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ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

06
Fev16

DIARIO DUM PAIS RICO

Peter

DSC_1277[1]

 O homem está sentado na ponte de Avenyen junto ao Stora Teatern. Estão onze graus de temperatura negativa, o canal está gelado há muitos dias e um sol tímido e mortiço aquece-lhe o que se vê duma face entrapada numa mistura de farrapos. Sob as pernas esticadas um cobertor dobrado separa o corpo do gelo onde está sentado, recostado nas pedras grossas do resguardo do vão da ponte. Na praça adjacente depois do canal, tem acima de si a figura dum rei de bronze montado num cavalo, mais mítico que real, apontando os dedos da mão direita á eminência da guerra enquanto na outra segura a espada em acto ameaçador. Lá no alto do adorno um candeeiro monumental faz parte duma fila que dum e doutro lado iluminam a realeza nos seus atributos líricos e guerreiros que ocupam o monumento. O pobre homem porém, sob a fictícia capa da figura dum Gustavo, o monarca fundido ali, para cobrir o corpo esguio e magro usa uma comprida e rota parca azul claro a esconder a grossura dos trapos que o vão mantendo vivo. Lateralmente á sua mão direita sustem no empedrado do passeio um pequeno copo de plástico preto que agita de vez em quando fazendo tilintar moedas de uma ou cinco coroas que são produto da safra. Murmura algumas palavras imperceptíveis, iguais, lamentações. E as coroas suecas da terra da redenção, um dos primeiros reinos deste mundo a figurar nas listas estatísticas do bom viver, bom parecer. e da grande tolerância, tilintam  para  audição dos passantes  apressados. E vão caindo.

Por questões de dignidade sinto vergonha para lhe tirar a fotografia que me preparava para fazer uns metros antes e recolho o aparelho para o saco que levo ás costas e depois aproximo-me e passo pela sua frente deixando para traz o drama humano da nossa condição. Reconfortado, que hoje já dei o meu óbolo matinal das cinco sagradas coroas á mulherzinha que usa a entrada do super como ponto de pedir, igualmente entrapada em roupa uma sobre a outra numa amálgama de defesas contra as baixas temperaturas que se tem feito sentir. É um trabalho imóvel., este de pedir esmola que se tolera no Verão e no Inverno é um castigo neste clima agreste. Chama-se Maria  Petrovna ou  coisa que assim parece soar, esta mulher já feita da porta do shope lá do bairro mas a atitude é a mesma do idoso barbudo da ponte de Avenyen , a rua mais importante da cidade onde Poseidon, um gigantesco deus grego do mar e da água, olha para o Gota a ver passar os barcos sobre o gelo , talvez um quilómetro além do seu alto pedestal. Está completamente nu, se o dissesse Pêro Vaz, mostrando suas vergonhas, mas os deuses são de pedra ou de metal, são protegidos pelo homem contra os males do mundo, mesmo do frio ou da traça que pode dar num pedestal de madeira como num espanta pardais de olho na pardalada. Não há frio nem neve na cabeça do homem que o consiga demover dos propósitos de estar ali postado em bronze verde. É grande, maior que o ser humano e feiíssimo como nunca vi um deus, em absoluto o oposto das belas imagens que coabitam os edens gregos ou romanos, que não vi outros senão esses nas praças e nos museus de cidades da Europa.

Também ali, junto á porta giratória da biblioteca da cidade, romenos e romenas fazem turnos a estender o copo á caridade, substituindo-se umas ás outras durante as horas do dia. Sei que são romenos porque lhes vou perguntando contra a entrega das cinco coroas do óbolo diário, sobre a língua que falam, a razão de estar ali e se não podem trabalhar. São cidadãos comunitários, livres de entrar e sair no espaço Schengen como nós e por isso, pelo custo da liberdade, não têm o apoio dos governos como os magrebinos, sírios e dum modo geral os muçulmanos, que são refugiados com estatuto. Estes, cama, mesa e roupa lavada até identidade terão se aprenderem a língua em aulas oferecidas. Os europeus, coitados, míseros, esfarrapados, enchem as ruas a pedir. Aqui, num país onde as estatísticas dizem, vamos lá acreditar em tudo o que se diz por aí, que a pobreza não existe!!! Numa Europa do cidadão do século XXI, onde afinal o europeu que é europeu tem uma vida de cão!

