chão mal encanado dum  Luso  sem poder para gerir os seus bens que a administração  obsoleta da sede do concelho , ocasionais romeiros da politica sem norte e rumo, mostram a sua total incapacidade como actores políticos no momento que passa. No inicio da nova época balnear  a Câmara tem a estância termal num estado deplorável, lastimoso. Talvez envergonhada , incapaz,  escondida nos tojos do seu reduto de malabarismo amador  manda dizer pelos comissários da imprensa  que as Termas já não são  recurso turístico, não são recurso nenhum. Talvez o resto do concelho o seja, por isso o vemos invadido por turistas de todo o mundo por ruas citadinas onde se não pode andar nem conduzir, tal o movimento da  cidade fantasma. Talvez se riam satisfeitos  com a desgraça dos outros que começa por ser a deles  mas isto não é para rir, na sombra  destes risos irresponsáveis e sarcásticos o maior empregador da freguesia e do município  despediu-se para o estrangeiro e levou a sede ás costas. Sede, empregos, contas e lucros enquanto a Câmara com quatro vereadores a tempo inteiro gasta o orçamento em festas  continuadas  para entreter o seu pagode e encher de assessores a casa municipal Esta é a pobre realidade . Distraídos, não vêem mil camas do turismo desaparecer como por encanto  com todos os prejuízos inerentes sem que por uma vez que fosse ou seja, se ouvisse o descontentamento dum  eleito , o protesto dum politico num acto consciente , necessário e  urgente na defesa do património físico , cultural e económico  que nos pertence e que cumpre aos eleitos , em primeiro lugar, preservar e defender.  Nos órgãos municipais não se ouve um protesto pela simples razão de que politicamente estão presos numa teia de favores onde o poder sucumbiu á ética e á independência institucional. Por isso não enxergam os buracos que se espalharam pelas termas  e não reparam sequer que a época balnear já começou. Mordomos autonomeados dos festejos municipais onde gastam o nosso dinheiro em farto foguetório, esquecem o recomeço dumas termas que ajudaram a minimizar e com elas uma fatia  de economia  destinada a sustentar o cidadão onde o dinheiro não cai do céu como na autarquia. Assim se passa  ao largo sobre  a exigência mínima duma gestão corrente e sobre o mínimo respeito que se deve ao território e ás gentes que lhes deram  o voto e não se sabe porquê. Um absurdo freudiano!  Se caso não pretende o executivo gerir a freguesia é bom que expressem honesta e claramente os seus desejos, o caso é simples e a solução é fácil.  Assumam-no  com seriedade, tiram as mãos  de cima da sua administração que o Luso-Buçaco tem potencialidades suficientes para se desenvolver por si só como nunca terá nas mãos de executivos como este, uma pequenez de geringonça feita á pressa para melhorar reformas  mas que cada vez entende menos do que se passa  á sua volta. De restos haverá vizinhos  não distantes que nos podem tratar melhor , dar mais meios, respeito , simpatia e transparência de processos. Quem não gostará de ter no seu território  a marca Luso-Buçaco , uma marca universal com quase 200 anos de idade ? Manipulada hoje  por ignotos desconhecidos talvez nem nativos do concelho? Com que legitimidade ou saber?

Hoje não há um emprego na freguesia do Luso  e a Câmara , depois de fazer a triste figura que faz na feira de turismo de Lisboa retirando  do evento a freguesia que, quer queiram quer não é a que traz e trará de forma esmagadora mais turistas ao concelho,  passa uma esponja sobre os problemas que tem como se tudo fosse normal ?  Limitaram o trabalho ao recebimento mensal  do rendimento milionário que lhes pagamos para se esconderem  na comodidade climatizada da casa do concelho? Fazer política não é esta renúncia , este fugir quase cobarde ás questões que atingem os munícipes, mas é bem o contrário da gestão ruinosa que vemos á frente dos nossos olhos. O mundo não começa nem acaba aqui e muito menos nos dentes enferrujados da rotina socialista. Há mais democracia, mais partidos, mais cidadãos e mais vida para lá dos cartões partidários da tomada dum poder que amanhã muda de mãos. Na efemeridade dos fenómenos há sim que fazer mais e melhor com consciência e com sentido de Estado e do dever cumprido. Mais e melhor por um futuro melhor porém, não são  falácias á vista desarmada !

