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ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

27
Jun18

TOTAL ABANDONO

Peter

esplanada.jpg

A Explanada

 Como se vê, e não é tudo, isto está ao abandono. Fechado, 

esquecido, destruído. Por mil e um buracos, desde um cinema

sem telhado a um pavilhão em risco. Estamos no Luso,

Termas do Luso , ainda se diz. Com saudade.

Por um acaso infeliz da divisão administrativa pertence a um 

municipio chamado Mealhada, uma cidade deslumbrante.

No entanto é nesta freguesia do Luso que caiem todos

os turistas que  chegam ao concelho. Então fizeram

um pomposo posto de turismo na Mealhada , a pomposa cidade

e o do Luso, velho, com  mais de uma centena de anos de idade

é para acabar . Está  ainda aberto por favor dum sujeito especial

a quem tiram o chapéu e dão votos não se sabe bem porquê.

Acho que veio atrás da música. O que não tem importância,

também meu pai veio atras dela.Se bem ou mal é que não sei.

Ah,diferença é que  este faz festas e festanças. E dança.

O samba, acho eu. No caso do meu progenitor ele apenas

trabalhava. E até ganhava pouco! Mal. Muito mal.

Hoje querem inverter a curvatura do circulo e por 

egoismo , ganância , estupidez ou ignorância, tudo termos

da moralidade política, devo acrescentar, metem rodas nas

termas e  na Mata Nacionaldo Buçaco coisas cá da freguesia.

Para encravar a cidade no  meio do diabólico trânsito que  tem?

lago ruina.jpg

O LAGO DOS CISNES

Não. Nada disso. É que não lhes chegando a administração

nem os milhares de euros que a venda de água do Luso lhes

dá todos os anos,uma espécie de limpeza do que

éticamente não lhes pertence, insistem nas rodas. 

Querem as rodas. Querem aquilo que tendo , não querem

ter. Ou por outra querem dormir com as coisas como a

Mata Nacional e outras, na cabeceira da cama, na deslumbrante

cidade. Não vá o diabo tecê-las e acordarem sem elas.

Só assim se pode  entender a destruição operada.

Mas por mais que lhes ponham rodas as coisas não saiem

do sítio. Tal e qual como a barreira do Largo do Casino,

que caiu há uns meses com a chuva e não volta ao sítio por

si só. Nem que se pintem. Dizem que já cá veio uma engenheira,

se calhar alguma espécie, mas nada.

Por acaso fico espantado e ás vezes até incomodado com

tanta inteligência que há na sede do concelho onde eu nasci. 

Época balnear avante, não há onde o turista ponha o carro.

Não me tinha passado pela cabeça sequer que será para

o encanar para a deslumbrante cidade !!!!De facto há cada 

excelente cabeça!!!!! Não é de fracas moitas que sai um

bom coelho??Gordo, anafado, importante...

repuxo.jpg

 O REPUXO  PARA CIMA

Para mim é esperteza a mais. De cabeças de alho xôxo e

umbigos bem tratados. E cabeças de nabo! Sou burriqueiro, 

não sou cego e por bem  ou por mal conheço algum mundo!

Um mundo onde tudo corre para baixo.

Esqueci-me de informar que isto é sempre a descer e a

gravidade ainda existe .Não, não foi abolida.

Aliás a gravidade é muito mais certinha do que as rodas.

Se confiassem nela nada disto acontecia.

Mas não me admiro nada que qualquer dia façam  uma

fundação socrática para pôr a coisa a subir.  São espertos

para tanto, afinados como o mestre. 

Com a idade que tenho já nada me admira. Até já vi uns alguns

burros em corridas de cavalos!!! Embora nenhum  vencedor!

Vá lá agente entender para que serve pensar!

Mas o que é certo é que nem  Termas nem o diabo da Mata

Nacional se mexem. E os buracos são tantos e por tanto lado

que o municipio um dia vai á falência. Era  bom para uns e

maus para ouros. Como tudo na vida. Na life, meu !!!!

Era mau para os politicos mas talvez bom para o cidadão que

poderia ele própria remar a barca deste inferno e ter 

melhores resultados. E não gastava tanto dinheiro com eles.

Porque assim, com timoneiros de excelência , quer a minha

freguesia quer o concelho, estão absolutamente garantidos.

Só que eles pensam que não.

