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ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

23
Dez18

FELIZ NATAL MUNICÍPIO OU UM ADEUS A 18

Peter

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Galeria do Casino , Salão de  festas e bailes, foto de 1924

FELIZ NATAL!  de castigo está o município “ disse o presidente da camara a propósito do buraco do Lago!

Lago do Luso, disse eu numa das crónicas anteriores para agora perguntar : “Quereria o mestre dizer que não tinha meio milhão de euros para reparar a rotura?” Meio milhão adjudicado afinal por menos de trezentos mil euros numa mentira precoce? Fake new antes de o ser que tanto pode ser precoce como póstuma? O que pretendia dizer a Câmara pela voz do seu presidente quando poucos dias depois há dinheiro para comprar uma quinta, chamada do Murtal, por dois milhões e trezentos mil euros? Contrariedade? Obstáculo? Irritação? Ou negócios ?

Politicamente falando não existiu razão para o lamento, afinal mais uma machadada á freguesia pela câmara, tão empenhada em destruir as termas como a fundação a acarretar camiões de madeira Mata do Buçaco fora.

A pronto a ou crédito a autarquia responsabilizou-se pelo pagamento duma quantia exorbitante por mais um monte de sucata a juntar á que já existe e que fica cara ao bolso do munícipe e é suficiente para manter a paralisação em que se encontra o território em termos de economia e desenvolvimento. Este negócio de cariz socialista, esteve há anos na agenda partidária mas não se chegou a consenso sobre o caso, pelos vistos terá continuado na gaveta a aguardar a ocasião de uma qualquer geringonça passar os limites razoáveis da política adquirindo por mau preço o que não serve ao concelho nem munícipes. Poderá um dia servir a empreiteiros de obras, na próxima geração…ou talvez não!

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Hoje uma maioria autárquica que coxeia, consumou o ato. Uma decisão que foi contestada pela oposição, primeiro por falta de informação transparente, depois dúvidas sobre a oportunidade, terceiro, porque num investimento deste peso que vai influenciar as actividades da câmara por anos, a unanimidade seria essencial uma vez que vai amarrar qualquer executivo que venha a seguir a problemas no futuro. Também a clareza e a informação reflectida pelos dados da sessão autárquica não foram de modo algum suficientes para as duvidas que deixam levantadas. Resumem-se a autoritarismo e a explicações de ”lana-caprina” para tapar olhos a incautos dando conta da falta de diálogo e democracia que falta na gestão municipal. E repito, não falamos dos trezentos mil euros que custou a recuperação do lago nas termas, mas de dois milhões e trezentos mil investidos em sucata de longo prazo com base numa hipotética especulação sobre o alibi dum museu. Como se vivêssemos em patamares de riqueza de Lisboa ou Porto para deitar dinheiro ao ar. Se do espólio imobiliário que existe nunca saiu coelho da cartola, como vai sair agora duma idêntica sucata? São acções nulas num executivo de nulidade apostado em estagnar o território no seu próprio esgotamento, sem novas ideias para sair da sonolência rotineira onde se embrulhou e dorme. Ressonando.

Este ato que levanta muitas dúvidas ao cidadão comum não tem razão de ser nem assenta em qualquer estratégia de desenvolvimento. Por cumprir podemos listar á priori um campo de golfe sem buracos, um nó ferroviário sem comboios, parques industriais que não passaram de projectos, uma variante á estrada nacional que é uma necessidade á vista, uma recuperação do Buçaco que contrariamente continua em degradação, uma rede de regadio no Vale da Vacariça que ficou sem água por falta de barragem, o teatro do Luso por recuperar, bem como a recuperação da zona central e o saneamento por acabar, o teatro da Pampilhosa parado, um Palace Hotel do Buçaco que a Câmara pretende fechar com a intervenção directa do executivo e presidente á cabeça, ou o equivoco do turismo de batateiros e pé descalço. Investimento reprodutivo não há, no turismo e em estruturas não há, na melhoria das condições de vida das pessoas muito menos e o crescimento económico estagnou.

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Como lembrou a oposição, o concelho tem muito mais onde investir, as necessidades são muitas e os recursos escassos. Como se pode pois comprar sucata imobiliária para apodrecer em silvados utilizando milhões de euros pedidos ao estrangeiro?