Na  pacatez da estância assumida no  turista pé descalço, garrafão e malheta maratona , bem vindo  em forma de estatística na água da fonte pública, agora abalizada pelas análises oficiosas  que acabaram  por magia ou encomenda com a impropriedade cíclica , estou como Henrique Neto,  ex candidato á presidência da republica que  a fauna  do compadrio  socrático  diabolizou , mas que conserva perfeita a saúde mental, a dignidade no olhar e o humanismo na  esperança de amanhã, ainda que Portugal seja , por laxismo, comodismo e atavismo , e ele sabe-o bem,  historicamente deficitário para com o miolo , a força motriz , a  energia e o coração do país, predicados melhores que tem no povo. O contrário , está nas elites sôfregas de  poder sem lei, de corrupção, na loucura e falta de senso , factores que nos conduzem ao poder irracional , desbragado e destruidor que olha por si em primeiro lugar em segundo e em terceiro…É dentro deste suborno politico partidário que se encontra a não importância do ruir do património físico, cultural, económico das termas do Luso. Há que respeitar o munícipe, sobretudo  aqueles poucos teimosos que, acreditando nas potencialidades locais dentro duma mini-economia de fragilidades  onde o primeiro beneficiário da riqueza não investe nem é obrigado a investir não cumprindo os seus deveres contratuais , há homens e mulheres que ainda acreditam nos outros , na sociedade, e corajosamente investem pelos seus meios próprios onde outros falham ou fogem. Há que reconhecer e respeitar esses sujeitos, que não são identificados no carnaval das honrarias bolorentas. Ainda bem, não é o lugar próprio para  quem crê e investe no município acreditando nele e em si. Os autarcas  não os conhecem .Não é difícil saber porquê.                                                    Luso,Junho,2018                           

 

27
Jun18

TOTAL ABANDONO

Peter

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A Explanada

 Como se vê, e não é tudo, isto está ao abandono. Fechado, 

esquecido, destruído. Por mil e um buracos, desde um cinema

sem telhado a um pavilhão em risco. Estamos no Luso,

Termas do Luso , ainda se diz. Com saudade.

Por um acaso infeliz da divisão administrativa pertence a um 

municipio chamado Mealhada, uma cidade deslumbrante.

No entanto é nesta freguesia do Luso que caiem todos

os turistas que  chegam ao concelho. Então fizeram

um pomposo posto de turismo na Mealhada , a pomposa cidade

e o do Luso, velho, com  mais de uma centena de anos de idade

é para acabar . Está  ainda aberto por favor dum sujeito especial

a quem tiram o chapéu e dão votos não se sabe bem porquê.

Acho que veio atrás da música. O que não tem importância,

também meu pai veio atras dela.Se bem ou mal é que não sei.

Ah,diferença é que  este faz festas e festanças. E dança.

O samba, acho eu. No caso do meu progenitor ele apenas

trabalhava. E até ganhava pouco! Mal. Muito mal.

Hoje querem inverter a curvatura do circulo e por 

egoismo , ganância , estupidez ou ignorância, tudo termos

da moralidade política, devo acrescentar, metem rodas nas

termas e  na Mata Nacionaldo Buçaco coisas cá da freguesia.

Para encravar a cidade no  meio do diabólico trânsito que  tem?

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O LAGO DOS CISNES

Não. Nada disso. É que não lhes chegando a administração

nem os milhares de euros que a venda de água do Luso lhes

dá todos os anos,uma espécie de limpeza do que

éticamente não lhes pertence, insistem nas rodas. 

Querem as rodas. Querem aquilo que tendo , não querem

ter. Ou por outra querem dormir com as coisas como a

Mata Nacional e outras, na cabeceira da cama, na deslumbrante

cidade. Não vá o diabo tecê-las e acordarem sem elas.

Só assim se pode  entender a destruição operada.