Ficam as photos  e aos meus amigos mealhadenses,

vítimas como eu e como nós , burriqueiros, 

da chafurdice da politica, permito-me um conselho, abram os

olhos. E podem crer que apesar de tudo os burriqueiros são

os que enxotam com ramos de  jibardeira a gente que

vai de burro. Não é tudo a mesma coisa!!!

 

19
Jun18

FORA DE CENA, ALTO LÁ COM ISSO!!!!!

Peter

 

em cena.jpg

 C orria o ano de 1962  quando o nosso conterraneo João Abrantes teve uma pausa nos afazeres teatrais  que então ensaiava como vida , e veio passar o inverno á sua terra natal, o Luso, Era um homem  novo de idade e de ideias que trazia consigo  a dinâmica  do palco , por isso não perdeu tempo em ressuscitar o grupo do Ginásio, um clube da altura , hoje nuitos anos de morto lhe pesam  sobre a memória dos que a têm , esquecido  das novas gerações que dele não tem notícia .  Mas é ainda um resto de saudade para alguns, eu ou o Rocha entre esses, que passamos horas a relembrar os tempos  que não se extinguiram como estes tempos modernos em que um simples ministro declara pela própria lingua pátria que o tempo deixou de existir ou, mais  explicitamente, existe para essa remessa nova de vespas  da politiquice  cana de pesca onde se  vegeta a vida , mas não para professores que ensinam aos meninos e não só como será ou seria o futuro de um país. Vai daí o João Abrantes que depois veio a optar, melhor, a seguir a vida dos hoteis, tenho a certeza que não a de vocação mas de recurso , tal e qual como mais tarde se veio a sacramentalizar por  decretos  dando mais ou menos  por sorteio o futuro de cada um aquilo que lhe sai na rifa do imprevisto, sobretudo aos mais fragilizados que mal tem dinheiro para chegar ás universidades, quanto mais para investirem em exlicadores de ensino e de preparação de exames, fora  os dos domingos , feriados e dias santos, que essas costumam ir pelas vias de off-shores  e outras regalias a que o sacrificio de servir reinos e republicas dá direito absoluto.  Como ele , o João  Abrantes repito, para não perdemos o fio ao diabo da meada, trazia do Parque Mayer  uns ensinamentos actualizados para fazer revistas, não da crónica feminina nem da flama ou século ilustrado que era o que havia na  altura, mas revistas verdadeiras feitas no Parque Mayer ás escondidas do monstruoso Salazar que, comparado com os santinhos dos nossos dias era um herege mau cheiroso e só não "mamava" umas criancinhas ao pequeno almoço porque não autorizava comunistas nas repartições publicas. Eu próprio, pouco depois quando acabado  o meu curso de dia de semana, ao tempo não havia conhecimento dos cursos tirados aos domingos, feriados e dias santos de guarda, tive que declarar, apesar das minhas dúvidas sobre o que era coisa de comunismo, que o não era, nunca teria sido se tivesse conhecimento dele  e que no futuro o repudiaria com todas as minhas forças porque era assim que era, era assim que mandava a lei do Cerejeira e dele próprio, Salazar pai da Nação.Faço questão  de esclarecer que não estou a dizer que os mandantes de hoje são piores ou melhores que os de ontem, quanto muito serão a mesma coisa , em certas coisas melhores, em certas coisas piores , isto porque Portugal foi e será sempre  um país desiquilibrado, ou oito ou oitenta como diz o povo, mas  tal fenomeno dava-nos na altura assim como aos actores verdadeiros donde vinha afinal o João, um certo prazer ao fazer teatro e até ás vezes se pensava que a bem dizer até esclareciamos de certa maneira o povo com as piadas fora do carimbo da censura, pois neste mundo há e haverá sempre arte e magia para trocar as voltas ás palavras. Bom, fosse como fosse o João Manuel  mostrou o seu projecto e aderimos de imediato e entre umas ceias arranjadas no Ginásio, ou em casa dele,  exactamente do outro lado onde prenderam o Alvaro Cunhal,ou  na rua  Formosa à  Pia que ainda o não era na altura , mas que também servia de apoio ás peças , sobretudo porque escreviamos os quadros em cima dos pipos do pai do Rocha, e matavamos a sede no espicho para obter inspiração. Entre mim , a Fernanda Santos, o Federico de Brito, o António Rocha e o João , dito Manuel  ou Abrantes ou as duas coisas juntas, fizemos a prosa e adaptamos a musica da Corina