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ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

16
Jan13

UM APOIO POLITICO

Peter

 

 

                          TERMAS DO LUSO

           RAZÕES  PARA UM APOIO POLITICO

  Lamento muito não poder estar presente de forma pessoal nesta manifestação de apoio a Rui Marqueiro, mas a recuperação duma pequena intervenção cirúrgica donde regressei ontem, impede-me de o fazer. Assim, solicito á mesa eventual que dará ordem às intervenções que venham a ter lugar, o favor de fazer transmitir em meu nome o texto que segue, dirigido aos munícipes deste concelho, aos meus conterrâneos lusenses e ao candidato o Dr. Rui Marqueiro.

A este último gostaria de, na qualidade de munícipe do concelho da Mealhada, mas sobretudo na qualidade de cidadão do Luso, reconhecer em público e agradecer o trabalho que, quer durante os seus mandatos como presidente da Câmara, quer como presidente da Assembleia Municipal, realizou nesta freguesia do Luso, optando por uma estratégia de médio e longo prazo inteligentemente delineada e seguida e dirigida para o desenvolvimento e alargamento do leque turístico-termal com a construção e consolidação de equipamentos de inquestionável valor desde há muito aguardados pela vila.

Pode-se afirmar sem contestação possível que Rui Marqueiro esteve em tudo o que se passou de importância para o Luso e para o turismo concelhio desde o 25 de Abril, aproveitando duma forma atenta, oportuna e clara os investimentos comunitários na vertente turística deste concelho, actividade preponderante do ponto de vista económico que oferecia e pode oferecer se bem e firmemente gerida, um espaço capaz de fazer andar a freguesia e o município. Coisa que entretanto outros deixaram levianamente morrer !

Infelizmente após todos estes incansáveis esforços para desenvolver o Luso, forças ditas também socialistas mas imbuídas de espirito paroquial e não de interesse colectivo, como aliás aconteceu um pouco por todo o país, entenderam que o Luso já tinha mais que a sua parte após a construção do Centro de Estágios do Luso, obra feita no pós Rui Marqueiro mas que vos garanto aqui, se necessário explicarei porque o digo, se lhe fica em grande parte a dever.

Mas a partir daí o Luso, apesar de ter pago com receitas oriundas do próprio Luso quase todas as suas obras públicas, Centro de Estágios incluído, foi colocado na prateleira do esquecimento propositado e as intervenções de que foi alvo foram autênticos disparates, iguais a muitos outros que levaram Portugal á falência e á divida que temos que saldar a partir dos nossos bolsos. Refiro-me ao granítico Mausoléu transmontano em que transformaram a Fonte de S. João e á recente destruição duma escola que, exceptuando o telhado, estava em magníficas condições de responder às exigências do ensino local por muitos anos. Foram as duas obras, uma ainda em execução. Não quero inferir daí que haja interesses colaterais nestas empreitadas absurdas, quero acreditar que a Câmara seja honesta, mas estas obras sem lógica nem sentido, às quais se junta a de sucateira do imobiliário que também parece ser, não sei se comprando as velharias do concelho se desenrascando proprietários “enrascados”, não dão uma ideia muito clara das actividades comunais. Se acrescentarmos o facto de vivermos num país onde milhões de pobres e desempregados estão a passar fome, nem sequer tem explicação plausível.

Acresce em relação ao Luso, aquilo que eu considero a morte já nem sequer anunciada, mas mesmo em vias de funeral, se se pode dizer assim, do complexo termal. À redução das Termas a um terço, facto para o qual chamei muitas vezes a atenção em críticas causticas e severas e como se viu correctas, mas que nunca perturbaram a mente dos eleitos, nem da Câmara, nem da freguesia, junta-se agora a derradeira transferência do resto do engarrafamento da matéria-prima do Luso para a Vacariça, esvaziando completamente a freguesia de tudo o que lhe pertence e tem enterrado no seu solo, sem qualquer contrapartida equivalente e sustentada, antes pelo contrário, com mais alguns despedimentos na manga do casaco. E o que fizeram os políticos eleitos durante o caminhar de todo este processo de atropelos e enganos do capital internacional? NADA. E do que alertaram os organismos superiores competentes na matéria termal, se é que por acaso os há, olhando pelos bens dos portugueses? NADA!

