Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

04
Jul19

O RATO DO ALBERTO

Peter

RSCN5760[1].JPG RATO DO ALBERTO ou A MONTANHA  PARIU UM RATO

Se o abandono do Luso, das suas gentes e das suas Termas necessita de mais alguma evidência, esta do arranjo da barreira que a chuva fez no inverno de há dois anos é o último pregão da arruaça política que a geringonça da autarquia concelhia tem feito na freguesia. Não só pelos dois anos de espera pela retirada duns poucos metros cúbicos de terras que levariam uma manhã para limpar os passeios, como pelo empreendimento subjacente que levou tão doutos autarcas ao concurso duma universidade para desenhar os projetos da remoção das terras. Obras “ciclópicas” como se pode ver, os resultados á vista são, como na montanha que pariu o rato, o regresso ao estado anterior. Nem um banco a mais, nem um metro de alcatrão á frente, nem um estacionamento de forma a libertar espaço para quem visita a terra. Esta é a realidade concebida e mandada executar por aqueles a quem pagamos chorudos rendimentos para gerir o nosso território, rasgando sem qualquer respeito ideias e estudos anteriores. Antes da obra, argumentou a câmara que um dos perigos a prever nos arranjos seria a existência de grandes quantidades de água no subsolo o que desde logo deu, a quem conhece o local, a ideia clara e exata da ignorância e irresponsabilidade dos governantes locais. A extravagância do disparate não tem senso nem limites. Agora convém perguntar pelas nascentes, pelas cascatas e pelos grandes caudais que dali nascem e são canalizados, talvez secretamente para lugar secreto. Mas não estão à vista. Água onde se afoga o ridículo de afirmações políticas fruto da infantilidade de comunicadores eleiçoeiros e intencionais. 

Este é o modo como os autarcas tratam os interesses dos munícipes envolvidos, dando-lhes festas e festanças com o dinheiro de todos, tentando manter-se empoleirados nos galhos do poder e suas influências sem resolver os problemas. Mas não ficam por aqui as desgraças da terra e das termas, a quem o executivo municipal atual passou um atestado de morte prematura desde que tomou posse há dois mandatos atrás. Como há tempo é sabido por todos e pela câmara, a água da fonte de S. João está inquinada, o edil até já mostrou isso num filme, mas tal não é prioridade para os autarcas, presidente incluído, como primeiro a responder pelo ambiente e saúde dos habitantes. Interessa-lhe sim festas e votos! E se falarmos do lago e das suas obras, piscina incluída, cuja finalidade e reabertura foi galhardamente prometida pelo mesmo autarca para o Verão corrente mas, neste segundo aniversário do seu fecho acabamos por saber que as obras estão simplesmente paradas porque em vez de arranjar o lago, destruíram a impermeabilização dos seus fundos, preparados, quando da sua construção, para reter  a água na sua limitada bacia hidrográfica. A história do lago afinal é um precipício de asneiras políticas e técnicas, caladas com festanças de vária ordem para animar toda a gente e esconder os erros e pobreza duma gestão de medíocre qualidade. E já não se fala na Mata Nacional do Bussaco, que também é da freguesia, em continua destruição desde que a fundação camarária que preside ao complot político se imiscuiu irresponsavelmente no património do Estado. O resultado é visível e a Mata Nacional nunca esteve tão degradada em alguns séculos de existência, como hoje, nem tão mal entregue como a uma fundação de base socrática a comungar dos mesmos vícios e privilégios do patrocinador e padrinho. De tal sorte que o presidente da  Câmara já recontruiu dez ermidas onde só existem sete !!! 

