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ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

ÁGUASDOLUSO

BURRIQUEIROS,OS QUE TOCAM OS BURROS...

23
Dez18

FELIZ NATAL MUNICÍPIO OU UM ADEUS A 18

Peter

galeria 1.jpg

Galeria do Casino , Salão de  festas e bailes, foto de 1924

FELIZ NATAL!  de castigo está o município “ disse o presidente da camara a propósito do buraco do Lago!

Lago do Luso, disse eu numa das crónicas anteriores para agora perguntar : “Quereria o mestre dizer que não tinha meio milhão de euros para reparar a rotura?” Meio milhão adjudicado afinal por menos de trezentos mil euros numa mentira precoce? Fake new antes de o ser que tanto pode ser precoce como póstuma? O que pretendia dizer a Câmara pela voz do seu presidente quando poucos dias depois há dinheiro para comprar uma quinta, chamada do Murtal, por dois milhões e trezentos mil euros? Contrariedade? Obstáculo? Irritação? Ou negócios ?

Politicamente falando não existiu razão para o lamento, afinal mais uma machadada á freguesia pela câmara, tão empenhada em destruir as termas como a fundação a acarretar camiões de madeira Mata do Buçaco fora.

A pronto a ou crédito a autarquia responsabilizou-se pelo pagamento duma quantia exorbitante por mais um monte de sucata a juntar á que já existe e que fica cara ao bolso do munícipe e é suficiente para manter a paralisação em que se encontra o território em termos de economia e desenvolvimento. Este negócio de cariz socialista, esteve há anos na agenda partidária mas não se chegou a consenso sobre o caso, pelos vistos terá continuado na gaveta a aguardar a ocasião de uma qualquer geringonça passar os limites razoáveis da política adquirindo por mau preço o que não serve ao concelho nem munícipes. Poderá um dia servir a empreiteiros de obras, na próxima geração…ou talvez não!

torre.jpg

Hoje uma maioria autárquica que coxeia, consumou o ato. Uma decisão que foi contestada pela oposição, primeiro por falta de informação transparente, depois dúvidas sobre a oportunidade, terceiro, porque num investimento deste peso que vai influenciar as actividades da câmara por anos, a unanimidade seria essencial uma vez que vai amarrar qualquer executivo que venha a seguir a problemas no futuro. Também a clareza e a informação reflectida pelos dados da sessão autárquica não foram de modo algum suficientes para as duvidas que deixam levantadas. Resumem-se a autoritarismo e a explicações de ”lana-caprina” para tapar olhos a incautos dando conta da falta de diálogo e democracia que falta na gestão municipal. E repito, não falamos dos trezentos mil euros que custou a recuperação do lago nas termas, mas de dois milhões e trezentos mil investidos em sucata de longo prazo com base numa hipotética especulação sobre o alibi dum museu. Como se vivêssemos em patamares de riqueza de Lisboa ou Porto para deitar dinheiro ao ar. Se do espólio imobiliário que existe nunca saiu coelho da cartola, como vai sair agora duma idêntica sucata? São acções nulas num executivo de nulidade apostado em estagnar o território no seu próprio esgotamento, sem novas ideias para sair da sonolência rotineira onde se embrulhou e dorme. Ressonando.

Este ato que levanta muitas dúvidas ao cidadão comum não tem razão de ser nem assenta em qualquer estratégia de desenvolvimento. Por cumprir podemos listar á priori um campo de golfe sem buracos, um nó ferroviário sem comboios, parques industriais que não passaram de projectos, uma variante á estrada nacional que é uma necessidade á vista, uma recuperação do Buçaco que contrariamente continua em degradação, uma rede de regadio no Vale da Vacariça que ficou sem água por falta de barragem, o teatro do Luso por recuperar, bem como a recuperação da zona central e o saneamento por acabar, o teatro da Pampilhosa parado, um Palace Hotel do Buçaco que a Câmara pretende fechar com a intervenção directa do executivo e presidente á cabeça, ou o equivoco do turismo de batateiros e pé descalço. Investimento reprodutivo não há, no turismo e em estruturas não há, na melhoria das condições de vida das pessoas muito menos e o crescimento económico estagnou.

varzeas city.jpg

Como lembrou a oposição, o concelho tem muito mais onde investir, as necessidades são muitas e os recursos escassos. Como se pode pois comprar sucata imobiliária para apodrecer em silvados utilizando milhões de euros pedidos ao estrangeiro?

O que parece é que a Câmara resolveu o problema dos proprietários do bem e transferiu o problema para a Câmara, sobretudo para os munícipes que esses sim, é que vão pagar o empréstimo. E fico-me por aqui por falta de crença absoluta nesta política balofa de fazedores de nadas que cristalizam em poleiros e mordomias.

Há quase quarenta anos conhecedor e actor da política partidária, nunca me pareceu ir tão longe o descrédito da autarquia e o assumir uma despesa de dois milhões e trezentos mil euros na compra de mais sucata parece-me uma leviandade que passa o senso comum. Porquê? Fica a pergunta.