Mas por mais que lhes ponham rodas as coisas não saiem

do sítio. Tal e qual como a barreira do Largo do Casino,

que caiu há uns meses com a chuva e não volta ao sítio por

si só. Nem que se pintem. Dizem que já cá veio uma engenheira,

se calhar alguma espécie, mas nada.

Por acaso fico espantado e ás vezes até incomodado com

tanta inteligência que há na sede do concelho onde eu nasci. 

Época balnear avante, não há onde o turista ponha o carro.

Não me tinha passado pela cabeça sequer que será para

o encanar para a deslumbrante cidade !!!!De facto há cada 

excelente cabeça!!!!! Não é de fracas moitas que sai um

bom coelho??Gordo, anafado, importante...

repuxo.jpg

 O REPUXO  PARA CIMA

Para mim é esperteza a mais. De cabeças de alho xôxo e

umbigos bem tratados. E cabeças de nabo! Sou burriqueiro, 

não sou cego e por bem  ou por mal conheço algum mundo!

Um mundo onde tudo corre para baixo.

Esqueci-me de informar que isto é sempre a descer e a

gravidade ainda existe .Não, não foi abolida.

Aliás a gravidade é muito mais certinha do que as rodas.

Se confiassem nela nada disto acontecia.

Mas não me admiro nada que qualquer dia façam  uma

fundação socrática para pôr a coisa a subir.  São espertos

para tanto, afinados como o mestre. 

Com a idade que tenho já nada me admira. Até já vi uns alguns

burros em corridas de cavalos!!! Embora nenhum  vencedor!

Vá lá agente entender para que serve pensar!

Mas o que é certo é que nem  Termas nem o diabo da Mata

Nacional se mexem. E os buracos são tantos e por tanto lado

que o municipio um dia vai á falência. Era  bom para uns e

maus para ouros. Como tudo na vida. Na life, meu !!!!

Era mau para os politicos mas talvez bom para o cidadão que

poderia ele própria remar a barca deste inferno e ter 

melhores resultados. E não gastava tanto dinheiro com eles.

Porque assim, com timoneiros de excelência , quer a minha

freguesia quer o concelho, estão absolutamente garantidos.

Só que eles pensam que não.

Ficam as photos  e aos meus amigos mealhadenses,

vítimas como eu e como nós , burriqueiros, 

da chafurdice da politica, permito-me um conselho, abram os

olhos. E podem crer que apesar de tudo os burriqueiros são

os que enxotam com ramos de  jibardeira a gente que

vai de burro. Não é tudo a mesma coisa!!!

 

31
Ago17

Ladeira do Chafariz

Peter

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 Aspecto da Ladeira do Chafariz uma velha rua

do Luso de Além , hoje no seu estacionamento

empedrado, depois de ter sido uma rua em

macadame e alcatrão.

Serviu carroças e burros , ronceiros carros de bois

e, como se pode ver neste boneco batido, ainda

mantém  o seu perfil urbano e citadino.

Agora, sem lugar para  peões já não dá acesso

á Pensão Portugal nem á Pensão  das Termas

e  muito menos é palco de relatos de hóquei

patins dos tempos áureos do Jesus Correia,

do Cruzeiro, do Correia dos Santos, do Lisboa

e Perdigão ou do Emidio, guarda redes.

É uma rua  velhinha duma terra que perdeu

o seu encanto e romantismo e deixa apenas

saudade pelo que foi e que não é.

 

05
Mar17

AS TERMAS

Peter

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N  este mês de Fevereiro as Termas do Luso mudaram de dono mais uma vez. Não sei se mudar de dono será o termo apropriado para sublinhar o fenómeno, pois um acontecimento contrário havido há poucos anos desmembrou a estrutura accionista da empresa em duas metades imperfeitas, metades essas agora devolvidas ao primitivo estado, ou seja, á posse do proprietário original, a sociedade das águas. Leva-nos a crer que tudo não passou de arranjos e desarranjos nas barbas dum poder político falido, um “trinta e um de boca” como diz o português, dada a aparente facilidade com que tudo se faz e se desfaz nas mãos do concessionário sem intervenção do concessor. Na prática um gestor que nunca fez falta á terra foi-se embora e outro que mantem algumas ligações á terra tomou conta da gestão, segundo as nossas fontes provisoriamente e dentro dum acordo que retira a propriedade termal a essa gestão independente através do ex-hotel das termas.

