Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

BARBEARIA DO POMPEU

vacuum.jpg

 

Antiga fotografia da Barbearia Pompeu, (último dono)

nas lojas inferiores do não menos velho Hotel dos

Banhos que hoje já não existe. Este Luso  esquecido

e desaparecido já não faz parte da memória  da terra.

Ao lado da barbearia  era também a Casa Zenith,

agente da philips, onde passaram as  primeiras

imagens da televisão a preto e branco que foram 

vistas na vila e  também em Portugal, e do lado do

mercado, vulgarmente praça, esteve a Tabacaria

Luisa.

Do hotel, dos azulejos que enfeitavam a parede ,

da sua  varanda e nespereiras onde repousavam 

os hóspedes,  tudo foi na destruição termal  que a

contemporaneidade desastradamente operou.

Uma terra sem memória e sem história é como

um ser  sem alma, um ser despido,nú, despojado

dum passado  que a modernidade e a falta de poder

arruinaram.

Duma época aurea que teve condições para

prosseguir pouco ficou e hoje esta terra , nas mãos

duma municipalidade que suga como um aspirador

história e bens á sua volta, não tem um emprego

para oferecer  aos filhos.

 

publicado por Peter às 09:33

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Quinta-feira, 18 de Maio de 2017

PÁSCOA ; UM FANTÁSTICO FOLAR

 

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Uma imagem eloquente da Câmara da Mealhada...

 Finalmente a época pascal trouxe ao município um fantástico folar. Ainda as eleições vem no adro, em Outubro, mas o cesto dos ovos começa cedo  a encher, as galinhas poedeiras, rijas como um galo de idade já proveta, depois de quatro anos de fome deitam  fartura pelo rabo, uma espécie de multiplicação dos pães na época da ressurreição do Senhor, um milagre depois de quatro anos sem dinheiro e sem ideias , tirado da cartola  dos estrategas políticos  do concelho. As obras futuras que têm sido anunciadas na imprensa da região são tantas em quantidade e volume de custos que num país em crise e a viver na corda bamba duma divida tolerada é provavelmente  impossível a sua concretização!

Excluindo uma mina de ouro ou poços de petróleo descobertos no município, coisa que não aconteceu, só o melodrama dos votos pode justificar este empanturrar do eleitor com promessas  que o tempo dirá são balões de oxigénio para manter no poder o mesmo poder.  De resto, simples contas de somar e subtrair transformam a fartura das obras em  propaganda política, não se sabe se paga se gratuita, embora custe acreditar que a imprensa regional, vivendo ela própria a balões de oxigénio, se preste a um serviço sem retorno que lhe compense os gastos próprios. Adiante!

No caso destas permanentes notificações induzidas, que custam caro ao eleitor pelos jornais e assessorias de pré-campanha , cabe sempre o anúncio da recandidatura dum Buçaco extremamente degradado a património da Unesco denunciando a falta de transparência e  o engano, não existindo honestidade política neste desfraldar de bandeiras, visto que se trata de anunciar como novo aquilo que já tem barbas, retirando aos eleitos de 2004 a iniciativa do início do processo e a sua inclusão na lista nacional de candidatos a partir daquela data. Agora, limitam-se a relembrar a inclusão no Buçaco na lista entre comes e foguetes como novidade,  muito mal pareceria se o não fizessem como simples gestão  do dia-a-dia da Câmara, mas fazer de nós, eleitores, parvos ou ignorantes, ultrapassa a honestidade da politiquice caseira tomando-nos por esquecidos, tolos ou  bom campo de ludíbrio.

São os foguetes supérfluos, o logro e a sem vergonha política do pequeno poder local. O mérito se o haveria de haver, não está com esta gente mas com quem promoveu esse primeiro passo, porque o seguinte, o dossier de candidatura, nunca ninguém o entregou, continua aguardando entre as teias do edifício municipal pelos primeiros passos, embora já tenham sido, também na senda do mesmo logro, anunciados.

Mas voltando ao assunto inicial, convém perguntar porém onde vai buscar a tesouraria municipal verbas para uma Etar, dois mercados municipais, um edifício novo para Paços do Concelho, a remodelação duma escola Secundária, um teatro em fase de acabamentos, obras na Mata Nacional, a manutenção do Palace Hotel, etc,etc?