Freire á versalhada que fui fazendo dia a dia.Arranjamos os artistas, às vezes com muitas dificuldades porque não se passava a libertinagem de então como se passa agora, o contexto era o da janela e o abraçar só nos bailes do  1º e Dezembro o outro clube da terra que ao sábado os organizava sempre com casa cheia.No fim,  ficou um único problema por resolver, o da censura, como diabo ia-mos fazer passar um texto inédito para uma revista provonciana na malha apertada das lapiseiras censórias que eram novidade na altura. Refiro-me ás lapiseiras, claro, porque a censura era velha, já estavamos  habituados a ela, o D.João !! utilizou-a e não esteve com meias medidas, cortou a cabeça a todos. e o Marquês de Pombal  fez o mesmo á tosse que veio de alguns. Ainda não havia tarrafal , apesar de tudo  uma coisa mais levezinha que as guilhotinas reais e qua ainda fazem falta em dose mais moderada.Deixamos o caso para pensar e começamos os ensaios, ora na sala do Casino, a mesma que agora os donos  não emprestan a ninguém , desde que levaram daqui o engarrafamento da água de Luso pelas estradas da Câmara da Mealhada abaixo,  e a sede para Cracóvia, na Polónia, onde os impostos da CEE estão a preços de saldo. A alternativa era o cine-teatro Avenida que estava  de porta aberta se não houvesse cinema , um espaço  sempre disponivel para ensaios  e  espectáculo desde os tempos da Sociedade Agricola do Valdoeiro do Messias Batista até a minha amiga a dona Hildegarda que adorava estes  artistas amadores que lhe levavam o teatro a casa. Ela morava sob a plateia do velho cineteatro e achava que a sala de espectáculos era um local de trabalho , ao contrário dos democratas de Abril que começaram a fazer cinemas novos com dinheiros da CEE  e entenderam que eram bons demais para o pagode dos palcos  e lá cediam a casa para o dia  do espectáculo porque hes dava jeito e popularidade, mas antes, que fossem ensaiar á cavalariça de algum vizinho  que não se podia estragar a sala, utilizando , ribalta , cadeiras estofadas e  camarins de primeira que ainda brilhavam á luz do sol  quando abriam de espanto  a cegueira dos olhos ou absorviam goela abaixo  orgulhosamente  as palmas que lhes não cabiam na barriga, uma pacovice portuguesa de arregalar a vista á ignorância activa,  Não sei se o inchar de sapo já foi de moda, mas  a minha amiga Hildegarda nunca teve esses preconceitos e se agente precisava  ensaiar ensaiva nem que fosse nas escadas da geral numerada ou no corredor dos camarotes velhos, algum tempo ainda forrados a setim vermelho que lhe dava um cheiro duma ópera de cidade , mas era apenas a ilusão do nosso desconhecimento que fabricava os sonhos mais espantosos!   Foi ainda o João Abrantes, dito também Manuel, manhoso como os sabidos de Lisboa , que foi buscar a Cascais para o pedido da licença  e para o cartaz da propaganda uma peça  já censurada ," Costa do Sol em Festa" com  a qual se obtiveram as autorizações necessárias para a subida á cena. Não com o  titulo emprestado como seria lógico supor, mas com o próprio nome de batismo que lhe deramos e respectivos textos que nada tinham a ver com o texto autorizado . Foi assim  que a revista se chamou "Alto Lá Com Isso ", uma obra  prima da nossa aventura e literatice que afinal  existindo,  não existiu. Não melhor nem pior que outra que se levou á cena mais tarde , o "Salve-se Quem Puder " com textos feitos no burgo , desta vez passando mesmo pelo aval da censura nas barbas do fiscal , comprado por umas palavras de bom gosto e inchaço de importância que lhe conseguimos dar como se fosse rei e senhor da pandega regional. Nem os textos ,senão em alguns fragamentos dfispersos , nem  gravação magnética ou digital, a segunda por não haver, a primeira pela raridade e custos do seu processamento ficaram de testemunho nesta biblia de engaços. Apenas fotografias, umas a preto outras a cores a relembrar gerações.  Portanto, postas as coisas neste pé, só o testemunho escrito bebido de oralidade e algumas saudosas fotografias não pode resistir ou impedir  a tentação  de registar aqui o nome de todos os participantes , com desculpas para a falta de alguém que, apesar de cuidadosa procura, pode escapar involuntáriamente á nossa boa vontade.