Na situação precária em que está a estância no que diz respeito a utentes e serviços prestados, este passo é mais um episódio da saga dos balneários que tinham os mil e seiscentos utentes que com frequência relembro antes da “requalificação “ ( já teve quatro mil)  e hoje nem atingem o número de seiscentos depois da “requalificação.” O desastre está na clara evidência dos números dêem-lhes as voltas que quiserem os intervenientes.

Se algo de positivo se sentiu em redor desde acto empresarial foi o recato, o pouco alarido em volta da questão, o que tanto pode significar coisa nenhuma como significar alguma prudência no assumir dum novo estilo, por falta de perspectivas ou definições sobre o futuro ou, como seria bom para o território, o enveredar cautelosamente por cumprir o contrato de concessão e ressuscitar o complexo termal e as valências que sucumbiram no investimento requalificativo, três milhões comparticipados a mais de setenta por cento pela CEE e não três milhões do bolso da empresa como quis fazer passar o seu orador oficial no acto testemunhado.

Se assim não for, será mais um passo em falso na valorização das termas e de todo o território municipal e este reassumir dum protagonismo na matéria não terá peso nem medida no tecido económico envolvente. O território, perante a incapacidade política de trinta anos de poder, precisa tanto das termas como de gente nova com massa cinzenta que desafie a estagnação existente e procure vias diferentes para o seu desenvolvimento,  bem situado mas perpetuamente  carente de ideias , desafios e apostas certas.

Nas termas, é a sociedade das águas quem recolhe o único proveito da maior riqueza existente no subsolo local mercê da concessão que tem do Estado Português e que, quer pelo contrato, pela legislação ou por simples dever ético deveria ser o motor do desenvolvimento local através da área que dirige e explora. Isso que faz parte da concessão de qualquer bem público e não tem sido cumprido, destruiu a vila termal, desfez empregos, fechou quartos e unidades de alojamento, arrasa o pequeno comércio, com a activa cumplicidade duma autarquia apostada numa política destrutiva. Em pouco tempo se acabou com o sonho dum homem sério e de visão, o único nascido neste concelho, Costa Simões, um pioneiro de olhos abertos e com amor e interesse pela sua terra.

No recente ato pronunciado, algumas palavras dos responsáveis terão pretendido dar garantia aos eventuais protocolos existentes, presumimos uma abertura ao exterior. São palavras apenas, oxalá esses desígnios sejam cumpridos e as estruturas termais não se venham a transformar num complexo privado ao serviço da unidade hoteleira que o abrigou, deixando o pouco que resta da vila termal ao abandono. Uma coisa é certa, enquanto o concessionário termal não der sinais doutra postura e prática consoante os deveres contratuais que englobam águas e termas, a pouca credibilidade mantem-se, as termas serão o anedotário em que se transformaram e sem investimentos e uma gestão criteriosa e agressiva continuarão a não trazer clientes como vem acontecendo.

De facto, se a concessionária, único beneficiário do bem que é a água da mina , não investe para lá da água engarrafada, quem irá investir num amanhã em que o próprio explorador do possuído não acredita?

Como o poder artesanal que nos governa, local e o nacional que é responsável pela concessão, e não a autarquia Câmara através do logro que faz passar por aí, estão por qualquer razão adormecidos, apenas as palavras proferidas no acto da mudança, ouvidas e escritas nos pequenos jornais locais deixam uma mínima nesga de profética esperança no sentido de que alguma coisa possa mudar no estabelecimento termal que venha a ter alguma repercussão positiva no município.

