Sábado, 6 de Fevereiro de 2016

DIARIO DUM PAIS RICO

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 O homem está sentado na ponte de Avenyen junto ao Stora Teatern. Estão onze graus de temperatura negativa, o canal está gelado há muitos dias e um sol tímido e mortiço aquece-lhe o que se vê duma face entrapada numa mistura de farrapos. Sob as pernas esticadas um cobertor dobrado separa o corpo do gelo onde está sentado, recostado nas pedras grossas do resguardo do vão da ponte. Na praça adjacente depois do canal, tem acima de si a figura dum rei de bronze montado num cavalo, mais mítico que real, apontando os dedos da mão direita á eminência da guerra enquanto na outra segura a espada em acto ameaçador. Lá no alto do adorno um candeeiro monumental faz parte duma fila que dum e doutro lado iluminam a realeza nos seus atributos líricos e guerreiros que ocupam o monumento. O pobre homem porém, sob a fictícia capa da figura dum Gustavo, o monarca fundido ali, para cobrir o corpo esguio e magro usa uma comprida e rota parca azul claro a esconder a grossura dos trapos que o vão mantendo vivo. Lateralmente á sua mão direita sustem no empedrado do passeio um pequeno copo de plástico preto que agita de vez em quando fazendo tilintar moedas de uma ou cinco coroas que são produto da safra. Murmura algumas palavras imperceptíveis, iguais, lamentações. E as coroas suecas da terra da redenção, um dos primeiros reinos deste mundo a figurar nas listas estatísticas do bom viver, bom parecer. e da grande tolerância, tilintam  para  audição dos passantes  apressados. E vão caindo.

Por questões de dignidade sinto vergonha para lhe tirar a fotografia que me preparava para fazer uns metros antes e recolho o aparelho para o saco que levo ás costas e depois aproximo-me e passo pela sua frente deixando para traz o drama humano da nossa condição. Reconfortado, que hoje já dei o meu óbolo matinal das cinco sagradas coroas á mulherzinha que usa a entrada do super como ponto de pedir, igualmente entrapada em roupa uma sobre a outra numa amálgama de defesas contra as baixas temperaturas que se tem feito sentir. É um trabalho imóvel., este de pedir esmola que se tolera no Verão e no Inverno é um castigo neste clima agreste. Chama-se Maria  Petrovna ou  coisa que assim parece soar, esta mulher já feita da porta do shope lá do bairro mas a atitude é a mesma do idoso barbudo da ponte de Avenyen , a rua mais importante da cidade onde Poseidon, um gigantesco deus grego do mar e da água, olha para o Gota a ver passar os barcos sobre o gelo , talvez um quilómetro além do seu alto pedestal. Está completamente nu, se o dissesse Pêro Vaz, mostrando suas vergonhas, mas os deuses são de pedra ou de metal, são protegidos pelo homem contra os males do mundo, mesmo do frio ou da traça que pode dar num pedestal de madeira como num espanta pardais de olho na pardalada. Não há frio nem neve na cabeça do homem que o consiga demover dos propósitos de estar ali postado em bronze verde. É grande, maior que o ser humano e feiíssimo como nunca vi um deus, em absoluto o oposto das belas imagens que coabitam os edens gregos ou romanos, que não vi outros senão esses nas praças e nos museus de cidades da Europa.

Também ali, junto á porta giratória da biblioteca da cidade, romenos e romenas fazem turnos a estender o copo á caridade, substituindo-se umas ás outras durante as horas do dia. Sei que são romenos porque lhes vou perguntando contra a entrega das cinco coroas do óbolo diário, sobre a língua que falam, a razão de estar ali e se não podem trabalhar. São cidadãos comunitários, livres de entrar e sair no espaço Schengen como nós e por isso, pelo custo da liberdade, não têm o apoio dos governos como os magrebinos, sírios e dum modo geral os muçulmanos, que são refugiados com estatuto. Estes, cama, mesa e roupa lavada até identidade terão se aprenderem a língua em aulas oferecidas. Os europeus, coitados, míseros, esfarrapados, enchem as ruas a pedir. Aqui, num país onde as estatísticas dizem, vamos lá acreditar em tudo o que se diz por aí, que a pobreza não existe!!! Numa Europa do cidadão do século XXI, onde afinal o europeu que é europeu tem uma vida de cão!

