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ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

17
Ago18

DONDE ÉS TU ? SOU DO LUSO!!!!!!!!!!

Peter

 

LUSO - Futebol Anos 40's.jpg

Para amenizar um pouco a crise de abandono porque passa

o Luso  aqui deixo a fotografia duma equipa de futebol tirada

em 1945 no Campo da Feira, onde hoje está a chreche Maria

do Resgate Salazar. Quando a bola saía para o Vale do

Castanheiro, tinha que se ir  buscar a Várzeas, o que era um

bom exercício. 

Na entrada do campo , ou estádio, talvez o primeiro que

existiu nas termas, estava a casa do Àlvaro Reu, uma  figura

incontornavel do tempo de então.Tenho uma ideia de que as

camisolas eram vermelhas, ou seja um  equipamento à Benfica ,

mas não posso garantir, mas os nomes dos artistas são todos

conhecidos e estão na lembrança  de muitos.

jazzluso.jpg

Para superar as tristezas e recordar alegrias, junto  mais ou

menos do mesmo tempo uma outra recordação, esta do jazz

do Luso que abrilhantava muitas vezes o baile do Atlético, 

do 1º de Dezembro e depois do Desportivo. Aí pontificava a

bateria do Nau , na foto  e ainda um sobrevivente desse tempo .

No Verão , sem dúvida muito mais animado do que hoje a terra

era uma pequena cidade. Pode até afirmar-se que foi a primeira

cidade do concelho, se  as cidades naquele tempo se fizessem

com aldrabices e por cima das leis, isto porque as termas durante

a época balnear eram  uma pequena cidade com mais vida que

as cidades cidades paróquia dos dias que correm.

filarmonica lusitana.jpg

A Filarmónica Lusitana, do Luso , 1985

O Luso tem também atrás de si uma velha história que não

 está contabilizada, nem contada  no que respeita a festas e

teatros, história vinda de antepassados que só acabam em

avós e bisavós distantes. Teatros houve vários, desde a casa

do Soares, á casa do Teatro do Abel Serafim que foi um

investidor pioneiro , casa que ainda hoje existe , ou o salão de

festas do Casino do Luso que foi palco de todo o género

de espectáculos incluindo  bailes, teatros, óperas, récitas,

conferências , cinema nos seus primeiros tempos.

luso rancholusas.jpg

O rancho Lusas

Sem dúvida a história mais rica do território concelhio

com o respectivo  património construido e cultural que hoje

pertence ao concelho da Mealhada, herdeiro da Vacariça.

Um municipio que por razões óbvias nunca deu ao Luso

a importância ou o valor que a freguesia possui, bem pelo

contrário, na história municipal raros são os casos em

que não hostilizou a freguesia, exceptuando duas figuras

impares, quer para as Termas quer para a  Mealhada, que 

foram Costa Simões e Messias Batista.

Faltaram vinte anos á terra para ter o destino nas suas

mãos e ser hoje um municipio capaz de ombrear com

Sintra, Óbidos ou S.Pedro do Sul, entre outros.

13
Ago18

LUSO,QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ!!!!

Peter

lago seco.jpg

Estas imagens referem-se ao Lago das Termas do Luso e ao estado

calamitoso em que se encontra. Construído há uns anos com

o esforço da freguesia do Luso, da Sociedade da Àgua de Luso ,

da Junta de Turismo Luso-Buçaco e da Câmara da Mealhada

encontra-se hoje nesta lastimosa  situação.

lago barco.jpg

A gestão a que tem estado sujeito lago e espaço envolvente por

parte da autarquia Câmara da Mealhada, sem manutenção, sem

pessoal, sem melhoramentos, ao total abandono  em 

termos de turismo , conduziu á destruição lenta do lago e de todo

espaço envolvente desde que foi extinta a Junta de Turismo Luso-

Buçaco, anterior  entidade gestora.

laco fundo.jpg

Esta falta de interesse politico pelo desenvolvimento das Termas do

Luso manifestamente traduzido nos actos levados a cabo pela 

autarquia é o sintoma da sua incapacidade para gerir o turismo

local . A falta de manutenção do lago provocou a abertura dum poço

entre este e o pavilhão gimnodesportivo local, outra estrutura 

turistica na gestão da autarquia.

lago 1.jpg

 A piscina sobranceira ao lago foi igualmente fechada por ameaçar

ruina e com ela a concessão dum café restaurante que completa  o

espaço , verdadeiramente indispensavel para o  funcionamento

dumas Termas com 166 anos de existência. Fechou sem  abertura

de novo concurso de concessão.

lago repuxo.jpg

Creio que estas imagens elucidativas  ilustram bem a falta de 

interesse , de conhecimentoe e a incompetência de quem gere os 

destinos das Termas  do Luso, neste caso particular na vertente do 

turismo, a única actividade que pode manter em aberto a 

sobrevivência da vila do Luso.

lago bar.jpg

Nesta fotografia , o bar cafetaria , o restaurante que servem o local

e a piscina, também fechada e abandonada , como se pode  

facilmente constatar pela imagem. Todo este espaço, embora

pequeno, faz parte dum universo local que custou muito fazer 

para determinado fim, o desenvolvimento das termas.

lago geral.jpg

Convém lembrar aos responsaveis (ou irresponsaveis)

politicos que estamos em pleno mês de Agosto e que deviam não só

saber , como refletir sobre o facto de estarmos no auge da época 

balnear  , época em que esta terra pode fazer os seus negócios e

lutar pela sua própria sobrevivência.

Como sabem, ou  devem calcular, o dinheiro não cai do céu,

como acontece aos politicos. Ou pseudo. 

O caso é mesmo para deixar aqui uma pergunta popular:

"Quem te manda a ti sapateiro, tocar viola? "

Sem ofensa para o sapateiro!!!!!!

proibido.jpg

E finalmente o espírito, proibido entrar na rua....Tacanho?

Talvez , mas assim não se vai longe !!!!

Como se pode não ver aquilo que está á vista???

É o espírito da coisa ! Cem anos, para mais!!!!

Pena ainda maior é que  também a gestão da Mata Nacional

do Buçaco , passa pela mesma autarquia!!!!

 

09
Set17

FAVELA

Peter

DSCN5199[1].JPG

Não, não é uma favela do Rio de Janeiro mas uma

paisagem turistica aqui bem perto de nós, no

coração das "ditas" termas...ex do Luso....deste

Luso que não nos deixa de espantar....com

o seu turismo festeiro..

