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ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

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BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

26
Jan19

CÁTASTROFE LUSO BUÇACO

Peter

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O lago continua esburacado, espécie de hospital de rua. Não é o primeiro nas Termas. No tempo das invasões francesas o hospital de sangue acolheu amigos e inimigos como se fossem irmãos, dor e morte não têm cor. Agora, no malfadado ano de 2018 depois do lago, o presidente da Câmara da Mealhada exibe o poder e manda fechar o Hotel do Buçaco e vem dizer publicamente que não foi ele! Se não foi ele falsificaram-lhe a assinatura!  Alguma bruxa ? Bisa até na Assembleia Municipal que não foi ele, perante eleitos calados. Ridículo. e impróprio! Em que democracia estamos, em que lugar vivemos e de que rebanho somos?

Não sei se já tínhamos assistido a isto no concelho, mas política não é. Vê-se sim achincalhar a política. Este mandar fazer desmentido pelo próprio, ultrapassa o respeito e confiança que se deve ao eleitor e é trágico para o município. O território está bem entregue, as Termas e a Mata do Buçaco, idem, mas as freguesias não pensem que estão melhor. Vejam onde se gasta o dinheiro do munícipe, em festas, em mercados gigantes, megaestruturas fora de uso que não se utilizam hoje, obras inúteis de cabeças partidárias pensando em votos, poder e em museus futuros. Esta outra história do museu que começa por dois milhões e trezentos mil euros para criar um só emprego, o do conservador, tem muito que se lhe diga e só por si esgota as capacidades financeiras da autarquia para outros investimentos. Uma vergonha! Há alguma razão para isto, um emprego por dois milhões e meio de euros? Descobriram petróleo? Não brinquem com coisas sérias! Respeitem o munícipe que vos paga o gordo ganha pão!

Depois, para que o concelho saiba, o Palace do Buçaco foi condenado por um detector de incêndios não apitar, razão dada pelo protetor civil que é também o presidente da  autarquia. Só não fechou porque o concessionário fez entrar no tribunal uma providência cautelar e a proteção distrital teve o bom senso de resolver a questão com a simples substituição do sensor. Por isto quarenta funcionários altamente qualificados do hotel número um deste país e as famílias, estiveram á porta do desemprego e na mesa dos apoios sociais. Como diz o povo, não somos da Lourinhã , as razões duma politica agressiva contra  município e pessoas são outras , já que a loucura é do  foro da doença e não da política. Este edil, que já foi deputado e bateu umas boas sonecas na cadeira do hemiciclo como mostrou a televisão ao tempo, governa quem e o quê? E o executivo, o que faz? Ajuda? A Assembleia Municipal, tirando uns piropos da oposição e os piropos da resposta não diz nada, e os maioritários entram mudos e saem calados, um triste e pobre exemplo do que são representantes eleitos pelo povo.

Se queremos ir em frente como concelho não é com mordomias, influências e compadres. Calando as nossas vozes não se vai longe. Há que mudar de vida, de mentalidades, de atitudes, de políticas de interesses duvidosos.

Antes de um conselho ao visado deixo ao leitor um texto de Eça de Queiroz que me parece oportuno para que se veja o Estado a que se chegou  nesta quintarola de artistas, e mordomos. Cá vai do nosso Eça e do seu  conto “A Catrástrofe”;

“…Sempre o Governo! O governo devia ser o agricultor, o industrial, o comerciante, o filósofo, o sacerdote, o pintor, o arquiteto, tudo! Quando um país abdica assim nas mãos dum Governo toda a sua iniciática e cruza os braços esperando que a civilização lhe caia feita das secretarias, como a luz lhe vem do sol, esse país está mal; as almas perdem o vigor, os braços perdem o hábito do trabalho, a consciência perde a regra, o cérebro perde e acção. E como o Governo lá está para fazer tudo, o país estira-se ao sol e acomoda-se para dormir…”

Troque-se Governo por autarquia e tudo piora, a escala é inversamente proporcional ao tamanho da obra.

