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ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

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BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

09
Out19

 A VILA DE LUSO E A TRISTE CÂMARA

Peter

aliança.jpg

D ois anos depois da queda de uma dúzia de metros cúbicos de terra na barreira da Quinta do Alberto, a Câmara retirou os emplastros de cimento que anularam durante duas épocas os estacionamentos da sala de visitas das Termas, no centro do Luso, o que provocou inúmeros prejuízos a toda a gente. A “inauguração “aconteceu no dia 30 de Agosto e esta sala que já foi do município, voltou agora á mesma normalidade, após a triste figura da autarquia e da universidade que, consta, se envolveu no complexo estudo. As ciclópicas obras acabaram de vez, apesar de tudo ter ficado na mesma. Nem mais um metro quadrado, um posto para estacionar, um candeeiro de iluminação, um banco ou um caixote do lixo. Mais nada. O zero absoluto produzido pela política com 140 mil euros, uma pequena fatia do que recebe anualmente a autarquia das Águas de Luso, quantia que caberia à freguesia das termas e ao seu desenvolvimento usufruir.

Já disse aqui que na mão dum ex-presidente de Junta de Freguesia, a limpeza do local não demoraria mais de um, dois dias, mas a gestão camarária demorou dois anos e recuperar morro e praça, sem olhar, minimamente, aos interesses da terra ou aos desejos da gente. Um centro termal que já foi do município, merecia melhor tratamento que uma barreira de estradão e uma rede de pesca, merecia sim um enquadramento urbano adequado. Disto porem, a triste Câmara tem nenhuma consciência, o que a leva a tratar o território sem respeito pelas pessoas e pela atividade que pode criar riqueza para o concelho. E vejamos o rol das distrações e incapacidades.

No caso das Termas, reduzidas a Spa de um hotel, a autarquia coloca-se ao lado da unidade hoteleira das águas e esquece os outros agentes locais ou as pessoas que teimam e subsistem na área. Colaborou, é preciso relembrar, na redução das termas para 500 metros quadrados e com a venda do balneário de segunda, reduzindo a área termal a pouco mais que nada., em paralelo com o aval à deslocação do engarrafamento e sede para fora do Luso, sem qualquer contrapartida, como se vê agora. Outras verdades são que a autarquia nunca levantou a voz em defesa do termalismo, embora as termas tenham sido impulsionadas por dois grandes mealhadenses, Costa Simões e Messias Batista. A Câmara nada disse pelo fecho dos correios, nada fez por estudos conducentes á recuperação ou reconversão das velhas pensões, pelo aproveitamento da linha de água e do núcleo de moinhos de Carpinteiros, o maior do país, pelo problema da falta de estacionamento crónico e o lago, destruído há dois anos, continua destruído. O cinema, sem teto e a céu aberto ou a casa da Miralinda, ex-casa do Povo, a ruir, são fotografias tristes da inocuidade autárquica, em termos políticos, uma avestruz festeira de cabeça enfiada em areias movediças. Uma pequena piscina no parque de campismo, prometida e nunca feita, continua em promessa, e o fabuloso parque industrial de Barrô, uma aldrabice arquivada. E não esqueçamos a ridícula tentativa de fechar o Palace Hotel do Bussaco levada a efeito pela Câmara e pela sua presidência., uma obra de arte da imbecilidade da politica!