20
Ago17

ENGOLIR SAPOS VIVOS

Peter

 

DSC_0011.JPG

Na sala de visitas das Termas do Luso , esta obra prima destaca-se

N o estranho mundo partidário, os barões, á boa maneira lusitana, candidatam-se aos lugares políticos num caricato absolutismo como se fossem representantes exclusivos da democracia, da sabedoria e do poder. Neste caso do poder, ele de facto está tão mal repartido e exercido que a rua é o seu lugar, a influência o seu exercício, a dependência a sua autoridade, a irresponsabilidade a sua filosofia, a traficância o meio.

Não bastando a falta de compromissos qualificados e quantificados perante os eleitores, uns candidatos de Pedrogão Grande, onde recentemente se representou uma tragédia nacional de graves consequências, “marimbaram-se” para os militantes partidários e escolheram-se a eles próprios para candidatos às eleições. Os militantes revoltados queixaram-se, com razão, que serviriam apenas para pagar cotas e a coisa veio nos jornais mercê da visibilidade actual daquele concelho. Parece ser o Costa que vai apagar o fogo!

Curiosamente, o mesmo se passou no partido que detém o poder no município da Mealhada. O candidato a candidato, ao mesmo tempo presidente cessante com quase quarenta anos de tarimbeiro, se é que isso significa alguma coisa, escrupuloso quando Lisboa democraticamente o associou a uma candidatura, acabou por meter a viola no saco e fez o que fizeram em Pedrogão, proclamou-se candidato sem a opinião dos militantes e  aval dos órgãos próprios, como primeiro referiu quando lhe convinha armar-se em democrata. Para os militantes  não foi um grande exemplo da democracia que se cultiva no seio destes açambarcadores de poder, arautos dum paraíso concelhio que não existe, apenas apregoam, com assessores que o erário  público paga a favor dos seus propósitos  políticos. Há exemplos. No dia 2 de Agosto, um cheiro nauseabundo de pocilgas percorria a Mealhada para receber os clientes da fileira do leitão, mas o fenómeno fica na gaveta das omissões, não vá prejudicar os candidatos que não mexeram uma palha para resolver a questão que se arrasta há muitos anos. Tal como escondem ou não divulgam os dados oficiais sobre o turismo no concelho, todos eles coincidentes no retroceder das receitas nos últimos anos, bem como da diminuição da oferta de quartos e outros serviços, uma resposta inequívoca à incompetência que grassa na política levada a efeito nesta matéria pelo edil do turismo, o próprio presidente da autarquia, ou a situação actual das Termas do Luso, onde os balneários, em pleno Verão e mês de Agosto estão praticamente “às moscas” como sói dizer-se e a terra é invadida por romeiros de fim-de-semana a que chamam turistas sim, mas de pé rapado e garrafões na mão que nada deixam de riqueza no local. Esta é de facto a triste realidade a que chegou o concelho com um edil do turismo mais apostado na omissão das verdades que na procura de saídas para os problemas grandes e graves que o município enfrenta. Bastam-lhe “barbaridades” gratuitas como o não destino turístico ou o acabar da marca Luso-Buçaco que tem século e meio de existência e que hoje pretendem substituir por Mealhada-Buçaco para fazer da sede do concelho aquilo que não é. Esta sofreguidão irracional só tem trazido prejuízos ao território e não pode ter futuro sustentado porque lhe falta exactamente a sustentação de meios. A massa crítica nesta matéria é muito pobre e aquela que existe, fruto dos 150 anos de actividade termal, reside nas termas e é cuspida para fora da carroça do poder. Os destinos turísticos não se fazem a martelo e a picão, como se pensa na autarquia, são fruto do meio, do tempo e da experiência que se adquire em anos e anos de trabalho árduo e cujo saber e cultura tem que ser respeitado e aproveitado. Aqui, em vez disso, delapida-se por inveja ou por ciúme o saber acumulado. A total irresponsabilidade!

Outro tanto é a incapacidade autárquica junto do poder central no sentido de fazer cumprir ou renegociar a concessão da água, cujo contrato, que envolve o desenvolvimento do complexo termal, não está a ser rigorosamente cumprido. Estratégia turística para o concelho não há e a única que funciona vem da aposta na área desportiva na sequência do Centro de Estágios, uma estratégia que nasceu no Luso e não na cabeça ôca dos autarcas camarários, como hei-de relatar.

Não contente com estes fenómenos o candidato convidou para o seu elenco partidário gente do PSD, o seu real inimigo, não se sabendo hoje quem é quem dentro das listas que amanhã irão a sufrágio nem os “complôs” que sustentam estas manobras “maquiavélicas”, troca-tintas de quem disse cobras e lagartos dum partido, o socialista. Jogos de traficâncias políticas ou de troca de favores em que o candidato é perito, dá-nos ensejo para pensar que o PSD tem duas listas, uma própria, outra por procuração, casos da Mealhada e o do Luso, onde o partido, por escolha do “candidato senhor e amo” e não das dezenas de militantes locais que pagam quotas, continua a apostar no PSD. Quem quiser votar no partido socialista neste concelho, tem pois que engolir sapos e lagartos para seguir as bizarrias dum eterno candidato que só cai com a cadeira.

Por sua vez a autarquia , infelizmente um dos maiores empregadores num município onde a riqueza é escassa e pouco retributiva, tem um orçamento apetecível para o meio e como tal é objecto das influências da polítiquice local, perante um pequeno círculo de vinte mil habitantes. Não é segredo para ninguém que os partidos fora da área do mando têm tido dificuldade em compor as suas listas, exactamente porque as pessoas se desculpam com o emprego precário deste e daquele familiar que as autarquias, as fundações, as seitas e outros compadrios mantêm á laia de favor. O medo de represálias, ainda que o voto seja secreto, vive-se, alimenta-se e impõe-se hoje, exactamente como nos tempos de Salazar, uma vergonha nascida da municipalização impreparada e imune a que assistimos e que funciona em roda livre e profissionalizada por amadores bem pagos. A democracia rasca ou de low- cost  onde a transparência é nula.

Tenho andado a escrever há muito tempo nestas meras crónicas pessoais que a Câmara nunca terá dinheiro suficiente para recuperar o Buçaco, e na semana passada, o candidato e ainda presidente de um mandato onde não fez absolutamente nada para além de manter em serviço as mordomias das festas, reconheceu perante o novo secretário de Estado das Florestas em visita á serra, que não tem esse dinheiro para recuperar o património do Estado, e não terá nunca acrescento eu, que ando neste mundo há tempo demais para acreditar em milagres e promessas de tarimbeiros relapsos. Patético, simplesmente patético, este reconhecer forçado duma realidade que logo na altura se mostrou á evidência não ser possível e cujo desfecho se ficou a dever á própria Câmara que recusou do Estado a comparticipação, optando por meter-se num sarilho donde não pode facilmente sair, um erro imperdoável que nos tem custado caro em termos financeiros e patrimoniais. Registe-se que por tal motivo esta é a única fundação que não recebe do Estado qualquer verba.