PS- A propósito de município, gostava de sugerir um peditório entre todo o cidadão deste concelho a favor da Câmara Municipal com o fim de ser utilizado na reposição dum vidro da cúpula da Fonte de S. João, um vidro que se encontra partido e estilhaçado há um ano, pois pelos vistos a autarquia não tem dinheiro para o comprar e mandar repor no sítio. Em simultâneo aproveitavam para pintar de azul o nojento rebordo da mesma cúpula que se encontra impróprio para ser visitado por qualquer turista ou cidadão. Como os autarcas não têm vergonha eu próprio colocarei á disposição, se necessário, uma lata de cinco litros de tinta para o efeito. É quanto basta!

Luso,Fevereiro,2017                                                                   

 

 

 

 

 

 

07
Set16

O TETO

Peter

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Neste Teatro que aqui vemos representou noutros 

tempos Alves da Cunha, Maria Matos, Vasco Santana,

João Vilarett,etc, e passaram inumeros filmes

que ajudaram a divertir plateias de turistas e residentes .

Lembro-me ao acaso de dois filmes, o italiano O Teto

e do americano o Comboio Apitou Três Vezes. 

BONS TEMPOS...

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Nesta foto do mesmo Teatro podemos ver não só

O Teto a cair como o próprio teatro em ruina e 

podemos afirmar que o Teatro já caiu Três Vezes,

fazendo jus ás memórias.

A Câmara da Mealhada, especialiazada em ruinas,

comprou este Teatro para cair mais vezes, porque 

três não chegaram ainda.

Essa autarquia recebe anualmente das  Águas do

Luso, cerca de 500 mil euros, ou seja, num mandato

recebe dois milhões de euros.

E o que fizeram nas Termas nesse mandato?

Uma retrete onde já existem cinco, destroem a Mata

Nacional do Buçaco e olham para as mini Termas

do Luso como se fossem um fanstasma!!!!

Se os eleitores não abrirem os olhos, o Cine Teatro

cai de certeza!!!!! 

 

 

 

11
Ago16

BREVE HISTÓRIA DUM FOGO

Peter

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Os primeiros passos dum grande fogo, foram mais

ou menos assim...

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 ...e assim continuaram os sinais aproximando-se

do campo visual

 

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...da zona urbana pressagiando o pior quando o vento

soprou e se fez ventania...

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as chamas instalaram-se  em redor para alarme dos

homens aflitos....e atacaram as casas e os bens

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. ..e instalou-se o fogo , acontecendo o caos, com o

 monstruoso amigo do alheio

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o último comboio  atravessou a ponte   e lento

desapareceu subindo a serra...

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nas noites que se seguiram muitos dormiram

acordados  no seu desassossego (Várzeas-Luso)

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os canadairs de efeitos milagrosos foram poucos para

acabar trabalhos

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os bombeiros, as pessoas, os proprietários,a luta,

o medo,o cansaço, a solidariedade...

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o amanhã.na esperança de quem sofre...o povo

deste país!

(tudo vale a pena se a alma não é pequena)

Fernando Pessoa

(texto e fotos do autor do blog)

06
Fev16

DIARIO DUM PAIS RICO

Peter

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 O homem está sentado na ponte de Avenyen junto ao Stora Teatern. Estão onze graus de temperatura negativa, o canal está gelado há muitos dias e um sol tímido e mortiço aquece-lhe o que se vê duma face entrapada numa mistura de farrapos. Sob as pernas esticadas um cobertor dobrado separa o corpo do gelo onde está sentado, recostado nas pedras grossas do resguardo do vão da ponte. Na praça adjacente depois do canal, tem acima de si a figura dum rei de bronze montado num cavalo, mais mítico que real, apontando os dedos da mão direita á eminência da guerra enquanto na outra segura a espada em acto ameaçador. Lá no alto do adorno um candeeiro monumental faz parte duma fila que dum e doutro lado iluminam a realeza nos seus atributos líricos e guerreiros que ocupam o monumento. O pobre homem porém, sob a fictícia capa da figura dum Gustavo, o monarca fundido ali, para cobrir o corpo esguio e magro usa uma comprida e rota parca azul claro a esconder a grossura dos trapos que o vão mantendo vivo. Lateralmente á sua mão direita sustem no empedrado do passeio um pequeno copo de plástico preto que agita de vez em quando fazendo tilintar moedas de uma ou cinco coroas que são produto da safra. Murmura algumas palavras imperceptíveis, iguais, lamentações. E as coroas suecas da terra da redenção, um dos primeiros reinos deste mundo a figurar nas listas estatísticas do bom viver, bom parecer. e da grande tolerância, tilintam  para  audição dos passantes  apressados. E vão caindo.