O que parece é que a Câmara resolveu o problema dos proprietários do bem e transferiu o problema para a Câmara, sobretudo para os munícipes que esses sim, é que vão pagar o empréstimo. E fico-me por aqui por falta de crença absoluta nesta política balofa de fazedores de nadas que cristalizam em poleiros e mordomias.

Há quase quarenta anos conhecedor e actor da política partidária, nunca me pareceu ir tão longe o descrédito da autarquia e o assumir uma despesa de dois milhões e trezentos mil euros na compra de mais sucata parece-me uma leviandade que passa o senso comum. Porquê? Fica a pergunta.

Àqueles que me lêem um Feliz Natal, extensivo ao município.         Luso, Dezembro,  2018      

 

21
Nov18

CHORÃO

Peter

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Um pequeno recanto para amenizar as horas de quem está. O chorão não veio da fonte  onde servia de capa aos cântaros de água fresca  nas plácidas tardes do Verão. Não existia lago nem laguna , o tempo era remoto, demorado e as viagens um paciente devir decorria nos saltos de velhas molas vindas dos trens animais de malaposta em malaposta.  A função é a mesma, a sombra e o repouso, a tranquilidada , a alma. Hoje num lago esvaziado e mais ou menos ao abandono no curriculum político, a trampa que nos impingem no fingimento dos dias.

27
Out18

FRANCISCA

Peter

 

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 A Francisca mora no Casal  Filomena , á saída da vila depois da reta do pontão na  rua da  Pampilhosa, no Luso.  No extremo de lá, onde a estrada vai acabar a rua chama-se o contrário, do Luso, na Pampilhosa e a recta ali é mais comprida. Há poucos anos colocaram-lhe do lado esquerdo de quem sai um passeio pedonal  apontado á Quinta do Valongo,  para uso das pessoas que ali construíram as suas casas. Por enquanto poucos, mas fizeram o que deviam fazer protegendo o cidadão  munícipe, o morador que paga os seus impostos , dos perigos da rodovia onde muitos utilizadores por motivos variados excedem  as normas de trânsito , principalmente  no que diz respeito á velocidade permitida .

Porém, na ponta de cá, no Luso, do Centro de Estágios para cima não há proteção nenhuma e a partir do Casal Filomena há muito mais gente a morar , seguramente meio milhar de munícipes utilizam a estrada para chegar ao centro da vila onde, ao contrario da Rua do Luso na vila da Pampilhosa, não há passeio para peões. O mesmo cidadão do município caminha entre a estrada e os veículos, utilizando valetas e muros para se proteger dos loucos do volante e da ineficácia autárquica.

A Francisca, que mora no Casal Filomena é um desses peões.  É pequena, loira, bonita e faladora e um dia destes seguia do mercado para casa acompanhada da avó quando cruzei com elas. Na recta do pontão. A recta do pontão é murada dum lado e doutro, é um canal fechado sem valetas nem bermas nem lugar para onde fugir e toda a espécie de viaturas ali passa com os poucos cuidados que são devidos a uma recta. Sabe-se hoje que no infinito não há retas, mas aqui, em pequenas distâncias as retas persistem em segmentos e os carros são ligeiros e pesados que nos passam tangentes ás pernas e aos corpos. Na sua inocência , a Francisca que tem dois anos e meio,  fala como papagaio e num constante mexer vai do muro branco dos lados ao negro alcatrão do piso na ingenuidade da idade,  alheia aos perigos que corre .Para complicar a situação a avó, tropeçando nas pernas e embrulhos que lhe ocupam as mãos e lhes vergam a coluna vertebral  só tem a voz para proteger a criança. Uma voz que não chega facilmente ao labirinto do seu ouvido interior nem a impede de saltar, de correr ou de algaraviar alegremente. Um dia será fatal para uma criança como esta, provavelmente a brutalidade dum desastre há-de esmigalhar uma Francisco contra os muros, contra a inépcia dos autarcas. Quando isso acontecer, hão-de desfazer-se em promessas e lágrimas de crocodilo a pensar nos votos das eleições que se seguem e das festas que hão-de fazer para as ganhar. As mortes não estão na agenda.