Palavra que as contas são difíceis de fazer , mas tornam-se fáceis em ano eleitoral, pois prometer não custa nada. Se o anterior mandato foi destinado às pessoas e se gastou o dinheiro em rijas festas, este irá ser destinado às obras e já se gasta em foguetes. Porque obras, obras, só  o aumento da etar ou uma contrução nova , a única coisa prioritária deste vasto e grandioso plano, poderá levar as disponibilidades autárquicas ao rasoiro das gavetas e esperar comparticipações  de fundos europeus vai ser uma lotaria duvidosa num Portugal que continua a necessitar de gerir rigorosamente os gastos e aumentar a riqueza com investimento reprodutivo. Como as autarquias não reproduzem nada, pergunta-se se isto é um festival de hipóteses, intenções e de moedas ao ar, questão de caras ou coroas.

O único sentido destas obras, diga-se, passa por dilatar em futuros mandatos políticos a sua execução e espalhar perfume de rameira na pré-campanha, onde nem sequer há uma oposição capaz para denunciar um poder que há trinta anos repete a mesma cartilha e hoje arruína as duas principais riquezas de contexto europeu que existem no pequeno município, o Buçaco e as Termas. É o chauvinismo concelhio, outra asneira dos políticos redutores que temos tido, ser ainda mais pequena a cabeça que o território e não ter oposição ou tê-la para dizer ámen por qualquer razão incógnita. Política sem opositores é uma casa sem mulher e pensar que tudo estará bem no silêncio que se escuta é o pior  sinal da podridão dum sistema.

Temos ainda presente a trama antiga que só a queda da cadeira conseguiu alterar nos seus alicerces dogmáticos. Hoje, na mesma esfera de limites, agarram-se à cadeira como as lapas às rochas das marés, gabam-se e festejam-se a si próprios e chegam à vergonha de afirmar que vão a jogo se...se decidirem por todos, se escolherem os outros, se mandarem por todos , uma maneira de armar em democracia pessoal quando Lisboa é que manda. Este condicional democrático que foi a democracia do que foi e é a democracia do que é, tem pouco suco para dar, está gasta e corrompida, precisa de ideias, de mudança, de seriedade  e de valores . É o regime que apodrece, não a política em si.

Estas exigências baronis, filtradas por funil de latoeiro em desuso, juntas com  afirmações irresponsáveis sobre o não destino turístico do Luso e do Buçaco feitas pelo edil do pelouro e suposto candidato aos microfones duma rádio , seriam suficientes para não ter condições para se recandidatar ao lugar que ocupa e que mediocremente exerceu no mandato que termina. Mas o concelho é frágil, dependente e pouco temerário na escassez da massa crítica de que enferma e dos empregos que distribui. Vivemos em brincadeiras de mau gosto onde se faz duma arte, a da política, uma mascarada de entrudos , onde nem uma oposição que tem o dever de se afirmar pelas suas próprias causas e soluções, existe  no terreno. Que razões estarão por trás deste aneurisma alguma vez se saberá?

PS. Cabe referir igualmente a inutilidade duma Asembleia Muncipal controlada pelo executivo, totalmente incapaz de dar uma para a caixa no concerto municipal . Entre afectos e do contra parecem da mesma confraria !

Quinto  ,Abril,2017                      Águasdoluso.blogs.sapo.pt

 

 

 

publicado por Peter às 13:24

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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017

AINDA O CINEMA

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Ora aqui  temos, ainda que de fraca qualidade, uma

imagem original do Cine Teatro Avenida do Luso

construído na primeira metade do século passado por

emigrantes do Brasil.

Como se vê é um belo edificio que caracteriza uma

época com uma arquitetura própria e exclusiva para 

casas de cinema das quais existem dois ou três

exemplares em Portugal.

A Cãmara da Mealhada é  hoje o proprietário do

imovel, comprou-o há alguns anos. Completo. 

Foi  nas suas mãos que começou a ruir, hoje o

telhado da zona do palco está em franca queda

e todo o  resto ameça súbita ruína. 

Depois de ter reconstruído  os cinemas de Mealhada

e Pampilhosa que não sua pertença, a mesma 

autarquia deixa cair o das Termas, que é de seu

património.

Porque comprou a câmara o imóvel ? 

Se não era para reconstruir que outras razões e 

interesses levaram á efectivação do negócio?