Para acabar, outra coisa que me cheira a mofo e bolor nestas fanfarronices eleitoralistas, são as comissões de honra, algo anacrónico num tempo desmultiplicado pela digitalização da fibra óptica, smartphones e hologramas! Quando era novo e participava na organização de bailes, presidiam o Messias, o Figueiredo, o Melo, uma garantia á virgindade que hoje não se usa por escassez de donzelas !  Esses remakes dos salamaleques e da camisa TV são fenómenos absolutamente desparasitados, faziam parte integrante do espirito dum Estado Novo que morreu velho ou não morreu.  Acho-as coisas obsoletas, doentias, expressão dum saudosismo que as sociedades actuais já não interiorizam nem com alma nem com razão. Como me cheira igualmente a traça e bafio aquela gente da minha terra que assume cargos políticos para bronzear os dourados e nem sequer abre a boca na defesa do lugar onde nasceu. Honradamente quem vai para pagar jeitos com a boca do silêncio, era melhor abster-se, também honradamente. Uma retrete em quatro anos é um péssimo serviço prestado e no entanto há quem goste!

 O mundo  mudou há muito tempo, aqui nada mexeu!

Luso,Portela do Picado, Agosto,2017                                Águasdoluso.blogs.sapo.pt

07
Jul17

FOGOS,LÁGRIMAS DE CROCODILO

Peter

CANADAIR.jpg

No ano passado o fogo andou por aqui. Foi obra dos deuses, se bem se lembram os leitores, de Hefesto e de Vulcano e por graça dos novos santos pastorinhos não chegou ao Buçaco. Ainda bem que assim foi, do mal, o menos, mas deixou amargos na boca e os habituais avisos para tomar cuidado com as brincadeiras do lume. Se então faziam quarenta e dois anos do ciclo infernal dos fogos, este ano fazem quarenta e três e ainda antes da chegada do Verão já se contam por muitos mortos e feridos as vitimas apanhadas pelo diabólico carrasco que entrou agora pelo chamado pinhal interior, é melhor dizer o eucaliptal interior e levou consigo vidas humildes de gente laboriosa e simples, o verdadeiro âmago duma pátria de madraços governantes.

Mas o que se fez do ano que passou para este no sentido de defender a gente e os bens? Nada. De facto não se viu fazer nada. De facto nada se fez. Como nunca se fez nada do que deveria ser feito. Ouviram-se lérias dos patéticos Martas deste recanto na televisão pública para dar lustro ao dourado dos galões e às fardas que falharam nos precipícios da vida e regateios de mais verbas aos políticos que aproveitaram para dormir até às próximas eleições. Assim o governo sustentou a barca na tumultuosa maré dos nossos dias e os municípios fizeram festas e regaram campos de futebol e golf como sempre tem feito, gastando o nosso dinheiro de mangueira na mão naquilo que é dispensável, mas na prioridade dos fogos, zero, um zero tão grande como na criação de riqueza sustentada.

Esta aliás é a imagem de todos os anos enquanto a floresta privada e pública gere em redor de si própria outra floresta de lixo ambiental e o eucalipto se continua a espalhar quase espontâneo por onde quer e pode perante um reordenamento por fazer.

Hefesto, o deus anterior ao esperto Prometeu roubando a chama, mete as labaredas na saca em cada fim do Verão e o fraco poder de quem o tem adormece como uma espécie de amigo do povo dominical esquecendo a desgraça alheia. É pois naturalíssimo que depois de quarenta e três anos seguidos a brincar, os factos se repitam e agravem perante a inércia crónica dos sábios da Lusitânia, sábios de língua, de mama e de gamela que se fartam de barafustar no fim de contas, na pobreza da lusa comunicação social de malfadada erudição. Suam as estopinhas, na retórica balofa amealhando fartos ganhos de pirosas redes privadas e públicas, uma rotunda lástima a que chegaram os canais que impingem aos portugueses televisão de baixa qualidade e cultura, algo ainda mais sujo que deprimente. Nisto levantam-se alguns contra o diabo a criticar a razão, mas esses ou são distraídos ou os beneficiários do sistema onde a falta de transparência nos avança canadairs ,sirespes, corrupção e comissões. E alguns free lancers  militantes que chupam no erário publico por via de empresas, instituições , organismos e serviços.

Como ninguém tem culpa dos fogos não há réus. Tudo depende dumas cotoveladas entre nuvens traiçoeiras, uns relâmpagos, umas faíscas sobre os tojos dos terrenos incendiando a mata ainda que se inventem os trovões. Quem pára uma descarga caída estrondosamente das nuvens? Ninguém. E como a farsa já tem anos deu lugar à epopeia do fogo que desta vez levou na sua frente seis dezenas de mortos, muitas mais de feridos, coisa que se remedeia com umas palavras de solidariedade, um secretário de estado a contar mortos e uns dias de luto com umas preces pelas boas almas que se foram, que se finaram numa fogueira que não é propriamente inquisição. Lágrimas de crocodilo!

Quem governa é indigno do povo que governa. Quem governa perdeu a dignidade após anos e anos de tragédias sem mexer uma palha para acabar este drama tremendo que nos envergonha e assusta. Quem governa talvez faça bons negócios na epidemia do fogo ou os dê com prazer aos clientes e amigos, mas por incompetência ou omissão condena anualmente populações indefesas ao martírio, ao sofrimento, á dor e à morte. Todos os governantes que tem passado por esta saga da desgraça e da destruição   tem sido indignos  do povo que lhe dá os votos. Há quarenta e três anos que sucede esta tragicomédia que agora culminou com o maior desastre de sempre. Sobre os mesmos inocentes de sempre. Sobre os mesmos portugueses de sempre.

O reordenamento do território e o planeamento, esse bicho monstruoso que resolveria o problema de vez, nesse ninguém tem a coragem ou a capacidade de mexer porque naturalmente irá tocar em interesses de lóbis de muita ilustre nata lusitana, a nata das influências, da clientela, dos amigos, dos compadres, da irresponsabilidade.