Quanto ao conselho, só há um, demita-se! É o que se faz num país sério!

Luso,Janeiro,018      Aguasdoluso.blogs.pt

 

14
Jan19

A PROTEÇÃO CIVIL NÃO É O PAI NATAL

Peter

varzeas city.jpg

H á dois anos foi o desastre total com dezenas de mortes. No ano de 2017 foi o melhor dos males, pouco havia para arder, mas foi uma vitória segundo a partidarite. Este ano entre polémicas e jogos de poder, um Natal trágico faz a morte duma equipa aerotransportada de saúde pública a que se associa um enredo de anarcas e burocratas que não descobriram o Heli. É o colapso da proteção urdida nos partidos. Ou seja, uns clientes mais a controlar os meios dão nisto. Regras, horários, fichas, chefias, requerimentos, papeis, licenças. Por fim, salvar o próximo. Uma paralisia frustrante, num sub-produto saído de inteligências partidárias, sábias cabeças das margens da corrupção e bancarrota. O oposto da ajuda a quem precisa. O absurdo de se poder legislar qualquer coisa” boy a boy”! Uma gigante unidade de comandos e subes que leva horas a juntar terços para acudir a quem está com a corda na garganta! Duzentos e três homens perdidos no terreno, sessenta e nove a olhar o vale do rio Ferreira, mais cinquenta e cinco carros numas curtas andanças e os galões a sêco porque chove.
Sete horas para encontrar em Valongo, freguesia de Valongo, área metropolitana do Porto, um Heli amarelo vivo com quatro vítimas dentro. Desfeito, duas dentro e duas fora. A proteção civil não anda á chuva, muito menos em vendavais, garantia para os portugueses numa futura catástrofe. Um tsunami e não se sai das casernas! Não há focos, holofotes, um acidente não é nenhuma festa que dê votos! Mas dá ajudas de custo, ainda que na barraca!
Um patético coronel, gordo, limpo, farda passada a ferro, galões cinzento mate, chega à conferência de imprensa sem nada para dizer. Homem doutro planeta, não sabe nada. Além dos regulamentos, da lei, do protocolo. Guardas de honra, seis de cada lado numa mesa quadrada apoiam o silêncio. Sabem o mesmo nada que sabe o graduado. Há regras a seguir, preceitos, autorizações, sentinelas e continências. Chefias, os bombeiros, o INEM. Das vítimas nada. Mortas ainda não estão. Às vezes há milagres! Nada foi encontrado, ouviu-se. Quase sete horas após o desastre, ás portas do Porto, área metropolitana, falam em prolongar o metro de superfície e tudo! E nada. No alto, Santa Justa tem uma ermida. O que esperar da santa assim de sopetão?
E grotesco do grotesco, foi preciso meia dúzia de motards do clube local para encontrar os corpos e o aparelho desfeito na noite de breu.. Disseram em entrevista. Bateu numa antena de oitenta metros de altura, sem luz, no cimo do monte. E despenhou-se por ali abaixo como não podia deixar de ser. Nem a santinha, lhes valeu! Uma antena sem sinalização. Fui eu, um cidadão que a autorizei e esqueci de iluminar. Não serviram de nada os telemóveis do heli, das vítimas, dos organismos. O GPS muito menos, o Siresp costeiro nem se fala! E depois protocolos e continências não salvam população.
É isto a proteção civil que manipula bombeiros? È isto que querem fazer ao ministério público, controlado pela “boyada “dos partidos? São inocentes que morrem, voluntários sem nome e sem galões. Não são robots. Se alguma das vítimas chegou com vida ao solo, não sabemos, morreu da cura. Como quatro dezenas há dois anos, assadas na estrada de Pedrogão. A mesma inépcia. Semelhante anarquia. A serra de Monchique ou a estrada de Borba! Os mesmos funerais, as mesmas homenagens, iguais figurantes em altas cilindradas. As mesmas palavras e inquéritos sem resultado.
No domingo, quando os grunhos da bola derem uns pontapés, será como antes. Esquecem-se mortos como os banqueiros que roubam! Cala-se com cinco ou dez euros a tripa do ordenado, a humildade com a cultura pindérica e Portugal com o paraíso europeu!
E o Pai Natal faz a festa !
Esta versão de proximidade é da rede da comunicação social e embora sem uma fita de tempo, é a sucessão dos factos contados. Imagens, palavras, entrevistas , opiniões no seu tempo real. Pêsames ás famílias . Natal,2018

