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ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

10
Jul18

OS BURACOS TERMAIS

Peter

cast 2.jpg 

LUSO , OS BURACOS QUE FALAM E A CÂMARA QUE  RESSONA(2)

 C ontinuando...os buracos do Luso são assustadores. Buraco nos correios, nos bancos, no engarrafamento deslocalizado pelas estradas municipais, na sede da empresa das águas, empregos, contas e lucros da mina, em Cracóvia, Polónia,  a fisioterapia Cova da Areia abaixo, o buraco aberto para a piscina que não se fez no parque de campismo , o buraco dos euros do litro de água revertidos para os cofres municipais quando pertencem ao Luso, os buracos  a que a substituição do betume viário já deu lugar  no centro da vila e os buracos próprios da requalificação desse centro que, ainda por acabar, tem vários buracos á espera da água (será benta?) que há-de  enfeitar os acabamentos que esperam há anos pelo fim da empreitada.

O buraco dum saneamento inacabado e o buraco, este prometido, dum curso da Escola Profissional no Ex escritório da Sal, donde estão prestes a sair os primeiros laureados com canudos de Pinóquio. A sebastiânica barragem do vale da Vacariça. Ou o parque industrial de Barrô , esgotado por industrias de ponta e startups. O buraco do Calamina ao lado do pavilhão, um gigantesco buraco, garante o fecho estival da piscina, do café, do restaurante e de toda a sua envolvente e pasme-se, a própria bacia do lago agora exposta á vista está em ruina tão adiantada que ameaça o pior. Não haverá pois lago, nem sequer o repuxo para cima e para baixo, tombado e abandonado em cima do seu poleiro como sucata restante. Fica o ténis se nada mais cair entretanto mas, milagre dos milagres, a única obra realizada na freguesia no último mandato, a famosa retrete, a sexta entre as existentes num raio de quarenta metros, essa está aberta e virá a ganhar a medalha da maior densidade de retretes municipais, uma honraria que falta ao município. Para pendurar no salão nobre como memória futura? Quem sabe?

Mas, para lá do buraco Calamina, há o buraco do cinema, cinema que o constante comissário garante vai ser feito em nome de alguns empregos a usufruir. Não sendo o maior de todos, a plateia já está a céu aberto, o palco desbaratado é um chuveiro, pior que algumas antigas camionetas do Salvador Sereno, os Transportes Mecânicos Luso-Buçaco, onde não raro se abria o guarda-chuva para chegar a seco á feira na Póvoa e voltar com o porco de corda 234 acima. Mas também o urdimento está urdido, a geral em cima dos camarotes e os camarotes no chão. Da cabine de projecção do Joaquim Ferreira Ldª desapareceu há muito a máquina, há-de estar por aí algures. Que saudades  tenho daquela velha sala de espectáculos onde comecei em adolescente a abrir ao mundo os quadradinhos de celulóide com a imaginação crescente posta na luz, na cor, no movimento. Era um mundo novo e maravilhoso que nos fazia sonhar na grandeza de outros mundos dentro do nosso quintal. Como me lembro duma Páscoa com o Miguell Strogof  na sua primeira versão em cinemascope a cavalgar as estepes russas com o correio do czar numa saca a tiracolo. É um mundo interior que nos lacrimeja nos afectos, fac-simile do cinema paraíso de Giuseppe Tornatore reconstruido por nós, limitados nos horizontes dos dias acanhados dum pós guerra difícil. É isto que nos tiram, roubam, esta memória humana que pretendem abolir sem respeito pela história dum cidadão, dum povo ou do ser humano. Quem viveu tem-lhe amor, ferve no sentimento da saudade seja em que língua for e espeta-se no peito e coração a cultura, a tradição, a família, valores que fazem do homem curioso  pensador.

A este drama não shakespeariano, juntou-se no último Inverno mais um buraco na quinta do Alberto, uns pedaços de pedra lascada que costumam cair sobre o Largo do Casino e parte da Avenida Navarro. Já acontece desde o tempo em que Artur Navega tinha o consultório pendurado na barreira  abaixo do La Phodas  para me receitar óleo de fígado de bacalhau, que guloseima!  Acima do Gomes alfaiate, genro da Conceição bordadeira frente ao Silva da Farmácia  !

O que fez então a Câmara da Mealhada? Hábil a esconder as inspecções e manutenções que não faz, mandou comprar separadores de cimento para estradas e inutilizou todos os lugares de estacionar em redor da fonte. Está assim há meses, quem quer visitar a vila é melhor que o não faça, mete-se em sarilhos para poder parar. Esta atitude não tem justificação, a paralisia municipal não mexe uma máquina e um camião e umas horas da manhã para libertar o local e os estacionamentos. Uma epopeia, não? Não querem. Estão-se simplesmente nas tintas para turismo fora das maravilhas!