Além de obedientes e bons merceeiros, comodamente sentados nas poltronas municipais a somar e subtrair, deram de mão beijada todo o ouro ao bandido, um deles, excelente miguel de vasconcelos, curiosamente empenhado de novo na destruição da televisão dos portugueses. Dos nossos representantes edis não ouvimos um reparo, não escutamos uma exigência, NADA! 

O facto de serem socialistas, e eu sei perfeitamente como foram escolhidos enquanto candidatos, não me inibe de dizer seja o que for a seu respeito, diria o mesmo, já o tenho dito, doutras cores partidárias, porque como socialista que sou e de cujo espirito essencial comungo, espero o melhor, a justiça, a rectidão , a solidariedade ,a verdade, e alguma competência .

Depois o Estado pelintra, no mau Estado em que se encontra, entregou a Mata Nacional do Buçaco a uma Fundação gerida por um engenheiro civil escolhido por trocas entre candidatos a lugares políticos, e assim se transformou num asilo partidário cujos lugares dependem duma também politizada entrevista até aos níveis inferiores. O cartão partidário, o tirar o chapéu, a rede de informações com telemóveis pagos por nós contribuintes, instalou-se como lepra vergonhosa entre quem dispõe duns centímetros de poder para pateticamente se autopromover e criar redes de mesquinhas informações. Um palco suficientemente grande para se destruir com o á vontade da ignorância um bosque centenário! Indigno de socialistas da maneira como aprendi a ver a instituição partidária!

A Fundação lá teve, com o beneficio da dúvida, uma nota de medíocre na classificação fiscal nacional, para mostrar á evidência a inutilidade de entregar uma Mata Nacional da envergadura do Buçaco, a uma Câmara Municipal e a uma série de intervenientes vários, o melhor caminho para nada se fazer além da destruição sistemática e irresponsável do seu património botânico e cultural. Onde muitos metem a mão todos estragam e nenhum repara. Basta percorrer os diversos trilhos da floresta sem a cegueira de interesses que não sejam os de toda a população concelhia para o constatar! De resto o que é NACIONAL compete ao Estado gerir, não a Câmaras.

Se falarmos finalmente em resultados turísticos comparando o que se gastou e beneficiou com esta fundação subsidiada pelo município, onde estão as contas? Onde está o feed back correspondente aos gastos realizados? O hotel da Mata está periclitante, os do Luso, nem se fala e quanto a negócios gerados entre comerciantes, nem há ponta por onde se lhe pegue. Claro que ninguém fez contas, ninguém as faz, a irresponsabilidade é total, ninguém responde por nada!!!

Em consonância com a magreza e a operacionalidade dum mini spa aberto ao serviço do hotel das termas e praticamente fechado a todas as outras unidades hoteleiras, o bloco de fisioterapia nunca reabriu depois da sua destruição em 2008 e de engodo em engodo, a empresa concessionária, já não se sabe muito bem quem é responsável no embrulho feito pelas empresas de advogados, engana quando quer e lhe apetece a malfadada autarquia Câmara, ela própria curta e imprópria para acompanhar a subtileza do processo.

 Peço desculpa pelo tamanho da comunicação bem como do seu conteúdo quase todo respeitante ao Luso, a terra onde nasci e vivo e pelo conhecimento que tenho das coisas, das pessoas e das suas atitudes, tenho razões para me convencer e convenço-me que há da parte desta edilidade em exercício uma atitude de repúdio e de aversão pelo que diz respeito ao Luso. Um espirito e uma gestão, que a ser assim, são intoleráveis!

Amigos e Carissimo Rui Marqueiro.