O poder actual, perdeu a capacidade de intervir, os partidos alinharam-se pelo poder do dinheiro e off shores perdendo o equilíbrio entre dois mundos diferentes, o dos fortes e o dos frágeis, ou mais concretamente entre os ricos e os pobres. Há por aí muita gente a viver á custa dos fogos perante um Estado que não cumpre os seus deveres. De nada valem as desculpas esfarrapadas de políticos comprometidos com o percurso assumido até aqui, cujos resultados á vista não podiam ser piores. De nada vale a romaria do governo aos locais do crime como quem pede desculpa, de nada vale a patetice dum presidente da Republica a pôr água na fervura no gelo da sepultura ou nas lágrimas dos sobreviventes.

O povo português não merece este descalabro, esta impotência, esta anarquia, este vazio permanente perante os problemas reais. Há que tomar outras medidas, como repete todos os anos o povo deste país, sem qualquer consequência.

Aqui para nós, na nossa pequena dimensão territorial, o Buçaco ainda não ardeu porque não calhou, mas lembram-se os leitores que ardeu um quadro raro de Josepha de Óbidos, um crime patrimonial que não teve responsáveis apurados. É pois muito provável que a Mata Nacional mais ano menos ano tenha o mesmo destino nas mãos dos amadores partidários que fizeram dela uma feira da ladra. Suja e cheia de mato, pronta a receber de mãos abertas um fogo mais agressivo a Mata é hoje, desde que acabaram com os guardas florestais, um espaço aberto ao pasto de curiosa gente, afinal de calibre igual às centenas de sábios que vegetam nas televisões. Até uma barragem no Vale da Ribeira foi riscada da protecção pelo fraco elenco camarário que temos, politicamente ignorantes das coisas do turismo como de florestas ou ambiente ou até da rega do Vale. Amanhã, quando arder, não haverá responsáveis pois este mundo democrático de curiosos está imune aos pagamentos de asneiras tal como está imune ao pagamento de custas judiciais e outras regalias de baronetes e morgados. Ainda que se saldem por dezenas de mortes e milhares de hectares de floresta ardida o património não conta, nem o físico nem o ético. Muito menos o do cidadão que existe para pagar impostos e alimentar  burocracia.

Luso,Junho,017                                  àguasdoluso.blogs.sapo.pt

 

22
Jun17

“NOMINA SUNT CONSEQUENTIA RERUM”

Peter

 

248.JPG

 Chamemos a isto seja o que for e demos-lhe o nome de democracia das coisas ao que muitos teóricos já chamam a post-democracia, aquela que nos chama periodicamente ás urnas como se fossemos ressuscitados de quatro anos de jejum , um acto estereotipado que começa  nas vésperas do dever ético do cidadão e acaba na noite dos vencedores apitando as charamelas pelos cantos do povoado. Uma democracia low cost , onde votar é uma performance psicológica que dura o espaço de tempo duma suja campanha eleitoral onde as figuras e as palavras se repetem, o comodismo se retracta, a promessa pacifica a vitima reduzindo-lhe o intelecto e capacidade e o homem se faz de herói antes de o ser num entrudo de interesses pessoais e duma classe política paupérrima a vomitar  cartilhas de oportunismo perante o insucesso da obra. Barões e baronetes partidários no meio dum neo-liberalismo ressuscitado a que se submeteu  conscientemente a Europa e a cultura ocidental mas que a maioria deles nem imagina o que seja ou para onde vai.

O paradoxo é que a participação do cidadão ou povo soberano , termina mesmo antes de começar, é nulo o activismo fora do bando partidário clubístico, é inexistente a clareza das ideias , dos actos e nenhuma a sabedoria . Vota-se no cidadão , no bigode ou na casaca , o mesmo cidadão que no tempo do império romano também não se discutia, impunha-se. Prometem-se paraísos entre festas pagas pela desgraça das vitimas  e, findo o festim , reparte-se o benefício pela irmandade dos eleitos. Só isso justifica que  Macron tenha chegado ao poder com quatro votos em cada dez franceses e á Assembleia nacional francesa com 32% por cento  de votos expressos. Os actores repetem-se, as cenas bisam-se e entre nós, quatro decénios depois duma revolução para modernizar as coisas, o cenário não melhorou , temos a mesma cidadania salazarenta da ignorância e do medo. O poder cultiva o engano e o silêncio e entope as leis na justiça. Ninguém pergunta  nem discute sobre os milhões  de euros que a comunidade europeia nos fez chegar ás mãos a custo zero nem sobre onde os gastaram os eleitos,  ou sobre as políticas que levaram o país á ruina e bancarrota, sobre a situação de  miséria e fome que pesa sobre dois milhões de compatriotas,  sobre a emigração dos jovens por falta de trabalho, sobre os que de mãos a abanar enriqueceram , sobre a corrupção que  cheira mal por todos os cantos , entre a qual a que levou a banca nacional á ruina que nos obrigam a pagar. Porque não se faz justiça neste país de cantadores domésticos onde parece haver gente acima de qualquer suspeita? Porque não funciona a justiça para imunes? Porque estão os mesmos galos sempre nos mesmos poleiros , morgados e barões da mediocridade que temos?

Estes e outros é que são os problemas concretos  e reais duma nação, os  que directamente nos afectam e que todos deveríamos ouvir a discutir na praça publica , pondo em causa decisões  e  as pessoas que protagonizaram e protagonizam a péssima gestão. Um complot de gente  e actos que nada tem a ver com os interesses comuns do povo português, cujos resultados desastrosos estão á vista. A ilusão passa de mandato em mandato, os tutores saltam de mão em mão e a natura selvagem para onde se caminha leva á sobrevivência de cada um, um salve-se quem puder!

Esta a via  do neo-realismo que a queda  do contrato social proporcionou arrastando uma Europa multicultural e pluralista, ética, moral e religiosamente, para um  abismo.  O poder que faz as coisas que a politica decide regressou aos interesses individuais, ao monopólio da riqueza, ao poder familiar, ao imobilismo , ao vazio das ideias, ao compadrio  dos partidos ou da maçonaria e renunciou ao humanismo, á sociabilidade, á justiça social que caracterizaram uma via de bem estar do mundo ocidental. Hoje, o povo soberano que fez um pós-guerra de esperança, ou o povo que mais ordena das líricas revoluções cada vez mais esvaziado de conteúdo humano, como bem refere o Papa da  igreja católica romana, sem direitos regulados , volta á escravatura do trabalho mal pago, quinhentos euros oferecem a Câmara de Coimbra e o Sr. Pingo, voltam á austeridade diária, à  descriminação, ao desemprego , á xenofobia perante Estados que perderam a capacidade de controle sobre o reequilíbrio entre o mundo do capital e o mundo do trabalho , um novo poder que deixou em roda livre o poder da exploração, das desigualdades e das assimetrias. Alguns incluem nisto o populismo , um populismo armadilhado por uma direita xenófoba que não sabe verdadeiramente para onde ir. De qualquer modo um trabalho de meio século que o ocidente perde em meia dúzia de anos. Um trabalho que a igreja católica aproveita porque também ela bebe da mesma cultura que construiu o mundo ocidental e espalhou por algumas partes do globo.