Numa câmara tão exemplarmente gerida para

que servem as ruínas como esta, como a Junta

Nacional do Vinho, entregue ás ratazanas, como

uma antiga fábrica de cerâmica na Pampilhosa

só com paredes exteriores de pé?

Será gerir bem gastar o dinheiro do municipe

desta maneira ? E para que serve o milhão de

euros gastos nas àguas de Coimbra ou um

milhão e meio para a Mata Nacional do Buçaco,

que é património alheio?

Tudo isto deixa muitas interrogações no ar,

é pena não existir uma oposição  que esclareça

estas questões junto do poder local.

 

 

 

publicado por Peter às 18:12

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Sábado, 20 de Agosto de 2016

FOGOS

matagal.jpg

No centro da vila do Luso, a dois passos das Termas, a

chamada Quinta do Alberto está neste estado lastimoso

e é mais uma bomba de relógio ao serviço de eventuais

incêndios  de rápida propagação.

Deve-ser acrescentar que o terreno, onde também está

implantado o depósito da água é propriedade da

autarquia Câmara da Mealhada ! Nem esta autarquia,

nem a freguesia local parecem saber do que têm

na frente do nariz !!!

 

 

 

baixo do nariz....

publicado por Peter às 16:12

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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

BREVE HISTÓRIA DUM FOGO

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Os primeiros passos dum grande fogo, foram mais

ou menos assim...

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 ...e assim continuaram os sinais aproximando-se

do campo visual

 

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...da zona urbana pressagiando o pior quando o vento

soprou e se fez ventania...

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as chamas instalaram-se  em redor para alarme dos

homens aflitos....e atacaram as casas e os bens

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. ..e instalou-se o fogo , acontecendo o caos, com o

 monstruoso amigo do alheio

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o último comboio  atravessou a ponte   e lento

desapareceu subindo a serra...

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nas noites que se seguiram muitos dormiram

acordados  no seu desassossego (Várzeas-Luso)

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os canadairs de efeitos milagrosos foram poucos para

acabar trabalhos

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os bombeiros, as pessoas, os proprietários,a luta,

o medo,o cansaço, a solidariedade...

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o amanhã.na esperança de quem sofre...o povo

deste país!

(tudo vale a pena se a alma não é pequena)

Fernando Pessoa

(texto e fotos do autor do blog)

publicado por Peter às 22:59

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Sábado, 25 de Junho de 2016

EPPUR SI MUOVE!!

 

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E no entanto ela move-se !

Esta é  a velha questão de Galileo Galilei ! Tal como a velha história do lobo quanto mais grita o pastor mais desacreditado fica ! Afinal a Delegação de Saúde confirma em Maio as análises de Março e outras análises anteriores e é sobre estas cordas bambas  que os responsaveis da politica funcionam. Afinal amargamente nos conceitos rotineiros de donos e senhores do pequeno mundo que  criaram. O  mundo deles, o seu próprio parque Jurassico! O rei parece ir nú.  Pobre do rei , julga que vai vestido! Não é o primeiro nem será o último a ser apanhado com as ceroulas  na mão, mas de facto desnudou-se numa triste figura. O rei, os fidalgos  da sua real cabana , o clero ,os morgados, as mordomias !  Naquela terra já se viveram melhores dias , mas a gente conhece, entre súbditos e não subditos que a água anda inquinada .

Às vezes, num periodo calmo e de alguma paz dentro do reino as análises do feiticeiro aparecem correctas. A abundância é muita, jorra por todo o lado e arrasta das encostas, das ruas, das avenidas a vilania dos servos. O contrário do que diz o rei , mas depois umas festas mais ou menos medievas fazem o contentamento  dos justos , os pandeiros animam-se pelos becos, os arautos espalham os dourados, os saltimbancos instalam-se nos pátios , os bombos ribombam e distribuem-se moedas e lagostas ,perdão, sardinhas, entre o aglomerado. A corte tem destas francas ofertas  para contentar os desgraçados  e ajudar a  esquecer  as misérias diárias ,mas isso nunca apaga verdades. Os tronos estão em guerra e nem os dotes do mago nem os sorrisos dos bobos duram sempre e a água, essa que nasce  cristalina como dizem , vinda lá das furnas serranas não se sabe donde, suja-se.  Além de imprópria é suja como lamas do inferno . Levam-na encanada e não fica cá nada ! E riem-se dos sertanejos, dos moleiros, dos pastores, dos burriqueiros, dos bem intencionados !