 

Iª parte      UM PEDIDO DE CASAMENTO, comedia em 1 acto de António Tchekhov, tradução de Correia Alves

Actores e personagens

Américo Leite :Stepan Stepanovitch Tchubukov

,Mário Penetra: Ivan Vassilyevitch Lomov

Maria Teresa Carvalho Natalya Stepanovna

 

 

IIª Parte Alto Lá Com Isso ,

Autores : Fernanda Santos,Frederido de Brito,Fernando Ferraz, António Rocha, João Abrantes.

Música de: Corina Freire

Actores:  António Santos:  ( Mr Bown, compere) João Malaguerra :( Zé dos Jornais,noivo,pescador,turista);  Manuel Figueiredo: ( Guarda do Lago,arrais,fadista) :Maria Aurora (camponesa,noiva,varina,) Maria S.José Leite: (camponesa,mãe,) Almira Pimenta: (camponesa,noiva,peixeira); Celsa Pimenta :(romeira,noiva,peixeira,) José Balau (romeiro,sacristão,pescador,director) , Graciete Leite :(noiva,cantadeira,fadista,peixeira,) Ernesto Santos: (noivo,lavadeira,guarda,director) Fernando Ferraz:( noivo ,caiador, lavadeira, candidata a actriz), António Rocha( Serafim, Delfim,Lavadeira,Candidata a actriz) Américo Leite:(Avô, ) João Abrantes (conta a história, como bate um coração),Maria Teresa Carvalho ( Micaela).  Alfama das Naus, quem vai na marcha :Maria de S.José,Graciete Leite,Celsa Pimenta,Almira Pimenta,José Balau,Ernesto Santos, Fernando Ferraz,António Rocha,Manuel Figueiredo,João Carlos,Fernando Rosa, João Malaguerra. Fonte de S.João , marcha final: Toda a companhia.

Autores: Como Bate um Coração : Nelson de Barros, e João Nobre , Na Rua dos Meus Ciumes : Fernando Santos e Frederico Valério, Fonte de S.João : Fernando Santos, Nelson de Barros, Frderico Valério.

 

Realização e direcção de cena de João Abrantes , Direção e execução musical de Alvaro Silva

Direção cenográfica e de montagem de Rogério Almeida , cenografia de Rogério Almeida, Fernando Rosa e João Carlos Santos,Assistência coreográfica de José Balau

Luminotécnica e sonoplastia de Joaquim ferreira e Manuel Figueiredo, jardins do 6º e 10º quadros executados por Francisco Carvalho, Ponto, Alberto Penetra,Contra Regra, Carlos de Castro, Maquinista Antero Maria, Carpinteiros de cena Plácido da Cruz e Albino Guedes,Materiais fornecidos pelas firmas ,Casa Zenith, Casa Triunfo, Farmácia Nova,Casa Ramalheira,Francisco Pereira Coelho, Manuel Abreu.  Os costumes folclóricos foram gentilmente cedidos pelos ranchos Tá-Mar da Nazaré e Tricanas de Aveiro . A realização deste espectaculo só foi possivel graças á gentil colaboração de Sociedade da Âgua de Luso e da empresa do Cine-Teatro Avenida.

 

Espectaculos em Cine Teatro Avenida do Luso: 12,13,19,20 Janeiro de 1963 ás 21,30

No Cine Teatro Messias, na Mealhada em

Todas as sessões esgotaram a lotação.

Extrato do livro "Luso,  Histórias Breves da Àgua e das Gentes"

15
Dez15

DE LUSO

Peter

 

 RSCN4497[1]

Quando a apresentação do livro em título chegou ao fim, um velho lusense que já tinha pedido a palavra por três vezes, concluiu em público que não estava esclarecido sobre o uso da preposição de ou da contracção da preposição e artigo/pronome demonstrativo do, para nomear ou definir a terra, ou seja, de Luso ou do Luso, tal qual como de Porto ou do Porto, de Madeira ou da Madeira. A verdade é que o livro não tratava, ou não trata desta matéria, o livro do Nuno Alegre pretende tratar do Luso na vertente de outro saco, esse que diz respeito ao negócio do turismo e hotelaria que é ao mesmo tempo o negócio do Luso há exactamente 163 anos e que está como se sabe, em maus lençóis. O autor, que aborda o assunto de forma temerosa e diplomática, tem interesses e paciência que eu não tenho, até porque a idade já não me permite tê-la e coloca uma série de questões ou desafios tendentes a chamar a atenção para recursos hipotéticos, para desafios especulativos, para, com um pouco de imaginação e filosofia sonhar uma realidade de que o Luso precisa com urgência para se manter no trilho que, há século e meio iniciou e que os tempos modernos abruptamente cortaram. Há que fazer ou refazer alguma coisa!