Na França, a geringonça dos partidos perdeu a guerra. As pessoas fartaram-se das tretas, da corrupção, da falta de emprego. Das esquerdas ás direitas, foram varridos pelo novel Macron, sem apelo nem agravo.

Por cá porém  o banquete continua e porque estas crónicas são preferencialmente locais , é oportuno ilustrar o que acontece todos os dias com a politicas(?) eleitorais dos nossos representantes. É assim a história simples dum amigo igual a muitas.

O meu amigo não é novo, tem netos e entre esses netos um é autista. Conheço o problema, conheço a criança e por alguma experiência e conhecimento sei quão doloroso , trabalhoso e melindroso é este assunto. E penso que o rapaz, é dum rapaz que se trata, poderia  aprender a falar, a escrever, a ter amanhã uma vida quase normal com aprendizagem  especializada. A família tem procurado  auxilio , mas o ensino público não tem resposta e os deuses do privado,  querem dinheiro, que o meu amigo nem a família tem. Por isto , esta criança amanhã , o que vai ser ou fazer? Fica a pergunta, mas devo acrescentar que não é caso único no município da Mealhada , casos que a Câmara se tem limitado a tratar  em algumas reuniões de que nada resulta para lá da retórica balofa de ignorantes do assunto . No ensino oficial que lhe dão, o único professor ensina a turma ou o autista , claro que deixa o doente á sua sorte porque não o pode atender , nem está preparado para responder ao desafio que a escola lhe propõe.

O que lamento, porque sou cidadão do município, e porque estamos em pré-campanha eleitoral, é que a Câmara da Mealhada tenha 14.000 (catorze mil euros)para pagar a um  cantor , 14.000 euros entre canto, músicos e comissionistas, e não passe de  reuniões ensaiadas para  colocar notícias em jornais na resolução dos problemas reais da população  como é o caso do autismo. O que lamento é que a câmara da Mealhada, o concelho onde resido, tenha centenas de milhares de euros para gastar em festas e foguetes em prol de duvidosos objectivos e se esqueça de quem precisa.

Todos os órgãos duma Câmara se deviam envergonhar ao delapidar o dinheiro do erário público e do cidadão em decisões politicamente erradas e eticamente vazias. Primeiro a cançoneta ou  primeiro a cidadania?  No meu entender,  isto não é política mas abuso de poder e não quero chegar ao ponto de lhe chamar corrupção, cada um julgará por si.  Com o dinheiro dos outros é fácil  fazer boa figura mas muito mais fácil fazer uma péssima figura. Uma figura inútil, desumana, leviana, de discutível moral. Sabendo a quantidade de festas que fazem as autarquias país fora para angariação de votos á custa do dinheiro dos nossos impostos, chamo a isto um esbanjamento abusivo da riqueza publica. Um mal licenciado pelo silêncio dum poder de governar que parece não existir  e se fica pelo conforto do gesto discricionário desse poder , pondo  em definitivo de parte o exercício político.

Um poder que, com a regionalização que se desenha, vai trazer um caos discriminatório ao país e ás pessoas.  

    ª( Titulo:Os nomes são consequência das coisas)                 Quinto All Mare,Génova,Maio,2017

 

 

28
Mai17

O CANDIDATO EGOISTA

Peter

cinemavelho.jpg

 A  PROPÓSITO DUMAS PALAVRAS A UM JORNAL

( Declarações do Presidente da Câmara da Mealhada ao Jornal da Bairrada on line que ao que se diz é subsidiado pela própria câmara ))

 

È interessante ler esta entrevista política dum homem responsável que se tornou um político irresponsável. O que aqui diz ou manda dizer pelo assessor que pagamos com os nossos impostos, deve ser para brincar na cara do cidadão e o do Luso, que me toca porque ali vivo e como dali sei, passa as raias da imbecilidade política. O descaramento politico é tamanho que leva a dizer o contrário do que na realidade  se passa e quem conheceu as Termas e as vê hoje sabe que são completamente irreconhecíveis. Aquela que já foi a maior freguesia empregadora do concelho, hoje não tem um emprego para oferecer a ninguém. De facto, nunca assim esteve em 165 anos de termas.

O Salvador do Luso, como já foi etiquetado o candidato á camara da Mealhada , de quem infelizmente a freguesia depende, começou a campanha eleitoral e a única coisa séria que devia fazer era calar-se ir-se embora pois envelheceu e com ela, ao que parece, as capacidades para ocupar o lugar político foram-se e sobreveio-lhe um onda para elogiar não o Trump, mas uma coisa parecida.

Ironicamente, o Luso deve  agradecer–lhe a riqueza em que vive, como confessa o próprio, referindo-se à fundação Bissaya Barreto, os únicos empresários  da terra que lhe mereceram preocupação e o apoio da Câmara, apesar dos lucros, se os tiverem, irem para Coimbra. Devemos agradecer-lhe igualmente o posto de Turismo, pois pelos vistos, confirma o próprio, seria sua intenção fecha-lo, substituindo-o pela aberração dum turismo na Sede do concelho onde os visitantes são tantos que ninguém consegue entrar. Já sabíamos que a intenção era essa , fechar o posto desde que o turismo é turismo e que existe na região  centro, o Luso, o Buçaco, a Curia, a Figueira da Foz. A tacanhez concelhia , aquilo a que eu chamo falta de sentido ou de cultura critica e amor ao chão do berço, apaga a grande cidade e o candidato afirmou que este Luso Buçaco deixou de ser um recurso turistico, vá-se lá saber o que o é, se o não é também a Curia , Monte Real ou a Figueira, o autarca o saberá. E decreta por seu punho e voz publicamente tal qual lhe parece a coisa.

Quer o Luso quer o concelho, parece que devem agradecer a defesa das Termas a este homem que um dia começou por ser seu defensor  com arruadas abrilinas e dias depois trocou a defesa politica das mesmas Termas por serviços prestados ao proprietário termal.  Disse tudo.O Luso deve-lhe agradecer a defesa do Bloco da Fisioterapia, suou estopinhas para defender a sua permanência na vila face á sua total transferência para a Mealhada. Mente quando diz que fez a reabilitação urbana do Luso ou construiu a nova Escola , não foi ele, foi o exercício anterior, no Luso o candidato fez uma retrete pública na melhor entrada do Lago , nos quatro anos de mandato.

