Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

07
Dez18

AS FAKE NEWS DA PARÓQUIA

Peter

boneco3.jpg

Foi nos começos do Verão que caiu mais um pedaço da barreira da Quinta do Alberto, no Luso, já são tantas as quedas que se lhes perde o conto. No princípio a alargar os silvados do olho nascente para tanquear a água e se lavar a roupa, depois a capela do santo para não morrer de sede e se louvar a Deus, depois a praça, o caminho, a estrada, a avenida, dois tanques acrescidos e sempre o morro a ceder pela natureza de si próprio ou aconchegando as feridas que o homem lhe foi dando no corpo de xistos deslizantes. Para quem não sabe, e há muito quem não saiba, esta terra foi e é uma terra de enxurradas e as vertentes das montanhas, grandes ou pequenas, costumam escorregar como manteiga como se vê na comunicação dos nossos dias, se a intempérie é séria e desgastante. Mas neste lugar não há notícia em séculos que tenha morrido alguém, nem mesmo no terramoto de 1755 que o cura da paróquia teve o cuidado de descrever com precisão sem prejuízos de vulto e pouco significado. Nada de sério nos séculos de escrita ou em fósseis encontrados apontam pois para um diluvio, quando no começo do Verão de 2018 ruiu um pequeno naco da encosta albertina, uma rotina inofensiva mas que um município a leste do que é real decidiu transformar em calamidade. Talvez na esperança de arrancar alguns patacos públicos mal ganhos a mais um fundo europeu, pois o estrago foi um ridículo deslocamento de dois ou três metros cúbicos de xistos que o município, se soubesse o que anda a fazer levaria uma manhã a limpar para tudo voltar á normalidade. Mas não o quis fazer, mesmo tratando-se dum inicio enigmático de época balnear preferiu inventar uma fake new com a entrega dum estudo geológico a duas universidades e a colocação de blocos de cimento no lugar dos estacionamentos centrais da localidade, acabando simplesmente com eles criando a naturais e visitantes os problemas que temos visto, sem qualquer respeito pelas pessoas ou pelos negociantes da terra que vivem do Verão, das termas e dos forasteiros que chegam. E em consequência sem preocupação com os rendimentos que dão sustento a umas centenas de famílias e pessoas e até agora nem os estudos apareceram nem a alameda foi limpa nas suas bordas caídas, tudo levando a crer que a anarquia reina nos paços municipais sem rei nem roque e restam papagaios bem pagos para nos embrulhar na falsidade pendente das notícias falsas, mundanamente dadas como Fake News.
Há uns anos fecharam as termas para obras no mês de Junho perante obras que só começaram em Outubro, fazendo perder ao Luso, com a concordância da autarquia, como então se calculou, para lá de dois milhões de euros. Uma mesma trajectória de insipientes políticos mais apostados em destruir o turismo que desenvolver o município. É que há gente por aí que se rói com as potencialidades da freguesia e tudo faz, não para roubar o molho, que não têm as condições que o sustente, mas para inutilizar o progresso por inveja, ignorância e irresponsabilidade. Como se constata a quinta do tal Alberto não caiu nem vai cair, apenas a incapacidade e incompetência dos actores políticos quer arrasar uma sala de visitas que está a deixar de ser pela vontade autárquica. No espirito da mordomia política juntou-se até a destruição do Luso com a do Hotel do Buçaco por interesses inconfessáveis a que o presidente da edilidade não é alheio.
A julgar pelo que se vê algo vai muito mal no paço partidário do município onde as fake news já têm lugar cativo e, curioso, capazes de tapar os olhos ao mais mordaz cidadão. Garantidamente, as festas, festames e festões a par dos empregos negociados entre o cartão partidário, coisa comum ao país, estendeu a doutrina das notícias falsas ao nível dos municípios, hoje uma parte nada democrática do regime político instituído .Origem dos populismos associados á direita e ao fascismo, quanto a verdadeira causa está no mau governo e no péssimo exemplo dos detentores do poder. 

 

 

27
Out18

FRANCISCA

Peter

 

RSCN5710[1].JPG

 A Francisca mora no Casal  Filomena , á saída da vila depois da reta do pontão na  rua da  Pampilhosa, no Luso.  No extremo de lá, onde a estrada vai acabar a rua chama-se o contrário, do Luso, na Pampilhosa e a recta ali é mais comprida. Há poucos anos colocaram-lhe do lado esquerdo de quem sai um passeio pedonal  apontado á Quinta do Valongo,  para uso das pessoas que ali construíram as suas casas. Por enquanto poucos, mas fizeram o que deviam fazer protegendo o cidadão  munícipe, o morador que paga os seus impostos , dos perigos da rodovia onde muitos utilizadores por motivos variados excedem  as normas de trânsito , principalmente  no que diz respeito á velocidade permitida .

Porém, na ponta de cá, no Luso, do Centro de Estágios para cima não há proteção nenhuma e a partir do Casal Filomena há muito mais gente a morar , seguramente meio milhar de munícipes utilizam a estrada para chegar ao centro da vila onde, ao contrario da Rua do Luso na vila da Pampilhosa, não há passeio para peões. O mesmo cidadão do município caminha entre a estrada e os veículos, utilizando valetas e muros para se proteger dos loucos do volante e da ineficácia autárquica.