Não fiz uma apologia dos seus dotes e virtudes. Não sou homem para isso nem o senhor é homem para as valorizar ou lhes dar importância. Pelo que conheço de si basta-lhe arregaçar as mangas sem paliativos e discussões e ir a direito pelos caminhos que honestamente sabe traçar. Neguei-lhe o meu voto uma vez, mas não vale a pena dizer-lhe que estou arrependido. Tenho por hábito não me arrepender do passado, bom ou mau, não porque não esteja consciente do bem ou mal que fiz, mas para não me mortificar nem cair em lamentações serôdias quando nada mais há a esperar do erro ou da virtude. Não o fiz por desconsideração nem por desconhecimento das suas capacidades, fi-lo por uma conjuntura e uma avaliação desproporcionada fruto de equívocos e más interpretações. Sem qualquer reserva intelectual acho que poderia ter feito melhor e se de algum consolo serve a ambos peço desculpa, apesar da sua probidade nunca me ter demonstrado qualquer incomodo ou antipatia. Parece-me que é assim que as coisas devem ser.

Desta vez, sem dúvidas, tenho a certeza que o município precisa do seu trabalho. Posso dizer-lhe na minha modesta opinião, apesar de não haver muitas hipóteses que se possam discutir, que foi dos ótimos autarcas que teve nas mãos o leme do concelho desde que a Mealhada assumiu esse patamar administrativo. Por muito que desfolhe os poucos alfarrábios da nossa história comum, não vejo quem mais fez tanto com algum pouco que segurou nas mãos, exceptuando os pioneiros ou fundadores cujos problemas seriam naturalmente de índole diferente.

Claro que não vai ser fácil a missão para que se candidata, todos sabemos isso, mas por essa mesma razão podem as dificuldades transformar-se em motivações, desafios e lutas politicas capazes de satisfazer o ego que nos leva a ser uteis para com a comunidade que nos rodeia, a única razão, no meu entender, para trabalhar no serviço publico da democracia.

A Mealhada precisa dum homem capaz, que nos dê a segurança possível num amanhã que se anuncia sombrio e que comungue com a maltratada juventude dos nossos dias, os nossos filhos e netos a quem não soubemos criar uma vida melhor nem dar condições de futuro. É preciso ultrapassar esta incómoda situação a que chegamos muito por culpa dos banqueiros, mas também de políticos inconscientes e irresponsáveis. A seriedade, a honestidade, a justiça o peso da palavra, vão ser virtudes éticas difíceis de recuperar, por isso é urgente que os homens de boa vontade retomem as rédeas da esperança e do trabalho em prol das sociedades futuras e do homem.

Termino retornando á minha terra, o Luso. Peço desculpa a todos os amigos aqui presentes. Quando for preciso falar do município, posso fazê-lo, mas hoje deixem-me dar voz á minha revolta com o fim em vista do complexo das Águas e Termal. Conheço bem o concelho, e neste momento não há ninguém capaz de lutar por ele e contra a catástrofe que caiu sobre o Luso, senão Rui Marqueiro. Sem dúvida, ele é não só o melhor candidato a candidato, como o melhor candidato á Câmara da Mealhada. Passa de um século que não surgiu outro melhor! A obra, quer queiram ou não queiram meia dúzia de aberrantes detratores, está bem á vista. Daqui lhe envio o meu sincero apoio e um abraço de amizade e estima.

 

09
Dez12

O FIM DAS TERMAS

Peter

 

 As TERMAS DO LUSO NO SEU NOVO PAPEL DE CLINICA

  Voltando ás Termas do Luso, foi aqui que nasci, aqui vivo, aqui penso entregar com alguma probabilidade a alma ao criador, gostaria de, sem maçar os leitores, continuar o meu último texto reflectindo sobre um assunto que é o aparecimento de uns cartazes de rua lembrando os setenta e cinco anos da elevação da aldeia a vila. Pode-se depreender que de vinte e cinco em vinte e cinco anos temos festa, pois em 1987, a cinquenta anos do mesmo evento, se produziu nas termas um oportuno opúsculo coordenado por Machado Lopes e Noémia Leitão, sobre o dito cinquentenário, no qual tive então a oportunidade e a honra de participar com algumas modestas linhas e assistir ao mesmo tempo a manifestações politicas sobre o então futuro, hoje presente, do qual se esperavam concretizações de todas as esperanças acumuladas ao longo dos quarenta anos de ditadura, eu direi, por opinião muito própria e discutível, acumuladas ao longo de oito séculos de história pátria, geração após geração de portugueses submissos.