Continuo o passeio até á paragem seguinte do metro. Está frio, os mesmos onze graus centigrados abaixo de zero e o melhor é ir fazer companhia ao Amadeus, o novo gato lá de casa que a esta hora está a dormir que nem um lord debaixo dos tubos do aquecimento central. Eu chamo-lhe Lord Byron e é o substituto do gato Socrates, aquele gato  emigrante que vim trazer um dia a estas terras do norte no voo 4625 da TAP, salvo erro. Morreu no ano passado com um mal desconhecido. Morto e incinerado por duzentas coroas suecas no consultório do doutor Magnuson. Andam por aí em qualquer lado as suas cinzas de lusitano dentro dum frasco de vidro transparente! São as saudades portuguesas, num mundo que se fez grande. Nada que não tenhamos no sangue afinal, o mundo!

Goteborg,17,Janeiro,2016                       

 

 

publicado por Peter às 09:45

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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

CHEIROS QUE NÃO CHEIRAM

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Luso, onde os cheiros não cheiram...

Há muito, muito tempo que não recebo cartas. De amor é impensável, esgotou-se, mas outras, mesmo essas, escasseiam nesta época de emails e de mensagens, de bites e celulares. Mas para espanto meu chegou hoje uma carta pelo correio e senti-me  tão feliz  que  gritei para dentro alto e bom som como se fosse uma primeira vez:

-Recebi uma carta, Luciana, recebi uma carta!

Luciana é a gata. Não percebeu nada, está claro, levantou o focinho, cheirou o ar abafado dos dias de calor fora de tempo, deu duas turras na bainha das calças quando eu abri a porta e correu escada acima á minha frente. Estava com fome e entendeu deste aparato que ia chegar a hora. Antes porém rasguei o envelope da missiva, consultei os horóscopos quando vi o remetente e fui sentar-me a ler na sala dos meus solenes actos. Era a resposta a uma reclamação que tinha feito como cidadão municipal, junto, tanto quanto sei, com reclamações de umas centenas de cidadãos. Suponho assim não ser o único a receber das autoridades uma resposta ligada aos cheiros da baganhuça que nos incomoda as narinas e a saúde há uns anos a esta parte. A banha de Santa Eufêmia, no Luso!

Em termos ambientais estava convencido que o infestar da atmosfera com fumos tóxicos e vapores de benzeno, um químico nada aconselhável á saúde dos humanos, fosse um crime! Mas afinal não é. Fiquei a saber, não há crime, afinal os cheiros não cheiram!

Crime não,diz a carta, mas eu presumo, crime será um esfomeado roubar um casqueiro para matar a fome! Poluir esta coisa indispensável á vida a que se dá o nome de ar puro e oxigénio, com cheiros nauseabundos e lixos, não é crime nenhum e se não é crime há-de ser até uma virtude! De cheiros fiquei ciente através das autoridades, ou da carta, o que vem a ser o mesmo, que os cheiros deixaram de cheirar. Coisa estranha e complexa são os cheiros! E como diverge o peso entre quem os faz e não faz! Pensei!

Eu sei que Galileu Galilei abjurou os movimentos do sol antes que a Santa Inquisição lhe queimasse os miolos na fogueira! O que não seria grande perda para o Santo Oficio, mas seria para o género humano, ora que as autoridades deste país seguissem o mesmo caminho inquisitorial, nunca pensei! Os cheiros de facto não cheiram, apesar de há duas horas atrás não se poder suportar o ranço do solo á camada de ozono. Eu sei, que temos um ministro da educação cientista, mas daí até estender a metamorfose das escolas até às investigações das autoridades, não fazia a menor ideia! Coisas de sábios, de génios!