Estão-se nas tintas para o turismo e hotelaria! Desenrasquem-se!!!

Quando o rei soube disto da  inquinação que despoletei em Março  levantou-se e disse: - Não ! O rei afirmou solenemente que nada disso acontecia e reunindo a corte com  os seus cortesãos , os fidalgos, morgados e controleiros  mandou-os   dizer que não.  E todos disseram não. Peço desculpa, eu disse controleiros  mas  disse mal , palafreneiros é o que queria dizer. Palafreneiro, do latim Palafredárius  era  uma espécie de ministro dos cortejos e das festas e zelador dos protocolos. Não e não ,repetiram em coro !

-Sabotagem!  Ouviu-se depois  o rei clamar !E todos repetiram de imediato:     

-Sabotagem! Sabotagem ! Sabotagem! Três vezes sabotagem !!!

E escolheram  até o actor da blasfémia , o criminoso que dá origem á dita inquinação.

-Abaixo a recolha ! Gritou o rei. E todos aclamaram, abaixo a recolha !

Até a própria Recolha ficou admirada com a importância que nunca lhe fora atribuida e encolheu-se como se encolhem as recolhas cuja significação não significa nada.   Mas mesmo assim o diabo da água não cristalinizou. As análises mantem o seu veredito, de IMPRÓPRIA , no mês  de Maio !  E chamam-lhe maravilhosa ! O absurdo!!!

Mas descansem os subditos,  o rei  não caiu da cadeira abaixo, quero dizer, do trono, ele  ouviu os conselheiros , alguns menos maus outros piores e decidiu de repente virar o bico ao prego. Reconheceu  conforme o real saber ,que afinal há mesmo inquinação ! Vestiu as calças ainda a tempo por cima das ceroulas e não se sabe  se decidiu substituir  os velhos aquedutos do tempo da romanização , mas esse é o único remendo  plausivel e  eficaz.  Fez bem o rei ao explicar aos subditos a origem e o conteúdo  da estrutura que ainda nasce livre   entre os dejectos dos servos da gleba e dos vilões, conspurcada afinal por matérias fecais ou coliformes.  Não tão inofensivas como o rei profetiza, a não ser  que o sejam no seu reino por sua expressa lei! Mas dando  razão ao pagode não necessitava levar a realeza até ao ponto extremo de dar o dito por não dito.

Para terminar, só pretendo dizer para humildemente corrigir o rei que a água bruta pode ter melhor ou pior sabor ,mas a àgua pura  ainda não tem qualquer sabor  e foi sempre de água pura que se falou no reino em relação á fonte deste santo João Evangelista.  Parece de facto distraído em relação ao Condado. Desde que me lembre , e já sou muito velho, já tenho calos no rabo como o santo, a àgua do S.João foi sempre própria e destinada ao  consumo humano  e nunca soube a nada.Como pode ser cristalina e maravilhosa , com sabor??? Alguém anda a meter os pés pelas mãos no negócio da água ! Não admira !O rei não sabe do seu reino e não é uma estupida tabuleta que resolve a questão perante os milhares de pessoas , que beberam e bebem das onze bicas da fonte. O Turismo também não é nada disto! O condado ainda oferece ao reino , de mão beijada, dinheiro suficiente para ser considerado!  Penso que não só o Condado  como o próprio  reino, merecem outro tratamento , porque assim não se vai longe !!!

Galileo Galilei , que era sábio e fisico e já tinha a cabeça em cima do atado das vides para ser queimado vivo quando se retratou perante os bispos ,  cerrando os dentes  murmurou:

-E no entanto ela move-se !!! Eppur si muove, na língua original!

E de facto  a Terra continua a andar certinha  a órbitar o sol!

Nervi, Junho, 2016                                                  Àguasdoluso. blogs.sapo.pt

 

publicado por Peter às 19:50

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Sexta-feira, 3 de Junho de 2016

ÁGUA IMPRÓPRIA

 

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N o mês de Março último escrevi numa crónica que a água da Fonte de S. João, no Luso, estava imprópria para consumo humano , como de facto estava e está, segundo o relatório da Delegação de Saúde do mês de Maio, mas não só da Delegação de Saúde, há outras fontes a confirmar o estado daquelas águas, como aliás dos tanques da piscina municipal onde os filhos dos municipes aprendem a nadar e bebem os seus “pirolitos” inadvertidamente. Parece-me grave!