 

  Setenta e cinco anos depois, aqui tenho de novo o diploma respectivo assinado a 6 de Novembro de 1937 pelo Presidente da Republica Óscar Fragoso Carmona e pelo 1º Ministro Oliveira Salazar, cujos considerandos justificativos da promoção a vila se baseiam nos três mil residentes, no incremento industrial, comercial e turístico, e nos milhares de visitantes anuais. Ainda a rede telefónica, o mercado diário, a água e a luz, os hotéis e o casino, o caminho de ferro e a rede de estradas, em conjunto com a informação favorável do governo civil e da junta distrital, constituem os factos concretos para avalizar a promoção. Não parece ter havido aqui o branqueamento dos parâmetros da lei que mais tarde, em democracia, serviram vergonhosamente os interesses pessoais de políticos de pequena estatura para elevarem os seus tugúrios a cidades, colocando á frente do carro os bois, como se vê hoje em tanta nova urbe deste pobre país e deste dilacerado povo, a quem cabe pagar todos os dislates da ignorância e das fraquezas da mediocridade governante.

 

 

 Uma clinica com data de 1852 nascida este ano

O Luso, como se vê, tinha as condições previstas e recuando ás informações que temos relativas àquele ano, não passou por cima da lei, as Termas viviam tempos de crescimento, estava-se nos projectos do Grande Hotel e a água, felizmente para as gerações de então, era engarrafada á mão e na nascente, e escriturada, se podemos nomear assim a criação e a conservação de riqueza, nos manuais duma Sociedade domiciliada no Luso. O Verão era uma época quente e farta, não só esgotavam as unidades hoteleiras como casas particulares e quartos individuais e face á desordem actual do calendário, a época instalava-se metrónicamente entre os meses de Maio e Outubro.

 

  É por isso que olhando para os cartazes que enfeitam o Largo do Centro, o do Casino, dum marketing tão duvidoso que é difícil dar com eles, fico um tanto ou quanto perturbado. Primeiro, porque ali se pode ler que no Luso tudo acontece, mas eu, que vivo por aqui a maior parte do ano, não vi nem vejo nada que seja digno de ver-se a acontecer, a não ser que os ditos cartazes se refiram á destruição das termas e do bloco de fisioterapia, mas isso, francamente, não precisa comemorações mas dum cortejo fúnebre. Talvez não passe duma manifestação semelhante ao show off em que vive o asilo político do Buçaco a estender á freguesia o que não corresponde a qualquer realidade para lá do ridículo duma brincadeira de mau gosto e da ofensa que tem sido feita nos últimos tempos á freguesia do Luso, posta na prateleira da Câmara Municipal por algum acerto de contas. E pelos mais de cem mil contos que a autarquia recebe anualmente do Luso dos famosos tostões litro e que não regressam ao Luso como deviam.

 

    Talvez me chamem nomes pela dureza do que escrevo, talvez me chamem de cavaleiro andante e sonhador. Talvez. Talvez seja dos últimos amantes faladores dum recanto que já conheci diferente, que já vi tratado com mais dignidade, já senti beneficiado com a riqueza das entranhas, já foi objecto e palco do interesse local e regional. Eu e alguns mais desses mal desenganados sonhadores que ainda conservam dum passado não muito longínquo a realidade termal, que ainda criticam o desenlace fatal, erradamente convencidos que o cordão umbilical nos dá algum direito para defender o que quer que seja ao expressar o desagrado e a revolta perante a morte anunciada da economia local.

 

   A utopia é o presente dos dias que correm, o homem é uma peça manipulada pela ambição desmedida e os meios justificam a ambição e a loucura dos fins. O animal assume a pouco e pouco as rédeas cegas das governações a reboque duma globalização sem rei nem roque e as sociedades de puro low cost começam a ser implantadas nos sulcos do terreno com objectivos programáticos. Tudo isto com a integração dos poderes políticos, ditos democráticos, falidos de poder e dignidade e na busca do mesmo ouro, agora classista. A corrida á dureza dos regimes, não se duvide, já começou, tornando o início do novo século numa incógnita para os vindouros. Basta o futuro hipotecado em que nascem!