A Francisca, que mora no Casal Filomena é um desses peões.  É pequena, loira, bonita e faladora e um dia destes seguia do mercado para casa acompanhada da avó quando cruzei com elas. Na recta do pontão. A recta do pontão é murada dum lado e doutro, é um canal fechado sem valetas nem bermas nem lugar para onde fugir e toda a espécie de viaturas ali passa com os poucos cuidados que são devidos a uma recta. Sabe-se hoje que no infinito não há retas, mas aqui, em pequenas distâncias as retas persistem em segmentos e os carros são ligeiros e pesados que nos passam tangentes ás pernas e aos corpos. Na sua inocência , a Francisca que tem dois anos e meio,  fala como papagaio e num constante mexer vai do muro branco dos lados ao negro alcatrão do piso na ingenuidade da idade,  alheia aos perigos que corre .Para complicar a situação a avó, tropeçando nas pernas e embrulhos que lhe ocupam as mãos e lhes vergam a coluna vertebral  só tem a voz para proteger a criança. Uma voz que não chega facilmente ao labirinto do seu ouvido interior nem a impede de saltar, de correr ou de algaraviar alegremente. Um dia será fatal para uma criança como esta, provavelmente a brutalidade dum desastre há-de esmigalhar uma Francisco contra os muros, contra a inépcia dos autarcas. Quando isso acontecer, hão-de desfazer-se em promessas e lágrimas de crocodilo a pensar nos votos das eleições que se seguem e das festas que hão-de fazer para as ganhar. As mortes não estão na agenda.

É um absurdo, para não dizer um crime , uma  Câmara ter trinta ou quarenta mil euros para contratar Carreiras ( há quem ganhe boas comissões) que andam por aí a plagiar cantigas de outros autores e não ter esse dinheiro para lançar sobre os largos pegões que sobressaem do pontão desde que foi construído, um passadiço pedonal para proteger as Franciscas deste município. As Franciscas, os Antónios, as Marias, os Josés, todo o cidadão ou pessoa que por ali é obrigada a passar, diariamente. A falta de respeito pela vida do cidadão e das famílias que os levaram ao poleiro com a sua votação, sublinhando crianças inocentes, potenciais vitimas prematuras da hipocrisia  dos políticos , é flagrante e insultuosa.

Salvaguardando a pequenez do meio mas não outras, faz-me lembrar  a recente preocupação do presidente Trump pelos emigrantes que chegam à Europa  quando aconselhou o ministro dos negócios estrangeiros de Espanha a construir um muro no deserto da Sara. O ministro agradeceu a sugestão dizendo-lhe que construir um muro com cinco mil quilómetros era coisa complicada e com ar  de admiração Trump perguntou se a sua fronteira era maior que a dele com o México, imaginando que fora da América é tudo em escala reduzida .Foi então que os conselheiros o informaram que o Sara não é na Europa e que Espanha tem apenas  na África  dois enclaves, Ceuta e Mellila, ao que Trump respondeu «night clubs ! », finalizando a conversa.

Esta historieta evidência a tragédia e o perfil de quem hoje se propõe remediar os destinos  dos outros,  gente vulgar que compreende perfeitamente os problemas da outra gente comum ,mas não desce da posição de sobas que assumiram onde perdem a noção de que  a terra é o único sitio onde se pode viver. Por enquanto !

É o drama dum mundo que se torce em lamas de off shores, Jêsetes e em agências de rating , onde os poderes actuais amealham os seus negócios de classe descendo ao baixo teor de fosforo solidário. Matar nas estradas ou com metralhadores deixa no ar a mesma irresponsabilidade.

Luso, Setembro, 2018                            Águasdoluso.blogs.sapo.pt

 

 

 

27
Set18

MUNICÍPIO DE CASTIGO ?????

Peter

...de castigo está o Municipio todo por causa dos quinhentos mil euros que vão ser gastos em todas essas obras"...

fonte cor1.jpg

 Estas são palavras do senhor Marqueiro presidente da Câmara a propósito dos gastos com a recuperação do lago, piscina e cafetaria nas Termas do Luso, palavras proferidas na última Assembleia Municipal. Não se pode estar senão em absoluto desacordo politico com a sua opinião. Por variadas razões. E cito.

Em primeiro lugar porque 500 mil euros são cem mil contos antigos que hoje mal chegam para comprar três assoalhadas; segundo porque a obra do pavilhão foi lançada e executada sobre a responsabilidade do próprio; terceiro porque lendo as actas da Câmara ou o orçamento anual é fácil encontrar soma  maior com carnavais, festas, assessores ,almoços e quejandos; quarto porque nunca a Câmara fez manutenção ás estruturas do lago e pavilhão; quinto porque deve entrar aqui a história dos dois ou três cêntimos que a Câmara recebe da Sociedade da Água do Luso por  litro de água vendido que deviam ser gastos na freguesia do Luso. E vou explicar porquê para que fique claro a proveniência desta verba que a autarquia arrecada em segredo, no mínimo estranho ou comprometedor, quando a lei exige clareza e rigor na informação financeira que passa para os munícipes.