Foi por isso que quando o antigo lusense, é mais simpática a semântica, não entendeu a questão de ou do, eu associei ao assunto o próprio documento escrito que acabávamos de folhear e que á primeira vista não é um livro histórico embora fale de história, não é um livro de economia embora seja economia, não é um livro de turismo embora tenha um objectivo turístico, não é um livro de markting embora o pretenda ser, não é um livro filosófico nem politico, embora diga respeito a essas e outras áreas. Mas é quanto a mim, parafraseando Pessoa, um livro do desassossego e do desespero por que passam as termas do Luso, a sua hotelaria, a sua gente, a sua sobrevivência. O livro responde com uma atitude positiva, activa e dirigida a um amanhã que terá de se encontrar de qualquer maneira se, repito se, os políticos que gerem esta coisa a que alguém chamou geringonça, também lhe poderia ter chamado submarino, sintonizarem o interesse nacional, a seriedade, a competência e dignidade, olhando para as pessoas do seu país antes de repararem no umbigo de si próprios, dos amigos, do partido, dos bancos e da corrupção.

Se porém continuarmos com este espírito canalha, anárquico e reviralho da primeira republica, adeus viola, Portugal não sai do tremendo défict publico e privado que lhe faz vergar os costados perante a voz dos credores e a crise que teremos pela frente será cada vez pior. E depois, não há Mários Draguis todos os dias para nos lançar uma bóia de salvação quando a corda aperta a garganta antes do afogamento. Por sua intercepção, como dizem dos santos os religiosos, ainda vamos nessa bóia com o gargalo de fora e não pelas boas gestões de governos inconscientes, mentirosos e pouco honestos.

O livro parece-me uma pedrada no charco. Útil? Tem a grande virtude de não se acomodar aos factos. De apontar vias e desafios quanto a mim exageradamente especulativas mas isso, o futuro o dirá. Pessoalmente, acredito mais depressa numa recuperação das termas que na descoberta dum mosteiro da Vacariça desaparecido há mil anos ou nos cacos duns romanos sob a avenida Navarro. Parado como está o motor contratual do desenvolvimento os vestígios dum recomeço ainda não existem.

Mas acredito ao mesmo tempo que sem uma estratégia municipal de forte apoio e forte empenho pelos interesses da terra, das gentes e dos munícipes, sem segredos, sem mentira e sem balões de ensaio, não há caminho possível e neste campo, por distracção, desconhecimento, ou outros interesses colaterais, os prenúncios da governação local não são nada animadores. Mas isto, merece por si só um comentário próprio.

Luso,1 de Dezembro, de 2015                                           Águasdoluso.blogs.sapo.pt

 

 

08
Set15

TERMAS DO LUSO

Peter

 

DSCN4319[1].JPG

Depois do post anterior mostrando o arranjo do Chafariz demos dois

passos atraz e abrimos campo a nova fotografia e a imagem é esta. 

Explicando :

o Chafariz  recuperado está atrás desta guarita de 

sentinela usada pela  Àguas do Luso/Cerveja Heineken no tempo

em que tinham medo dos ladrões. Hoje é propriedade da Fundação

Bissaia Barreto que pelos vistos não tem dinheiro nem sensibilidade

para mandar pôr abaixo este exemplar restante do que tinham por

turismo termal. É que isto situa-se na prática no hall exterior das

Ex-Termas do Luso,hoje Clinicas Maló, por isso o local ideal para

despejar o lixo. Mas há mais...como se vê na fotografia seguinte:

DSCN4317[1].JPG

 Este edificio que se situa exactamente atrás da guarita anti roubo

é o que resta do balneário de segunda, quando as termas

tinham um balneário de 1ª classe e um balneário de 2ª classe.Também

foi doado á Fundação Barreto pelo concessionário das  Àgua do Luso,

dando assim cabal cumprimento ao contrato de concessão cujo objectivo

é o desenvolvimento das termas .Este recuo é evidente que não cumpre

o contrato, mas isso para os  políticos e pseudo  governantes deste

país não tem qualquer importância. Somos ricos e isso basta para nossa

felicidade  e bem estar. Basta dizer , sublinhe-se!!!!

Quanto às termas actuais, comparativamente com estes outros tempos,

nem mini termas chegam a ser!!!

Que país é este afinal ????