 

  Voltando ao Luso, pois é isso que me interessa de momento referenciar, não foi a crise que deu origem ao movimento destrutivo, mas as sucessivas mudanças operadas pela concessionária das termas em parceria com o município mealhadense, este, incapaz de manifestar e impor o interesse das populações, preterindo o cidadão munícipe em favor do empresário estrangeiro. Ao medo de perder uma renda aleatória que é do Luso, juntou a comodidade de não despoletar um sentido crítico capaz de antecipar a evidência dum rombo nas termas como veio a acontecer. Em primeiro lugar, o Luso á Câmara deve a situação em que está, mercê da sua desastrada politica para com termas e turismo.

 

   O fecho dum verão termal na abertura das instalações motivado por obras que só tiveram inicio depois de acabada a época de 2008, foi o primeiro sinal da promiscuidade e da impotência dos edis perante, podemos dizer, os pontuais algozes que subtraíram levianamente aos agentes locais um verão já preparado e pronto para ser recolhido em termos de riqueza criada. Uma calamidade para a freguesia e para o município levada a cabo pela irresponsabilidade de quem tinha o poder e levianamente o exerceu.

 

  Se repito estes dados é apenas para não caírem no esquecimento e porque é assim, relembrando e comparando, que poderemos fazer alguma avaliação dos actos e das pessoas e não com as palavras moles das campanhas eleitorais onde o engodo é a regra. De tal ordem, que nas vésperas das duas últimas eleições para a Câmara Municipal, estiveram para ser feitos dois hotéis com Spa na Avenida do Castanheiro. Nenhum foi feito. Nos dias seguintes o jeito foi arquivado por preço desconhecido. Eu, que tenho boa memória não esqueci. Aqui fica com uma recomendação, é que o próximo ano é de eleições, não venham para cá com um terceiro hotel!!! Chega de exploração da mentira na boa fé do cidadão!

 

  Um repuxo sem água e umas Termas sem Termas

Vem a propósito referir que essa mesma Avenida está hoje radical e vergonhosamente abandonada, mas há uma dúzia de anos fazia parte dum projecto que englobava um parque de estacionamento no Vale, junto á Igreja Matriz, um arranjo ajardinado nas respectivas encostas e um prolongamento até ao boneco meio destruído, que ainda agora subsiste a segurar o cântaro partido debaixo dos castanheiros. Pagavam-se nessa altura vinte mil euros ano ao arquitecto Pardal para fazer esses estudos, mas depois de dinheiro gasto, tudo ficou em águas de bacalhau. Mesmo assim a autarquia, não se percebe porquê nem para quê, comprou os terrenos. Talvez tivesse dinheiro a mais e precisasse de o gastar para passar o ano a zeros, uma absurda notícia que dá conta todos os anos do bom comportamento dos tribunos, cuja taça, se não se tratar de habilidades financeiras, há-de ser recebida pelos devedores. Quem se endivida dentro dos limites legais nada tem que temer e nada tem que propagandear, é tempo de deixar de tratar o cidadão com a presunção de burros sobre a curva dos costados!!! È água benta infernizada!

 

 De resto a autarquia destruiu a fonte de S. João com umas carradas de granito transmontano, comprou a Quinta do Alberto para infestação de acácias e covil de cobras e lagartos, nunca mais lhe mexeram, coitados, nem um caterpillar tiveram para ali rasgar um estacionamento provisório! Comprou depois as ruínas dum cinema que em ruínas continua, mantêm um vergonhoso e escuro acesso ao parque de campismo, da piscina que constava do projecto, nem vê-la, tal como cafés e esplanadas de propriedade camarária, está tudo em falência, no campo de futebol velho, nem tocar, está no sítio eleitoralmente errado, e finalmente conseguiram deitar abaixo a escola, uma estrutura praticamente nova que necessitava apenas duma mudança de telhado! Optaram por fazer uma nova escola de raiz quando afinal se prevê que os alunos diminuam!

 

País rico o nosso, com três milhões de esfomeados diários a permitir-se esbanjar dinheiro por gestores (?) cuja política é o retrato da própria irresponsabilidade! Já se sabe quando lhes pagamos para isto!