Por questões de dignidade sinto vergonha para lhe tirar a fotografia que me preparava para fazer uns metros antes e recolho o aparelho para o saco que levo ás costas e depois aproximo-me e passo pela sua frente deixando para traz o drama humano da nossa condição. Reconfortado, que hoje já dei o meu óbolo matinal das cinco sagradas coroas á mulherzinha que usa a entrada do super como ponto de pedir, igualmente entrapada em roupa uma sobre a outra numa amálgama de defesas contra as baixas temperaturas que se tem feito sentir. É um trabalho imóvel., este de pedir esmola que se tolera no Verão e no Inverno é um castigo neste clima agreste. Chama-se Maria  Petrovna ou  coisa que assim parece soar, esta mulher já feita da porta do shope lá do bairro mas a atitude é a mesma do idoso barbudo da ponte de Avenyen , a rua mais importante da cidade onde Poseidon, um gigantesco deus grego do mar e da água, olha para o Gota a ver passar os barcos sobre o gelo , talvez um quilómetro além do seu alto pedestal. Está completamente nu, se o dissesse Pêro Vaz, mostrando suas vergonhas, mas os deuses são de pedra ou de metal, são protegidos pelo homem contra os males do mundo, mesmo do frio ou da traça que pode dar num pedestal de madeira como num espanta pardais de olho na pardalada. Não há frio nem neve na cabeça do homem que o consiga demover dos propósitos de estar ali postado em bronze verde. É grande, maior que o ser humano e feiíssimo como nunca vi um deus, em absoluto o oposto das belas imagens que coabitam os edens gregos ou romanos, que não vi outros senão esses nas praças e nos museus de cidades da Europa.

Também ali, junto á porta giratória da biblioteca da cidade, romenos e romenas fazem turnos a estender o copo á caridade, substituindo-se umas ás outras durante as horas do dia. Sei que são romenos porque lhes vou perguntando contra a entrega das cinco coroas do óbolo diário, sobre a língua que falam, a razão de estar ali e se não podem trabalhar. São cidadãos comunitários, livres de entrar e sair no espaço Schengen como nós e por isso, pelo custo da liberdade, não têm o apoio dos governos como os magrebinos, sírios e dum modo geral os muçulmanos, que são refugiados com estatuto. Estes, cama, mesa e roupa lavada até identidade terão se aprenderem a língua em aulas oferecidas. Os europeus, coitados, míseros, esfarrapados, enchem as ruas a pedir. Aqui, num país onde as estatísticas dizem, vamos lá acreditar em tudo o que se diz por aí, que a pobreza não existe!!! Numa Europa do cidadão do século XXI, onde afinal o europeu que é europeu tem uma vida de cão!

Continuo o passeio até á paragem seguinte do metro. Está frio, os mesmos onze graus centigrados abaixo de zero e o melhor é ir fazer companhia ao Amadeus, o novo gato lá de casa que a esta hora está a dormir que nem um lord debaixo dos tubos do aquecimento central. Eu chamo-lhe Lord Byron e é o substituto do gato Socrates, aquele gato  emigrante que vim trazer um dia a estas terras do norte no voo 4625 da TAP, salvo erro. Morreu no ano passado com um mal desconhecido. Morto e incinerado por duzentas coroas suecas no consultório do doutor Magnuson. Andam por aí em qualquer lado as suas cinzas de lusitano dentro dum frasco de vidro transparente! São as saudades portuguesas, num mundo que se fez grande. Nada que não tenhamos no sangue afinal, o mundo!

Goteborg,17,Janeiro,2016                       

 

 

26
Dez14

VELHO TEATRO AVENIDA

Peter

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  Imagem actual do velho Teatro cuja renovação tarda !