Sem dúvida que na origem desta verba está a geminação Luso/Contrexeville, geminação efetuada quando era poder na Câmara e na freguesia do Luso, o PSD. Esta geminação é a Eva do parto dos tostões litro, a fonte do contrato de amizade que mais tarde nos levou,  Junta de Freguesia e Junta de Turismo, em tempos já socialistas, àquela cidade francesa na continuação de visitas anteriores. Eram Homero Serra e Jorge Carvalho pela freguesia, António Gonçalves, o empresário Carlos Alberto  e eu próprio pelo turismo e fomos nós que nos apercebemos do desafogo financeiro de que gozava o município gaulês, bem como das muitas estruturas termais e turísticas que ali existiam. Um estádio municipal, piscinas, centro hípico, um pavilhão, do qual foi trazida mais tarde a cópia para o pavilhão do Luso.

Do desafogo da Câmara local dava-nos conta Simone, a nossa anfitriã em França, solícita a receber, instalar e trocar informações ou a incentivar a nossa atuação, o que nos abriu um caminho. Foi o caso dos cêntimos/litro de água na altura em francos que a empresa das águas de Contrexeville dava á Mairie (Câmara) por cada litro de água vendida. Trouxemos  connosco a ideia na mala dum regresso com a esperança no bolso, um desafogo para a freguesia e capacidade para executar  obras emblemáticas que vinham de longe como o parque de campismo ou a reconversão da Quinta do Alberto, dos nossos pais e avós que á Câmara  interessavam muito pouco. Mas também o pavilhão, o campo de futebol (onde estagiava a selecção francesa) uma piscina , uma biblioteca, um museu de hotelaria .Eram  portas aos sonhos impossíveis. Porque se tratava de sonhos a ideia cresceu e ganhou forma, neste mundo nada acontece por acaso, nasce de ideias, do conhecimento, do raciocínio e só depois os actos. Sonhos ingénuos dum tempo em que se ofereciam á caridade as senhas da Assembleia Municipal ou as remunerações da Junta !

Mas foi quando metemos nisto Marqueiro, o presidente da Câmara, e relembremos que a geminação era apenas Luso/Contrex,  surgiram os problemas, porque o órgão freguesia não teria capacidade legal para assinar estes contractos ,(hoje duvido) perante uma lei que não é igual para todos, como hoje continua a não ser, retirando o poder ás Juntas de Freguesia, ao contrário do que acontece na França onde todos são municípios , grandes ou  pequenos, todos tem o poder de serem donos de si próprios e dos seus destinos.

Como havia um litígio, litigio que nem tinha razão de ser porque a concessão termal é do Estado e não do município, a decorrer entre a Câmara e a Água de Luso no tribunal de Anadia, para não perder a oportunidade concordamos em que o contrato fosse intermediado pela Câmara  e assim foi  o presidente da câmara a concretizar o negócio.

Um péssimo negócio para o Luso porque a autarquia “fechou-se em copas” até hoje com falta de ética, de seriedade e de transparência política! Até hoje sem especificar de forma publica a todos os munícipes o quanto recebe, porque o recebe ou o que faz a este bónus anual, receita que julgo, a maior parte dos munícipes deste município até desconhece. Isto parece-me extremamente incorreto, é a falta total de seriedade, rigor e transparência da gestão publica no que ao cidadão pertence e é devido saber. Segredo e autoritarismo que a câmara sobrepõe á lei  da transparência que exige textualmente rigor e informação clara.

Em linhas gerais esta é a história dos cêntimos /litro que ainda hoje se recebem e, fazendo umas contas bem simples, nos cerca de quinze anos passados que a Câmara leva da receita destas águas do Luso que podemos estimar  entre 300/400 mil euros anuais, dependendo das vendas da empresa , dará totais na ordem dos  cinco /seis  milhões de euros até hoje.

Quanto exatamente? Não sabemos. Foram gastos no Luso? Não. Onde foram empregues? É segredo. Que benefícios teve a freguesia?  Nenhum.

É um segredo, que espero esteja escondido no silêncio dos números orçamentais no grupo de contas que lhe compete , mas que não se consegue distinguir na nudez dos algarismos quando afinal todo o cidadão tem o direito de saber.

Por estas razões , não se vê pois onde ficará o município  prejudicado como diz o edil, com o que gasta no Luso, primeiro porque não gasta estes tostões que são do Luso na freguesia, segundo porque a vitima é de facto o mesmo Luso que em mandato e meio que leva do pobre “remarque” politico de edilidades marqueiristas, só viu a obra duma retrete publica depois de fazer ensacar na tesouraria da câmara  o robusto prémio da  água, provavelmente á volta de um milhão e meio dois milhões de euros  Um presidente assim talvez precise de óculos para ver melhor a política que faz ou de tomar um aditivo cerebral para lhe lembrar os contratos e as verbas. Amando tanto esta terra ,  que faria se não amasse!

Amar não deveria preocupar um presidente eleito, deveria sim ser um veículo de respeito por cada uma das peças que são as freguesias do seu município e regular o seu valor intrínseco. Respeito pelo território, pelo património e pelas suas gentes como um todo. E já que uma obsoleta divisão política administrativa concentra o dinheiro num ponto, há que alargar esse centro até aos limites do território, isto é, em vez sacar o que resta a cada freguesias devia  crescer num todo até atingirmos um dia a cidade comum. O contrário é o absurdo, o esvaziar dum chão já de si carente, isolado , sem ideias nem estratégias.