As maravilhas sim, essa parvoíce da política interactiva do turista canalha é uma anedota, fruto da ingenuidade de protagonismos volteando em redor do nado-morto, almoços, jantares, umas passeatas e pensam que o turista lhes cai em cima como torpedos numa guerra! É que nem existe o pão, nem a água, nem o vinho e ficará o leitão á conta dos industriais do ramo a defender a gastronomia, não o turismo. O resto, são ingredientes comuns a um país qualquer sem qualquer significado nas referências dos territórios. Gabarolices e pretensiosismos!!!

No território há dois recursos, as Termas e a Mata Nacional do Buçaco, esta única. Estes recursos, que nem recursos são segundo o edil presidente, tem valor na Europa enquanto economia, ambiente, serviços, os outros são recursos comuns, não turísticos no seu sentido restrito. Podem trazer algumas mais mais-valias, mas não são o trunfo com que se deve ir a jogo. O leitão acrescenta algum valor como gastronomia e é disso que se trata. A única realidade com potencial turístico reconhecido dentro do município é a freguesia do Luso. Quer gostem quer não gostem é ali que o sector deve investir e a autarquia apostar, se forem sérios. Nas outras invistam nos comboios, na suinicultura ou em água pé e castanhas assadas, em turismo não. O turismo só é panaceia para ignorantes do assunto e o que faz a autarquia município, é errado não só para o Luso mas para todo o concelho

Trocar o certo pelo vazio, os recursos pelas festanças e festaças os quartos do turismo por quartos de horas pode bater na cabeça dos políticos como vitórias de Pirro mas são coisa arrasante para a economia local que vive do património turístico. A Unesco, se vier um dia, não virá de pé rapado e muito menos abismar os olhos na cidade engalanada! Longe disso!

Os buracos ultrapassam de longe a imaginação de autarcas que são parte dos buracos! E não estamos a brincar mas a falar de coisas sérias.

Águasdoluso.blogs.sapo.pt

07
Set16

O TETO

Peter

DSCN4700[1].JPG

Neste Teatro que aqui vemos representou noutros 

tempos Alves da Cunha, Maria Matos, Vasco Santana,

João Vilarett,etc, e passaram inumeros filmes

que ajudaram a divertir plateias de turistas e residentes .

Lembro-me ao acaso de dois filmes, o italiano O Teto

e do americano o Comboio Apitou Três Vezes. 

BONS TEMPOS...

RSCN4703[1].JPG

Nesta foto do mesmo Teatro podemos ver não só

O Teto a cair como o próprio teatro em ruina e 

podemos afirmar que o Teatro já caiu Três Vezes,

fazendo jus ás memórias.

A Câmara da Mealhada, especialiazada em ruinas,

comprou este Teatro para cair mais vezes, porque 

três não chegaram ainda.

Essa autarquia recebe anualmente das  Águas do

Luso, cerca de 500 mil euros, ou seja, num mandato

recebe dois milhões de euros.

E o que fizeram nas Termas nesse mandato?

Uma retrete onde já existem cinco, destroem a Mata

Nacional do Buçaco e olham para as mini Termas

do Luso como se fossem um fanstasma!!!!

Se os eleitores não abrirem os olhos, o Cine Teatro

cai de certeza!!!!! 

 

 

 

13
Mar16

PROPRIEDADE DO ESTADO

Peter

luso.jpg

Neste  velho postal impresso no Porto com  a legenda 

Bussaco-Moinhos do Luso, vê-se o antigo edificio da 

piscina coberta que  foi sempre propriedade do Estado.

Hoje, por voltas inexplicaveis parece ser património da SAL ...

 

24
Fev15

PURISSIMA E COM GÁS !

Peter

agua39.jpg

Para quem não lembra ou não sabe, o Luso já teve água  gaseificada. Por mais de uma vez . Uma delas, publicitada neste extrato sublinha os refrigerantes, o Yogura e a água gaseificada, 'soda water' em inglês,ou água com gaz na lingua vernácula.  Vendida em toda a parte e preferida, diz o 'actualizado' panfleto, pela classe médica, coisa que hoje não acontece. Quanto ao gás, o melhor 'Soda-water',  não conseguiu  destronar a afamada àgua do Castelo , usada para juntar ao uisque , no tempo em que não era importado. Mas se bem se lembram os bebedores , o verdadeiro uísque era substituido pelo 'uisque saloio' , onde um bom brandy substituia o uisque original ao qual se juntava igualmente a àgua Castelo num copo 'Johny Walker' para aguçar as papilas gustativas.Também o Cruzeiro teve água  com gás e o próprio Luso  a teve em outras épocas.