Hoje, a freguesia foi despida pela câmara da sua componente turística que há quase oito anos que não mexe uma palha pela sobrevivência da atividade. O abandono é total. Apesar do estabelecimento termal ter aceitável qualidade, a sua dimensão que foi propositadamente reduzida com o aval autárquico por razões nunca esclarecidas, não é suficiente para dinamizar os espaços que foram perdidos por gestões politicamente fraudulentas e contrárias aos interesses do território e do cidadão. De mão dada com os concessionários por razões ignoradas , o compadrio político da autarquia  em  lugar de lhes exigir a animação termal, colabora com eles na ocupação totalitária dos espaço durante a época termal. E dos dinheiros que  anualmente recebe por cada litro de  àgua vendida, nenhuma informação, como manda a lei, ao municipe .  É legitimo perguntar e ao mesmo tempo duvidar da aplicação das verbas , pelos menos um indicio de má fé e de falta de rigor que devia ser esclarecido. Mas vivemos assim, num conluio de interesses politicos de vária ordem  e complicação que só  o génio das mentes que aqui politicamente governam, são capazes de digerir e sabiamente interpretar !!!! O meu aplauso para os conterraneos que civicamente se dirigem á assemblia municipal  e recebem murros na mesa ! E vem-me á ideia a crise académica de Coimbra nos tempos de Salazar e as assembleias forjadas. Ainda lá não chegamos, vamos apenas a caminho....

Mais umas festas  com o dinheiro de todos nós, e toca a dançar e a bailar !!!!

unho,12,2019   aguasdoluso.blogs. sapo.p

13
Ago18

LUSO,QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ!!!!

Peter

lago seco.jpg

Estas imagens referem-se ao Lago das Termas do Luso e ao estado

calamitoso em que se encontra. Construído há uns anos com

o esforço da freguesia do Luso, da Sociedade da Àgua de Luso ,

da Junta de Turismo Luso-Buçaco e da Câmara da Mealhada

encontra-se hoje nesta lastimosa  situação.

lago barco.jpg

A gestão a que tem estado sujeito lago e espaço envolvente por

parte da autarquia Câmara da Mealhada, sem manutenção, sem

pessoal, sem melhoramentos, ao total abandono  em 

termos de turismo , conduziu á destruição lenta do lago e de todo

espaço envolvente desde que foi extinta a Junta de Turismo Luso-

Buçaco, anterior  entidade gestora.

laco fundo.jpg

Esta falta de interesse politico pelo desenvolvimento das Termas do

Luso manifestamente traduzido nos actos levados a cabo pela 

autarquia é o sintoma da sua incapacidade para gerir o turismo

local . A falta de manutenção do lago provocou a abertura dum poço

entre este e o pavilhão gimnodesportivo local, outra estrutura 

turistica na gestão da autarquia.

lago 1.jpg

 A piscina sobranceira ao lago foi igualmente fechada por ameaçar

ruina e com ela a concessão dum café restaurante que completa  o

espaço , verdadeiramente indispensavel para o  funcionamento

dumas Termas com 166 anos de existência. Fechou sem  abertura

de novo concurso de concessão.

lago repuxo.jpg

Creio que estas imagens elucidativas  ilustram bem a falta de 

interesse , de conhecimentoe e a incompetência de quem gere os 

destinos das Termas  do Luso, neste caso particular na vertente do 

turismo, a única actividade que pode manter em aberto a 

sobrevivência da vila do Luso.

lago bar.jpg

Nesta fotografia , o bar cafetaria , o restaurante que servem o local

e a piscina, também fechada e abandonada , como se pode  

facilmente constatar pela imagem. Todo este espaço, embora

pequeno, faz parte dum universo local que custou muito fazer 

para determinado fim, o desenvolvimento das termas.

lago geral.jpg

Convém lembrar aos responsaveis (ou irresponsaveis)

politicos que estamos em pleno mês de Agosto e que deviam não só

saber , como refletir sobre o facto de estarmos no auge da época 

balnear  , época em que esta terra pode fazer os seus negócios e

lutar pela sua própria sobrevivência.

Como sabem, ou  devem calcular, o dinheiro não cai do céu,

como acontece aos politicos. Ou pseudo. 

O caso é mesmo para deixar aqui uma pergunta popular:

"Quem te manda a ti sapateiro, tocar viola? "

Sem ofensa para o sapateiro!!!!!!

proibido.jpg

E finalmente o espírito, proibido entrar na rua....Tacanho?

Talvez , mas assim não se vai longe !!!!

Como se pode não ver aquilo que está á vista???

É o espírito da coisa ! Cem anos, para mais!!!!

Pena ainda maior é que  também a gestão da Mata Nacional

do Buçaco , passa pela mesma autarquia!!!!