Bendita seja a autoridade que cheirando por milhares de reclamantes não cheirou cheiro nenhum! Claro que não reclamarei mais nada, a autoridade cheirará por todos. Prescindo do olfacto, aliás para que serve o olfacto se podemos viver tão bem só com os quatro sentidos? E da visão, um olho não chega? Uma mão no tato, uma orelha? Mais zarolho menos zarolho que importância tem isso? A autoridade cheira ou não cheira?

Há contudo uma dúvida que persiste e me incomoda no que tem a ver com a comparação entre os narizes dos milhares de munícipes que continuam a cheirar apesar desta abolição dos cheiros, e os narizes dos inspectores por parte das autoridades que vieram, olharam, mediram, cheiraram e não cheiraram nada. É que na incógnita dos narizes desiguais, uns de cheirantes outros de Pinóquios, pode estar a única via para o acerto da equação matemática sobretudo se levarmos em conta que o proprietário dos cheiros, um ypsilon que afirma não os provocar nem os cheirar e que tudo não passa duma cabala que não cheira mas que vê porque não é cego, é um negociante. Tal pai, tal filho!

Em face destas conclusões, cá estou para assinar a acção popular, mas pelo sim pelo não vou embalsamar a carta e envia-la ao Museu de Arte Antiga para expôr daqui a mil anos como relíquia dum passado cinzento. Se existir o mundo e o cinzento e um país de Alices, como este nosso recanto na beira do mar “pasmado” !

Vou dar comida á Luciana, coitada, passou-me de todo o diabo da gata!      10/2014

publicado por Peter às 19:45

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Sábado, 23 de Agosto de 2014

O MEU MURO DE BERLIM

 

     Por onde passam os peões, digna Cãmara da Mealhada??????? 

A minha rua é uma estrada. Uma recta, concretizando, entre dois muros. Chama-se rua da Pampilhosa e  inicia-se no Alto da Maia, no Luso, junto ao Hotel Alegre. Depois faz uma curva  larga para a  esquerda e atira-se por trezentos metros de recta até à minha casa, onde curva de novo á esquerda e segue até à Rua do Luso, na Pampilhosa. Não faço ideia onde entroncam uma na outra entre os oito quilómetros do percurso que medeia a distância entre um lugar e outro, nem mesmo se se chama assim até ao seu destino e isso pode muito bem acontecer, mas o que na realidade acontece é  que na recta inicial está encravada entre casas e muros, não deixando para os peões uma zona exactamente para os peões, uma zona pedonal. Na recta final, já na Pampilhosa porém , a minha rua tem  um larguíssimo passeio para peões do lado direito de quem vai e ainda bem,  apesar de servir apenas meia dúzia de famílias, nada comparado com as mais de setenta famílias que utilizam a minha rua do lado do Luso, fazendo  contas para cima de  quinhentas pessoas  crianças incluídas .Ora um dia destes, o muro da minha rua apareceu pintado. Pintado de branco. Parecia um véu, tão puro e leve como a água que nos tiram. Disse para os meus botões que pintar o muro não adiantou nada às necessidades do muro, que por acaso são as minhas e também as dos mais de quinhentos habitantes que moram para além da minha casa. Porque os automóveis não respeitam nada nem ninguém e passam ali a grande velocidade, é preciso morrer alguém para se lembrarem do assunto e gritarem aqui Del Rei !

Posso ser eu o morto! Ou as minhas filhas! Ou os meus netos! Ou qualquer membro idêntico das mais de setenta famílias que ali moram, que a bem dizer são todos como família. Para alem de quem  mora todo o ano  existem os campistas que por ali seguem para o respectivo parque, aliás um acesso vergonhoso, e já não acrescento os que vão para o centro de estágios ou para os funerais. Não chega o cheiro pestilento dos caroços de azeitona que conspurcam o ambiente, mais ainda o perigo de ser brutalmente atropelado? Aos mortos nada faz mal, eles, ainda que não levem padre, vão de carro. Mas os vivos, coitados, num momento podem passar á condição de mortos o que, francamente, não é uma coisa muito correcta por parte das obras dos eleitos.