 

Como se vê, o Luso parece não ter razões para festejar 75 anos de vila. Com 1048 anos de idade total conhecida, está finalmente despojado da única riqueza que lhe foi encontrada no ventre materno, a água. Mercê da excelência da estratégia da concessionária termal e do município, o Luso ficou finalmente despojado de tudo que cheire ao produto e suas consequências. A última parcela que cheirava ainda a aquífero, o enchimento, foi-se e com ele, parece que mais umas dezenas de postos de trabalho.

 

Face ao arremedo das termas que existem hoje, e do fim do bloco da fisioterapia, o melhor é fechar definitivamente as portas!  A meu ver, esta é a realidade que o Luso tem para festejar. Obrigados edis eleitos , merecem uma estátua!!!Mais o Pontes|

 

Bem pode o lugar, a freguesia, o município, deitar foguetes e bailar!!!!! 

 

  Luso,Novembro,2012                             aguasdoluso.blog.pt

 

30
Dez10

LEIA AS ACTAS

Peter

 

  

                                   TURISMO

 

          ORÇAMENTO E OPÇÕES DO PLANO

      DA CÂMARA MEALHADA PARA 2011

(extracto da acta da acta nº 27, de 9/12/2010, que

aprovou o plano e da intervençao do vereador  do Luso)

 O  senhor vereador Julio Penetra usou da palavra e

referiu que a responsabilidade pela situação em que

o país se encontra reside numa série de equivocos ...

  ...    ....   ...    ...   ...  ...   ...   ...   ...   ...   ...   ...   ...   ...   ...  

...Sobre o documento em apreciação (ORÇAMENTO

E PLANO DA CÂMARADA MEALHADA PARA 2011 ) disse

estar  contente pelo facto de não se terem

abandonado as linhas de desenvolvimento

estratégicas nomeadamente na vertente do turismo...

(fim da citação)

Contente com isto :

Obras novas ou  outras intervenções na matéria

     segundo o Plano aprovado  para 2011 :

  -Recuperação Teatro Avenida,Luso..........1 euro

  -Ampliação da piscina..................................1 euro

  -Centro de Estágios......................................1 euro      

24
Out10

PESO $$

Peter

                                                                                                             

 

      QUANTOS ANOS AO ABANDONO??

 

  O QUE FAZ UM VEREADOR NA CÂMARA ??

 

                    PESO $$$

07
Out10

A PEDRA

Peter

 

 RELÍQUIA ARTISTICA

 E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

 

 A ARTE está na pedra que se vê,

 a HISTÓRIA , é o que se vai contar :

 A porta dos deficientes não fecha.

 Melhor, estava sempre fechada. 

 Á rasca, RECLAMARAM.

 Foi chamado o vereador e o engenheiro

 da Câmara da Mealhada.

 ViERAM VER !!! E pensaram, pensaram !!!

 Desarmaram a fechadura ... abriram a porta.

 Está aberta. SEMPRE.

 Colocaram a PEDRA... de tira e PÕE !

 COMO EM SUAS CASAS??? 

 Pedra ou Calhau ?????

 Fica a pergunta.

 Está assim há QUINZE DIAS !!!!

 NAS TERMAS...

 ...DO LUSO 

24
Mai09

ÁGUAS DO LUSO

Peter

    S.O.S.    REPUXOS

 


 

                                                                                                                                                         

O TRABALHO DA CÂMARA DA MEALHADA E DO CANTONEIRO DO LUSO ESTÁ REFLETIDO NESTA FOTOGRAFIA...

ISTO É , NÃO ACABARAM A OBRA.

QUATRO MESES PASSADOS , ÁGUA ONDE ESTÁS ?????

BEM SE VÊ QUE NINGUÉM È DO PS , TOMARAM APENAS CONTA DO PODER ....INCOMPETÊNCIA TOTAL !!!! 

INFELIZMENTE  ESTA VILA TEM UMA JUNTA DE FREGUESIA QUE HÁ OITO ANOS SÓ TEM PREJUDICADO A TERRA !!!!!

 

NOVEMBRO,SEIS MESES DEPOIS...ESTÃO NA MESMA !!!!!

                                                                                                                             

09
Mai09

VIA 01-CUNHAL

Peter

 

Decorreu hoje no Grande Hotel a apresentação da revista

Via no seu primeiro número inteiramente dedicado á prisão de Álvaro Cunhal  e Militão Ribeiro , no Luso,em 25 de Março de 1949.

