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ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

05
Abr16

TURISTAS AOS MOLHOS

Peter

luso av,.jpg

 Se exceptuarmos as cidades de Coimbra  e

Figueira da Foz,  a " cidade" da Mealhada foi

a que recebeu mais turistas no último ano,

isto segundo uma tabela  encomendada por

alguém a uma empresa de estatísticas,

segundo informa um jornal da região.

Alguém pagou, juro que não sei quem foi,

mas juro que sei como isto se faz,  como isto

se encomenda, como se compram e  pagam 

estas classificações para diversos fins.

Se o Luso fosse a cidade que por mero acaso

não é, estaria sem qualquer dúvida na frente

da grande cidade da Mealhada na matéria

em causa, já que é o único centro turístico

do município  que ultrapassa em mais de

duzentos e cinquenta mil o número de

visitantes, mesmo na crise actual .

Devo esclarecer, porque há muita gente que

não sabe, que o turista é o que vem , come e

dorme, isto é, permanece.

Os comedores de leitão, os carnavaleiros, são

passantes, ou excursionistas , não são turistas,

mas   quem fez a estatística que deu origem á

classificação não sabe nada disto, ou recebeu

informações manipuladas.

Por isso, esta classificação é uma farsa, porque

se retirarmos estes passantes que não contam,

a cidade da Mealhada tem pouco mais  que

umas dúzias de turistas durante o ano.

Basta de brincar com coisas sérias e enganar

as pessoas, seja quem for o autor da

encomenda não sabe o que  está a dizer

e muito menos o que está a fazer.

Sejamos sérios e honestos se queremos

promover dignamente  seja o que for no

nosso território!!!

Definição de turista:   é um visitante que se

desloca voluntariamente por período de tempo igual

ou superior a vinte e quatro horas para local diferente

da sua residência e do trabalho (sem ter por 

motivação obtenção de lucro) pernoitando nesse

lugar. Excursionista é um visitante que embora

visite esse mesmo lugar, não pernoita)

(Quem te manda a ti, sapateiro, tocar violão???)

 

12
Jan16

OS BANQUEIROS DO POVO

Peter

 

RSCN4532[1]

S e o ano que acabou acabou mal, o que entra, entra pior, com o estoiro do Banif, mais um banco que rebenta como castanhas na boca. Como o Bes, pouca gente sabe porque rebentam os bancos nas mãos largas um Povo que afinal nem é perdido nem achado nos negócios dos banqueiros nem nos desastres que se verificam entre essa laia de gente. Um povo que vive mal, com sacrifícios, dificuldades, fome até, a quem tudo tiram e nada dão, que nada sabe acerca da falência dos ricos mas que é a primeira e única vítima dessa coisa a que chamamos banqueiros, como dessa outra a que chamamos bolsa, outro brinquedo dos graúdos ou outras coisas como  duzentos e tal marmelos medalhados  que se divertem a brincar com aviões e tanques em guerras da Nintendo.  

Isto porque se tornou um uso do capital nacionalizar os bancos quando lhes falta o dinheiro. Se fossem comunistas a faze-lo cairiam o Carmo e a Trindade, porém, sendo os traficantes deste mundo é uma boa acção. Em qualquer dos casos o banco passa para o Estado com a única diferença do Estado fazer pagar ao contribuinte a recapitalização do banco para o restituir ao banqueiro falido, enquanto no caso dos comunistas o banco ficaria na mão do Estado. Tecnicamente a manobra é esta, depois acolitada por uma série de regras de democracia de obus, tecnocracia do chanfalho, justiça unilateral, de imoralidades, de roubo e de ética nem se fala. Vale tudo. Ao caso do Banif acrescenta-se a chantagem inadmissível dum banco comprador, que desvaloriza o banco que quer comprar através de notícias intencionais dum seu canal televisivo, uma operação descarada e quiçá fraudulenta.