Acrescentemos a Mata Nacional e o estado de abandono a que está votada por uma fundação de família partidária, e teremos a imagem indecorosa da maneira como Estado e Câmara encaram património do País. A classificação pela Unesco está longe e o negócio em que transformaram o templo botânico que era a Mata Nacional, arrasa árvores espalhadas pelos 105 hectares da Cerca, acácias, silvados e vegetação vária que invade espaços e interrompe caminhos e veredas, uma lástima vergonhosa e suja. Se a Câmara queria destruir o ativo botânico, A Mata Nacional, conseguiu-o, duma forma incompetente e irresponsável. Basta um passeio pela Cerca Buçaquina para tomar consciência da “barraca” de tiro ao alvo em que transformaram o espaço. A floresta que chegou a ser a menina dos olhos do Ministério da Agricultura é hoje um triste retrato do que foi. Nem Governos, nem a autarquia, um pigmeu em bicos de pé , estão de fora do descalabro ou da incapacidade no que toca ao Buçaco. Basta dar um passeio pela floresta e verificar o -abandono em que se encontra. O estado da Mata Nacional, que foi um dia joia da coroa do Ministério da Agricultura, é hoje uma vergonhosa obra de políticos que se desresponsabilizaram a favor de autarquias e seus polvos tentaculares. A freguesia do Luso vem sendo delapidada inconscientemente por uma gestão municipal que não está á altura de preservar os bens que tem, quer na sua manutenção, quer no desenvolvimento das suas potencialidades.

Luso, Setembro, 2019

.,

24
Mar13

LUSO-TERMAS HEINEKEN

Peter

 

 

 Nos tempos da minha meninice as Termas eram para os naturais da vila do Luso um sítio vedado para lá do trabalho e do emprego que a todos estava reservado. Eram dois os mundos estivais, o mundo de quem estava destinado a prestar serviços e recolher alguns frutos do termalismo, o destinado aos locais, e o mundo de quem vinha. Para uns, trabalhoso, para outros, curativo e animado.

 A estância termal funcionava a cem por cento e as centenas de quartos que faziam o parque hoteleiro enchiam-se nos meses de Julho, de Agosto ou de Setembro, enquanto para nascente e para juzante desses idos tempos se prolongavam banhos numa dimensão mais singela entre os meses de Maio e Outubro. Relatórios e estatísticas existentes demonstram o movimento e a riqueza criada, extensiva a todo o meio envolvente com força e com pujança que dava para alimentar outra metade na estação invernal. De facto, nem a concessionária termal abdicava dos seus deveres de concessionária nem monopolizava ou restringia aos parceiros proveitos do termalismo. Nem a febre da água de mesa tinha conspurcado a mente dos exploradores, nem se sonhava que o recurso ultrapassasse as fronteiras para cair em mãos alheias. E assim o chamado Grande Hotel foi obra da empresa das águas e dum homem da Mealhada, apostado no desenvolvimento das termas e do meio, uma integração mais ou menos perfeita e assumida com seriedade.

   Esta filosofia, então ainda não destruída pelo capital que veio depois, o dos nossos dias e que apesar de tudo ainda existe hoje em alguns países da Europa, reservava para todos, maiores ou menores agentes da actividade, a sua justa parte e este equilíbrio permitia que a vila sobrevivesse nesta encruzilhada de interesses entre anos melhores e piores, mas certos.

  Nos dias que correm, perante a ganância e egoísmo do mundo, a posse tornou-se imoral, abusiva e descontrutiva das coisas e o que foram as termas pode resumir-se hoje a um furo artesiano donde brota a água e uns canapés apodrecidos fora das portas fechadas do que foi emanatório a quem um amigo tirou fotografias para o facebook , e deu assim origem á sua retirada dois dias depois. Há uma placa na porta fechada referindo a reserva exclusiva para clientes da clínica qualquer coisa e uns guardas privados, stwarts, de sentinela aos buracos, não vá algum louco ajuizado sabotar as centenas de metros até ao lençol comum do fabuloso liquido donde se enchem garrafas. Nem um cliente a beber água na saída radioactiva do seu poder curativo e para a amiga norueguesa que levei de visita ao sítio, nem uma entrada consegui para mostrar a bica a correr e uma prova da passagem.

-É uma turista norueguesa! È geóloga! Do metier ! E batia no vidro com insistência. Que não, proibição total de entradas ou visitas. Só para clientes da clínica!!! Está escrito!