02
Set15

CHAFARIZ

Peter

DSCN4314[1].JPG

 Endireitada a sinalização do post anterior, quem sabe se 

à custa de algum comprimido, é com prazer que se coloca

a pedido o chafariz de 1910  que foi recentemente recuperado

como se pode ver. Para alguns, falta a pia ou bebedouro dos

animais , para outros os bois  que ali bebiam , para outros porém,

alguns burros também vinham a propósito. Seja como for está

bonita a fonte , mas faltam as hortenses laterais, essas que foram

as flores que por ali existiram noutros tempos.

01
Set15

CAI E NÃO CAI...

Peter

DSCN4316[1].JPG

Este placa no centro das chamadas Termas do Luso

parece embriegada...ou ela ou quem dela trata!!!!

Esta placa de sinalização passou o Verão neste estado.

Apesar da água abundante há quem não tenha os olhos

limpos para ver a embrieguez de que enfermam os sinais, isto

para além da asneira técnica de colocar tanta informação num

único bloco. Não sei quem toma conta destas coisas, mas 

concerteza Câmara ou Freguesia andam completamente

cegos!!!

O único de olhos abertos está na estátua , Navarro, que 

mesmo de bronze não aprova este fenómeno!

16
Abr15

REVISTA

Peter

caiador.jpg

(Ferraz, o pintor, Aurora, a rapariga, Santos, o Compere)

 

-Olha lá Manel, onde é que vais com tanta pressa?

-Em cumprimento de ordens da Câmara pintei as casas todas

do Luso, agora vou pintar a Câmara , que bem precisa.

 

 ( revista Alto Lá Com  Isso , oficialmente Costa do Sol em Festa)

em 12/13-janeiro-1963,Cine Teatro Avenida-Luso)

31
Mar15

TURISMO

Peter

DSCN3971[1].JPG

Esta fotografia foi feita hoje, agora,faz parte do meu 

passeio higiénico nocturno e como se pode ver refere-se

a um trecho geral do Parque do Lago na chamada

estância termal do Luso ,  Malo clinicas de apelido.

Bati eu  próprio o boneco com a minha máquina de

dizer mal, pobre coitada, tanto ela como eu estamos fartos 

de gastar bites em prol de coisa nemhuma. É isto que 

devem ter visto na BTL em Lisboa por outras palavras

ou imagens pela mão da  camara da Mealhada, do

Turismo do Centro da água que nasce no Luso.

Estamos na semana da Páscoa, e isto é Turismo, talvez

faça parte do Golgata que esta terra atravessa. Alguns

clientes do hotel passam por mim a olhar desconfiados

como se estivessem em Kiev ou na Crimeia  eu fosse

um Kurulenko qualquer. Regressam subito á portaria

do hotel , o melhor sítio para estar, como na India.

Com a extinção dos orgãos de propaganda chamados

Juntas de Turismo deitaram-se no lixo cento e cinquenta

anos de saber, de conhecimento, de usos e costumes,

de negócios, de clientes e profissionais.

Hoje manda uma clientela politica a soldo dos partidos

cujos interesses passam por um rendimento certo  e que,

coitados, não sabem nada do assunto e pouco ou

nada se importam com tanto não saber. Não admira

que não saibam, falta-lhes os cento e cinquenta anos

de prática com inclusão dos trabalhos de parto, nem 

sempre um paraíso e nunca, isso é que nunca, um

chuveiro de notas  caido das dificuldades e da fome

dos contribuintes via cofres de fariseus , cobradores

e piores ainda

Não vale a pena adiantar mais dizendo mal , mas não

existem razões para dizer outra coisa num país que 

afinal se transformou  numa toca de raposas.

A foto, é eloquente e atractiva, assim não falte quem

por ela venha!!! A beleza a que chegou esta estância

que um dia foi termal, está á vista !!!!

 

 

 

27
Mar15

CHAVES VIVE/LUSO MORRE

Peter

 

TermasChaves.jpg

A notícia TERMAL E NÃO SÓ ...