Se na realidade o Luso e as termas ou o Buçaco estão muito mal, as outras freguesias infelizmente não estão melhor e se o edil  não tem dinheiro é porque o tem gasto em festas, jantares, assessores, feiras e foguetórios e até se deu ao luxo de mandar para casa uma professora diretora da escola profissional, onde depois estranhamente colocou um marçano como diretor politico. Por isso pagou a autarquia com os impostos de todos nós munícipes, cinquenta ou sessenta mil euros de indeminização á vítima, no cumprimento dos caprichos do ego presidencial. Não sabemos de outras razões. Finalmente gostaria que o cidadão comum soubesse também como se prepara alguém que nunca foi precário nem empregado duma câmara para chegar a chefe de divisão dessa mesma câmara. É que há por aí milhares de funcionários com dezenas de anos de serviço que ainda não estão nos quadros do Estado e gostariam de saber os meandros para seu próprio interesse e governo. É que  ao fim e ao cabo somos todos portugueses e republicanos e embora crentes numa Senhora de Fátima, não consta que ande por aí a fazer milagres de município em município!!!

Luso,Setembro,2018                                                       Águasdoluso.blogs.sapo.pt

 

20
Set18

CINE TEATRO AVENIDA

Peter

cinema.jpg

 Esta é uma imagem do Cine Teatro Avenida original, um 

edificio construído de raiz para albergar  teatro e cinema no 

primeiro quartel do século XIX,  substituindo em definitivo

algumas salas provisórias onde os espectaculos se

realizavam. Como se pode observar, a varanda exterior que

dava acesso á zona da bilheteira foi posteriormente 

tranformada num átrio coberto que lhe alterou a traça 

original.

 

03
Set18

RUA EMIDIO NAVARRO

Peter

ruadoturismo.jpg

Uma fotografia da rua Emidio Navarro , no Luso, com as

escolas primárias á esquerda  e ainda sem o mercado

paroquial. No topo desenha-se a fachada dos azulejos

do Hotel dos Banhos á esquerda e em fundo a

continuação da rua com a barreira da quinta do Alberto

no seu limite. Ano da imagem?  Primeiro quartel do

século passado ?

30
Ago18

FALTA DE TANSPARÊNCIA

Peter

DSC_0752.JPG

 Como a Cãmara da Mealhada não cumpre as regras de transparência a que é obrigada no que diz respeito aos fundos que recebe do acordo com a Sociedade da Água de Luso , aqui trancrevo a respectiva lei.

Diz a dita  Lei nº 73 , de 03 de Setembro de 2013 :

Regime Financeiro das Autarquias Locais e Entidades Intermunicipais

Artº 7º  Principio da Transparência

1-A actividade  financeira das autarquias locais está sujeita ao principio da transparência que se traduz num dever de informação mutuo entre estas e o Estado, bem como no dever de divulgar aos cidadãos, de forma acessivel e rigorosa, a informação sobre a sua situação financeira.

2-O principio da transparência aplica-se igualmente á informação financeira respeitante às entidades participadas por autarquias locais e entidades intermunicipais que integram o sector local , bem como as concessões municipais  e parcerias publico-privadas.

 

Concretamente o municipe do concelho não sabe quanto recebe a Câmara da Sociedade da  Água do Luso da comparticipação anual por cada litro de água do Luso vendido por aquela empresa, na sequência  do contrato assinado entre a autarquia e aquela sociedade. Não se sabe excatamente o produto recebido nem o que é feito a essa verba , ainda que possamos calcular que estarão em jogo cerca de  cinco milhões euros  através dos vários anos de duração do acordo. Por uma questão de credibilidade e confiança entre a politica e o cidadão seria  bom que a autarquia usasse da clareza e transparência que determina a lei , acabando com o secretismo que parece existir na divulgação destes dados e com eventuais  dúvidas que se colaquem  aos cidadãos interessados,  sobre a quantia e destino destes fundos.Para além de cumprir  com rigor o que estipula a Lei nº 73 , de 03 de Setembro de 2013, como lhe compete.

23
Ago18

DE CASTIGO ESTÁ O MUNICÍPIO OU A FREGUESIA ????

Peter

 

lago seco.jpg

 "...de castigo está o Municipio todo por causa dos quinhentos mil euros que vão ser gastos em todas essas obras"

 

Estas são palavras de Rui Marqueiro, presidente da Câmara a propósito dos gastos com a recuperação do lago , da cafetaria e algumas ruas , na sequência do buraco do Calamina sob o pavilhão gimnodesportivo, tudo nas Termas do Luso, palavras proferidas na última Assembleia Municipal. 

Estou em absoluto desacordo com a sua opinião. Por variadas razões.

Em primeiro lugar porque 500 mil euros são cem  mil contos antigos que hoje mal chegam para comprar  duas ou três assoalhadas de um apartamento: segundo porque a obra  do pavilhão foi lançada e executada num tempo em que o presidente liderava a  Câmara e era responsavel por ela,  obra;  terceiro porque  se correr as actas da Câmara do ano que decorre facilmente encontro uma soma idêntica de verbas  gastas em carnavais ,festas , foguetórios e banquetes, e quarto porque deve entrar aqui a história dos dois ou três centimos que a Câmara recebe da Sociedade da Água do Luso por cada litro de água vendido que deviam ser gastos na freguesia do Luso.

velhadistribuiçãoa 2.jpg

E vou explicar  porquê:

A Câmara arrecada anualmente a verba e sem qualquer tipo de transparência faz um segredo  e um silêncio que se quizermos levar ao extremo as nossas interrogações é no minimo  esquisito e comprometedor. Mas para que fique bem clara a origem desse dinheiro eu , que participei e acompanhei  o processo, vou recontar a questão e como na minha perspectiva aconteceu.