Ora eu que sou teimoso e burriqueiro nestas andanças dos deveres e dos gastos das autarquias, além de me lembrar bem das últimas eleições em nome das pessoas, comecei a fazer contas e  não foi  preciso ir longe  para concluir que um passeio para peões ao longo da minha rua, mesmo que pendurado no muro que já existe, é muitíssimo menos custoso que a destruição duma  boa escola para construir outra.  Muito menos que o esquartejar as ruas em pleno Verão para empedrar o excelente piso! É uma insignificância perante os gastos da manutenção dos campos de futebol, e dos custos da água e da corrente eléctrica onde jogam mercenários! Nada comparado com subsídios e apoios a festas e carnavais. E é mesmo uma dramática miséria se colocarmos na balança o prejuízo que a autarquia afinal ajudou a provocar  com uma gestão que levou ao esvaziamento das termas. Daí achar que as coisas andam a correr ao contrário e a perguntar-me se não estarão a administrar como os banqueiros, estragando o que está feito para fazer de novo, comprando sucata imobiliária para deixar ruir. E um dia destes, imagine-se, reparei que estão a encaixotar a obra mais emblemática que a autarquia fez nas  termas, um  depósito de àgua para rega e arrecadação de enxadas e vassouras na estrada nova! Uma aberrante obra arquitectónica de excelente memória para o Luso, se bem se lembram os lusenses! No meio dum passeio subsiste o exemplar, quase dentro do recinto das termas! Isto sim é turismo!  Maravilhoso!

Quanto á minha rua, depois deste comentário, espero que o espectro partidário já tenha aprendido alguma coisa e não vá amuar pelas verdades descritas e nos deixe a todos  mais aos campistas em situação precária! Porque isto de descrever  os factos caro leitor, não é escárnio ou  mal dizer e de resto as setenta  famílias não tem culpa nenhuma da teimosia dos meus protestos nem dos lapsos dos autarcas !            Luso,Agosto,2014.                                     (In JM de 19 de Agosto,014)

publicado por Peter às 17:02

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Sábado, 17 de Agosto de 2013

UM LUSO POLITICO

 

 

 

Há Mais de um século, o inicio do ciclo da água

 

Opoder de vez em quando muda. Mesmo o poder rotineiro muda, por acidentes de cadeiras, por uma lei limitativa, ou por outra razão qualquer, acaba. Temos um desses a terminar no concelho e os protagonistas a arrumar as malas, sacudir as teias que já apodrecem pelos bafiosos sótãos das casas municipais, para deixar os cadeirais do mando. Na minha perspectiva de cidadão do município os que vão sair não deixam saudades, na qualidade de cidadão do Luso, deixam atras de si o maior desastre por que a vila termal alguma vez passou nos seus séculos de existência.

Estes dinossauros sem osso manifestam á saída as serôdias saudades, duvidam da lei que os manda embora e despejam em obras desnecessárias os cofres da autarquia, não venham os vindouros a beneficiar das poupanças que fizeram para começar em grande. O mais provável será a troca fazer-se entre amigos partidários, o que nos leva a concluir que com amigos assim se pode confiar plenamente!

Numa recente entrevista o presidente cessante afirmou que nos últimos 40 anos a Mata Nacional do Buçaco nunca esteve tão bem tratada como nos três ou quatro anos que leva da chamada fundação. Eu digo que se existisse um livro de anedotas concelhio, esta afirmação teria lugar destacado entre os disparates do ano e demonstra claramente o nulo conhecimento dum homem que esteve dezenas de anos em funções de responsabilidade no território. De facto é preciso não ter a mínima noção do que foi, do que é e do será o Buçaco, a sua floresta e o seu património! Ter passado esses anos por cargos políticos no concelho sem ter percebido nada do que se passa á sua volta é deprimente.

Também não percebeu o nó ferroviário da sua terra ou o insólito campo de golf á sua porta, dinheiros públicos gastos em utópicas brincadeiras sem sentido nem lógica e de execução menos que provável. Mas o descalabro total, além do gasto dos dinheiros públicos na compra de ruinas de imobiliário de duvidosa utilidade, foi, como tenho dito, a falta de estratégia politica para o Luso, embarcando levianamente em promessas que se traduziam em verdadeiros engodos que sempre apoiou. Ajudou activamente a acabar com as termas clássicas, participou na liquidação flauteada do Bloco de Fisioterapia, colaborou no fecho da sede da concessionária e dos seus escritórios, da fábrica do engarrafamento do Luso, facilitando, sem contrapartidas negociadas, tudo o que a empresa pretendeu. Baniu do Luso o maior empregador que foi deste concelho e iniciou na sua visão estalinista a destruição do Buçaco.