Àqueles que me lêem um Feliz Natal, extensivo ao município.         Luso, Dezembro,  2018      

 

22
Dez18

VENDE-SE ESTAÇÃO E APEADEIRO

Peter

station.jpg

Esta é um fotografia do apiadeiro do Luso batida há três dias

quando procuravamos o anuncio "vende-se" no topo duma

janela do edificio. Custoso ver o papel da CP mas de facto

está . Se alguém quizer pode comprar, sítio bom para ver

passar os comboios, já não para quem tenha um porque não

há estacionamento.

staçao57.jpg

A fotografia a seguir que ainda está no jardim do apiadeiro

ganhou em 1957 um concurso de estações floridas e hoje, 

quando nem os jardins são floridos, apetece dizer, tanto

trabalho para quê ??? 

Admira que a Cãmara ainda não tenha levado a casa para 

a Mealhada . Mais dia menos dia  a casa cai!!!!

 

07
Dez18

AS FAKE NEWS DA PARÓQUIA

Peter

boneco3.jpg

Foi nos começos do Verão que caiu mais um pedaço da barreira da Quinta do Alberto, no Luso, já são tantas as quedas que se lhes perde o conto. No princípio a alargar os silvados do olho nascente para tanquear a água e se lavar a roupa, depois a capela do santo para não morrer de sede e se louvar a Deus, depois a praça, o caminho, a estrada, a avenida, dois tanques acrescidos e sempre o morro a ceder pela natureza de si próprio ou aconchegando as feridas que o homem lhe foi dando no corpo de xistos deslizantes. Para quem não sabe, e há muito quem não saiba, esta terra foi e é uma terra de enxurradas e as vertentes das montanhas, grandes ou pequenas, costumam escorregar como manteiga como se vê na comunicação dos nossos dias, se a intempérie é séria e desgastante. Mas neste lugar não há notícia em séculos que tenha morrido alguém, nem mesmo no terramoto de 1755 que o cura da paróquia teve o cuidado de descrever com precisão sem prejuízos de vulto e pouco significado. Nada de sério nos séculos de escrita ou em fósseis encontrados apontam pois para um diluvio, quando no começo do Verão de 2018 ruiu um pequeno naco da encosta albertina, uma rotina inofensiva mas que um município a leste do que é real decidiu transformar em calamidade. Talvez na esperança de arrancar alguns patacos públicos mal ganhos a mais um fundo europeu, pois o estrago foi um ridículo deslocamento de dois ou três metros cúbicos de xistos que o município, se soubesse o que anda a fazer levaria uma manhã a limpar para tudo voltar á normalidade. Mas não o quis fazer, mesmo tratando-se dum inicio enigmático de época balnear preferiu inventar uma fake new com a entrega dum estudo geológico a duas universidades e a colocação de blocos de cimento no lugar dos estacionamentos centrais da localidade, acabando simplesmente com eles criando a naturais e visitantes os problemas que temos visto, sem qualquer respeito pelas pessoas ou pelos negociantes da terra que vivem do Verão, das termas e dos forasteiros que chegam. E em consequência sem preocupação com os rendimentos que dão sustento a umas centenas de famílias e pessoas e até agora nem os estudos apareceram nem a alameda foi limpa nas suas bordas caídas, tudo levando a crer que a anarquia reina nos paços municipais sem rei nem roque e restam papagaios bem pagos para nos embrulhar na falsidade pendente das notícias falsas, mundanamente dadas como Fake News.
Há uns anos fecharam as termas para obras no mês de Junho perante obras que só começaram em Outubro, fazendo perder ao Luso, com a concordância da autarquia, como então se calculou, para lá de dois milhões de euros. Uma mesma trajectória de insipientes políticos mais apostados em destruir o turismo que desenvolver o município. É que há gente por aí que se rói com as potencialidades da freguesia e tudo faz, não para roubar o molho, que não têm as condições que o sustente, mas para inutilizar o progresso por inveja, ignorância e irresponsabilidade. Como se constata a quinta do tal Alberto não caiu nem vai cair, apenas a incapacidade e incompetência dos actores políticos quer arrasar uma sala de visitas que está a deixar de ser pela vontade autárquica. No espirito da mordomia política juntou-se até a destruição do Luso com a do Hotel do Buçaco por interesses inconfessáveis a que o presidente da edilidade não é alheio.
A julgar pelo que se vê algo vai muito mal no paço partidário do município onde as fake news já têm lugar cativo e, curioso, capazes de tapar os olhos ao mais mordaz cidadão. Garantidamente, as festas, festames e festões a par dos empregos negociados entre o cartão partidário, coisa comum ao país, estendeu a doutrina das notícias falsas ao nível dos municípios, hoje uma parte nada democrática do regime político instituído .Origem dos populismos associados á direita e ao fascismo, quanto a verdadeira causa está no mau governo e no péssimo exemplo dos detentores do poder. 

 

 

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