O Luso-Buçaco deve-lhe agradecer a representação digna que tinha nas Feiras de Turismo de Lisboa ou de Madrid ia por sua mão e agora já não vai , porque foi agora apeado pelas  maravilhas mealhadenses, uma estúpida representação de turismo que só poderá existir na sua cabeça de político, pois na realidade  o leitão é gastronomia, o vinho enologia e a água é para beber. O que será pois

turismo para o político, a lagoa da Antes ou o odor das pocilgas da Mealhada?

Porque as Termas foram encolhidas, praticamente extintas com  licença camarária, o Luso deve agradecer-lhe consequentemente, o fecho dos bancos, dos correios, das pensões, dos negócios onde nem os chineses se seguram no lugar! O senhor candidato esqueceu o que fez enquanto presidente ou não se lembra que além de festas não fez mais nada ? Quando na campanha anterior prometeu apoio ás pessoas, queria dizer fazer festas, homenagens, heróis, ilustres, sábios, condecorados ?

Valha-nos Deus , valha-nos Zeca Diabo! Enganou-se completamente com a experiência política que adquiriu onde andou pela mão partidária que apoia e não apoia,  agora até cá traz um primeiro ministro do qual foi opositor quando se candidatou a secretário geral do seu partido. Ou não será o seu partido? Para secretário nacional não servia, agora serve para lhe branquear a imagem. As voltas que o teto dá para se manter empoleirado. Não tem sentido, não é a figura política que o Luso ou o concelho precisam.

Mas continuando, as Termas  devem agradecer-lhe o cinema , a ruina que está a cair. O dinheiro que recebe da freguesia por litro de água vendido não é suficiente para reconstruir o velho Teatro Avenida?  É suficiente para o da Mealhada, da Pampilhosa e para o Luso , não é ?  Não  pagamos impostos como os outros ? Somos cidadãos de segunda, ou o candidato anda a fazer de nós parvos? Mantem o segredo da política por onde gasta o dinheiro que recebe do litro de água vendido, que fique claro,  foi o Luso que lho deu para gastar prioritariamente na freguesia. Se não se lembra, eu conto-lhe a história . E o Luso não sabe, não é informado, não merece que lhe diga onde é gasto, e nem um tostão cá deixa?  E mais, o candidato sabe que não tem direito a ele, a empresa pode retirar-lho a qualquer momento que a concessão é do Estado, não da Câmara.
O Luso deve agradecer-lhe ainda a ruína da casa da Miralinda, da Avenida do Castanheiro, ou o incentivo ao Centro Social Nocturno, o acesso ao parque de campismo , a piscina dos campistas ou o parque de estacionamento...e a quinta do Alberto.

O Luso, senhor candidato , o Luso e Portugal, devem agradecer-lhe o crime patrimonial que andam a perpetuar no património comum que é a Mata Nacional do Buçaco. Não pergunte o que seria a Mata sem a Fundação, caro candidato, pergunte o que é o Buçaco com a fundação partidária que ali foi montada. Aqui, o caro candidato não sabe o que é o Buçaco, não sabe o que é património florestal, não sabe o que são os interesses do município onde mora. Pelos vistos vai ao hotel de carro e poucas vezes , pois não consta que seja cego.

Tenha vergonha de defender o estado miserável em que se encontra a Mata do Buçaco e o perigo de destruição que corre. Tenha vergonha, caro candidato , a Mata não é da Câmara da Mealhada, a Mata é Nacional e o senhor gasta o dinheiro que é nosso, que devia gastar em prol do munícipe naquilo que não nos pertence, mas sim a todos os portugueses e como tal são todos os portugueses que o devem pagar. E ainda que o quisesse fazer o seu dinheiro não chega, sabe-o tão bem como eu , e que nunca chegará. O senhor candidato promove a destruição do património Buçaco com consciência  politica plena do que está a fazer. Tem prazer ? Não sei , mas  não venha com amuos sobre os  plantadores das árvores, que se  saiba não actuam sem receber e muito menos os empresários dos mesmos , ou os que os trazem cá!! Nem os anjos do purgatório que ainda não tem o céu, vão hoje nessas campanhas dos tagarelas políticos. Está a fazer do eleitor ignorante? Mas isso era até de menos importância, não fosse a destruição da Mata Nacional que talvez nunca tenha passado por dias tão amargos como os de hoje , por que a única realidade é esta, o ciclone foi há quatro anos e a  Mata não foi recuperada. O resto é retórica partidária e de quem vence para o efeito rendimentos milionários e não apresenta serviço. Somos nós, o cidadão, que pagamos, caro candidato.Sim nós, o cidadão que ganha quatrocentos, seiscentos, oitocentos euros por mês e paga ás fundações cinco mil euros mensais para não apresentar resultados.

Isto que lhe digo pensam as pessoas e não lho dizem porque tem medo de represálias. Não da prisão, pior, é de não ter empregos ou de os perder. De perder os parcos salários que recebem para governar as famílias e pagar ao mesmo tempo vencimentos milionários a clientes partidários para fazer asneiras. E não vivemos no 24 de Abril, vivemos num 25 de Abril que nos custou a ganhar. Olhe por si e vá-se embora, era o melhor que fazia , além de politico era político e homem. Não venha outra vez de porta em porta enganar as pessoas através da gente simples que procura ou de agentes da igreja onde não vai ,para esses actos de campanha como um evangelizador a dar-nos o paraíso. O senhor candidato sabe que não fez nada, nem no Luso nem no concelho e nada vai fazer porque o país não tem dinheiro para um regabofe igual aos primeiros apoios comunitários que nos levaram áo déficit e á divida.

O partido que tão mal representa, tem que mudar de processos porque tem gente séria nova e capaz de trabalhar com afinco e dignidade em prol da população concelhia. O mundo vai mudar. O seu tempo passou, não espere que a cadeira se quebre como aconteceu ao outro. E como salvador do Luso, caro candidato, eu até sou seu amigo, vá pregar para outra freguesia porque só quem não conhece o Luso pode avaliar o achincalhar que o meu amigo faz nas afirmações politicas na cara das pessoas. Esta terra merece respeito , mais que o seu prazer brincalhão. Em política, não lhe perdoo o que faz á  minha terra e ás pessoas que ainda nela acreditam e na sua esperança de futuro.Porque o futuro continua, caro candidato , nem o candidato é o futuro nem o futuro acaba em si. E até o Luso e o concelho, hão-de continuar .