 

lusoranja39.jpg

 Refrigerantes, yogura, soda water

Conclusão,O Luso actual já teve tudo e muito mais do que tem hoje,foi morto por sucessivas vendas do património a intermediários para fazer lucros imediatos , isto com o aval , o silêncio e a omisssão de  organismos responsaveis pela concessão das minas. Este regresso do gás, que por razões das propriedades quimicas da água não obteve resultados, não é pois novidade nenhuma, oxalá uma solução hibrida possa resolver o assunto. 

termas139.jpg

 Emanatório Termal doutros tempos

Mas este regresso, como se vê, nada acrescenta ao Luso, morto por sucessivos concessionários. De facto, historiando  fora do negócio a vida termal que começou com a Comissão de Melhoramentos em 1852, depois de existirem banhos   desde há cem anos atrás, foi concessionada a actividade Termal e o Luso cresceu com as Termas, não com as garrafas de água. Pode-se dizer que a terra é filha das Termas e de Emídio Navarro. A concessão, como em qualquer zona de jogos, pede pagamento e desenvolvimento, porém os últimos concessionários nada mais fizeram do que matar as Termas, cujo lucro é irrisório perante o lucro das águas. Todos tem feito o possível e o impossível para destruir as Termas, pretendendo assim sacudir a  responsabilidade da parte Termal, cujo crescimento, aumento e modernização também lhes cabe. È assim que o contrato de concessão estará longe de ser cumprido, perante a ineficácia e a irresponsabilidade de políticos eleitos que vão da autarquia ao governo, embora a autarquia da Mealhada nada tenha a ver com a concessão perante a lei vigente, mas, pretendendo tirar dividendos a seu favor e não do Luso, como ultimamente se tem visto, não tem tido, a par dos órgãos governamentais  da  tutela, homens capazes de defender os interesses nacionais, não só aqui, como em muitos sectores onde se tem vendido tudo a patacos com prejuízos para Portugal e os portugueses.

06.jpg

 Repouso e relax na sala de descanso

 No Luso, por meio tostão de mel coado mantém-se a concessão em permanente hibernação sem a evidente defesa dos interesses nacionais. Acredito que um dia, com gente idónea, capaz e cidadãos conscientes dos interesses do  país, que são a defesa do cidadão e não dos banqueiros, políticos e corruptos, venham a fazer-se cumprir as leis e também a água do Luso venha a ter um concessionário obrigado a cumprir objectiva e rigorosamente as  suas obrigações como tal. Isto porque a razão e os interesses são os interesses dos portugueses e a tutela tem sempre, como gestora da propriedade, a faca e o queijo na mão. Se não o corta é porque não quer, talvez alguma vez se consiga apurar porquê. Acredito que gente que saiba governar um país com consciência e dever de servir honestamente, possa governar o património que é de todos nós, portugueses, entre ele esta pequena parcela que é a mina donde nasce a água do Luso. Enquanto isso, o Luso tem que viver com o Zero de compensação que lhe é atribuído. São poucos, os eleitores e nenhumas as vontades, mas é vergonhoso que se dê o subsolo á exploração estrangeira sem a devida compensação por parte dos exploradores que  vem sucessivamente enganando e manipulando a seu favor a destruição do património termal.

 

 

05
Fev15

LUSO COM GÁS...

Peter

com gaz.jpg

176-CRÓNICAS LOCAIS

Foi com alguma surpresa que o Luso apareceu hoje modificado pela esperteza do markting das águas. Isto porque, em tempos não muito longos o Luso já produziu água com gás para chegar à conclusão que   a água, na sua pureza original repele gazes, prefere ser lisa, como nasce. Desistiram então. Hoje, os experts repetem a experiência. Ora estas coisas  tem a ver directamente com o Luso, Luso é o  nome de terra, da localidade que já existia antes da nacionalidade, a água tem o seu nome , é  um produto antigo, filho do ambiente, natural, não é daqui  ou dali, é do Luso. E a concessão está pendurada na nascente termal, que o  dono Estado, nós por definição, pode pôr o concurso! A população está farta de ser espoliada do seu único bem, que é a água, pela concessionária da mina,  que essa mesma mina  é uma concessão do Estado Português a preços de saldo, Estado que não tem tido  homens à altura de proteger o património que a todos nós pertence. Quem ganha com a situação, não sabemos, mas o Luso ou Portugal, não são.