 

03
Ago18

FONTE DO CASTANHEIRO

Peter

boneco1.jpg

 O Manel  rodeado pla selva

Q uando o governo acabou com os antigos orgãos de turismo, chamados então Juntas de Turismo, passou a transferir  a verba que estes orgãos recebiam para as Câmaras Municipais  e com a transferência da verba foi a competência sobre o respectivo território no âmbito da actividade turistica. No caso  presente das Termas do Luso, o fim da Junta de Turismo foi catastrófico para a freguesia e para a as termas , pois a Cãmara da Mealhada  abandonou pura e simplesmente os interesses da freguesia nunca sabendo nem querendo defender a estância  termal.  A obrigação que a lei lhe conferiu foi rapidamente esquecida e o resultado está patente no que é hoje o turismo neste municipio , com prejuizo evidente para todos os que viviam e vivem da actividade. A ação daqueles orgãos, pioneiros do turismo em Portugal, foi esquecido e a Câmara da Mealhada, rápida a fazer o seu ridiculo e abusivo posto de turismo, deixou morrer as Termas sem um unico gesto  em sua defesa , salvando-se hoje apenas o pequeno nicho de turismo no desporto, a última estratégia pensada e cozinhada na ex-Junta de Turismo ,ao tempo presidida pelo professor António Gonçalves, a quem se deve em boa parte o avanço do projecto . Mesmo assim, sem manutenção, o mesmo abandono abriu um tunel sob o pavilhão desportivo , deslocando esta oferta para a Freguesia de Ventosa do Bairro que, por muito respeito que se tenha por aquele local não tem qualquer vocação para turismo nem oferece as condições necessárias para estágios profissionais.

boneco3.jpg

 Uma bica quase invisivel

 

O Luso hoje é uma  pequena imagem do que foi, em termos de turismo a única freguesia vocacionada e com recursos  que continua a manter as suas potencialidas, mas abandonada e desprezada , como disse , pela autarquia Câmara, onde grassa a incompetência sobre o assunto. A traficância política tem feito calar as vozes mais atingidas perante  uma gestão paroquial e de defesa dos interesses partidários de quem tem governado o território rotinando  a actuação por interesses que não são os do municipio nem dos municipes.

A Avenida do  Castanheiro ,uma rua soberbamente aberta por Emidio Navarro juntamente com a estrada nacional até Bolfiar, foi uma obra com dezenos de anos de avanço em relação ao seu tempo e hoje continua a ser um local acolhedor, ameno, tranquilo e convidativo. Porém, o seu estado degradado é tal, que nem um vassouro  o municpio  ali manda para limpar a rua , a vegetação, as ervas ou manter dignamente a conservação do "boneco"

Deixo aqui duas fotografias lamentando que os eleitos desta terra na Assemleia Municipal não digam uma palavra do lugar onde nasceram, bem pelo contrário, estão ao serviço dos interesses municipais , apostados em destruir o que resta das  Termas do Luso e da Mata do Buçaco, um património nacional, continuo a repetir, inconscientemente entregue ao poder municipal.

boneco2.jpg

 A paisagem completamente tapada, o abandono total...

Cumpre-me lembrar, que quando há anos passei pela Câmara cumprindo um dever civico que me deu gosto cumprir, ali ficou um  projecto da autoria do arquiteto Sidónio Pardal que incluia o parque de estacionamente do Vale, junto á igreja , bem como a requalificação de todo o espaço superior entre a estrada de Viseu e a estrada do ex Hotel Serra que acabava junto ao cruzamento do Castanheiro com uma ligação pedonal em estudo para unir os dois espaços, ou seja, um parque desde a igreja até ao boneco que deitava água e agora  já nem deita. Quando a Cãmara optou por não ter vereadores do Luso, a terra mais importante , mais conhecida e com maiores potencialidades deste municipio, este ante projecto terá sido metido na gaveta  e até hoje, nem sequer a ligação do saneamento dessa zona traseira da estrada de Viseu foi feito, quanto mais o projecto de que falo !!! Tal como aconteceu a um estudo previo de autoria do mesmo arquiteto sobre o aproveitamento da Quinta do Alberto .

boneco.jpg

Tudo o que a vista não alcança tapado pela vegetação

No meu modo de ver é pouco digno e vergonhoso para esta terra não haver ninguêm que a defenda desde que desapareceu Homero Serra, um homem que, apesar de ter eu próprio  algumas discordâncias políticas com ele, sempre defendeu com veemência os interesses locais , as obras necessárias , as termas e as pessoas.   Quanto ás responsabilidades da autarquia Câmara, o abandono a que votou o Luso e o turismo  é absolutamente inqualificavel. A legitimidade dos  votos tem limites na razoabilidade dos actos e do senso comum. 