A senhora Delegada limita-se a cumprir, e diga-se muito bem, as regras estabelecidas e a defender, como é sua obrigação, a saúde publica. Nesse cumprimento do dever as análises continuam hoje a indicar água imprópria para consumo na S. João e outras fontes. As amostras recolhidas continuam a apresentar residuos fecais, coliformes, bactérias que podem transmitir ao ser humano graves problemas de saúde. Saúde pública. Não saberá o executivo da autarquia de quatro edis a tempo inteiro o que se passa á sua volta ?

Não faço ideia porque razão parece preocupar-se tão pouco com o facto nem porque em vez de resolver as situações, as discute politicamente na Assembleia Municipal, pretendendo convencer que a recolha feita pela Delegação de Saúde não é correcta ,uma tentativa de tapar o sol com a peneira , quando sabem perfeitamente que o problema existe e que não podem enterrar o bico na areia como se nada fosse.

No caso do Luso, há muito se sabe que a água é contaminada por velhos saneamentos que subsistem enterrados no solo acima da nascente e a solução passa pelo levantamento total dessas velhas estruturas e pela sua substituição. Porém, embora o Luso até proporcione á autarquia um rendimento anual de mais de meio milhão de euros que dá para fazer essa e muito mais obras, a vila está completamente abandonada á sua sorte , uma quarentena imposta pela autarquia Câmara no que respeita a desenvolvimento , com um elenco de freguesia inoperante perante os problemas fundamentais da localidade, as Termas e o Turismo, e paradoxalmente ao lado da Câmara no caso da água imprópria, ou seja, para ser mais claro, a favor da água inquinada, fenómeno de facto que só a inexperiência, o disparate ou a nomeação poderão justificar. Sabemos perfeitamente com que democracia foi escolhida a Junta local nas últimas eleições e o resultado aí está !

Penso que não é desta maneira que se trata o cidadão e penso também que não é desta maneira que se defende o património reprodutivo deste concelho. No caso particular do Luso a questão não é dificil de resolver, mas penso que o presidente do actual executivo , tão espontaneo a atacar a concessionária das Termas no seu primeiro mandato, por qualquer razão politica ou não política, mudou de campo e de ideias , hoje não defende as Termas ou o Luso, defende a concessionária, ou os dois concessionários que dividem entre si a riqueza do aquifero. Ao Luso chega zero, uma vergonha !

Na realidade, abstraindo alguma actividade na área da utilização das estruturas desportivas, a Câmara, de quem aliás se esperava alguma coisa neste mandato , nada fez, não tem projectos, não tem obras , não tem estratégia ,um zero absoluto no que respeita a uma possivel retoma das termas, da hotelaria, do turismo, da própria terra .Os planos de actividade anuais refletem isso mesmo e refletem claramente a opção que se vem fazendo pela destruição do Luso-Buçaco, o cartaz turistico deste concelho feito em 150 anos de luta e de trabalho. Onde se gasta o meio milhão de euros saídos da freguesia anualmente para entrarem nos cofres municipais ? Se é que o gastam, perante a falta de transparência existente é caso para perguntar.

Depois ,o que perceberão a Assembleia Municipal e as Juntas de Freguesia de análises de águas, para colocarem em causa o trabalho da Delegação de Saúde , que é a entidade responsavel pelo zelar da saude no concelho? Quer a politiquice caseira inverter os poderes para que a senhora Delegada lhes passe a obedecer ?

Essa é a filosofia da partidarite que inundou este país e nos levou a uma divida que ultrapassa os duzentos e trinta mil milhões de euros neste momento. Para se fazer uma ideia do seu peso, ao ouro português, que nos deixou Salazar e que está espalhado na sua maioria pelo Banco de Inglaterra , do Luxemburgo, pouco no Banco de Portugal, corresponde um valor de doze mil milhões de euros,cerca de uma vigéssima parte da nossa divida publica, e se lhe juntarmos a divida privada os números dobram. Esta partidarite arbitrária mais a sua componente corrupta é a mãe deste estado calamitoso do país , os espalhou-se dos orgãos de cupula aos simples municipios e até às freguesias e somos nós, o cidadão votante, os pagadores de todos os dislates e promessas. Eu sei que os partidos são precisos, mas viciados desta maneira como se nós fossemos um rebanho silencioso, não. Há que mudar porque este não é o caminho correcto, é tão só uma politica de clientelas e mentiras.