É um absurdo, para não dizer um crime , uma  Câmara ter trinta ou quarenta mil euros para contratar Carreiras ( há quem ganhe boas comissões) que andam por aí a plagiar cantigas de outros autores e não ter esse dinheiro para lançar sobre os largos pegões que sobressaem do pontão desde que foi construído, um passadiço pedonal para proteger as Franciscas deste município. As Franciscas, os Antónios, as Marias, os Josés, todo o cidadão ou pessoa que por ali é obrigada a passar, diariamente. A falta de respeito pela vida do cidadão e das famílias que os levaram ao poleiro com a sua votação, sublinhando crianças inocentes, potenciais vitimas prematuras da hipocrisia  dos políticos , é flagrante e insultuosa.

Salvaguardando a pequenez do meio mas não outras, faz-me lembrar  a recente preocupação do presidente Trump pelos emigrantes que chegam à Europa  quando aconselhou o ministro dos negócios estrangeiros de Espanha a construir um muro no deserto da Sara. O ministro agradeceu a sugestão dizendo-lhe que construir um muro com cinco mil quilómetros era coisa complicada e com ar  de admiração Trump perguntou se a sua fronteira era maior que a dele com o México, imaginando que fora da América é tudo em escala reduzida .Foi então que os conselheiros o informaram que o Sara não é na Europa e que Espanha tem apenas  na África  dois enclaves, Ceuta e Mellila, ao que Trump respondeu «night clubs ! », finalizando a conversa.

Esta historieta evidência a tragédia e o perfil de quem hoje se propõe remediar os destinos  dos outros,  gente vulgar que compreende perfeitamente os problemas da outra gente comum ,mas não desce da posição de sobas que assumiram onde perdem a noção de que  a terra é o único sitio onde se pode viver. Por enquanto !

É o drama dum mundo que se torce em lamas de off shores, Jêsetes e em agências de rating , onde os poderes actuais amealham os seus negócios de classe descendo ao baixo teor de fosforo solidário. Matar nas estradas ou com metralhadores deixa no ar a mesma irresponsabilidade.

Luso, Setembro, 2018                            Águasdoluso.blogs.sapo.pt

 

 

 

30
Ago18

FALTA DE TANSPARÊNCIA

Peter

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 Como a Cãmara da Mealhada não cumpre as regras de transparência a que é obrigada no que diz respeito aos fundos que recebe do acordo com a Sociedade da Água de Luso , aqui trancrevo a respectiva lei.

Diz a dita  Lei nº 73 , de 03 de Setembro de 2013 :

Regime Financeiro das Autarquias Locais e Entidades Intermunicipais

Artº 7º  Principio da Transparência

1-A actividade  financeira das autarquias locais está sujeita ao principio da transparência que se traduz num dever de informação mutuo entre estas e o Estado, bem como no dever de divulgar aos cidadãos, de forma acessivel e rigorosa, a informação sobre a sua situação financeira.

2-O principio da transparência aplica-se igualmente á informação financeira respeitante às entidades participadas por autarquias locais e entidades intermunicipais que integram o sector local , bem como as concessões municipais  e parcerias publico-privadas.

 

Concretamente o municipe do concelho não sabe quanto recebe a Câmara da Sociedade da  Água do Luso da comparticipação anual por cada litro de água do Luso vendido por aquela empresa, na sequência  do contrato assinado entre a autarquia e aquela sociedade. Não se sabe excatamente o produto recebido nem o que é feito a essa verba , ainda que possamos calcular que estarão em jogo cerca de  cinco milhões euros  através dos vários anos de duração do acordo. Por uma questão de credibilidade e confiança entre a politica e o cidadão seria  bom que a autarquia usasse da clareza e transparência que determina a lei , acabando com o secretismo que parece existir na divulgação destes dados e com eventuais  dúvidas que se colaquem  aos cidadãos interessados,  sobre a quantia e destino destes fundos.Para além de cumprir  com rigor o que estipula a Lei nº 73 , de 03 de Setembro de 2013, como lhe compete.

23
Ago18

DE CASTIGO ESTÁ O MUNICÍPIO OU A FREGUESIA ????

Peter

 

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 "...de castigo está o Municipio todo por causa dos quinhentos mil euros que vão ser gastos em todas essas obras"

 

Estas são palavras de Rui Marqueiro, presidente da Câmara a propósito dos gastos com a recuperação do lago , da cafetaria e algumas ruas , na sequência do buraco do Calamina sob o pavilhão gimnodesportivo, tudo nas Termas do Luso, palavras proferidas na última Assembleia Municipal. 

Estou em absoluto desacordo com a sua opinião. Por variadas razões.