Não continue a mata-la ! Tem sido um péssimo mandato, caro Presidente !

PS-Ah, esqueci-me duma coisa , amigo salvador de pátrias, obrigado pela ótima secção ou polo da Escola Profissional que está a funcionar no Luso. Desculpe ,  já esquecia esta obra exemplar !!!

 

15
Out16

O SEXTO WC DO LAGO

Peter

 

wc.jpg

 O brilhante contendor WC, que logo a 10 metros de distância tem as duas

1ªs retretes do município!!!!  Na parte posterior, caixotes do lixo. Note-se

que é a entradno recinto,onde perfume não vai faltar!!! Cabecinhas...

 Se havia espaço que necessitava de mais uma casa de banho, retrete ou wc, chamem lá o que quiserem à estrutura, era o Lago do Luso. A sexta casa de banho!

Apesar de parecer uma banheira, ter uma piscina que não passa de bacia para os tempos que correm (ainda estamos á espera da piscina do parque de campismo), o Lago possui num raio de cinquenta metros, cinco casas de banho propriedade do município da Mealhada. Não vou aqui enumera-las, qualquer cidadão político que sinta alguma responsabilidade como eleito saberá exactamente onde estão e não cabe pois ao escriba que subscreve o comentário pormenorizar a posição geográfica das ditas estruturas. O que acontece de facto, é que algum iluminado de entre os muitos que existem nesta terra ou fora dela, entendeu que mais uma water coset  (é mais chic em inglês) poderia bater um record e figurar no Guiness, só assim se consegue compreender a construção dum novo e horroroso paralelepípedo na entrada principal do recinto, ali mesmo colado aos caixotes do lixo que hão-de completar, perfumando, o aparato das portas que felizmente não tem. Como é costume dizer cá por cima, vai tudo ribeira abaixo e as enxurradas de Inverno hão-de fazer o resto. Deviam também levar o esperto que encomendou o sermão!

Não sei quanto gastou a edilidade para edificar esta obra-prima intestinal dedicada ao turismo e ao turista, mas garanto que foi uma ninharia em relação ao que recebeu e vai continuar a receber através do património económico da freguesia cá de cima durante o mandato de quatro anos que está a decorrer. Esta verba sim, apesar da transparência dos órgãos da Câmara ou de quem os comanda não ser nenhuma, posso estimar que a edilidade receberá nos quatro anos do mandato a decorrer, para cima de dois milhões de euros, provenientes da espécie de imposto que recebe dos litros de água do Luso vendidos nas garrafa, tema que aliás já tenho referido.

Só se fosse de ouro, aquele horroroso contendor das obras poderia justificar a boa vontade e o interesse dos autarcas concelhios pela freguesia e pela actividade turística em geral, da qual não me tem passado despercebido o engarrafamento permanente do novo posto de turismo, esse também uma obra-prima importantíssima no contexto da mesma actividade no território municipal. O paralelepípedo WC, terá custado, com muito boa vontade, não mais de oito, nove, dez mil euros e já está muito bem pago!

Para onde foram ou vão os milhões recebidos no mandato? Na minha maneira de ver, o Luso e não só, tem todo o direito de saber, sobretudo porque no Luso, ainda que o não pareça, esta obra do WC é a única levada a cabo pela Câmara nos quase quatro anos do mandato que leva. Convenhamos que gastar dez mil euros quando se recebem dois milhões não é só uma injustiça, mas uma falta total de respeito para com a população local, para com a hotelaria local, para com os comerciantes locais, para com o turismo local. Uma indignidade por parte da actual Câmara mealhadense que a freguesia do Luso não merece, não deve, não pode calar, mas cujos eleitos, imaturos ou distraídos, calam. Limitam-se a festas e améns mas isso não serve os interesses locais, é preciso lutar pela terra e pelos seus direitos que não vem sendo respeitados pela política e pela democracia da Câmara.

Dinheiro não falta á autarquia , cujas festas , festinhas e festetas se multiplicam por todo o lado a par da prodigalidade de subsídios , prémios  e outros indícios de idêntico teor. Mas a realidade nua e crua é que se o mandato anterior foi de compra de sucata imobiliária que hoje não serve para nada, o actual é de festas e romarias que para muito pouco servirão no dia de amanhã depois dos foguetes rebentados. Repete-se a história da cigarra que leva a vida a cantar, mas agora sem formiga a amealhar  poupanças.

Quanto a nós município, por incapacidade ou inércia, passaram oito anos sem estratégias de desenvolvimento numa espécie de mercearia de compra e venda a retalho e navegação á vista, com uma partidarite doentia a mastigar em seco a falta de desafios e ideias. Ajudando mesmo a destruir parte do património local.

Para esclarecer o leitor que ainda tem paciência para me ler depois de duas centenas de crónicas, permito-me voltar ao início e ao contendor WC do Lago do Luso. Não vou aqui resolver a questão da sexta casa de banho, ela já está resolvida com o dinheiro de todos nós, só vou portanto adiantar que esta obra, absolutamente dispensável, se resolveria facilmente e sem qualquer gasto através das existentes, não fosse a fartura que grassa nas autarquias, em contraste evidente com a maior parte da população onde o rendimento escasseia, bem como o facto de no ano que vem haver eleições autárquicas. De resto, os verdadeiros interesses das pessoas passam ao lado da política. Estas são verdades que eu entendo e gosto de as deixar claras por obrigação de consciência e ética, que nas coisas políticas é um bem essencial.

Por fim causa-me muita admiração o facto das autarquias, um pouco por todo o país, gastarem milhões de euros em festejos e espectáculos utilizando o dinheiro que é de todos nós, quando para o fazer vamos pedir constantemente dinheiro ao estrangeiro  aumentando uma divida que somos nós, o povo, que um dia há-de pagar. Parece-me uma casa de loucos irresponsáveis a arruinar o futuro dos próprios, dos filhos, dos netos e dos bisnetos!

PS-Quanto a uma junta de freguesia que por aí existe, nem é bom falar !!!!

 

 

20
Ago16

FOGOS

Peter

matagal.jpg

No centro da vila do Luso, a dois passos das Termas, a

chamada Quinta do Alberto está neste estado lastimoso

e é mais uma bomba de relógio ao serviço de eventuais

incêndios  de rápida propagação.

Deve-ser acrescentar que o terreno, onde também está

implantado o depósito da água é propriedade da

autarquia Câmara da Mealhada ! Nem esta autarquia,

nem a freguesia local parecem saber do que têm

na frente do nariz !!!