A verdade porém, como a água vem ao cimo . E por muito que se vista o rei vai nú e a água continua imprópria. A culpa da sua inquinação, para uma Câmara e Assembleia Municipal acéptica e subserviente, está na recolha feita pela Senhora Delegada!!!

Sinceramente, isto não lembra ao diabo!!!!!

 

publicado por Peter às 20:37

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Segunda-feira, 28 de Março de 2016

SALVE-SE QUEM PUDER

IMG_003.jpg

Da revista "SALVE-SER QUEM PUDER" levada á cena

no Cine Teatro Avenida do Luso nos dias 25 e 26 de

Junho do ano de 1977 , com lotações esgotadas , um  

momento hilariante entre o chefe da estação, o chefe

Briol ou Britol e o  Martinho de Várzeas,

protagonizados respectivamente por Luis da Zenit e

António  Rocha. No segundo e terceiro dias da

representação podia haver um fogo em Varzeas que

ninguém lhe acudia.

 

          chefe Briol.jpg

Outra imagem da mesma revista e do mesmo sketch

com o mesmo chefe Briol e um turista acabado de

chegar ás Termas ,  o actor Paulo Carvalho.

Como a saudade não morre e o Luso não tem  

sala para teatro nem cinema , há que exigir à Câmara,

que  não comprou o Teatro Avenida para capoeira, que

respeite o Luso e reconstrua o espaço histórico para

uso da sua população. Das Águas do Luso, na última

dezena e meia de anos, já recebeu dinheiro suficiente

para fazer vinte cinemas. Onde gastou essse

dinheiro que  pertence éticamente á freguesia

do Luso ???

 

 

 

 

 

 

publicado por Peter às 23:33

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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016

LUSO,ÁGUA IMPRÓPRIA

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Há dias em que um morador  do Luso não resiste !!!

Há  meses Câmara e Freguesia foram alertadas para a

possibilidade da água da fonte  de S.João, donde sai

abastecimento público e doméstico, estar inquinada...

Parece que ninguém ligou, ninguém quis saber !!!

Abafaram!!!

Seis meses depois , na Delegação de Saúde o relatório

exposto classifica-a como IMPRÓPRIA.

Faltam os relatórios dos meses anteriores, adivinha-se porquê....

Depois das Termas, da Mata Nacional do Buçaco, dos maus

cheiros ambientais, só faltava a água inquinada para acabar

com a terra...

Onde estão os políticos para defender o Luso?????

publicado por Peter às 18:01

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Sábado, 20 de Fevereiro de 2016

ONDE ESTÃO OS CÊNTIMOS DAS ÁGUAS ?

 

contrexcasino1.jpg

 F oi no mês de Outubro do já longínquo ano de 1988 que se assinaram, primeiro em Contrexeville, depois no Luso, os acordos de geminação entre as duas povoações termais, Luso e Contrexeville, cujo principal traço de união consistiu exactamente no facto de serem ambas estâncias termais e possuírem em simultâneo engarrafamentos  e venda de água. Contrex, um gigante francês em produto e tecnologia, o Luso um pigmeu ibérico cuja qualidade da água de mesa superava e supera a sua congénere gaulesa. Na freguesia do Luso governava o partido popular democrático, o velho PPD, que acumulava também com o poder na Câmara. Foi pois o PPD local que conduziu e assinou os protocolos de geminação, de oito a 16 de Outubro com uma delegação do Luso em Contrexeville, de 26 a 30 do mesmo mês com uma delegação de Contrexeville que se deslocou ao Luso.

Estavamos ainda frescos de entrada na CEE mas os protocolos foram elaborados entre ambos os parceiros beneficiando da sabedoria e experiência dos franceses já mestres na matéria. Faziam parte dos acordos a troca de pessoas, de experiências autárquicas e fabris, de alunos e professores das escolas, de manifestações culturais e desportivas, colóquios, e abria-se ao mesmo tempo uma porta gigantesca para a Europa que para nós, fechados e esquecidos há dezenas de anos neste rabo do mundo, era um enigma para onde se emigrava á procura de trabalho e sobrevivência. E fizeram-se de facto algumas trocas, não tantas nem tão frutuosas como se poderia sonhar, mas mesmo assim foi uma porta que se abriu e nos colocou á disposição um mundo novo, o da cooperação e amizade entre povos, onde se deve destacar o papel da responsável pelo Comité de Jumelage francês, Simone Paulmier, grande amiga de Portugal, do Luso e do Buçaco, e do leitão, cuja pujança e vontade de fazer empurrou muitas vezes a nossa atávica inércia em movimento expresso em trocas e contactos constantes e se mais não se fez foi porque nem sempre houve pessoas, sobretudo da nossa parte, dispostas a participar nos encontros, manifestações e viagens que se fizeram.