 Depressa o descalabro dos políticos foi acompanhado pela derrocada de quartos, da falta de termalistas, pela implementação do turismo de pé rapado no Buçaco. Esqueceu o património Unesco, tirou o parque de campismo dos circuitos, abandonou vergonhosamente a Av.do Castanheiro, assistiu ao fecho da CP, dos correios e destruiu uma excelente escola para construir outra em cima dela. Dois hotéis foram engodos eleitorais, a Lusoinova uma pasmaceira de fábricas de sabonetes, perfumes e loções?

Rir? Chorar? Tanta falta de respeito com o dinheiro dos nossos impostos!

Hoje, é claramente perceptível a equipa que vai entrar. Tem timoneiro, é certo, mas não percebo, na minha ingénua incomodidade, por que razão vão ser votados e eleitos dois edis que colaboraram activa e conscientemente em todo este lamentável processo de destruição do Luso e do Buçaco. Leiam na net as actas da Câmara e saberão o que eles votaram e disseram. Ou não disseram!         

Será um prémio? Contrato profissional? Arranjismo ? Do timoneiro, esperava sinceramente melhor argúcia e bom senso. Não acrescento mais nada, mas que a falta de ética política é muito grande, é evidente !

Luso,Agosto,2013

 

 

publicado por Peter às 12:29

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Domingo, 2 de Junho de 2013

GOLPE NOS CORREIOS

 

Por esta velha fotografia se pode  verificar  a existência

dos correios nas Termas do Luso, desde tempos  antigos

uma estrutura indispensavel numa terra que vive do

turismo e da industria hoteleira.

Na ânsia de destruição que assola os portugueses e o que

lhes pertence, foi fechado na última semana de Maio

numa espécie de golpe de mão  pela calada da noite

sem conhecimento da população local.

A "excelência" de oportunos admnistradores talvez do tipo

Zé Telhado (um bom homem, apesar de tudo)) deu mais

esta machadada na freguesia.

Ninguém ouviu o protesto ou o choro de politicos !

Estarão comprometidos  com os sucessos??

A destruição sistemática das Termas continua com

total impunidade...e do país, evidentemente.

 

publicado por Peter às 19:55

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Domingo, 14 de Abril de 2013

O CAOS AUTÁRQUICO

 

Muito dinheiro tem os municipios !

Esta casa é no Luso . Bonita !

Enquanto as familias não tem dinheiro nem emprego, as

Câmaras Municipais esbanjam o que o estrangeiro nos

empresta em obras de fachada. A estrada, bem como

as ruas que se lhe seguem, estavam em ótimas condições

com um excelente tapete.

A Câmara da Mealhada , não sabendo o que fazer ao

dinheiro, destroi o tapete para colocar outros novos

em toda a zona !

O caos , a anarquia e a irresponsabilidade são totais!!!

publicado por Peter às 21:03

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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

UM APOIO POLITICO

 

 

                          TERMAS DO LUSO

           RAZÕES  PARA UM APOIO POLITICO

  Lamento muito não poder estar presente de forma pessoal nesta manifestação de apoio a Rui Marqueiro, mas a recuperação duma pequena intervenção cirúrgica donde regressei ontem, impede-me de o fazer. Assim, solicito á mesa eventual que dará ordem às intervenções que venham a ter lugar, o favor de fazer transmitir em meu nome o texto que segue, dirigido aos munícipes deste concelho, aos meus conterrâneos lusenses e ao candidato o Dr. Rui Marqueiro.