Essa população  antes de  tudo, gostaria de saber  porque razão aniquilaram a estância termal com  dinheiro dos contribuintes portugueses e da CEE, porque razão fecharam o bloco da fisioterapia, porque razão transferiram   a água encanada estrada abaixo  enchendo o vasilhame a cinco quilómetros da nascente, porque razão  mudaram os escritórios e a sede da empresa para Lisboa e depois para Cracóvia, na Polónia e porque razão o Luso e a sua freguesia recebem ZERO pela exploração da água da mina.

RSCN3902[2].JPG

 O ensaio  televisivo com gaz lacrimogénio!!!!

SIM, não é mentira , o LUSO E A SUA FREGUESIA NÃO RECEBEM QUALQUER COMPENSAÇÃO pela exploração da mina que tem no subsolo. ZERO. Isto é um absurdo dum país irresponsável que  não se cansa de sacar dinheiro ao cidadão para beneficiar extra terrestres da teia empresarial!  De estrangeiros no caso!!!!! Hoje apareceram aí armados em proprietários e mudaram o nome á terra. Pagaram a televisões para virem ver mas as mesmas televisões não quiseram ouvir quem tem as  suas razões no âmbito local. São as televisões que temos, vendidas! Transportaram em autocarros figurantes de Lisboa, duzentos e vinte quilómetros para cada lado e a ESTÂNCIA TERMAL DO LUSO que noutro tempo teve nome e movimento, está reduzida a um terço do que era em nome do desenvolvimento. Uma empresa que foi a maior empregadora do concelho, hoje deixa o concelho nu e  sem  futuro. São holandeses os seus donos, tem sede em Cracóvia, na Polónia e  vendem também uma cerveja chamada Heineken! Como conheço um bocado da Holanda não sei se são eles os promotores deste estado de coisas se os seus mandaretes nacionais, tradicionalmente mais papistas que o papa quando se trata do seu concidadão. Desta vez trouxeram garrafas de gás com àgua ou de àgua com gás para enganar o Zé, que era meu tio. Lacrimogênio é que devia ser! Cantaram e dançaram mas tudo, mesmo tudo, ensaiado para televisão filmar. Para o Luso, NADA, ZERO!!! Eles comem tudo!

Devia haver vergonha!!!!! Ou não deveria haver?

02
Jun13

GOLPE NOS CORREIOS

Peter

 

Por esta velha fotografia se pode  verificar  a existência

dos correios nas Termas do Luso, desde tempos  antigos

uma estrutura indispensavel numa terra que vive do

turismo e da industria hoteleira.

Na ânsia de destruição que assola os portugueses e o que

lhes pertence, foi fechado na última semana de Maio

numa espécie de golpe de mão  pela calada da noite

sem conhecimento da população local.

A "excelência" de oportunos admnistradores talvez do tipo

Zé Telhado (um bom homem, apesar de tudo)) deu mais

esta machadada na freguesia.

Ninguém ouviu o protesto ou o choro de politicos !

Estarão comprometidos  com os sucessos??

A destruição sistemática das Termas continua com

total impunidade...e do país, evidentemente.

 

06
Mai12

A SUBSTITUIÇÃO DAS TERMAS CENTENÁRIAS

Peter

                     

             FIM DAS TERMAS DO LUSO

A fotografia acima testemunha como se pôs

termo ás Termas do Luso. 

Saber mais no texto seguinte:

 

 

                          FIM DAS TERMAS

 

A manhã de hoje nasceu com nevoeiro e maus cheiros. Confesso que não foi a melhor maneira de acordar. Em matéria ambiental o hábito não faz o monge daí, por muitos nasceres do dia que se sucedam desta maneira, haverei sempre de maldizer a malfadada fábrica da baganha que nos entra em casa sem pedir licença insultando o comum cidadão com o seu perfume nauseabundo. E naturalmente hei-de maldizer a actual Câmara da Mealhada que se mantém incapaz de resolver este sério problema que tem a ver com a indústria deste freguesia do Luso, o turismo.

 

   Vem-me á ideia a propósito campanhas eleitorais prometendo a resolução do problema a par de umas manifestações politicas  de rua que não surtiram qualquer efeito para lá de propaladas promessas e folclore. Exactamente como me lembro, tenho boa memória, dum hotel e spa cujos investidores surgiram estranhamente por alturas das eleições e que iria ser edificado na Avenida do Castanheiro. Este até foi prometido duas vezes, em duas eleições seguidas, mas talvez para evitar a concorrência trazida por um segundo spa, tratou a mesma câmara municipal de ajudar na destruição do conteúdo termal. Óbvio!