Impresso em excelente papel  ( couchet ) ,  este número contem relatos e fotografias que são memórias vivas das termas  nos finais da decada de 40 e também testemunham o episódio histórico da prisão de Cunhal.

A cerimónia de apresentação contou com a presença de  Sofia  Ferreira , a camarada de serviço que acompanhava então o  político , que teceu na ocasião algumas considerações sobre os acontecimentos.

A revista é uma iniciativa do Jornal da Mealhada e vai ter periodicidade semestral.

O preço de capa deste primeiro número que se vai tornar numa raridade  (500 exemplares), custa 5 euros e vale a pena solicitá-la rapidamente ao editor.

27
Abr09

ÁGUA QUE CHEGA !

Peter

    

COMO CHEGA A ÁGUA ?????

(retirado do book As kalendas Gregas do Gregório )

 

Bom, tudo principiou no principio e no principio era a Serra do Buçaco .

Quatrocentos milhões de anos ,400,imagine-se...

Quartzitos e redes de infiltração  provocadas pela pluviosidade extrema...

A àgua armazenou-se entonces no interior ,anterior ,inferior e exterior dos rochedos.

e transformou-se em notas a 30 graus que depois baixaram para 28 graus .Ou menos.

Água subterrânea de qualidade separada da água termal.  A primeira brotando dum furo artificial , a segunda, a termal , duma nascente natural.

O aquifero há 400 milhões de anos que acaba numa aldeia chamada Luso numa espécie de barragem  substerrânea e tem potencialidades para sustentar um negócio de largos milhões de euros.Contabilizados até ao último tostão.

 Um caso complicado tem a ver com a transformação da matéria  prima   que tem posto a cabeça em água a muita gente até á obtenção do produto final.

  Sò a excelência de excelentes gestores  tem permitido transformar em dinheiro "el contado"

esta riqueza   que parecendo espontãnea, não o é , descobre-se finalmente que é necessário fazer nascer a água.

  Na própria aldeola do Luso e em Portugal , um país  dos confins da Europa , ninguém está a salvo da invasão dos bárbaros que esperam xupar o grosso do mineral produto e assim a riqueza, como a pimenta e a canela , parte rumo á Flandres como noutros tempos.

 Estas coisas que tem alguma relação com concessões estatais, só tiveram alguma importãncia nos tempos em que governou um tal Salazar, depois tudo se democratizou e as pessoas em vez de enriquecerem como se esperava com o capitalismo para todos , empobreceram com a apropriação dos bens por alguns.

  Espera-se que a emergência chinesa continue até ao ponto de alterar todo este sistema de prosperidade á ocidental , hoje dita globalização, através  da multiplicação dos produtos contrafeitos que talvez cheguem qualquer dia á própria água ,mesmo aquela que tem 400 e 500 milhões de anos de existência. Exactamente da idade da pedra  em bruto.

 Não era má ideia !!!!

  Estas descobertas filosófico ciêntificas eram desconhecidas e surgiram agora á luz ,mercê de novos estudos processados pelos detentores da exploração enquanto a aldeola do Luso se afunda cada vez mais em tanta água  e vê por um óculo as termas !!!

Assim vai o mundo. É a globalização ???

Muita coisa pode ser, em ão !!!!! E depois ...? 

28
Fev09

ÀGUAS ...DO LUSO....

Peter

                                              

                                                                                                                   

Esta  escultura vanguardista foi oferecida ao Luso nos 150 anos da concessionária e  colocada na Avenida  Navarro.

                                                                     

Entretanto com as obras no local foi retirada e colocada em frente ao pavilhão do Luso.

 É ali que está abandonada.

 

Será que a Câmara da Mealhada não tem mil euros para colocar o monumento a funcionar ???

 

Será que a Junta de Freguesia do Luso, que recebe todos os anos 12.000 euros da SAL não tem mil euros para a recolocar ?

 

Será que a concessionária, que a ofereceu ao Luso , não tem mil euros para a  recolocar ???

 

NÂO HÀ AUTARCAS NESTE MUNICIPIO ????