Em primeiro lugar porque 500 mil euros são cem  mil contos antigos que hoje mal chegam para comprar  duas ou três assoalhadas de um apartamento: segundo porque a obra  do pavilhão foi lançada e executada num tempo em que o presidente liderava a  Câmara e era responsavel por ela,  obra;  terceiro porque  se correr as actas da Câmara do ano que decorre facilmente encontro uma soma idêntica de verbas  gastas em carnavais ,festas , foguetórios e banquetes, e quarto porque deve entrar aqui a história dos dois ou três centimos que a Câmara recebe da Sociedade da Água do Luso por cada litro de água vendido que deviam ser gastos na freguesia do Luso.

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E vou explicar  porquê:

A Câmara arrecada anualmente a verba e sem qualquer tipo de transparência faz um segredo  e um silêncio que se quizermos levar ao extremo as nossas interrogações é no minimo  esquisito e comprometedor. Mas para que fique bem clara a origem desse dinheiro eu , que participei e acompanhei  o processo, vou recontar a questão e como na minha perspectiva aconteceu.

Podemos dizer que a mãe desta verba foi a geminação com Contrexeville, geminação efectuada quando estava no poder, quer na autarquia Câmara, quer na  freguesia, o partido social democrata que, curiosamente criou através dum secretário de estado chamado Licinio Cunha uma Escola de Holetalaria no Inatel Lusitano e que depois os socialistas fecharam.  Esta geminção é, não tenho dúvidas,  a primeira Eva do  parto dos tostões litro, a fonte  do contrato geminatório que mais tarde nos levou , enquanto Junta  de Freguesia e Junta de Turismo, já em tempos socialistas, áquela cidade francesa na continuação de visitas anteriores do tempo dapresidência de Emidio Santos.

Era  Homero Serra e Jorge Carvalho pela freguesia , António Gonçaves, o Carlos Alberto do Pedro dos leitões e eu próprio pelo turismo e fomos nós que, através do nosso francês escolar percebemos,  durante as visitas , o desafogo financeiro de que gozava o municipio francês, bem como as muitas e boas estruturas termais e turisticas que ali existiam. Um estádio municipal, piscinas, centro hipico e , entre outras um pavilhão,  do qual foi trazida mais tarde a cópia para o pavilhão do Luso. Esta porém, é outra via da história.

Do desafogo financeiro da Cãmara local dava-nos conta Simone , a nossa anfitriã em França , sempre solicita a receber , instalar e trocar informações ou a incentivar a nossa actuação , que em alguns casos nos abriram um caminho.

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 Foi o caso dos cêntimos/litro de água   ainda em francos franceses, que a empresa das àguas de Contrexeville dava á Câmara por cada litro de água vendida , ideia que discutimos e trouxemos connosco na mala dum regresso , com uma esperança em

cada bolso, o desafogo financeiro para a  Junta  de Freguesia e capacidade para executar algumas das obras emblemáticas que vinham de longe como um parque de campismo ou a reconversão da Quinta do Alberto, coisas dos  nossos pais e avós que á Câmara da Mealhada sempre interessaram muito pouco.

Mas as novas como  o pavilhão, o campo de futebol  onde estagiava de vez em quando a seleção francesa, uma piscina livre da privacidade dum hotel , uma biblioteca capaz ou um pequeno museu de hotelaria ou a recuperação dos Moinhos de Carpinteiros  eram hipoteses que se abriam à viabilidade do  sonho.

Foi assim que construímos e trouxemos connosco a ideia. Em sonhos. E realmente  neste mundo nada acontece por acaso, nasce  de ideias, do conhecimento, do raciocinio e só depois dos actos. Falar é fácil, diabolizar ainda muito mais, mas construir alguma coisa  é outra coisa mais dificil e responsável.

Foi quando metemos nisto Rui Marqueiro, o presidente da Câmarapara nos ajudar , e lembremos que a geminação era Luso/Contrex, que  surgiram os problemas, porque afinal o orgão freguesia , não tinha capacidade legal para assinar estes contratos , perante uma lei que não é igual para todos, como hoje continua a não ser, retirando o poder ás Juntas de  Freguesia, ao contrário do que acontece na França onde elas não existem porque tudo são Câmaras, quer sejam grandes quer pequenas, com o poder de serem donas de si próprias. Quer sejam mil, cinco mil ou  cem mil habitantes, são eles a dirigir os seus destinos e não os outros, como acontece em Portugal e nos acontece a nós, nas Termas do Luso.