Ora a verdade, desde que existe banca, os primeiros bancos europeus, vem dos tempos do San Giórgio da Republica de Gènova , criado em 1407, do Banco di Napoli  em 1539 o Monte Dei Paschi di Siena, 1568, do Berenberg da Alemanha, em 1590, entre outros, eles foram  instituições  do foro privado e sujeitas, como qualquer outro negócio ás regras do mercado , da oferta e da procura , dos danos e dos lucros. O genovês San Giorgio prestou os seus serviços aos reis de Espanha e Portugal com empréstimos para a epopeia das descobertas e não consta que os reis os tenham protegido para além do normal pagamento dum juro, algumas vezes apoiados, no caso de Portugal, por contratos de concessões por avanços para novas terras. Esta é aliás a normalidade do negócio bancário dentro do conceito ainda actual dos direitos de cidadania e da igualdade de tratamento e oportunidades entre o cidadão. O que se faz para além destes limites está fora da deontologia da actividade bancária e dos deveres institucionais das nações, que tanto tem a ver com compra e venda de dinheiro como com compra e venda de beterrabas ou açúcar. Não passará pela cabeça de ninguém que o Estado vá nacionalizar um carregamento de cana que se perdeu num naufrágio para salvar o importador da contingência ocasional. O mesmo não deverá fazer com bancos nem banqueiros.

Porque beneficia então este das mãos largas do cidadão para lhe pagar os prejuízos do negócio, talvez sujo, corrupto, criminoso? Apenas porque a promiscuidade entre dinheiro e política atingiu níveis intoleráveis de desonestidade, a especulação proporções criminosas, a circulação fiduciária o descontrole, a globalização anarquizou as relações e off shores ou paraísos fiscais servem de capa à sujidade da moeda, da droga, do roubo, do tráfico de escravos , de órgãos ou da prostituição, da fuga aos impostos e outros crimes comuns. O mundo tornou-se um casino, palavra que em língua italiana significa confusão e os Estados, com mais ou menos corrupção, deixaram de cumprir as leis constitucionais. O velho mundo do San Giorgio mudou como mudou o aval das barbas dum D. João de Castro ou as cordas familiares de Egas Moniz. Hoje compra-se a palavra, a alma, a honra e os altares. O que acontece em Portugal com os bancos é gravíssimo, quando o dinheiro injectado neles com o sacrifício e a dor de todos nós, desaparece sem rastos e a verdade dos negócios envolvidos nunca virá á tona, nem os actores serão julgados pelos crimes contra a Pátria, que é disso que se trata.

Que diferente dos últimos anos oitenta, quando uma pobre mulher, Maria Branca dos Santos de seu nome, montou banca em Alvalade para ingenuamente enganar alguns incautos, sob o letreiro pomposo de A BANQUEIRA DO POVO.

O que já era mau, mas à luz dos novos tempos, nem aprendiz de aprendiz chegava a ser !!!!!

 

 

 

 

 

24
Set15

SAGA TERMAL

Peter

fisio.jpg

 Voltando á  vaca fria (ver posts anteriores) , as Termas

do Luso desenvolveram-se como diz a história e o o contrato de 

concessão   desde 1852 /54 até chegar a uma fase em que tiveram 

um balneário de 1ªclasse,balneário de 2ª classe, bloco de

fisioterapia, um hotel Termal , mais de mil camas em unidades

hoteleiras do Luso-Buçaco e finalmente a promessa dum SPA

que não se chegou a cumprir, uma tal  excelência chamada  

Luso 2007. Com pompa e circunstância foi anunciado !!!!

Esta tal coisa era um projecto sério  (?) e com base nele foram

transferidas  as instalações fabris para outra freguesia

utilizando as estradas municipais , que é o mesmo que  dizer as

estradas dos municipes.

 

compete.jpg

Hoje,  termas remodeladas conforme tabuleta informativa da União

Europeia na frente da porta principal, contas feitas 

a concessionária  termal investiu  1. 610 (um milhão seicentos

e dez mil euros) e a CEE , nós portugueses incluidos, investiu

1.889 (um milhão oitocentos e oitenta e nove mil euros).O custo

total da obra foi de 3.499, três milhões e meio, arredondando.