Chaves investe 6 milhões de euros no sector termal

 

Lusa 24 Mar, 2015, 18:45 (excerto)

Chaves está a concretizar um investimento de seis milhões de euros no setor termal que é considerado estratégico para impulsionar a economia do concelho, disse o presidente do município. Hoje o termalismo é considerado um sector estratégico e, é por isso, que o município está a concretizar um investimento de seis milhões de euros, comparticipados por fundos comunitários, na requalificação do balneário de Chaves e na reconstrução de um novo balneário em Vidago.  O presidente do município, António Cabeleira, anunciou hoje, em conferência de imprensa, que o complexo de Chaves reabre no sábado, depois de obras que tiveram um custo final de 3,1 milhões de euros.  “Estamos no melhor balneário do país. Aqui aliamos as instalações à qualidade da água”. Cabeleira referiu que está a ser preparado um plano de promoção agressivo para recuperar os aquistas que frequentavam o complexo, para conquistar mais utentes nacionais e internacionais, principalmente os provenientes do norte da Europa. O grande objetivo agora é, segundo sublinhou, a internacionalização do balneário termal. O objetivo da remodelação foi também separar as áreas do tratamento e do lazer, para criar condições para as termas funcionarem o ano inteiro. Destacou ainda que uma das valências que é agora uma grande aposta é a da reabilitação, estando ao dispor dos utentes fisiatras e fisioterapeutas.A intervenção nas termas implicou ainda a requalificação da área envolvente, melhoria das condições de segurança, serviço e conforto, construção das acessibilidades para pessoas com mobilizada reduzida e criação de um observatório de investigação às águas termais. O autarca referiu que, no ano passado, o sector sofreu um decréscimo a nível do país, também devido ao encerramento do complexo de Chaves, que é o segundo do país com maior frequência. Em 2013, o espaço contabilizou cerca de 5.000 aquistas.Este projeto vai funcionar em complemento com o Balneário Pedagógico de Investigação e Desenvolvimento de Práticas Termais de Vidago, uma obra lançada pelo município de Chaves e que representa um investimento de 2,9 milhões de euros.O presidente acredita que este espaço, que vai funcionar numa parceria com a empresa UNICER, vai abrir até ao verão e prevê que aqui venha a ser instalada uma escola vocacionada para a área do termalismo.

 

O COMENTÁRIO

Enquanto uns aproveitam as oportunidades para garantir desenvolvimento, outros, como é o caso do Luso, aproveitam os fundos comunitários para diminuir as Termas e abater valências . Algo escamoteado certamente á Comissão comparticipante, pois de outra maneira não se pode acreditar que estas situações possam acontecer utilizando dinheiros que saiem do bolso dos contribuintes. Mas outra constatação clara num lado e inexistente no nosso, é que existem estratégias para o desenvolvimento Termal que não está morto, muito menos Europa fora onde movimenta multidões. No nosso caso é pouco mais que uma pequena brincadeira limitada pela dimensão territorial e cultural, que nisto em termos de aculturação e conhecimento o nosso estádio actual concebido pelo potenciar do nosso xico espertismo , vai pouco além da pedra polida e do oportunismo sasonal da improvisação. Enquanto se procede á nova distribuição de dinheiros publicos sabemos sim que não há estratégia concelhia definida neste campo que engloba  turismo duma maneira geral, mas termalismo, natureza, ambiente e fisioterapia de modo particular, a única riqueza de conteudo universal que existe no perimetro do pobre municipio da Mealhada. A não ser que as estratégias assentem no vinho e no leitão , essa coisa maravilhosamente estupida que são as quatro maravilhas inventadas para ir á feira do Cartaxo e onde o municipio gasta o nosso dinheiro com uma única intenção, centralizar o turismo na sede do concelho e dominar pela destruição a parte da serra do Buçaco que lhe está afecta administrativamente. Sem respeito pela realidade municipal, sem respeito pela diferenciação das actividades conhecidas, sem respeito sequer pela evidência do turismo ser coisa duma única freguesia , sem respeito pela riqueza do concelho ! Por outras palavras, ou o sapateiro terá que tocar a viola , ou querem fazer do burro o cavalo de corrida coisa que, andem  por andem, não irão modificar pela impossibilidade inerente às realidades. Nem o burro há-de correr nem o pobre sapateiro arreado pela sovela aprenderá a  rabeca.

 

PS-Oliveira do Hospital vai investir 5 milhões de euros num complexo hoteleiro-termal polivalente, nas mini termas de S.Paulo, margens do rio Alva.Também estes não vendem água de mesa, o que nos leva á conclusão de que a água de mesa é um mal no estado activo. Acreditamos que ainda há-de ser comprada por chineses ou novos ricos angolanos, evidentemente com dinheiro emprestados por nós próprios, ainda muito provavelmente pagadores do mau negócio que possa vir a ser. Neste canto de novo reconduzido á ditadura de dois partidos que substituem a  velha União Nacional, duplicaram-se apenas os beneficiários, para o povo que labuta, passou a ser exactamente a mesma trapalhada, pior, bem mais pesada e custosa!! Que fim terá, é uma incógnita, mas te-lo-á concerteza, pois não se vê outro caminho para combater a crise e para pagar a divida.