 

05
Jan19

FECHOU O TONY

Peter

tony.jpg

N esta terra onde tudo fecha, fechou o Tony. De facto, ele vinha ameaçando e quem acreditou que brincava, enganou-se. Desta vez não era brincadeira e depois de tanta coisa que já se viu, o Tony bateu com a porta. É pena. Além de fazer falta era um restaurante genuíno de gente simpática. Alimentação caseira tradicional a preços bastantes razoáveis ele servia nativos e turistas, nem eram assim tão poucos os que aqui vinham no Verão, principalmente. Quem há meia uma dúzia de anos, pouco mais, começou a dar machadadas na freguesia do Luso, entre eles alguns eleitos que nunca abriram a boca para defender esta terra e outros que apareceram por aí depois de velhos para mostrar os galões devem dar-se por satisfeitos , cumpriram o seu dever de silêncio. O amor á terra dissolve-se no lustro dos tornozelos. Fecha tudo perante o esgar dos corvos. Uma terra tão pequena, quando a vendermos acaba, como vai acontecer. Não se guarda a memória que ela tem, não se reconhece a história nem a tradição, não há quem veja méritos dos Tónys que por aí há. Dentro dos pequenos porque grandes não há, há os mais pequenos dos pequenos que não se enxergam. Às vezes, serve-se o mérito pelas conveniências, pelas influências, pelos votos, pelos favores, pelos amigos, pelos interesses do momento

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O Tony, um homem com letra grande que manteve muitos anos o seu restaurante a funcionar, entre esses pequenos de que infelizmente falo reconhecendo que isso é muito mau para esta terra, é dos maiores. Se não o for em riquezas e mordomias é na verticalidade dos seus actos, na transparência das suas ambições e na honestidade do seu trato. Faz-me falta como faz a muita gente e fará mais falta ainda a esta terra , onde além dos pobres que são pobres há ainda os pobres de espírito. O pior pobre é esse. Não era para ricos mas estava aberto para todos, para servir o nativo e para servir o turista. Não em doses delicadas duma cozinha estrangeira como está por aí na moda, mas refeições portuguesas, com sabor a Portugal , para bolsas de quem cá vive. Penso que ninguém ficará satisfeito com mais este encerramento, estou a ver que mais dia menos dia para beber um café é preciso ir á Mealhada E desde já deixo o recado aos meus conterrâneos, entre os próximos a fechar está na calha o turismo , é mais um roubo da sede do concelho como aconteceu com a fonte. O esquema já está montado, os abutres andam por aí , já lá está feita a casa com o aplauso dos tolos.

DSCN5724.JPG

Se quiserem que isto seja assim, calem-se até fechar o ultimo dos Tonys e não haver mais nada no Luso, afinal a freguesia mais bela, mais rica, com mais história, mais potencialidades, mais património concelhio de valor, mais conhecida no país e até fora do país, que dá , graças ao trabalho dos seus filhos, quase meio milhão de euros todos os anos à Câmara e que não vê para onde vão. Em contrapartida não tem um emprego para oferecer aos filhos dos seus filhos. Este é o fruto do silêncio, do lambedouro das botas, da falta de noção de que sem querer não se consegue nada. Seja numa pequena terra como esta, seja num grande país! Se começarmos a pensar por aí, as soluções não passam pelos lambe botas nem pelas traficâncias , mas pela seriedade de processos e das pessoas e por uma luta cívica e firme na defesa do querer a que se tem justo direito. Quem não o fizer até esse direito perderá, por muito grande que seja. E o que nós queremos nesta terra é que os Tonys abram as portas. Pensar, é preciso! Não há outro modo de seguir em frente.