Continuo o passeio até á paragem seguinte do metro. Está frio, os mesmos onze graus centigrados abaixo de zero e o melhor é ir fazer companhia ao Amadeus, o novo gato lá de casa que a esta hora está a dormir que nem um lord debaixo dos tubos do aquecimento central. Eu chamo-lhe Lord Byron e é o substituto do gato Socrates, aquele gato  emigrante que vim trazer um dia a estas terras do norte no voo 4625 da TAP, salvo erro. Morreu no ano passado com um mal desconhecido. Morto e incinerado por duzentas coroas suecas no consultório do doutor Magnuson. Andam por aí em qualquer lado as suas cinzas de lusitano dentro dum frasco de vidro transparente! São as saudades portuguesas, num mundo que se fez grande. Nada que não tenhamos no sangue afinal, o mundo!

Goteborg,17,Janeiro,2016                       

 

 

08
Set15

TERMAS DO LUSO

Peter

 

DSCN4319[1].JPG

Depois do post anterior mostrando o arranjo do Chafariz demos dois

passos atraz e abrimos campo a nova fotografia e a imagem é esta. 

Explicando :

o Chafariz  recuperado está atrás desta guarita de 

sentinela usada pela  Àguas do Luso/Cerveja Heineken no tempo

em que tinham medo dos ladrões. Hoje é propriedade da Fundação

Bissaia Barreto que pelos vistos não tem dinheiro nem sensibilidade

para mandar pôr abaixo este exemplar restante do que tinham por

turismo termal. É que isto situa-se na prática no hall exterior das

Ex-Termas do Luso,hoje Clinicas Maló, por isso o local ideal para

despejar o lixo. Mas há mais...como se vê na fotografia seguinte:

DSCN4317[1].JPG

 Este edificio que se situa exactamente atrás da guarita anti roubo

é o que resta do balneário de segunda, quando as termas

tinham um balneário de 1ª classe e um balneário de 2ª classe.Também

foi doado á Fundação Barreto pelo concessionário das  Àgua do Luso,

dando assim cabal cumprimento ao contrato de concessão cujo objectivo

é o desenvolvimento das termas .Este recuo é evidente que não cumpre

o contrato, mas isso para os  políticos e pseudo  governantes deste

país não tem qualquer importância. Somos ricos e isso basta para nossa

felicidade  e bem estar. Basta dizer , sublinhe-se!!!!

Quanto às termas actuais, comparativamente com estes outros tempos,

nem mini termas chegam a ser!!!

Que país é este afinal ????

02
Set15

CHAFARIZ

Peter

DSCN4314[1].JPG

 Endireitada a sinalização do post anterior, quem sabe se 

à custa de algum comprimido, é com prazer que se coloca

a pedido o chafariz de 1910  que foi recentemente recuperado

como se pode ver. Para alguns, falta a pia ou bebedouro dos

animais , para outros os bois  que ali bebiam , para outros porém,

alguns burros também vinham a propósito. Seja como for está

bonita a fonte , mas faltam as hortenses laterais, essas que foram

as flores que por ali existiram noutros tempos.

31
Out14

CHEIROS QUE NÃO CHEIRAM

Peter

cheiros.jpg

Luso, onde os cheiros não cheiram...

Há muito, muito tempo que não recebo cartas. De amor é impensável, esgotou-se, mas outras, mesmo essas, escasseiam nesta época de emails e de mensagens, de bites e celulares. Mas para espanto meu chegou hoje uma carta pelo correio e senti-me  tão feliz  que  gritei para dentro alto e bom som como se fosse uma primeira vez:

-Recebi uma carta, Luciana, recebi uma carta!

Luciana é a gata. Não percebeu nada, está claro, levantou o focinho, cheirou o ar abafado dos dias de calor fora de tempo, deu duas turras na bainha das calças quando eu abri a porta e correu escada acima á minha frente. Estava com fome e entendeu deste aparato que ia chegar a hora. Antes porém rasguei o envelope da missiva, consultei os horóscopos quando vi o remetente e fui sentar-me a ler na sala dos meus solenes actos. Era a resposta a uma reclamação que tinha feito como cidadão municipal, junto, tanto quanto sei, com reclamações de umas centenas de cidadãos. Suponho assim não ser o único a receber das autoridades uma resposta ligada aos cheiros da baganhuça que nos incomoda as narinas e a saúde há uns anos a esta parte. A banha de Santa Eufêmia, no Luso!

Em termos ambientais estava convencido que o infestar da atmosfera com fumos tóxicos e vapores de benzeno, um químico nada aconselhável á saúde dos humanos, fosse um crime! Mas afinal não é. Fiquei a saber, não há crime, afinal os cheiros não cheiram!

Crime não,diz a carta, mas eu presumo, crime será um esfomeado roubar um casqueiro para matar a fome! Poluir esta coisa indispensável á vida a que se dá o nome de ar puro e oxigénio, com cheiros nauseabundos e lixos, não é crime nenhum e se não é crime há-de ser até uma virtude! De cheiros fiquei ciente através das autoridades, ou da carta, o que vem a ser o mesmo, que os cheiros deixaram de cheirar. Coisa estranha e complexa são os cheiros! E como diverge o peso entre quem os faz e não faz! Pensei!