 

 

24
Fev15

PURISSIMA E COM GÁS !

Peter

agua39.jpg

Para quem não lembra ou não sabe, o Luso já teve água  gaseificada. Por mais de uma vez . Uma delas, publicitada neste extrato sublinha os refrigerantes, o Yogura e a água gaseificada, 'soda water' em inglês,ou água com gaz na lingua vernácula.  Vendida em toda a parte e preferida, diz o 'actualizado' panfleto, pela classe médica, coisa que hoje não acontece. Quanto ao gás, o melhor 'Soda-water',  não conseguiu  destronar a afamada àgua do Castelo , usada para juntar ao uisque , no tempo em que não era importado. Mas se bem se lembram os bebedores , o verdadeiro uísque era substituido pelo 'uisque saloio' , onde um bom brandy substituia o uisque original ao qual se juntava igualmente a àgua Castelo num copo 'Johny Walker' para aguçar as papilas gustativas.Também o Cruzeiro teve água  com gás e o próprio Luso  a teve em outras épocas.

 

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 Refrigerantes, yogura, soda water

Conclusão,O Luso actual já teve tudo e muito mais do que tem hoje,foi morto por sucessivas vendas do património a intermediários para fazer lucros imediatos , isto com o aval , o silêncio e a omisssão de  organismos responsaveis pela concessão das minas. Este regresso do gás, que por razões das propriedades quimicas da água não obteve resultados, não é pois novidade nenhuma, oxalá uma solução hibrida possa resolver o assunto. 

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 Emanatório Termal doutros tempos

Mas este regresso, como se vê, nada acrescenta ao Luso, morto por sucessivos concessionários. De facto, historiando  fora do negócio a vida termal que começou com a Comissão de Melhoramentos em 1852, depois de existirem banhos   desde há cem anos atrás, foi concessionada a actividade Termal e o Luso cresceu com as Termas, não com as garrafas de água. Pode-se dizer que a terra é filha das Termas e de Emídio Navarro. A concessão, como em qualquer zona de jogos, pede pagamento e desenvolvimento, porém os últimos concessionários nada mais fizeram do que matar as Termas, cujo lucro é irrisório perante o lucro das águas. Todos tem feito o possível e o impossível para destruir as Termas, pretendendo assim sacudir a  responsabilidade da parte Termal, cujo crescimento, aumento e modernização também lhes cabe. È assim que o contrato de concessão estará longe de ser cumprido, perante a ineficácia e a irresponsabilidade de políticos eleitos que vão da autarquia ao governo, embora a autarquia da Mealhada nada tenha a ver com a concessão perante a lei vigente, mas, pretendendo tirar dividendos a seu favor e não do Luso, como ultimamente se tem visto, não tem tido, a par dos órgãos governamentais  da  tutela, homens capazes de defender os interesses nacionais, não só aqui, como em muitos sectores onde se tem vendido tudo a patacos com prejuízos para Portugal e os portugueses.

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 Repouso e relax na sala de descanso

 No Luso, por meio tostão de mel coado mantém-se a concessão em permanente hibernação sem a evidente defesa dos interesses nacionais. Acredito que um dia, com gente idónea, capaz e cidadãos conscientes dos interesses do  país, que são a defesa do cidadão e não dos banqueiros, políticos e corruptos, venham a fazer-se cumprir as leis e também a água do Luso venha a ter um concessionário obrigado a cumprir objectiva e rigorosamente as  suas obrigações como tal. Isto porque a razão e os interesses são os interesses dos portugueses e a tutela tem sempre, como gestora da propriedade, a faca e o queijo na mão. Se não o corta é porque não quer, talvez alguma vez se consiga apurar porquê. Acredito que gente que saiba governar um país com consciência e dever de servir honestamente, possa governar o património que é de todos nós, portugueses, entre ele esta pequena parcela que é a mina donde nasce a água do Luso. Enquanto isso, o Luso tem que viver com o Zero de compensação que lhe é atribuído. São poucos, os eleitores e nenhumas as vontades, mas é vergonhoso que se dê o subsolo á exploração estrangeira sem a devida compensação por parte dos exploradores que  vem sucessivamente enganando e manipulando a seu favor a destruição do património termal.

 

 

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