02
Jan19

2018 UM ANO PARA ESQUECER

Peter

 

lago.jpg

Fotografias tiradas hoje no lago do Luso ainda internado no hospital de ar livre por conta da Câmara da Mealhada. Não é o primeiro na freguesia, já existiu um de sangue no tempo das invasões. Enterrado o péssimo ano de 2018 , uma vergonha da politica para se esquecer, a estância termal ficou numa completa ruina , tal como este lago e a sua envolvente . Piscina fechada, restaurante e café encerrados, não há vivalma que se aventure neste deserto, um recurso turístico promovido pelo presidente da edilidade, génio da politiquice actual, apostado como está em destruir o Luso e creio que todas as outras freguesias em prol da cidade que governa.
No malfadado ano de 2018, o mesmo edil mandou fechar o Palace Hotel do Buçaco por sua própria iniciativa e talvez a conselho de assistentes bem pagos, e embora minta dizendo que não foi ele, a verdade é que foi ele próprio que assinou os documentos, ninguém lhe falsificou a assinatura. Com tal gestor o concelho está bem entregue e as Termas do Luso e a Mata Nacional do Buçaco ainda muito mais. Basta dar uma volta pelos respectivos locais para se ter uma ideia que a fundação camarária tem feito a favor do património que é de todos nós portugueses, o da Mata Nacional, fruto dum assomo genial do ex-ministro Sócrates que despachou a responsabilidade do Estado para uma câmara amiga e de tão pequena dimensão. Os amigos são para as ocasiões, a leviandade para sempre.
O Palace Hotel do Buçaco não fechou por seis meses renováveis a partir do verão passado, pena a que foi condenado em razão de um detector de incêndios não apitar, motivo evocado pelo protector civil, que é ao mesmo tempo edil, usou para o fechar. Como se todos fossemos, como bem diz o povo, da Lourinhã!
Valeu uma providência cautelar interposta por Alexandre Almeida, o concessionário e o bom senso da protecção civil do distrito de Aveiro para resolverem o assunto com um apito novo. O var trabalhou bem.
Foi bom porque o cidadão presidente esqueceu os quarenta profissionais altamente qualificados que trabalham na unidade hoteleira e nem pensou sequer no seu destino nem no sustento das suas respectivas famílias. A não ser que os metesse na Câmara que já é o maior empregador do concelho , mas com mulheres e filhos , primos e afilhados, a coisa tornava-se complicada…

barraca.jpg

Este politico, que já foi deputado e aproveitava para bater umas boas sonecas no Parlamento como mostrava a televisão ao tempo, faz uma coisa inédita, em vez de construir, destrói. E a seguir diz que não foi ele !!!!
Eu aproveitava para deixar um excerto dum texto de Eça de Queiroz que me parece oportuno para que se veja o Estado a que o Estado chegou e deixou chegar esta quintarola de artistas, sobretudo de pintores e de mordomos.
Cá vai do nosso Eça o que deixou escrito no conto “A Catrástrofe”;
“Sempre o Governo! O governo devia ser o agricultor, o industrial, o comerciante, o filósofo, o sacerdote, o pintor, o arquitecto-tudo! Quando um país abdica assim nas mãos dum Governo toda a sua iniciática e cruza os braços esperando que a civilização lhe caia feita das secretarias, como a luz lhe vem do sol, esse país está mal; as almas perdem o vigor, os braços perdem o hábito do trabalho, a consciência perde a regra, o cérebro perde e acção. E como o Governo lá está para fazer tudo, o pais estira-se ao sol e acomoda-se para dormir…”
Substitua-se o Governo pela autarquia e as coisas pioram porque a dimensão da escala é inversamente proporcional ao tamanho da asneira.
Para que quer o cidadão politicas e políticos tão bem dimensionados?
Se um dia disserem por aí que o populismo avança, não se admirem. É que alguma coisa tem de facto que mudar, para onde é que não se sabe!

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