Podemos dizer que a mãe desta verba foi a geminação com Contrexeville, geminação efectuada quando estava no poder, quer na autarquia Câmara, quer na  freguesia, o partido social democrata que, curiosamente criou através dum secretário de estado chamado Licinio Cunha uma Escola de Holetalaria no Inatel Lusitano e que depois os socialistas fecharam.  Esta geminção é, não tenho dúvidas,  a primeira Eva do  parto dos tostões litro, a fonte  do contrato geminatório que mais tarde nos levou , enquanto Junta  de Freguesia e Junta de Turismo, já em tempos socialistas, áquela cidade francesa na continuação de visitas anteriores do tempo dapresidência de Emidio Santos.

Era  Homero Serra e Jorge Carvalho pela freguesia , António Gonçaves, o Carlos Alberto do Pedro dos leitões e eu próprio pelo turismo e fomos nós que, através do nosso francês escolar percebemos,  durante as visitas , o desafogo financeiro de que gozava o municipio francês, bem como as muitas e boas estruturas termais e turisticas que ali existiam. Um estádio municipal, piscinas, centro hipico e , entre outras um pavilhão,  do qual foi trazida mais tarde a cópia para o pavilhão do Luso. Esta porém, é outra via da história.

Do desafogo financeiro da Cãmara local dava-nos conta Simone , a nossa anfitriã em França , sempre solicita a receber , instalar e trocar informações ou a incentivar a nossa actuação , que em alguns casos nos abriram um caminho.

 fonte pintada mão.jpg

 Foi o caso dos cêntimos/litro de água   ainda em francos franceses, que a empresa das àguas de Contrexeville dava á Câmara por cada litro de água vendida , ideia que discutimos e trouxemos connosco na mala dum regresso , com uma esperança em

cada bolso, o desafogo financeiro para a  Junta  de Freguesia e capacidade para executar algumas das obras emblemáticas que vinham de longe como um parque de campismo ou a reconversão da Quinta do Alberto, coisas dos  nossos pais e avós que á Câmara da Mealhada sempre interessaram muito pouco.

Mas as novas como  o pavilhão, o campo de futebol  onde estagiava de vez em quando a seleção francesa, uma piscina livre da privacidade dum hotel , uma biblioteca capaz ou um pequeno museu de hotelaria ou a recuperação dos Moinhos de Carpinteiros  eram hipoteses que se abriam à viabilidade do  sonho.

Foi assim que construímos e trouxemos connosco a ideia. Em sonhos. E realmente  neste mundo nada acontece por acaso, nasce  de ideias, do conhecimento, do raciocinio e só depois dos actos. Falar é fácil, diabolizar ainda muito mais, mas construir alguma coisa  é outra coisa mais dificil e responsável.

Foi quando metemos nisto Rui Marqueiro, o presidente da Câmarapara nos ajudar , e lembremos que a geminação era Luso/Contrex, que  surgiram os problemas, porque afinal o orgão freguesia , não tinha capacidade legal para assinar estes contratos , perante uma lei que não é igual para todos, como hoje continua a não ser, retirando o poder ás Juntas de  Freguesia, ao contrário do que acontece na França onde elas não existem porque tudo são Câmaras, quer sejam grandes quer pequenas, com o poder de serem donas de si próprias. Quer sejam mil, cinco mil ou  cem mil habitantes, são eles a dirigir os seus destinos e não os outros, como acontece em Portugal e nos acontece a nós, nas Termas do Luso.

claUSTRO.jpg

 O BUÇACO RELIGIOSO

Entre o desistir do processo e desistir dos cêntimos/litro ou aproveitar o litigio entre  Câmara e Sociedade da Àgua do Luso que corria no Tribunal  de Anadia, para atingir um melhor resultado para a autarquia concelho concordamos em fazer-se o contrato com a  Câmara, e foi assim que o Presidente   Marqueiro entrou isto  e liderou o resto da questão , mas com a verba a ser gasta na freguesia do Luso já que era dela a ideia, a iniciativa, o trabalho e o direito , que deriva dos seus próprios autarcas e representantes.  Fantasias!

O contrato fez-se com a assinatura da autarquia Câmara  que depois " fechou-se em copas"   até hoje sem se saber de forma publica o que faz a esta receita. Isto não é a democracia nem a prima dela e a falta de ética e transparência são obviamente muito pouco abonatórias para a gestão do orgão, mas este país é isto mais o compadrio, o tráfico de influências, etc,etc,etc....Nesta área, muitissimo pior que nos tempos de salazar.