Eu sei que Galileu Galilei abjurou os movimentos do sol antes que a Santa Inquisição lhe queimasse os miolos na fogueira! O que não seria grande perda para o Santo Oficio, mas seria para o género humano, ora que as autoridades deste país seguissem o mesmo caminho inquisitorial, nunca pensei! Os cheiros de facto não cheiram, apesar de há duas horas atrás não se poder suportar o ranço do solo á camada de ozono. Eu sei, que temos um ministro da educação cientista, mas daí até estender a metamorfose das escolas até às investigações das autoridades, não fazia a menor ideia! Coisas de sábios, de génios!

Bendita seja a autoridade que cheirando por milhares de reclamantes não cheirou cheiro nenhum! Claro que não reclamarei mais nada, a autoridade cheirará por todos. Prescindo do olfacto, aliás para que serve o olfacto se podemos viver tão bem só com os quatro sentidos? E da visão, um olho não chega? Uma mão no tato, uma orelha? Mais zarolho menos zarolho que importância tem isso? A autoridade cheira ou não cheira?

Há contudo uma dúvida que persiste e me incomoda no que tem a ver com a comparação entre os narizes dos milhares de munícipes que continuam a cheirar apesar desta abolição dos cheiros, e os narizes dos inspectores por parte das autoridades que vieram, olharam, mediram, cheiraram e não cheiraram nada. É que na incógnita dos narizes desiguais, uns de cheirantes outros de Pinóquios, pode estar a única via para o acerto da equação matemática sobretudo se levarmos em conta que o proprietário dos cheiros, um ypsilon que afirma não os provocar nem os cheirar e que tudo não passa duma cabala que não cheira mas que vê porque não é cego, é um negociante. Tal pai, tal filho!

Em face destas conclusões, cá estou para assinar a acção popular, mas pelo sim pelo não vou embalsamar a carta e envia-la ao Museu de Arte Antiga para expôr daqui a mil anos como relíquia dum passado cinzento. Se existir o mundo e o cinzento e um país de Alices, como este nosso recanto na beira do mar “pasmado” !

Vou dar comida á Luciana, coitada, passou-me de todo o diabo da gata!      10/2014

24
Mar13

LUSO-TERMAS HEINEKEN

Peter

 

 

 Nos tempos da minha meninice as Termas eram para os naturais da vila do Luso um sítio vedado para lá do trabalho e do emprego que a todos estava reservado. Eram dois os mundos estivais, o mundo de quem estava destinado a prestar serviços e recolher alguns frutos do termalismo, o destinado aos locais, e o mundo de quem vinha. Para uns, trabalhoso, para outros, curativo e animado.

 A estância termal funcionava a cem por cento e as centenas de quartos que faziam o parque hoteleiro enchiam-se nos meses de Julho, de Agosto ou de Setembro, enquanto para nascente e para juzante desses idos tempos se prolongavam banhos numa dimensão mais singela entre os meses de Maio e Outubro. Relatórios e estatísticas existentes demonstram o movimento e a riqueza criada, extensiva a todo o meio envolvente com força e com pujança que dava para alimentar outra metade na estação invernal. De facto, nem a concessionária termal abdicava dos seus deveres de concessionária nem monopolizava ou restringia aos parceiros proveitos do termalismo. Nem a febre da água de mesa tinha conspurcado a mente dos exploradores, nem se sonhava que o recurso ultrapassasse as fronteiras para cair em mãos alheias. E assim o chamado Grande Hotel foi obra da empresa das águas e dum homem da Mealhada, apostado no desenvolvimento das termas e do meio, uma integração mais ou menos perfeita e assumida com seriedade.

   Esta filosofia, então ainda não destruída pelo capital que veio depois, o dos nossos dias e que apesar de tudo ainda existe hoje em alguns países da Europa, reservava para todos, maiores ou menores agentes da actividade, a sua justa parte e este equilíbrio permitia que a vila sobrevivesse nesta encruzilhada de interesses entre anos melhores e piores, mas certos.

  Nos dias que correm, perante a ganância e egoísmo do mundo, a posse tornou-se imoral, abusiva e descontrutiva das coisas e o que foram as termas pode resumir-se hoje a um furo artesiano donde brota a água e uns canapés apodrecidos fora das portas fechadas do que foi emanatório a quem um amigo tirou fotografias para o facebook , e deu assim origem á sua retirada dois dias depois. Há uma placa na porta fechada referindo a reserva exclusiva para clientes da clínica qualquer coisa e uns guardas privados, stwarts, de sentinela aos buracos, não vá algum louco ajuizado sabotar as centenas de metros até ao lençol comum do fabuloso liquido donde se enchem garrafas. Nem um cliente a beber água na saída radioactiva do seu poder curativo e para a amiga norueguesa que levei de visita ao sítio, nem uma entrada consegui para mostrar a bica a correr e uma prova da passagem.