 

 

 

baixo do nariz....

22
Jul16

LUSO , ADEUS CLÍNICA DENTÁRIA

Peter

lusovista.jpg

 N a semana em que escrevo estas linhas o Presidente da Republica chamou a atenção para a necessidade de revitalização do termalismo durante uma visita a Meda e eu incluiria, como cidadão deste país, uma verificação rigorosa feita pelos órgãos competentes ao cumprimento ou não cumprimento dos respectivos contractos de concessão, quer das termas, quer das águas. Na mesma semana, correu também por aí nos órgãos de comunicação a notícia do abandono da estância termal do Luso por um dos parceiros da mesma, com a entrega da respectiva chave á única concessionária original, as Águas do Luso. Não sabemos do conteúdo dos subcontratos existentes , do seu términus nem da sua legalidade, mas para a questão em análise isso não terá importância de maior.

Esta operação foi acompanhada por comunicados tendentes a convencer os leitores do excelente estado em que deixam as estruturas termais, quando a realidade é totalmente diferente. No caso, consultores, jornalistas e políticos juntam-se para tecer louvores a um processo que reduziu as termas á actual clinica dentária, uma fachada que serviu para iludir a obrigatoriedade de ter o estabelecimento aberto com o mínimo de aquistas possível. Uma fachada no cumprimento do contrato da concessão. De facto, e repito, no ano em que as termas encerraram para as obras, tiveram mil e oitocentos aquistas e no ano transacto de 2015, já depois das obras, as inscrições não atingiram o número das seis centenas. Isto apesar do gestor afirmar publicamente que teve 3.863 utentes, nos comunicados feitos por consultores e jornalistas pouco zelosos da verdade dos factos, pois não sabemos a que números de utentes se referem nem os pequenos jornais fazem qualquer tipo de contraditório, trata-se de um tipo de informação teleguiada ou de contra informação, hoje frequentemente utilizada para servir interesses inconfessáveis. A realidade é que na vila do Luso não se notou nada , como ainda hoje acontece e até acabou por fechar o único banco que sobrou sem que um aceno de defesa do balcão fosse feito pela equipe do município, tal como aconteceu com o fecho dos Correios. A mentira não é coisa sustentavel.

Pelo contrário, a própria autarquia, apesar de não ser, como tenta fazer crer, a dona da concessão das termas, parece satisfeita com o rumo dos acontecimentos, age claramente no sentido de branquear o concessionário ante o cidadão e, apesar da existência dum  acessor politico de imprensa camuflado, cala estas barbaridades jornalísticas, apoiada ela própria em barbaridades politicas acerca do que são as termas e a sua importância para o concelho onde vivemos ,teimando em verdades politiqueiras fabricadas que não passem de mentiras, incompetência , desconhecimento e laxismo. A resposta ao desastre traduz-se em festas festinhas e festetas pagas com o dinheiro dos munícipes tendo por objectivo o ano eleitoral que se aproxima para tentar salvar um mandato que foi o pior conseguido nos últimos  dois decénios.

É que de facto, quando ao aparelho produtivo ou á criação de riqueza no território municipal, o mandato tem sido um deserto onde ironicamente o desenvolvimento que se esperava passa, não só pelo abandono da defesa das Termas do Luso que é um pilar do município, como pelo fim do lírico campo de golf pensado para viajantes da ferrovia na Pampilhosa, pelo colapso da plataforma ferroviária de apoio aos portos de Aveiro e da Figueira da Foz, pela falência das duas cooperativas do concelho, por uma fileira do leitão com as dificuldades oriundas da crise do país, da hotelaria nem se fala, o número de alojamentos diminui de forma catastrófica e até as maravilha do vinho, da água e do pão não tem nem de perto nem de longe a redundância proclamada em almoços politiqueiros apesar de sábios recortes jornalísticos alterarem as leis do markting para encaixar as ordens politicas da pequena nomenclatura. Os parques industriais de Barcouço e de Barrô, ficaram na gaveta, as estações dos correios reduziram-se a uma e quando ao património Unesco da Mata do Buçaco, ou á própria mata nacional, que merecerá a seu tempo um comentário próprio, afirmou de forma leviana e há muito pouco tempo a Câmara, pela voz do seu presidente, que nem daqui a dez anos será possível uma candidatura. A não ser que mude de ideias conforme nos vai acostumando, esta é a confirmação plena do que tenho vindo e continuo a afirmar, que a Câmara não tem capacidades, competência nem dinheiro para recuperar os cento e cinco hectares da Mata Nacional e só está a destruir ainda mais o que está em quotidiana destruição.

Resta-nos constatar perante um elenco de quatro edis a tempo inteiro que ficam muitos caros ao cidadão e ao povo português, a nossa perplexidade perante a fraca obra e perante a desorientação mostrada ante questões graves, como o caso da água imprópria ou a ruina das Termas e da Fisioterapia e a não substituição duma estratégia falida de que falamos atrás por novos desafios. Não há estratégia, há um vazio da gestão e uma campanha de festas em ano pré eleitoral para a fazer esquecer. Tantas festas e tanto dinheiro gasto nelas não acontecem por acaso, tem um fim determinado.

À ruina termal seguiu-se a ruína das ideias e para lá duma escola feita á pressa na sede do concelho, nada mais se viu de novo no território. Vimos sim acabar obras vindas do mandato anterior como o empedramento errado do Luso e da Mealhada, a Pampilhosa está em vias, quando o da sede do concelho e o das termas já mostram á evidência o estado de degradação em que ficará o piso e vimos o acabamento do pavilhão de Ventosa pelo exagero não justificado de 600 mil euros por uma obra que já estava meia ou mesmo quase feita.

De resto este mandato começou mal com o gasto de 30 ou 40 mil euros para um despedimento político imoral dum edil para satisfazer os ódios pessoais de quem chegou, quando a realidade é que o dinheiro dos munícipes não deve nem pode servir para ajustes de contas politico partidários e muito menos pessoais. Se a isto juntarmos a compra de um ou dois milhões de acções da empresa abastecedora de água ao domicilio sem perceber o beneficio que trás ao cidadão municipal , (é possível que tenha em vista algum lugar futuro na administração) o mandato , comandado em termos políticos por dois eleitos duma ex-freguesia, curiosamente a menos populosa do concelho, deixará muitas dúvidas na garganta dos votantes e é muito pouco transparente  quanto aos desígnios futuros. A esta falta de transparência, o munícipe atento já se vai habituando.

Luso,12 de Julho,2016                        ÁguasdoLuso.blogs.sapo.pt

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