Em linhas gerais esta é a história  dos cêntimos /litro que ainda hoje se recebem e,  fazendo umas contas sem  grande rigor contabilistico, nos cerca de quinze ou mais anos que a Câmara leva da receita destas águas do luso que cá não ficam nem tornam e são entre 300/400 mil euros anuais,  dependendo das vendas da própria empresa, a coisa não anda longe dos seis milhões de euros  até hoje. Foram empregues no Luso? Não. Onde foram empregues? Não se sabe. Que benefícios teve o Luso ? Nenhuns, pelo contrário ...

Não vejo pois qualquer razão para que o municipio fique prejudicado , quem de facto está prejudicado e castigado nesta contenda  é a freguesia do Luso, afinal aquela que dentro deste municipio vale alguma coisa em termos de contexto europeu, como muito bem sabe o senhor Rui Marqueiro que é Presidente da Camara e da qual todas as outras que compõem o municipio, teriam a ganhar com o seu desenvolvimento. Da mesma maneira sabe o mesmo Presidente Rui Marqueiro , se bem que não tenha sido ele a receber  a  esquisita dávida, que a Mata Nacional do Buçaco tem um valor europeu e a Mata Municipal do Buçaco não tem  esse valor europeu. São coisas absolutamente distintas, cuja capacidade de divulgação e atração nada tem a ver uma com a outra e que até em valores de apoios se distanciam completamente. 

015.jpg

O BUÇACO DOS GUARDAS FLORESTAIS

Mas sabe igualmente o Presidente da  Câmara que com o orçamento de 17 milhões de euros que gere e do qual retira algum  para  a fundação socrática buçaquina, retirando-o das pertenças dos municipes , nunca terá hipoteses de recuperar  a Mata e a floresta, hoje

vergonhosamente mal tratada, no que é o património ambiental , botânico  e contruído , entre ele o Palácio Hotel que não tarda começa a ruir  interiormente bocado após bocado e que a ASAE tentou fechar por denuncia da  própria Câmara não sabemos com que intenções.

O que quer a autarquia  perante um bem nacional daquela envergadura?  Colmatar uma lacuna com aquilo que não tem na casual sede do concelho fazendo um palácio hotel igual na Mealhada junta  á sede do Turismo sem turistas? Satisfazer um capricho ? Uma vaidade? Um pôr-se em bicos de pés da maneira mais estúpida e incongruente e irresponsavel? Traficar?

Ou não quer mesmo nada , além de destruir a Mata e as Termas do Luso como aconteceu e está a  acontecer?

Toda esta política levada a cabo pela Câmara, que eu considero politicamente irresponsavel, não passa dum absurdo sem qualquer fim á vista e tanto é má para freguesia como para  todo o municipio cmo para a região.

A Mealhada que pretendem fazer não existe a não ser nas cabeças de politicos opacos , o que existe de facto é um municipio e umas tantas freguesias que são permanentemente espoliadas dos seus bens e esquecidas nas suas potencialidades a favor duma cidade imaginária , como  muitas outras que ainda não cumprindo a legislação existente são cidades meramente partidárias.

Ora é o contrário disto que deve acontecer. Respeito por cada uma das peças e pelo seu valor intrinseco. Respeito pelo território, pelo seu património e pelas suas gentes como um todo . E já que uma obsoleta divisão politica administrativa concentra  o dinheiro e o poder num centro, há que alargar esse centro até aos limites do território, isto é, em vez de roubar,deve ceder e crescer num todo até atingirmos um dia a cidade comum. O contrário é o absurdo , o esvaziar dum território já de si extremamente carente e interiorizado por politicas de abandono permanente, de estratégias ou de ordenamentos dezenraizados das necessidaes do país e da comunidade .

DSC_0836.JPG

O BUÇACO MUNICIPAL

Isto que me parece  fácil, quase intuitivo de perceber, foge ao saber de uns novos experts que nunca tendo feito nada pelo concelho durante uma vida inteira, surgem agora depois de velhos e reformados a espalhar atoardas e  mentiras em conjunto com  jogos de influências e traficâncias sem nexo como se quem andou  trinta ou quarenta anos na politica fosse leigo na matéria. Nunca duvidei das boas intenções das pessoas, ao nivel das autarquias pequenas não há rapazes maus, como dizia o Padre Américo, porém fazer politica é outra coisa de gente crescida  e é  preciso um minimo de experiência para saber o que se faz ou diz , para não cair na patetice dos tolos e  na falta de senso comum da chafurdice pindérica.

Quando ao resto , acho que o presidente Rui Marqueiro deve medir o que diz , não vá o Luso chamar aí uma televisão para contar ao país a realidade dos dias. O que não é grande coisa para ninguém....mas pode resultar. Se bem que eu nunca tenha sido angariador de off-shores nem inventor de militantes!!!

 Numa próxima oportunidade vou registar a verdadeira história do Centro de Estágios, para que fique claro para os meus conterraneos que queiram entender os factos com uma proximidade maior à realidade , realidade que é sempre uma coisa simples, clara e transparente, quando contada numa versão honesta fora dos interesses imediatos das comédias dos saltimbancos politicos, onde verdadeiramente nunca me senti bem.

17
Ago18

DONDE ÉS TU ? SOU DO LUSO!!!!!!!!!!

Peter

 

LUSO - Futebol Anos 40's.jpg

Para amenizar um pouco a crise de abandono porque passa

o Luso  aqui deixo a fotografia duma equipa de futebol tirada

em 1945 no Campo da Feira, onde hoje está a chreche Maria

do Resgate Salazar. Quando a bola saía para o Vale do

Castanheiro, tinha que se ir  buscar a Várzeas, o que era um

bom exercício. 