A este último gostaria de, na qualidade de munícipe do concelho da Mealhada, mas sobretudo na qualidade de cidadão do Luso, reconhecer em público e agradecer o trabalho que, quer durante os seus mandatos como presidente da Câmara, quer como presidente da Assembleia Municipal, realizou nesta freguesia do Luso, optando por uma estratégia de médio e longo prazo inteligentemente delineada e seguida e dirigida para o desenvolvimento e alargamento do leque turístico-termal com a construção e consolidação de equipamentos de inquestionável valor desde há muito aguardados pela vila.

Pode-se afirmar sem contestação possível que Rui Marqueiro esteve em tudo o que se passou de importância para o Luso e para o turismo concelhio desde o 25 de Abril, aproveitando duma forma atenta, oportuna e clara os investimentos comunitários na vertente turística deste concelho, actividade preponderante do ponto de vista económico que oferecia e pode oferecer se bem e firmemente gerida, um espaço capaz de fazer andar a freguesia e o município. Coisa que entretanto outros deixaram levianamente morrer !

Infelizmente após todos estes incansáveis esforços para desenvolver o Luso, forças ditas também socialistas mas imbuídas de espirito paroquial e não de interesse colectivo, como aliás aconteceu um pouco por todo o país, entenderam que o Luso já tinha mais que a sua parte após a construção do Centro de Estágios do Luso, obra feita no pós Rui Marqueiro mas que vos garanto aqui, se necessário explicarei porque o digo, se lhe fica em grande parte a dever.

Mas a partir daí o Luso, apesar de ter pago com receitas oriundas do próprio Luso quase todas as suas obras públicas, Centro de Estágios incluído, foi colocado na prateleira do esquecimento propositado e as intervenções de que foi alvo foram autênticos disparates, iguais a muitos outros que levaram Portugal á falência e á divida que temos que saldar a partir dos nossos bolsos. Refiro-me ao granítico Mausoléu transmontano em que transformaram a Fonte de S. João e á recente destruição duma escola que, exceptuando o telhado, estava em magníficas condições de responder às exigências do ensino local por muitos anos. Foram as duas obras, uma ainda em execução. Não quero inferir daí que haja interesses colaterais nestas empreitadas absurdas, quero acreditar que a Câmara seja honesta, mas estas obras sem lógica nem sentido, às quais se junta a de sucateira do imobiliário que também parece ser, não sei se comprando as velharias do concelho se desenrascando proprietários “enrascados”, não dão uma ideia muito clara das actividades comunais. Se acrescentarmos o facto de vivermos num país onde milhões de pobres e desempregados estão a passar fome, nem sequer tem explicação plausível.

Acresce em relação ao Luso, aquilo que eu considero a morte já nem sequer anunciada, mas mesmo em vias de funeral, se se pode dizer assim, do complexo termal. À redução das Termas a um terço, facto para o qual chamei muitas vezes a atenção em críticas causticas e severas e como se viu correctas, mas que nunca perturbaram a mente dos eleitos, nem da Câmara, nem da freguesia, junta-se agora a derradeira transferência do resto do engarrafamento da matéria-prima do Luso para a Vacariça, esvaziando completamente a freguesia de tudo o que lhe pertence e tem enterrado no seu solo, sem qualquer contrapartida equivalente e sustentada, antes pelo contrário, com mais alguns despedimentos na manga do casaco. E o que fizeram os políticos eleitos durante o caminhar de todo este processo de atropelos e enganos do capital internacional? NADA. E do que alertaram os organismos superiores competentes na matéria termal, se é que por acaso os há, olhando pelos bens dos portugueses? NADA!

Além de obedientes e bons merceeiros, comodamente sentados nas poltronas municipais a somar e subtrair, deram de mão beijada todo o ouro ao bandido, um deles, excelente miguel de vasconcelos, curiosamente empenhado de novo na destruição da televisão dos portugueses. Dos nossos representantes edis não ouvimos um reparo, não escutamos uma exigência, NADA! 

O facto de serem socialistas, e eu sei perfeitamente como foram escolhidos enquanto candidatos, não me inibe de dizer seja o que for a seu respeito, diria o mesmo, já o tenho dito, doutras cores partidárias, porque como socialista que sou e de cujo espirito essencial comungo, espero o melhor, a justiça, a rectidão , a solidariedade ,a verdade, e alguma competência .