 

10
Jul18

OS BURACOS TERMAIS

Peter

cast 2.jpg 

LUSO , OS BURACOS QUE FALAM E A CÂMARA QUE  RESSONA(2)

 C ontinuando...os buracos do Luso são assustadores. Buraco nos correios, nos bancos, no engarrafamento deslocalizado pelas estradas municipais, na sede da empresa das águas, empregos, contas e lucros da mina, em Cracóvia, Polónia,  a fisioterapia Cova da Areia abaixo, o buraco aberto para a piscina que não se fez no parque de campismo , o buraco dos euros do litro de água revertidos para os cofres municipais quando pertencem ao Luso, os buracos  a que a substituição do betume viário já deu lugar  no centro da vila e os buracos próprios da requalificação desse centro que, ainda por acabar, tem vários buracos á espera da água (será benta?) que há-de  enfeitar os acabamentos que esperam há anos pelo fim da empreitada.

O buraco dum saneamento inacabado e o buraco, este prometido, dum curso da Escola Profissional no Ex escritório da Sal, donde estão prestes a sair os primeiros laureados com canudos de Pinóquio. A sebastiânica barragem do vale da Vacariça. Ou o parque industrial de Barrô , esgotado por industrias de ponta e startups. O buraco do Calamina ao lado do pavilhão, um gigantesco buraco, garante o fecho estival da piscina, do café, do restaurante e de toda a sua envolvente e pasme-se, a própria bacia do lago agora exposta á vista está em ruina tão adiantada que ameaça o pior. Não haverá pois lago, nem sequer o repuxo para cima e para baixo, tombado e abandonado em cima do seu poleiro como sucata restante. Fica o ténis se nada mais cair entretanto mas, milagre dos milagres, a única obra realizada na freguesia no último mandato, a famosa retrete, a sexta entre as existentes num raio de quarenta metros, essa está aberta e virá a ganhar a medalha da maior densidade de retretes municipais, uma honraria que falta ao município. Para pendurar no salão nobre como memória futura? Quem sabe?

Mas, para lá do buraco Calamina, há o buraco do cinema, cinema que o constante comissário garante vai ser feito em nome de alguns empregos a usufruir. Não sendo o maior de todos, a plateia já está a céu aberto, o palco desbaratado é um chuveiro, pior que algumas antigas camionetas do Salvador Sereno, os Transportes Mecânicos Luso-Buçaco, onde não raro se abria o guarda-chuva para chegar a seco á feira na Póvoa e voltar com o porco de corda 234 acima. Mas também o urdimento está urdido, a geral em cima dos camarotes e os camarotes no chão. Da cabine de projecção do Joaquim Ferreira Ldª desapareceu há muito a máquina, há-de estar por aí algures. Que saudades  tenho daquela velha sala de espectáculos onde comecei em adolescente a abrir ao mundo os quadradinhos de celulóide com a imaginação crescente posta na luz, na cor, no movimento. Era um mundo novo e maravilhoso que nos fazia sonhar na grandeza de outros mundos dentro do nosso quintal. Como me lembro duma Páscoa com o Miguell Strogof  na sua primeira versão em cinemascope a cavalgar as estepes russas com o correio do czar numa saca a tiracolo. É um mundo interior que nos lacrimeja nos afectos, fac-simile do cinema paraíso de Giuseppe Tornatore reconstruido por nós, limitados nos horizontes dos dias acanhados dum pós guerra difícil. É isto que nos tiram, roubam, esta memória humana que pretendem abolir sem respeito pela história dum cidadão, dum povo ou do ser humano. Quem viveu tem-lhe amor, ferve no sentimento da saudade seja em que língua for e espeta-se no peito e coração a cultura, a tradição, a família, valores que fazem do homem curioso  pensador.

A este drama não shakespeariano, juntou-se no último Inverno mais um buraco na quinta do Alberto, uns pedaços de pedra lascada que costumam cair sobre o Largo do Casino e parte da Avenida Navarro. Já acontece desde o tempo em que Artur Navega tinha o consultório pendurado na barreira  abaixo do La Phodas  para me receitar óleo de fígado de bacalhau, que guloseima!  Acima do Gomes alfaiate, genro da Conceição bordadeira frente ao Silva da Farmácia  !