Na entrada do campo , ou estádio, talvez o primeiro que

existiu nas termas, estava a casa do Àlvaro Reu, uma  figura

incontornavel do tempo de então.Tenho uma ideia de que as

camisolas eram vermelhas, ou seja um  equipamento à Benfica ,

mas não posso garantir, mas os nomes dos artistas são todos

conhecidos e estão na lembrança  de muitos.

jazzluso.jpg

Para superar as tristezas e recordar alegrias, junto  mais ou

menos do mesmo tempo uma outra recordação, esta do jazz

do Luso que abrilhantava muitas vezes o baile do Atlético, 

do 1º de Dezembro e depois do Desportivo. Aí pontificava a

bateria do Nau , na foto  e ainda um sobrevivente desse tempo .

No Verão , sem dúvida muito mais animado do que hoje a terra

era uma pequena cidade. Pode até afirmar-se que foi a primeira

cidade do concelho, se  as cidades naquele tempo se fizessem

com aldrabices e por cima das leis, isto porque as termas durante

a época balnear eram  uma pequena cidade com mais vida que

as cidades cidades paróquia dos dias que correm.

filarmonica lusitana.jpg

A Filarmónica Lusitana, do Luso , 1985

O Luso tem também atrás de si uma velha história que não

 está contabilizada, nem contada  no que respeita a festas e

teatros, história vinda de antepassados que só acabam em

avós e bisavós distantes. Teatros houve vários, desde a casa

do Soares, á casa do Teatro do Abel Serafim que foi um

investidor pioneiro , casa que ainda hoje existe , ou o salão de

festas do Casino do Luso que foi palco de todo o género

de espectáculos incluindo  bailes, teatros, óperas, récitas,

conferências , cinema nos seus primeiros tempos.

luso rancholusas.jpg

O rancho Lusas

Sem dúvida a história mais rica do território concelhio

com o respectivo  património construido e cultural que hoje

pertence ao concelho da Mealhada, herdeiro da Vacariça.

Um municipio que por razões óbvias nunca deu ao Luso

a importância ou o valor que a freguesia possui, bem pelo

contrário, na história municipal raros são os casos em

que não hostilizou a freguesia, exceptuando duas figuras

impares, quer para as Termas quer para a  Mealhada, que 

foram Costa Simões e Messias Batista.

Faltaram vinte anos á terra para ter o destino nas suas

mãos e ser hoje um municipio capaz de ombrear com

Sintra, Óbidos ou S.Pedro do Sul, entre outros.

13
Ago18

LUSO,QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ!!!!

Peter

lago seco.jpg

Estas imagens referem-se ao Lago das Termas do Luso e ao estado

calamitoso em que se encontra. Construído há uns anos com

o esforço da freguesia do Luso, da Sociedade da Àgua de Luso ,

da Junta de Turismo Luso-Buçaco e da Câmara da Mealhada

encontra-se hoje nesta lastimosa  situação.

lago barco.jpg

A gestão a que tem estado sujeito lago e espaço envolvente por

parte da autarquia Câmara da Mealhada, sem manutenção, sem

pessoal, sem melhoramentos, ao total abandono  em 

termos de turismo , conduziu á destruição lenta do lago e de todo

espaço envolvente desde que foi extinta a Junta de Turismo Luso-

Buçaco, anterior  entidade gestora.

laco fundo.jpg

Esta falta de interesse politico pelo desenvolvimento das Termas do

Luso manifestamente traduzido nos actos levados a cabo pela 

autarquia é o sintoma da sua incapacidade para gerir o turismo

local . A falta de manutenção do lago provocou a abertura dum poço

entre este e o pavilhão gimnodesportivo local, outra estrutura 

turistica na gestão da autarquia.

lago 1.jpg

 A piscina sobranceira ao lago foi igualmente fechada por ameaçar

ruina e com ela a concessão dum café restaurante que completa  o

espaço , verdadeiramente indispensavel para o  funcionamento

dumas Termas com 166 anos de existência. Fechou sem  abertura

de novo concurso de concessão.

lago repuxo.jpg

Creio que estas imagens elucidativas  ilustram bem a falta de 

interesse , de conhecimentoe e a incompetência de quem gere os 

destinos das Termas  do Luso, neste caso particular na vertente do 

turismo, a única actividade que pode manter em aberto a 

sobrevivência da vila do Luso.

lago bar.jpg

Nesta fotografia , o bar cafetaria , o restaurante que servem o local

e a piscina, também fechada e abandonada , como se pode  

facilmente constatar pela imagem. Todo este espaço, embora

pequeno, faz parte dum universo local que custou muito fazer 

para determinado fim, o desenvolvimento das termas.

lago geral.jpg

Convém lembrar aos responsaveis (ou irresponsaveis)

politicos que estamos em pleno mês de Agosto e que deviam não só

saber , como refletir sobre o facto de estarmos no auge da época 

balnear  , época em que esta terra pode fazer os seus negócios e

lutar pela sua própria sobrevivência.

Como sabem, ou  devem calcular, o dinheiro não cai do céu,

como acontece aos politicos. Ou pseudo. 