Este pequeno historial vem a propósito dum resultado obtido, os centavos ou tostões que se conseguiram obter das águas do Luso por cada litro de água vendido no mercado: Foi uma ideia retirada do acordo das águas francesas, traduzida para o português do Luso e depois tornada pretensão pela Mealhada, Câmara. De facto, começamos a notar que Contrex, uma pequena cidade mais ou menos do tamanho do Luso, possuía estruturas e equipamentos urbanos de excelente qualidade, um ótimo campo de futebol relvado, um belo pavilhão coberto, um bom cinema, hipismo, uma moderna escola. etc. E perguntamo-nos como tinha a autarquia   local, a mairie, tanto poder financeiro para realizar tais obras, sabendo então em pormenor através da nossa companheira de geminação Simone Paulmier  e pelo marido Micchel, do contrato existente entre a sociedade das águas de Contrexeviile e a autarquia, da qual esta recebia uma pequena percentagem em francos por cada litro de água posta no mercado. Aprofundada a questão e incitados pelo Comité francês a tentar  a mesma solução, fez-se a ideia e preparou-se o acto, com a autarquia Câmara a entrar  neste processo mercê da legislação portuguesa que descrimina negativamente as freguesias e não lhes permite assinar estes negócios. Foi assim que o então autarca da Câmara, aproveitando a oportunidade do litígio que decorria no tribunal de Anadia entre autarquia e SAL, conseguiu, e bem, meter os centavos litros de água vendidos no acordo que fez, roubando-nos a ideia ou aproveitando o trabalho feito pelos autarcas do Luso para beneficiar o município. Eticamente é dinheiro é da freguesia do Luso, visto que só o facto da divisão administrativa não permitir que o fosse na prática. Preparado e cozinhado por autarcas das termas, hoje é das deliberações dos políticos que estão na sede do concelho que depende, onde o Luso, por ironia, poucas vezes tem lugar por força dos compadrios e dos logros partidários onde tem caído a cegueira dos eleitos. São recebidos para cima de meio milhão de euros anuais, que em cerca de quinze anos de concordata já somarão qualquer coisa não muito longe de oito ou nove milhões de euros. É muito dinheiro, que nem de perto nem de longe a Câmara investiu na estância termal. Onde gastou então esse dinheiro o município? A pertinência da pergunta leva-me sem rebuços a pô-la aqui claramente. Já que não é gasto no Luso como era justo que fosse, não seria minimamente exigível dar conhecimento aos órgãos autárquicos que deram voz á ideia e proporcionaram a sua elaboração, os autarcas do Luso, particularmente freguesia, turismo e até ao velho PPD que assinou a geminação, onde se gastou e gasta esse dinheiro? Não seria obrigação dos eleitos tornar público o seu destino em prol da clareza de processos? Porque se fará da verba, um segredo de Estado? Silenciosos, secretos e dogmáticos, sucessivos executivos municipais calam-se, calando com a mudez a essência da própria democracia. Saberá hoje a gente da freguesia do Luso e os eleitores do concelho que a Câmara recebe para cima de meio milhão de euros anualmente por via dos acordos de geminação Luso-Contrexeville? Dos eleitos locais quem interroga a Câmara sobre o destino que dá a esta verba? Como cidadão do concelho, parece-me que deveríamos saber o que fazem os que elegemos a essa significativa verba. A democracia é a gestão com clareza e limpidez, sem amuos, sem secretismos e muito menos sem sectarismos, com correcção e informação aos munícipes do que se passa á sua volta. A democracia é paga por todos nós e aberta ao conhecimento de todos, uma coisa está implícita na outra, sem cidadãos não há democracia. Aqueles que elegemos estão ao serviço do cidadão e não o contrário, como parece acontecer!

Gotenborg, Fevereiro,2016                                  Águasdoluso.blogs.pt

publicado por Peter às 23:44

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