Este dinheiro dos portugueses serviu para reduzir o espaço das

Termas a um terço do que era .Esteve cerca de um ano exposto

e bem visivel ao publico o projecto da obra no muro da 

estrutura virado para a rua, mas  parece que ninguém viu.

Reabertas com o nome de clinica , hoje tem apenas um pequeno

balneário de 1ª classe e a chamada piscina velha, que vem desde

o principio do século passado XX. O balneário de 2ª existe, mas foi

doado á Fundação  Barrete, digo, Barreto,o bloco de fisioterapia

que estava aberto todo o ano com milhares de utentes, nunca

mais abriu.Ouvimos dizer que o movimento termal está a aumentar

mas na terra poucos vêm os termalistas e as inumeras pensões 

estão de portas fechadas. Ninguém  pode acreditar nos

numeros transmitidos pelo concessionário quanto à quantidade

de utilizadores a não ser que sejam como aquela série televisiva

de grande  êxito que se chamou homem invisivel! DE resto, eles

nem caberiam no terço  das termas que restou para os receber.

No corrente mês de Setembro tive na mão uma ficha de inscrição

dum  crónico  teimoso que ainda vem por saudades, e a 

respectiva  inscrição não chegava ao numero quinhentos,nada

do aumento que é anunciado !

A talho de foice, no ultimo ano em que encerraram as termas

para  as obras comparticipadas, isto em pleno inicio duma

época balnear,tiveram 1.600 inscrições. Como é possivel afirmar

que as  termas do Luso, agora uma clinica, estão a aumentar??

019.JPG

Tudo leva a crer que ao concessionário interessa apenas a venda

da água engarrafada e as termas , que sustentam  o Luso e 

o concelho, que se lixem ! ( com perdão pelo termo),  pois até 

um programa de animação termal que era  da responsabilidade

do concessinário  passou, legal, ou ilegalmente, duvida-se,

para a autarquia local, a Junta de Freguesia que agora o paga.

Bom, este estado de coisas não interessa  à freguesia do Luso,

não interessa ao municipio da Mealhada, não interessa ao distrito

de Aveiro, não interessa à região ,ao país ou aos portugueses!!!

Como é possível a autoridade nacional que gere o subsolo e

as subsequentes concessões,a  começar pela Direção Geral de

Energia e Geologia , suponho, comer  esta sopa á colherada

sem pôr em causa a concessionária das águas e das termas??

Que contrato de concessão é que se está aqui  a cumprir quando

os indicadores conduzem ao definhar termal , da povoação, do

minicipio, das pessoas etc,etc,etc....Claro que devia ser

avaliado o cumprimento ou eventual incumprimento do contrato!

Somos um país rico ou será que há donos inatacaveis no usufruto 

do património comum?

 

14
Ago08

DELIRIO

Peter

  

    

 

         HÁ QUEM ESTEJA NO SOBRAL CID

               POR MUITO MENOS...!!!!!

 

 Tive o privilégio de estar a comandar os destinos desta Junta de Freguesia durante cinco mandatos consecutivos. Nesta minha missão cumpre-se uma função de catarse que me torna socialmente útil, pessoalmente necessário e existencialmente indispensável. Nunca regateei esforços para honrar e engrandecer a minha terra, para elevar o grau de cidadania, sensibilidade e solidariedade para com todos aqueles que me elegeram. Senti o vigor do poder autárquico e, ao desfiar o rosário das realizações durante todos estes anos, honrei a herança e mensagem da história da minha Vila. Sempre foi imensa a causa que me moveu, porque coloquei sempre a dignidade e honradez, a honestidade e a integridade, em todos os actos que pratiquei. Porém, ainda é cedo para tomar uma decisão definitiva sobre a minha candidatura ao próximo acto eleitoral autárquico, mas saberei ponderar que foi no húmus desta terra que germinaram em mim as emoções, sentimentos e valores em que me reconheço e, por isso, seja eu o candidato ou não, continuaremos a inundar os nossos dias com emoções coloridas, intensas, desmedidas e quentes, na procura ciclópica de mais e sempre melhor para o Luso."

     Presidente da Junta de Freguesia do Luso ao JM de 23/7/2008 (água do luso)

 

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