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 O BUÇACO RELIGIOSO

Entre o desistir do processo e desistir dos cêntimos/litro ou aproveitar o litigio entre  Câmara e Sociedade da Àgua do Luso que corria no Tribunal  de Anadia, para atingir um melhor resultado para a autarquia concelho concordamos em fazer-se o contrato com a  Câmara, e foi assim que o Presidente   Marqueiro entrou isto  e liderou o resto da questão , mas com a verba a ser gasta na freguesia do Luso já que era dela a ideia, a iniciativa, o trabalho e o direito , que deriva dos seus próprios autarcas e representantes.  Fantasias!

O contrato fez-se com a assinatura da autarquia Câmara  que depois " fechou-se em copas"   até hoje sem se saber de forma publica o que faz a esta receita. Isto não é a democracia nem a prima dela e a falta de ética e transparência são obviamente muito pouco abonatórias para a gestão do orgão, mas este país é isto mais o compadrio, o tráfico de influências, etc,etc,etc....Nesta área, muitissimo pior que nos tempos de salazar.

Em linhas gerais esta é a história  dos cêntimos /litro que ainda hoje se recebem e,  fazendo umas contas sem  grande rigor contabilistico, nos cerca de quinze ou mais anos que a Câmara leva da receita destas águas do luso que cá não ficam nem tornam e são entre 300/400 mil euros anuais,  dependendo das vendas da própria empresa, a coisa não anda longe dos seis milhões de euros  até hoje. Foram empregues no Luso? Não. Onde foram empregues? Não se sabe. Que benefícios teve o Luso ? Nenhuns, pelo contrário ...

Não vejo pois qualquer razão para que o municipio fique prejudicado , quem de facto está prejudicado e castigado nesta contenda  é a freguesia do Luso, afinal aquela que dentro deste municipio vale alguma coisa em termos de contexto europeu, como muito bem sabe o senhor Rui Marqueiro que é Presidente da Camara e da qual todas as outras que compõem o municipio, teriam a ganhar com o seu desenvolvimento. Da mesma maneira sabe o mesmo Presidente Rui Marqueiro , se bem que não tenha sido ele a receber  a  esquisita dávida, que a Mata Nacional do Buçaco tem um valor europeu e a Mata Municipal do Buçaco não tem  esse valor europeu. São coisas absolutamente distintas, cuja capacidade de divulgação e atração nada tem a ver uma com a outra e que até em valores de apoios se distanciam completamente. 

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O BUÇACO DOS GUARDAS FLORESTAIS

Mas sabe igualmente o Presidente da  Câmara que com o orçamento de 17 milhões de euros que gere e do qual retira algum  para  a fundação socrática buçaquina, retirando-o das pertenças dos municipes , nunca terá hipoteses de recuperar  a Mata e a floresta, hoje

vergonhosamente mal tratada, no que é o património ambiental , botânico  e contruído , entre ele o Palácio Hotel que não tarda começa a ruir  interiormente bocado após bocado e que a ASAE tentou fechar por denuncia da  própria Câmara não sabemos com que intenções.

O que quer a autarquia  perante um bem nacional daquela envergadura?  Colmatar uma lacuna com aquilo que não tem na casual sede do concelho fazendo um palácio hotel igual na Mealhada junta  á sede do Turismo sem turistas? Satisfazer um capricho ? Uma vaidade? Um pôr-se em bicos de pés da maneira mais estúpida e incongruente e irresponsavel? Traficar?

Ou não quer mesmo nada , além de destruir a Mata e as Termas do Luso como aconteceu e está a  acontecer?

Toda esta política levada a cabo pela Câmara, que eu considero politicamente irresponsavel, não passa dum absurdo sem qualquer fim á vista e tanto é má para freguesia como para  todo o municipio cmo para a região.

A Mealhada que pretendem fazer não existe a não ser nas cabeças de politicos opacos , o que existe de facto é um municipio e umas tantas freguesias que são permanentemente espoliadas dos seus bens e esquecidas nas suas potencialidades a favor duma cidade imaginária , como  muitas outras que ainda não cumprindo a legislação existente são cidades meramente partidárias.