O que fez então a Câmara da Mealhada? Hábil a esconder as inspecções e manutenções que não faz, mandou comprar separadores de cimento para estradas e inutilizou todos os lugares de estacionar em redor da fonte. Está assim há meses, quem quer visitar a vila é melhor que o não faça, mete-se em sarilhos para poder parar. Esta atitude não tem justificação, a paralisia municipal não mexe uma máquina e um camião e umas horas da manhã para libertar o local e os estacionamentos. Uma epopeia, não? Não querem. Estão-se simplesmente nas tintas para turismo fora das maravilhas!

As maravilhas sim, essa parvoíce da política interactiva do turista canalha é uma anedota, fruto da ingenuidade de protagonismos volteando em redor do nado-morto, almoços, jantares, umas passeatas e pensam que o turista lhes cai em cima como torpedos numa guerra! É que nem existe o pão, nem a água, nem o vinho e ficará o leitão á conta dos industriais do ramo a defender a gastronomia, não o turismo. O resto, são ingredientes comuns a um país qualquer sem qualquer significado nas referências dos territórios. Gabarolices e pretensiosismos!!!

No território há dois recursos, as Termas e a Mata Nacional do Buçaco, esta única. Estes recursos, que nem recursos são segundo o edil presidente, tem valor na Europa enquanto economia, ambiente, serviços, os outros são recursos comuns, não turísticos no seu sentido restrito. Podem trazer algumas mais mais-valias, mas não são o trunfo com que se deve ir a jogo. O leitão acrescenta algum valor como gastronomia e é disso que se trata. A única realidade com potencial turístico reconhecido dentro do município é a freguesia do Luso. Quer gostem quer não gostem é ali que o sector deve investir e a autarquia apostar, se forem sérios. Nas outras invistam nos comboios, na suinicultura ou em água pé e castanhas assadas, em turismo não. O turismo só é panaceia para ignorantes do assunto e o que faz a autarquia município, é errado não só para o Luso mas para todo o concelho

Trocar o certo pelo vazio, os recursos pelas festanças e festaças os quartos do turismo por quartos de horas pode bater na cabeça dos políticos como vitórias de Pirro mas são coisa arrasante para a economia local que vive do património turístico. A Unesco, se vier um dia, não virá de pé rapado e muito menos abismar os olhos na cidade engalanada! Longe disso!

Os buracos ultrapassam de longe a imaginação de autarcas que são parte dos buracos! E não estamos a brincar mas a falar de coisas sérias.

Águasdoluso.blogs.sapo.pt

03
Jul18

FONTE DE S.JOÃO (11BICAS)

Peter

 

fonte cor1.jpg

U m excelente postal ilustrado pintado á mão , com data de 1911

selado com um selo de 40 reis , tarjato na diagonal a vermelho

com a actualização "Republica". Posto no correio há 107 anos.

Na imagem cinco lavadeiras tradicionais mergulham as peças

no tanque que é ao mesmo tempo o inicio da ribeira dos moinhos.

Em fundo a capela de s.João Evangelista que dá o nome á

nascente, onde não existem ainda as onze bicas de hoje.

Vêm-se á direita ramadas dos chorões que adornavam o exterior

do recinto. A segunda presa, á esquerda, hoje subterranea, 

não existe ainda. O Luso já era ao tempo uma estância

termal afamada e procurada por muitos banhistas, em grande

parte oriundos da capital, Lisboa.

 

 

27
Jun18

TOTAL ABANDONO

Peter

esplanada.jpg

A Explanada

 Como se vê, e não é tudo, isto está ao abandono. Fechado, 

esquecido, destruído. Por mil e um buracos, desde um cinema

sem telhado a um pavilhão em risco. Estamos no Luso,

Termas do Luso , ainda se diz. Com saudade.

Por um acaso infeliz da divisão administrativa pertence a um 

municipio chamado Mealhada, uma cidade deslumbrante.