 

   Hoje, de facto, existe uma clínica maló, tanto quanto nos indica o novo painel informativo que substitui um outro que se manteve, ainda que queimado, a afirmar por muito tempo que ali eram as termas sem o ser.

 

   Mas a clínica ou está sempre reservada ou está condicionada por qualquer direito de admissão, ou pelos preços, pois clientes não se vislumbram. Faz-me lembrar um conhecido meu que num dos quadros comunitários aproveitou cem por cento das ajudas CEE para restaurar a velha casa para turismo de habitação obrigando-se a mantê-la aberta durante cinco anos. O êxito do investimento foi tão grande, que cada vez que um cliente telefonava para marcar uma estadia a pousada estava cheia! Cheia como a manada das mesmas vaquinhas que andavam a encher os currais de terra em terra para justificar á CEE os custos e o desenvolvimento. E os cinco anos passaram!

 

  Também a fisioterapia termal encerrou portas porque uma porta interior ultrapassava ou minguava nas medidas legais impedindo a reabertura da estrutura.

 

    Todos os eleitos se remetem comodamente ao silêncio, e não podemos esquecer que os bem dispensáveis quatro vereadores de tempo inteiro, custam em média aos nossos bolsos através dos impostos que pagamos, cerca de cinco mil euros por mês e por cabeça. Não é para situações cómodas que estão, mas para defender o município, incluindo os que infelizmente passam por dificuldades que não lembram aos eleitos!

 

   Mesmo com tanta gente a gerir (?) assim se fez ao Luso uma lavagem geral, pretensamente cerebral, as termas deram em insólita clínica, a fisioterapia em porta estragada, a sede da água passou para Lisboa, o engarrafamento para a Vacariça, o turismo foi enterrado, a estação de caminho de ferro abandonada, a do correio a aguardar o fecho, um cinema municipal a cair, a quinta do alberto uma floresta de acácias, a Miralinda ex casa do povo uma ruína, a já citada avenida do castanheiro porca e desprezada, o parque de campismo fora dos circuitos comercias por falta da pequena piscina que nunca se fez, o campo de futebol esquecido, a mata do Buçaco um bluf na mão de família e de compadres, e, obra das obras, num país onde se passa fome vai ser construída uma nova escola para substituir a existente que chega e sobra para os educandos locais, por este andar durante os próximos cinquenta anos.

 

    Há dinheiro para empreitadas desnecessárias, não há para as pessoas comerem. A triste realidade. O desperdício continua a ser o emblema caro aos políticos ou aos que pensam que o são, é uma questão de convencimento e conveniência onde tudo vale e se impõe. Até a patetice!

 

 Isto é que é a imagem dum Luso actual, morto por dentro e por fora, obra da concessionária das minas, mas muito mais pela ajuda activa e participativa de actores que ocupando cargos autárquicos nas freguesias e câmaras, nada se interessam pelos eleitores ou pelo município, aqueles que os colocaram lá.

 

   De facto a câmara, única entidade com poder de negociar, está silenciada por mais de cem mil contos que são a renda anual dos famosos dois tostões por litro que recebe de mão beijada, e esquece os verdadeiros problemas de que enferma a freguesia do Luso. Ou por não ter consciência deles, o que é muito mau, ou por não querer sujar as mãos fora da cómoda cadeira onde digere a crise alheia, coisa ainda pior.

 

    Não percebo qual é a vantagem que desta atitude advêm para o município com a destruição duma actividade e por isso chego a duvidar ás vezes se isto não faz parte dos interesses ou gostos pessoais de algumas pessoas, traduzindo mesquinhos reflexos paroquiais, prejudicando o território e as suas gentes ao gosto da irresponsabilidade. Assim como não entendo como ainda hoje escutamos da parte do poder local, referências a um desarticulado campo de golf ou plataformas modais rodo ferroviárias. Será que não perceberam ainda que tudo isso está definitivamente ultrapassado?

 

   Passou a manhã, surgiu o texto e tudo sucumbiu ao pastoso e enervante aroma que provem de Santa Eufémia que se mantém activo e nauseabundo. Parece que com aquilo se faz azeite por extração de benzeno, a bem da economia que nos levou á pobreza e á miséria.

 

    Portugal está em crise mas as pessoas muito mais!!!!

 

                          Luso, Maio, 2012

 

              

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