Ora é o contrário disto que deve acontecer. Respeito por cada uma das peças e pelo seu valor intrinseco. Respeito pelo território, pelo seu património e pelas suas gentes como um todo . E já que uma obsoleta divisão politica administrativa concentra  o dinheiro e o poder num centro, há que alargar esse centro até aos limites do território, isto é, em vez de roubar,deve ceder e crescer num todo até atingirmos um dia a cidade comum. O contrário é o absurdo , o esvaziar dum território já de si extremamente carente e interiorizado por politicas de abandono permanente, de estratégias ou de ordenamentos dezenraizados das necessidaes do país e da comunidade .

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O BUÇACO MUNICIPAL

Isto que me parece  fácil, quase intuitivo de perceber, foge ao saber de uns novos experts que nunca tendo feito nada pelo concelho durante uma vida inteira, surgem agora depois de velhos e reformados a espalhar atoardas e  mentiras em conjunto com  jogos de influências e traficâncias sem nexo como se quem andou  trinta ou quarenta anos na politica fosse leigo na matéria. Nunca duvidei das boas intenções das pessoas, ao nivel das autarquias pequenas não há rapazes maus, como dizia o Padre Américo, porém fazer politica é outra coisa de gente crescida  e é  preciso um minimo de experiência para saber o que se faz ou diz , para não cair na patetice dos tolos e  na falta de senso comum da chafurdice pindérica.

Quando ao resto , acho que o presidente Rui Marqueiro deve medir o que diz , não vá o Luso chamar aí uma televisão para contar ao país a realidade dos dias. O que não é grande coisa para ninguém....mas pode resultar. Se bem que eu nunca tenha sido angariador de off-shores nem inventor de militantes!!!

 Numa próxima oportunidade vou registar a verdadeira história do Centro de Estágios, para que fique claro para os meus conterraneos que queiram entender os factos com uma proximidade maior à realidade , realidade que é sempre uma coisa simples, clara e transparente, quando contada numa versão honesta fora dos interesses imediatos das comédias dos saltimbancos politicos, onde verdadeiramente nunca me senti bem.

17
Ago18

DONDE ÉS TU ? SOU DO LUSO!!!!!!!!!!

Peter

 

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Para amenizar um pouco a crise de abandono porque passa

o Luso  aqui deixo a fotografia duma equipa de futebol tirada

em 1945 no Campo da Feira, onde hoje está a chreche Maria

do Resgate Salazar. Quando a bola saía para o Vale do

Castanheiro, tinha que se ir  buscar a Várzeas, o que era um

bom exercício. 

Na entrada do campo , ou estádio, talvez o primeiro que

existiu nas termas, estava a casa do Àlvaro Reu, uma  figura

incontornavel do tempo de então.Tenho uma ideia de que as

camisolas eram vermelhas, ou seja um  equipamento à Benfica ,

mas não posso garantir, mas os nomes dos artistas são todos

conhecidos e estão na lembrança  de muitos.

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Para superar as tristezas e recordar alegrias, junto  mais ou

menos do mesmo tempo uma outra recordação, esta do jazz

do Luso que abrilhantava muitas vezes o baile do Atlético, 

do 1º de Dezembro e depois do Desportivo. Aí pontificava a

bateria do Nau , na foto  e ainda um sobrevivente desse tempo .

No Verão , sem dúvida muito mais animado do que hoje a terra

era uma pequena cidade. Pode até afirmar-se que foi a primeira

cidade do concelho, se  as cidades naquele tempo se fizessem

com aldrabices e por cima das leis, isto porque as termas durante

a época balnear eram  uma pequena cidade com mais vida que

as cidades cidades paróquia dos dias que correm.

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A Filarmónica Lusitana, do Luso , 1985

O Luso tem também atrás de si uma velha história que não

 está contabilizada, nem contada  no que respeita a festas e

teatros, história vinda de antepassados que só acabam em

avós e bisavós distantes. Teatros houve vários, desde a casa

do Soares, á casa do Teatro do Abel Serafim que foi um

investidor pioneiro , casa que ainda hoje existe , ou o salão de

festas do Casino do Luso que foi palco de todo o género

de espectáculos incluindo  bailes, teatros, óperas, récitas,

conferências , cinema nos seus primeiros tempos.

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O rancho Lusas

Sem dúvida a história mais rica do território concelhio

com o respectivo  património construido e cultural que hoje

pertence ao concelho da Mealhada, herdeiro da Vacariça.