-É uma turista norueguesa! È geóloga! Do metier ! E batia no vidro com insistência. Que não, proibição total de entradas ou visitas. Só para clientes da clínica!!! Está escrito!

 Mas qual clínica? Quais clientes? Ridículo! Tinham uma espécie de terror estampado no rosto e desapareceram além dos vidros no interior. São as Termas do Luso na sua actualidade, oito dias atrás, com ameaças de despedimentos nas mãos e o pagamento dos impostos em transferência para Cracóvia, bela cidade, mas na Polónia. Diz-se que sim e desmente-se quando é indesmentível! Pobre país, triste Pátria!

   Aparentemente trata-se duma má encenação destinada a demonstrar que há termas onde não há, mas que a escrupulosa concessionária tenta encenar em nome do contrato da concessão. Não compete a quem passa verificar se o faz ou não, só lhe compete ver, isso sim, que nem as termas são termas, nem a clínica é clínica como está escrito na tabuleta da entrada. Há ausência de aquistas, de doentes, de médicos, de enfermeiros, de dormidas, de refeições e remédios!!!! Pode existir tudo ensaiado, em lérias, mas em realidade nada existe e até o velho e acolhedor café do casino que nunca existiu se transformou num armazém de trastes velhos, paredes-meias com o mini estabelecimento médico clínico, transformado em chocadeira de ratazanas. É o mundo da concessionária! As espantosas termas o subtil spa! Quando há dias se foram embora para a freguesia vizinha, depois da Câmara da Mealhada lhes ter permitido enterrar condutas de águas por cinco quilómetros de estradas municipais, dado licenças para transferir bens e equipamentos, apoiado os desejos de desertificação da vila, mantendo sempre as óptimas relações com a empresa segundo a própria argutamente testemunhou um dia destes pelas cínicas palavras do mesmo ponta de lança, deixaram um mundo vazio.

 O mausoléu coube á autarquia fazê-lo para enterrar as termas e a vila. Está feito. Decidiram aquela espécie de políticos sem engenho nem estratégia e sem perspectivas para antecipar em tempo devido o que há muitos anos facilmente se previa, a destruição das termas e do Luso, como lhes era dito. Riam-se de opiniões diferentes, com a vista em cima duns patacos que alguém lhes arranjou. E depois, leviana e inconscientemente juntaram á desgraça a Mata Socrática do Buçaco. E colocaram os amigos, sem mostrar suas vergonhas!

  Mais que ninguém, os eleitos que agora vão sair merecem levar consigo o peso do mausoléu que mandaram erguer na Fonte de S. João! Que as pedras lhes sejam um dia pesadas com a esperança de que não voltem a surgir no município e freguesia gestores com tamanha ânsia de destruir a riqueza que é comum. E com tanta perspicácia para engolir o erro! E não ponho no trato interesses pessoais pois que acredito apenas na força da asneira!

  È o que acontece nas Câmaras, como nos países, quando aos sapateiros se dá, por artes e artimanhas partidárias, viola de tocador! Como poderiam as Termas do Luso sobreviver entre mãos de curiosos sucateiros?  

PS-De facto, a entrega nas mãos dos cervejeiros da HEINEKEN , holandeses de nascença e dos que não querem emprestar dinheiro a Portugal, mas que cinicamente vem explorar o que é nosso levando-nos  vida e alma, foi negociada com uma Cãmara da Mealhada comodamente instalada,apática, incapaz de compreender o fenómeno, desinteressada e incompetente para o assunto. Deixou-se enredar como uns anjinhos nos engodos dos vendilhões das promessas da  SAL. Mas nem Câmara, nem freguesia nem  ministério da tutela se preocuparam com a ida da riqueza por meia dúzia de patacos durantes estes anos todos e vão  mais de dez anos de total incapacidade para gerir a questão. Quizeram prejudicar o Luso? Fica a questão. O negócio vem de há uma dúzia de anos atrás, não é de hoje e como se vê a sua conclusão foi a pior para o Luso e municipio. Quando previ  isto nos tempos edil não quizeram ouvir e muito menos entender, mas venho-o repetindo  desde então na imprensa concelhia.E tudo se vem verificado como o previsto, desde aquela celebrada promessa do Luso 2007 !!!

                                                                          Luso,Março,2013         Àguasdoluso.blogs.sapo.pt        

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