No entanto é nesta freguesia do Luso que caiem todos

os turistas que  chegam ao concelho. Então fizeram

um pomposo posto de turismo na Mealhada , a pomposa cidade

e o do Luso, velho, com  mais de uma centena de anos de idade

é para acabar . Está  ainda aberto por favor dum sujeito especial

a quem tiram o chapéu e dão votos não se sabe bem porquê.

Acho que veio atrás da música. O que não tem importância,

também meu pai veio atras dela.Se bem ou mal é que não sei.

Ah,diferença é que  este faz festas e festanças. E dança.

O samba, acho eu. No caso do meu progenitor ele apenas

trabalhava. E até ganhava pouco! Mal. Muito mal.

Hoje querem inverter a curvatura do circulo e por 

egoismo , ganância , estupidez ou ignorância, tudo termos

da moralidade política, devo acrescentar, metem rodas nas

termas e  na Mata Nacionaldo Buçaco coisas cá da freguesia.

Para encravar a cidade no  meio do diabólico trânsito que  tem?

lago ruina.jpg

O LAGO DOS CISNES

Não. Nada disso. É que não lhes chegando a administração

nem os milhares de euros que a venda de água do Luso lhes

dá todos os anos,uma espécie de limpeza do que

éticamente não lhes pertence, insistem nas rodas. 

Querem as rodas. Querem aquilo que tendo , não querem

ter. Ou por outra querem dormir com as coisas como a

Mata Nacional e outras, na cabeceira da cama, na deslumbrante

cidade. Não vá o diabo tecê-las e acordarem sem elas.

Só assim se pode  entender a destruição operada.

Mas por mais que lhes ponham rodas as coisas não saiem

do sítio. Tal e qual como a barreira do Largo do Casino,

que caiu há uns meses com a chuva e não volta ao sítio por

si só. Nem que se pintem. Dizem que já cá veio uma engenheira,

se calhar alguma espécie, mas nada.

Por acaso fico espantado e ás vezes até incomodado com

tanta inteligência que há na sede do concelho onde eu nasci. 

Época balnear avante, não há onde o turista ponha o carro.

Não me tinha passado pela cabeça sequer que será para

o encanar para a deslumbrante cidade !!!!De facto há cada 

excelente cabeça!!!!! Não é de fracas moitas que sai um

bom coelho??Gordo, anafado, importante...

repuxo.jpg

 O REPUXO  PARA CIMA

Para mim é esperteza a mais. De cabeças de alho xôxo e

umbigos bem tratados. E cabeças de nabo! Sou burriqueiro, 

não sou cego e por bem  ou por mal conheço algum mundo!

Um mundo onde tudo corre para baixo.

Esqueci-me de informar que isto é sempre a descer e a

gravidade ainda existe .Não, não foi abolida.

Aliás a gravidade é muito mais certinha do que as rodas.

Se confiassem nela nada disto acontecia.

Mas não me admiro nada que qualquer dia façam  uma

fundação socrática para pôr a coisa a subir.  São espertos

para tanto, afinados como o mestre. 

Com a idade que tenho já nada me admira. Até já vi uns alguns

burros em corridas de cavalos!!! Embora nenhum  vencedor!

Vá lá agente entender para que serve pensar!

Mas o que é certo é que nem  Termas nem o diabo da Mata

Nacional se mexem. E os buracos são tantos e por tanto lado

que o municipio um dia vai á falência. Era  bom para uns e

maus para ouros. Como tudo na vida. Na life, meu !!!!

Era mau para os politicos mas talvez bom para o cidadão que

poderia ele própria remar a barca deste inferno e ter 

melhores resultados. E não gastava tanto dinheiro com eles.

Porque assim, com timoneiros de excelência , quer a minha

freguesia quer o concelho, estão absolutamente garantidos.

Só que eles pensam que não.

Ficam as photos  e aos meus amigos mealhadenses,

vítimas como eu e como nós , burriqueiros, 

da chafurdice da politica, permito-me um conselho, abram os

olhos. E podem crer que apesar de tudo os burriqueiros são

os que enxotam com ramos de  jibardeira a gente que

vai de burro. Não é tudo a mesma coisa!!!