 Mas qual clínica? Quais clientes? Ridículo! Tinham uma espécie de terror estampado no rosto e desapareceram além dos vidros no interior. São as Termas do Luso na sua actualidade, oito dias atrás, com ameaças de despedimentos nas mãos e o pagamento dos impostos em transferência para Cracóvia, bela cidade, mas na Polónia. Diz-se que sim e desmente-se quando é indesmentível! Pobre país, triste Pátria!

   Aparentemente trata-se duma má encenação destinada a demonstrar que há termas onde não há, mas que a escrupulosa concessionária tenta encenar em nome do contrato da concessão. Não compete a quem passa verificar se o faz ou não, só lhe compete ver, isso sim, que nem as termas são termas, nem a clínica é clínica como está escrito na tabuleta da entrada. Há ausência de aquistas, de doentes, de médicos, de enfermeiros, de dormidas, de refeições e remédios!!!! Pode existir tudo ensaiado, em lérias, mas em realidade nada existe e até o velho e acolhedor café do casino que nunca existiu se transformou num armazém de trastes velhos, paredes-meias com o mini estabelecimento médico clínico, transformado em chocadeira de ratazanas. É o mundo da concessionária! As espantosas termas o subtil spa! Quando há dias se foram embora para a freguesia vizinha, depois da Câmara da Mealhada lhes ter permitido enterrar condutas de águas por cinco quilómetros de estradas municipais, dado licenças para transferir bens e equipamentos, apoiado os desejos de desertificação da vila, mantendo sempre as óptimas relações com a empresa segundo a própria argutamente testemunhou um dia destes pelas cínicas palavras do mesmo ponta de lança, deixaram um mundo vazio.

 O mausoléu coube á autarquia fazê-lo para enterrar as termas e a vila. Está feito. Decidiram aquela espécie de políticos sem engenho nem estratégia e sem perspectivas para antecipar em tempo devido o que há muitos anos facilmente se previa, a destruição das termas e do Luso, como lhes era dito. Riam-se de opiniões diferentes, com a vista em cima duns patacos que alguém lhes arranjou. E depois, leviana e inconscientemente juntaram á desgraça a Mata Socrática do Buçaco. E colocaram os amigos, sem mostrar suas vergonhas!

  Mais que ninguém, os eleitos que agora vão sair merecem levar consigo o peso do mausoléu que mandaram erguer na Fonte de S. João! Que as pedras lhes sejam um dia pesadas com a esperança de que não voltem a surgir no município e freguesia gestores com tamanha ânsia de destruir a riqueza que é comum. E com tanta perspicácia para engolir o erro! E não ponho no trato interesses pessoais pois que acredito apenas na força da asneira!

  È o que acontece nas Câmaras, como nos países, quando aos sapateiros se dá, por artes e artimanhas partidárias, viola de tocador! Como poderiam as Termas do Luso sobreviver entre mãos de curiosos sucateiros?  

PS-De facto, a entrega nas mãos dos cervejeiros da HEINEKEN , holandeses de nascença e dos que não querem emprestar dinheiro a Portugal, mas que cinicamente vem explorar o que é nosso levando-nos  vida e alma, foi negociada com uma Cãmara da Mealhada comodamente instalada,apática, incapaz de compreender o fenómeno, desinteressada e incompetente para o assunto. Deixou-se enredar como uns anjinhos nos engodos dos vendilhões das promessas da  SAL. Mas nem Câmara, nem freguesia nem  ministério da tutela se preocuparam com a ida da riqueza por meia dúzia de patacos durantes estes anos todos e vão  mais de dez anos de total incapacidade para gerir a questão. Quizeram prejudicar o Luso? Fica a questão. O negócio vem de há uma dúzia de anos atrás, não é de hoje e como se vê a sua conclusão foi a pior para o Luso e municipio. Quando previ  isto nos tempos edil não quizeram ouvir e muito menos entender, mas venho-o repetindo  desde então na imprensa concelhia.E tudo se vem verificado como o previsto, desde aquela celebrada promessa do Luso 2007 !!!

                                                                          Luso,Março,2013         Àguasdoluso.blogs.sapo.pt        

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