Há três ou quatro anos a autarquia município comprou o Cine Teatro Avenida do Luso com o  intuito expresso de o reconstruir dentro duma  clara estratégia de recuperação o que  aliás vem fazendo com o reaproveitamento do Teatro Messias e do cinema  da Pampilhosa. Quanto ao do Luso, há por aí quem argumente que a destruição pura e simples seria a melhor solução, porque está fora de moda  e de clientes. Claro que pode ter alguma lógica esta argumentação, mas ela  não foi a lógica utilizada para os dois cinemas já recuperados, um a funcionar com prejuízo permanente, outro num acabar de obras  que irão seguramente desaguar no mesmo prejuízo financeiro. Podemos multiplicar até por trezentos municípios deste país este prejuízo hospitalar! Mas espanto-me com estas teorias apoiadas em cegas opiniões  e fico a duvidar perante o velho adágio se há ou não há fumo sem fogo, quanto ao Luso.

Se fossemos basear as recuperações e muitas obras que se tem feito país fora nesta questão da sustentação monetária, nomeadamente os cinemas, mas também as piscinas e os pavilhões, os arquivos e as bibliotecas, os relvados e as praias fluviais, museus  etc, etc, não se teriam efectuado na sua maior parte, não por serem inúteis, mas porque o país não cria riqueza suficiente para a sua manutenção  e sustento. Esquecemo-nos que antes da casa se faz um alicerce e esta opção por equipamentos ao quilo,  discutível é certo, tem levado os municípios á revitalização de estruturas que tem assumido um  âmbito nacional  e isso parece-me suficiente   para exigir a finalização da estratégia que tem sido seguida pelo município da Mealhada.  A freguesia do Luso, depois do total desacerto que levou á minimização das termas  e á deslocalização da indústria sem qualquer  contrapartida, não pode ficar mais uma vez a ver navios pendurada num poder que  raramente percebe os problemas específicos da localidade. O teatro Avenida do Luso também tem a sua história, mas mais que isso ele é uma memória de gerações. Ali se realizaram espectáculos e sucederam acontecimentos que fazem parte do presente que somos. Ali funcionou durante décadas uma espontânea escola de teatro que hoje, entre saudades e anseios, aguarda um palco para continuar. Coisa que nos recorde, vem  de gerações anteriores de bisavós, avós e pais. Esvaziar a memória das populações é matar na sua génese os costumes, a cultura, a sua alma, levando as sociedades  ao vazias dum passado esquecido. A memória colectiva é espelho do que fomos e  visão do que seremos, cordão umbilical que nos une como agregado. Ali está a experiência, a sageza, o ensinamento, o erro, valores comuns que são de todos. Ainda que muitas vezes, de forma inconsciente,  são a hereditariedade atávica dos nossos antepassados. Poucos, é certo, mas bem caracterizados. Hoje, não se pode pensar uma sala exclusiva para cinema, mas numa sala polivalente ou multiusos, onde se possam fazer congressos e reuniões, exposições e encontros, variedades e projecções de cinema e  meios audiovisuais, uma sala ao dispor da população para ensaiar e levar á cena  as suas peças de teatro, um local  aberto e ponto de cultura. Uma sala que, pelas vicissitudes do tempo, o Luso deixou de ter.  Uma sala onde preserve memórias e dê azo às suas intervenções. As terras são as suas gentes, as suas promiscuidades, os seus desejos, os seus sonhos, não matemos com desrespeito pelo que fomos, o que continuamos  e querem continuar a ser. Muita coisa falta no Luso, não destruam mais um pedaço do espaço que nos pertence. É preciso exigir essa pertença.          

Gota, Dezembro,2014  

 

27
Mai10

HOTEL SERRA II

Peter

                                                                                                                                                  

Velha relíquia do extinto Hotel Serra, Luzo-Bussaco

A parte velha, á direita, foi abandonada e terminou

em ruina e mais tarde parque de estacionamento.

Como se pode ler no próprio postal em caracteres

vermelhos, foi fundado em 1866.

Edição rara da  Mercearia Alliança. 1927 ???                    

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