 

02
Fev17

ALICE

Peter

DSCN4661.JPG

 ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

C aro Presidente, estamos a chegar ao fim de um mandato a zeros. Zero de dívidas, zero de obras, zero de ideias, zero de crescimento. A meu ver, melhor seria dever o que se pode pagar com respeito pelas regras estabelecidas e ter feito alguma coisa. A gestão moderna não se faz sem o recurso ao crédito e a não utilização dessa ferramenta fundamental é mais passível de críticas que de elogios. Teria sido melhor para o território, melhor para o município, melhor para o emprego, melhor para o bem-estar, melhor para as pessoas aproveitar a realidade sem a patetice da dívida! Mas isso não aconteceu, o que de facto aconteceu foi o estagnar do concelho em edis a tempo inteiro, não sabemos quantos assessores e mais uns avençados que a pouca transparência política não deixa perceber. Uma hierarquia tão grande vista pela vez primeira no executivo da Mealhada para fazer zero, é muito mau, e assim se desperdiça o mandato em coisa nenhuma.

Este não é o caminho certo, caro Presidente. Pode ser a via da clientela que a partidarite quer ou a oportuna via que os votos anunciam, mas não é o caminho correcto para num concelho pequeno, carente e acrítico que precisa, ou precisava, dum executivo inteligente e activo e duma estratégia viva e ousada para visionar e empurrar um futuro. Tive a ousadia de pensar isso acreditando que a experiência adquirida lhe tivesse trazido confiança e iniciativa, hoje não ficaria bem comigo próprio nem perante os leitores se não corrigisse nestes maus resultados as previsões iniciais totalmente furadas.

O zero verificado é o fruto maduro duma acomodação politica não prevista nos dados da balança, um erro meu, não via então este concelho na paz podre em que vive quatro anos volvidos. Parado, inerte, incapaz, ancorado em fanfarronices balofas, com uma frota politica á espera do emprego numa terceira ou quarta volta mesmo sem o crédito duma carta de alforria. Digerindo azedas maravilhas de jantares politiqueiros, propagandas gratuitas, festinhas, futebóis e crismas de paróquia e zero de trabalho. Trabalho árduo não houve, medidas inteligentes também não, mal andariam os empresários se estivessem á espera do demagógico acto da política para fazer os negócios da venda do vinho e do leitão, já que a história da água é outra coisa e o pão, viste-o! Mas é tudo uma farsa da política assente na ruina dum passado comum que não diz nada, que não merece respeito nem continuação para ocupantes da conjuntural cadeira do poder.

As velhas estratégias que aguardam há duas décadas execução, um golfe, o nó rodoferroviário, os parques industriais de Barcouço e de Barrô, além desse pomposo Luso 2007, foram substituídos pela compra de lixo imobiliário onde a autarquia se especializa na criação de ratos e, na área de maior potencialidade do concelho, o Turismo, voltamos cem anos atrás com o arremedo de termas que hoje existe, mil e tal quartos a menos e outros disparates em que o município se envolveu na defesa do poder económico do capital que ironicamente nem temos, esquecendo os verdadeiros interesses das populações, dos empresários e investidores, bem como a herança de duas centenas de anos que recebemos de mão beijada. A gestão da última década, caro presidente, foi o desastre que está á vista. Nada acrescentou ao todo municipal, manteve apagado o fogo em todas as freguesias e continuou a tarefa de destruir irresponsavelmente a hotelaria e o turismo que tinham notório peso dentro dos nossos limites e mantinham postos de trabalho na freguesia termal, na qual está hoje claramente evidente o especial zelo político na sua liquidação e a total incapacidade para a defender. O contrário do que fazem todos os municípios por Portugal além! Porquê, pergunta-se? Querem transferir a freguesia  para onde?

Uma catástrofe abalizada por autarcas incapacitados ou intencionais? Os resultados á vista  são absolutamente contrários  aos interesses do território que ocupamos !

Talvez por não ser natural do concelho lhe falte o saber acumulado ao longo dos anos em muitas das pessoas que daqui são, que aqui moram ou daqui se espalharam mundo fora com a universidade da vida no bolso curricular, o trabalho, o saber e a necessidade de sobreviver nos alforges de famílias inteiras. Podíamos fazer um rol de gente daqui e de concelhos vizinhos, mas de nada valeria, nunca os conheceu, não os conhece, não são propriamente a sua história e muito menos a sua alma. Porém sem erros aritméticos eu refiro-lhe de forma concreta que neste município existiram mais de mil e quinhentas camas de hotelaria, freguesia do Luso incluída, e hoje, incluído o seu tempo de autarca no activo, destruíram-se, e não existirão mais que duzentos ou trezentos contando com as camas casuais ou camas de horas. Esta realidade, que naturalmente não lhe pesa, espelha a diferença que existe entre quem viveu a história, participou da história e aprendeu na história e quem pouco sabe sobre o que se passa á sua volta, particularmente nesse mundo relativamente recente e rico, a que damos o nome de turismo.