Um municipio que por razões óbvias nunca deu ao Luso

a importância ou o valor que a freguesia possui, bem pelo

contrário, na história municipal raros são os casos em

que não hostilizou a freguesia, exceptuando duas figuras

impares, quer para as Termas quer para a  Mealhada, que 

foram Costa Simões e Messias Batista.

Faltaram vinte anos á terra para ter o destino nas suas

mãos e ser hoje um municipio capaz de ombrear com

Sintra, Óbidos ou S.Pedro do Sul, entre outros.

16
Ago18

A REQUALIFICAÇÃO URBANA ??????

Peter

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Para continuar a saga das Termas do Luso, aqui está um trecho

da  Estrada Nova que fazia parte da requalificação urbana da e 

zona central. Fazia porque ainda não acabou a obra. Esta espécie  

de lago adjacente á obra prima que foi o depósito da água feito

quando roubaram a fonte á Junta de Freguesia ( 1954/55) nos

mandatos  de Manuel Lousada, da Antes, está neste estado

há três anos , juntamente com o que fica no lado posterior do mesmo

monumento que  se reproduz em baixo.

 deposito2.jpg

Ambos inacabados e abandonados como tal , nunca tiveram água

nem repuxos e as torneiras dum suposto bebedouro já foram

destruidae roubadas enquanto os três anos passaram.

Podemos acrescentar uma mesma situação á rua principal do Luso

em frente á Farmácia Ruivo, onde umas caleiras para levar água

e  uns minitanques de lavar roupa, ao que parece, continuam a 

aguardar o fim dos trabalhos da empreitada para  sabermos afinal

do que se trata.

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Tem o mesmo tempo de espera que os laguetos anteriores e também

o mesmo tempo tem o  empedrado na zona do mercado, todo ele a

levantar-se do chão, três anos após a obra.

Mais uma demonstração clara do amor que os autarcas municipais

tem pelo Luso e suas Termas , amor que se resume aos centimos /litro

de água  que recebem da concessionária e que secretamente

gastam não se sabe aonde. Mas não no Luso.

 

13
Ago18

LUSO,QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ!!!!

Peter

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Estas imagens referem-se ao Lago das Termas do Luso e ao estado

calamitoso em que se encontra. Construído há uns anos com

o esforço da freguesia do Luso, da Sociedade da Àgua de Luso ,

da Junta de Turismo Luso-Buçaco e da Câmara da Mealhada

encontra-se hoje nesta lastimosa  situação.

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A gestão a que tem estado sujeito lago e espaço envolvente por

parte da autarquia Câmara da Mealhada, sem manutenção, sem

pessoal, sem melhoramentos, ao total abandono  em 

termos de turismo , conduziu á destruição lenta do lago e de todo

espaço envolvente desde que foi extinta a Junta de Turismo Luso-

Buçaco, anterior  entidade gestora.

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Esta falta de interesse politico pelo desenvolvimento das Termas do

Luso manifestamente traduzido nos actos levados a cabo pela 

autarquia é o sintoma da sua incapacidade para gerir o turismo

local . A falta de manutenção do lago provocou a abertura dum poço

entre este e o pavilhão gimnodesportivo local, outra estrutura 

turistica na gestão da autarquia.

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 A piscina sobranceira ao lago foi igualmente fechada por ameaçar

ruina e com ela a concessão dum café restaurante que completa  o

espaço , verdadeiramente indispensavel para o  funcionamento

dumas Termas com 166 anos de existência. Fechou sem  abertura

de novo concurso de concessão.

lago repuxo.jpg

Creio que estas imagens elucidativas  ilustram bem a falta de 

interesse , de conhecimentoe e a incompetência de quem gere os 

destinos das Termas  do Luso, neste caso particular na vertente do 

turismo, a única actividade que pode manter em aberto a 

sobrevivência da vila do Luso.

lago bar.jpg

Nesta fotografia , o bar cafetaria , o restaurante que servem o local

e a piscina, também fechada e abandonada , como se pode  

facilmente constatar pela imagem. Todo este espaço, embora

pequeno, faz parte dum universo local que custou muito fazer 

para determinado fim, o desenvolvimento das termas.