O caso é mesmo para deixar aqui uma pergunta popular:

"Quem te manda a ti sapateiro, tocar viola? "

Sem ofensa para o sapateiro!!!!!!

proibido.jpg

E finalmente o espírito, proibido entrar na rua....Tacanho?

Talvez , mas assim não se vai longe !!!!

Como se pode não ver aquilo que está á vista???

É o espírito da coisa ! Cem anos, para mais!!!!

Pena ainda maior é que  também a gestão da Mata Nacional

do Buçaco , passa pela mesma autarquia!!!!

 

03
Ago18

FONTE DO CASTANHEIRO

Peter

boneco1.jpg

 O Manel  rodeado pla selva

Q uando o governo acabou com os antigos orgãos de turismo, chamados então Juntas de Turismo, passou a transferir  a verba que estes orgãos recebiam para as Câmaras Municipais  e com a transferência da verba foi a competência sobre o respectivo território no âmbito da actividade turistica. No caso  presente das Termas do Luso, o fim da Junta de Turismo foi catastrófico para a freguesia e para a as termas , pois a Cãmara da Mealhada  abandonou pura e simplesmente os interesses da freguesia nunca sabendo nem querendo defender a estância  termal.  A obrigação que a lei lhe conferiu foi rapidamente esquecida e o resultado está patente no que é hoje o turismo neste municipio , com prejuizo evidente para todos os que viviam e vivem da actividade. A ação daqueles orgãos, pioneiros do turismo em Portugal, foi esquecido e a Câmara da Mealhada, rápida a fazer o seu ridiculo e abusivo posto de turismo, deixou morrer as Termas sem um unico gesto  em sua defesa , salvando-se hoje apenas o pequeno nicho de turismo no desporto, a última estratégia pensada e cozinhada na ex-Junta de Turismo ,ao tempo presidida pelo professor António Gonçalves, a quem se deve em boa parte o avanço do projecto . Mesmo assim, sem manutenção, o mesmo abandono abriu um tunel sob o pavilhão desportivo , deslocando esta oferta para a Freguesia de Ventosa do Bairro que, por muito respeito que se tenha por aquele local não tem qualquer vocação para turismo nem oferece as condições necessárias para estágios profissionais.

boneco3.jpg

 Uma bica quase invisivel

 

O Luso hoje é uma  pequena imagem do que foi, em termos de turismo a única freguesia vocacionada e com recursos  que continua a manter as suas potencialidas, mas abandonada e desprezada , como disse , pela autarquia Câmara, onde grassa a incompetência sobre o assunto. A traficância política tem feito calar as vozes mais atingidas perante  uma gestão paroquial e de defesa dos interesses partidários de quem tem governado o território rotinando  a actuação por interesses que não são os do municipio nem dos municipes.

A Avenida do  Castanheiro ,uma rua soberbamente aberta por Emidio Navarro juntamente com a estrada nacional até Bolfiar, foi uma obra com dezenos de anos de avanço em relação ao seu tempo e hoje continua a ser um local acolhedor, ameno, tranquilo e convidativo. Porém, o seu estado degradado é tal, que nem um vassouro  o municpio  ali manda para limpar a rua , a vegetação, as ervas ou manter dignamente a conservação do "boneco"

Deixo aqui duas fotografias lamentando que os eleitos desta terra na Assemleia Municipal não digam uma palavra do lugar onde nasceram, bem pelo contrário, estão ao serviço dos interesses municipais , apostados em destruir o que resta das  Termas do Luso e da Mata do Buçaco, um património nacional, continuo a repetir, inconscientemente entregue ao poder municipal.

boneco2.jpg

 A paisagem completamente tapada, o abandono total...

Cumpre-me lembrar, que quando há anos passei pela Câmara cumprindo um dever civico que me deu gosto cumprir, ali ficou um  projecto da autoria do arquiteto Sidónio Pardal que incluia o parque de estacionamente do Vale, junto á igreja , bem como a requalificação de todo o espaço superior entre a estrada de Viseu e a estrada do ex Hotel Serra que acabava junto ao cruzamento do Castanheiro com uma ligação pedonal em estudo para unir os dois espaços, ou seja, um parque desde a igreja até ao boneco que deitava água e agora  já nem deita. Quando a Cãmara optou por não ter vereadores do Luso, a terra mais importante , mais conhecida e com maiores potencialidades deste municipio, este ante projecto terá sido metido na gaveta  e até hoje, nem sequer a ligação do saneamento dessa zona traseira da estrada de Viseu foi feito, quanto mais o projecto de que falo !!! Tal como aconteceu a um estudo previo de autoria do mesmo arquiteto sobre o aproveitamento da Quinta do Alberto .

boneco.jpg

Tudo o que a vista não alcança tapado pela vegetação

No meu modo de ver é pouco digno e vergonhoso para esta terra não haver ninguêm que a defenda desde que desapareceu Homero Serra, um homem que, apesar de ter eu próprio  algumas discordâncias políticas com ele, sempre defendeu com veemência os interesses locais , as obras necessárias , as termas e as pessoas.   Quanto ás responsabilidades da autarquia Câmara, o abandono a que votou o Luso e o turismo  é absolutamente inqualificavel. A legitimidade dos  votos tem limites na razoabilidade dos actos e do senso comum. 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2009
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2008
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

bandeira

badge