Nesta matéria, o que a política da Câmara tem andado a fazer são asneiras, tão ocas e tão vazias como os almoços leitoeiros das maravilhas onde pretensiosamente pretende meter o Buçaco como se o Buçaco fosse mais uma maravilha da mesa e dos banquetes. Além de não se comer nem beber, noutros tempos apenas os burros o faziam, o Buçaco é conhecido em todo o mundo há muito tempo e não é a Mealhada das maravilhas que o vai colocar no mapa mas exactamente o contrário caro Presidente. O Buçaco e as Termas sempre deram notoriedade ao município e são ainda hoje a sua potencial riqueza maior e o seu único destino conhecido além desse repasto a que se chama leitão. O meu caro amigo não entendeu ainda estas coisas comezinhas! Se o entendesse não fazia da Mata Nacional a barraca de farturas que anda a fomentar, zelava pela recuperação das termas, da fisioterapia, não gastava o dinheiro dos munícipes naquilo que não lhes pertence. Que o dinheiro não é seu , é de todos nós , deve-o  gastar bem, essa é a sua função, para isso foi eleito, para isso o escolhemos, não para se empinar numa política de saltos altos. Antes de cá chegar, muita gente do concelho fez este património comum que agora o caro presidente ajuda a destruir, ou não o defende, como era sua obrigação enquanto edil.

Depois o Buçaco é um templo, um templo botânico. Num templo há silêncio, adoração, paz e tranquilidade. É para admirar, usufruir, para amar e reflectir, é um lugar sagrado que merece o respeito. Como uma igreja é um local de culto, o Buçaco também o é, de culto e oração e de libertação !  Para arraiais chegou sempre a Ascensão, de resto, dispensa pisoteio, vendilhões de praça pública e promotores de negócios para lhes venderem corpo e alma transformando-o numa feira de vaidades. Deixemos as bacoquices, o empirismo, a senilidade política Se queremos estar dentro da cidade temos de falar e agir com a cidadania da urbe, com a clareza da palavra e da verdade, doutro modo nunca passaremos da aldeia que desejamos.

Depois, não vivemos no país de Alice, ninguém tira coelhos de cartola nem temos poços de petróleo, não somos árabes, sabe perfeitamente que nunca haverá dinheiro suficiente na autarquia para recuperar e manter a Cerca Buçaquina ou fazer a candidatura a património Unesco. Esta será apenas a sua presunção e dum partido que só existe na Mealhada de quatro em quatro anos, quando for necessário meter os votos na urna para escolher um amo já escolhido. Este ano parece que nem é preciso, a ditadura manda! Caminhos duma democracia afunilada nos pântanos deste país de sol! Mesmo assim, hão-de chegar ao Luso, transportar os amigos á sede do concelho frente á boca da urna. Como a política não tem vergonha, esquecem nessa altura que em quatro anos fizeram nas termas uma retrete pública, se entretanto acabarem a obra! Assim não vamos lá,  meu caro presidente!

Luso,Janeiro,2017

 

02
Ago08

EMAGRECER

Peter

    

     

  

          ÁGUA PARA EMAGRECER

 Nada  admira que a ÁGUA DO LUSO também emagreça.

De facto, tendo bebido muita da fonte   não estou gordo.   

Porém, o caso passa-se com a das garrafas.É que há água para

emagrecer...

Porque é que não há TERMAS PARA EMAGRECER ???????

A prova de que a água emagrece é que , mercê da água, o Luso está tão  esticado que parece moribundo. Esticadinho!!!!

Sacam-lhe as últimas entranhas, só pode!!!

Até as tripas hão-de ir...

Pode ser que façam  água com tripas á moda do Porto. ..

Sabe-se lá...mas cuidado com a anorexia ...!!!!!!!!   

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2009
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2008
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

bandeira

badge