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Convém lembrar aos responsaveis (ou irresponsaveis)

politicos que estamos em pleno mês de Agosto e que deviam não só

saber , como refletir sobre o facto de estarmos no auge da época 

balnear  , época em que esta terra pode fazer os seus negócios e

lutar pela sua própria sobrevivência.

Como sabem, ou  devem calcular, o dinheiro não cai do céu,

como acontece aos politicos. Ou pseudo. 

O caso é mesmo para deixar aqui uma pergunta popular:

"Quem te manda a ti sapateiro, tocar viola? "

Sem ofensa para o sapateiro!!!!!!

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E finalmente o espírito, proibido entrar na rua....Tacanho?

Talvez , mas assim não se vai longe !!!!

Como se pode não ver aquilo que está á vista???

É o espírito da coisa ! Cem anos, para mais!!!!

Pena ainda maior é que  também a gestão da Mata Nacional

do Buçaco , passa pela mesma autarquia!!!!

 

12
Ago18

MULTIBANCO SEM DINHEIRO

Peter

 

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 A falta de dinheiro nas máquinas multibanco continua a ser mais um entrave  no turismo desta terra. As queixas multiplicam-se e claro, o Verão é a melhor época para não haver verbas nos cofres do multibanco, quando os visitantes chegam, podem deixar alguma coisa e se vão embora por falta deste generoso serviço e bem. Mais um ótimo pontapé no turismo concelhio que por mais que o empurrem estrada  abaixo não se desloca um passo deste local onde está. Talvez aqui a  autarquia câmara não tenha a maior culpa, mas comprometeu-se a tomar conta destas coisas quando , acabadas as Juntas de Turismo passou a ensacar também as verbas que estas recebiam directamente do Estado. Pelos vistos o responsavel politico não se apercebe, naturalmente porque não andando por cá não tem conhecimento do fenómeno nem sequer é informado pelos respectivos serviços e servidores. Eu digo o responsavel politico porque segundo leio nas actas da autarquia ele é o único que manda, os outros não mandam nada. Põe e dispõe democráticamente.

O Verão das termas, em termos de estruturas paralisadas é um desastre total, desastre que começa com a falta de estacionamentos e vai acabar na falta do dinheiro no multibanco depois duma passagem por buracos  de vários feitios e tamanhos. O mais ridiculo, o do estacionamento, assenta agora numa  aparente falk new , não se pode limpar a barreira porque os depósitos da água correm perigo de ruir. Se assim fosse, há muitos anos teria acontecido , uma vez que a dita barreira já nasceu exactamente na fonte e foi sucessivamente cortada até aos limites actuais e continuará a ser por imposição das intempéries e da geologia do solo local.No entanto,se  apesar de improvavel tal acontecer como acontece ao cinema, cabe á mesma autarquia a total responsabilidade pois foi ela que escolheu e mandou fazer nos respectivos locais os depósitos domiciliários.Esperemos que não estejam concebidos  como o lago ou o pavilhão para que não lhes aconteça o mesmo. O facto concreto e irreversivel é que apesar de todas as asneiras e anomalias desta geringonçada gestão camarária, o Luso-Buçaco tem turistas e mantem as potencialidades,enquanto  a freguesia sede não os tem, não lhe valendo de nada o "imaginário" posto de turismo ali  feito por cobiça, incompetência , até imbecilidade, não no interesse  do municipio mas de pirosas vontades indidividuais. Se uma cidade se fizesse assim, Lisboa , que  é uma cidade, era apenas a freguesia do Castelo rodeada de muralhas com muçulmanos em volta a lutar contra  cruzados!!!!! É uma pena !!!!! É uma pena que a autarquia seja incapaz de gerir politicamente o que são as Termas do Luso !!!!

PS. È claro que estes protestos ou comentários  não contam para nada, a consciência disso é plena. Não há  poder, nem gente, nem votos suficientes neste pre-interior para alguém ser ouvido e ter justiça, mas mesmo assim  a critica é a única via de manter vivas pretensões, velhas e novas, dentro duma democracia sonhada que por enquanto é utópica e cruel para as pessoas, excluindo essa classe politica, como é evidente. Mas a alternativa do  silêncio, do seguidismo , do carreirismo ou do populismo são os piores caminhos para nada acontecer. Só a consciência das coisas  e a sua  discussão podem abrir  os meios de mudança.Coisa que já se vai fazendo  mundo fora em muitos sítios com base na razão e no interesse do cidadão e da colectividade. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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