                                                                                                                                                         

Ou será mais uma maravilha da Mealhada ???

                                                                                                                                                                 

31
Jul08

PATETAS AUTÁRQUICOS

Peter

                        

 

      CÂMARA E JUNTA DE FREGUESIA ,

              O DESINTERESSE

 

  Apesar das divagações poéticas duns alegres patetas da Junta de Freguesia, o Luso está em colapso. Não há um emprego, não há aquistas,não há  TERMAS. As termas  foram sempre uma prioridade  para a sobrevivência desta terra e deixaram-nas morrer. A Câmara da Mealhada, como já tenho dito muita vez, colaborou activamente , de modo muito particular o seu presidente , um filho de ferroviário que não sabe o que é turismo e muito menos o que são termas. Alheou-se, por falta de ambição, dinamismo , e conhecimento  e quiçá algum prazer nisso, e as Termas cairam.

È fácil destruir o que levou centenas de anos a construir.

  Os patetas da Junta de Freguesia, politicamente são nulos, nada fizeram , nada pressionaram para que nada acontecesse.

   Bem pelo contrário, de um  vereador do Luso  , só quem sabe avalia quanto custou consegui-lo , aconselharam o presidente da Câmara a não  o ter . ( o que estava, ou outra pessoa como lhes foi sugerido.) Preferiram um desconhecido importado que lhes dava umas manilhas de vez em quando. Grossa burridade e falta de respeito para com a freguesia !!!

Não existisse um vereador do Luso  e o Luso nem sequer tinha o Centro de Estágios ! Pago com dinheiro do Luso.

É fácil dizer que não é com eles. Mas é também com eles, foi também para isso que os elegemos. Ao Luso não serve ser um bom cantoneiro, precisa antes dum bom gestor e dum conhecedor dos meandros da politica .Os problemas de cantoneiros resolvem-se bem, os dificeis são os das termas, de estruturas de qualificação do espaço e do ambiente e outros cuja estratégia defina  e desenvolva o futuro  do Luso.

  Um exemplo simples: se lá continuasse o vereador que  estava no mandato anterior, a obra da Fonte de S. João não se fazia tal como está a ser feita. Levaria de certeza atrás a Quinta do Alberto, porque foi isso que se definiu em tempo oportuno,  e era isso que  a Câmara ia cumprir pela simples razão de que precisava sempre do voto do vereador  na sua própria maioria: a barragem de Vale da Ribeira teria, no minimo, o processo em andamento se a própria obra não o estivesse também, porque o vereador deslocava-se a Coimbra as vezes  que fossem precisas para tratar do assunto, tal como fez com o Centro de Estágios em Lisboa; o lago, teria os barcos que a  Câmara não tratou de comprar , tal como tem a vedação em  todo o seu perimetro ; até as barraquinhas da avenida voltariam ao seu lugar embutidas na quinta do alberto como foi programado e  que , pelos vistos, o presidente da Cãmara tambem não quis, mudou de ideias.Talvez os acessos ao parque de campismo estivessem em projecto , talvez a malfadada iluminação da Rua dos Moinhos que o presidente da Câmara  também não quiz  fazer, estivesse agora em obra.

  E pergunta-se: o que fez a junta de Freguesia para resolver estas questões ?? NADA , que se saiba.

  Defendi sempre  e defendo que o Luso precisa dum vereador na Câmara. Porquê? Porque é na Câmara que está o poder,  o saber,  o dinheiro, é na Câmara que se definem e aprovam as obras do municipio. Como defendi que o Luso , se fosse possível, deveria ser cidade. Posso explicar porquê. Como defendo que  o Luso deve preparar alguém que também venha a ocupar um dia o lugar da presidência.

   Estratégias destas não se definem com os menos preparados, para não lhes chamar outra coisa !!!

  Além de patetas pouco sabem de politica  os edis da Junta de Freguesia, só assim podem trocar o bem da terra por meia duzia de sacos de cimento ou gastar o dinheiro que recebem da SAL, por exemplo, em obras disparatadas.

  Mas  este, é assunto para depois... 

  O Luso tem perdido bastante. 

 (ÁGUA DO LUSO)

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