Depois o Estado pelintra, no mau Estado em que se encontra, entregou a Mata Nacional do Buçaco a uma Fundação gerida por um engenheiro civil escolhido por trocas entre candidatos a lugares políticos, e assim se transformou num asilo partidário cujos lugares dependem duma também politizada entrevista até aos níveis inferiores. O cartão partidário, o tirar o chapéu, a rede de informações com telemóveis pagos por nós contribuintes, instalou-se como lepra vergonhosa entre quem dispõe duns centímetros de poder para pateticamente se autopromover e criar redes de mesquinhas informações. Um palco suficientemente grande para se destruir com o á vontade da ignorância um bosque centenário! Indigno de socialistas da maneira como aprendi a ver a instituição partidária!

A Fundação lá teve, com o beneficio da dúvida, uma nota de medíocre na classificação fiscal nacional, para mostrar á evidência a inutilidade de entregar uma Mata Nacional da envergadura do Buçaco, a uma Câmara Municipal e a uma série de intervenientes vários, o melhor caminho para nada se fazer além da destruição sistemática e irresponsável do seu património botânico e cultural. Onde muitos metem a mão todos estragam e nenhum repara. Basta percorrer os diversos trilhos da floresta sem a cegueira de interesses que não sejam os de toda a população concelhia para o constatar! De resto o que é NACIONAL compete ao Estado gerir, não a Câmaras.

Se falarmos finalmente em resultados turísticos comparando o que se gastou e beneficiou com esta fundação subsidiada pelo município, onde estão as contas? Onde está o feed back correspondente aos gastos realizados? O hotel da Mata está periclitante, os do Luso, nem se fala e quanto a negócios gerados entre comerciantes, nem há ponta por onde se lhe pegue. Claro que ninguém fez contas, ninguém as faz, a irresponsabilidade é total, ninguém responde por nada!!!

Em consonância com a magreza e a operacionalidade dum mini spa aberto ao serviço do hotel das termas e praticamente fechado a todas as outras unidades hoteleiras, o bloco de fisioterapia nunca reabriu depois da sua destruição em 2008 e de engodo em engodo, a empresa concessionária, já não se sabe muito bem quem é responsável no embrulho feito pelas empresas de advogados, engana quando quer e lhe apetece a malfadada autarquia Câmara, ela própria curta e imprópria para acompanhar a subtileza do processo.

 Peço desculpa pelo tamanho da comunicação bem como do seu conteúdo quase todo respeitante ao Luso, a terra onde nasci e vivo e pelo conhecimento que tenho das coisas, das pessoas e das suas atitudes, tenho razões para me convencer e convenço-me que há da parte desta edilidade em exercício uma atitude de repúdio e de aversão pelo que diz respeito ao Luso. Um espirito e uma gestão, que a ser assim, são intoleráveis!

Amigos e Carissimo Rui Marqueiro.

Não fiz uma apologia dos seus dotes e virtudes. Não sou homem para isso nem o senhor é homem para as valorizar ou lhes dar importância. Pelo que conheço de si basta-lhe arregaçar as mangas sem paliativos e discussões e ir a direito pelos caminhos que honestamente sabe traçar. Neguei-lhe o meu voto uma vez, mas não vale a pena dizer-lhe que estou arrependido. Tenho por hábito não me arrepender do passado, bom ou mau, não porque não esteja consciente do bem ou mal que fiz, mas para não me mortificar nem cair em lamentações serôdias quando nada mais há a esperar do erro ou da virtude. Não o fiz por desconsideração nem por desconhecimento das suas capacidades, fi-lo por uma conjuntura e uma avaliação desproporcionada fruto de equívocos e más interpretações. Sem qualquer reserva intelectual acho que poderia ter feito melhor e se de algum consolo serve a ambos peço desculpa, apesar da sua probidade nunca me ter demonstrado qualquer incomodo ou antipatia. Parece-me que é assim que as coisas devem ser.

Desta vez, sem dúvidas, tenho a certeza que o município precisa do seu trabalho. Posso dizer-lhe na minha modesta opinião, apesar de não haver muitas hipóteses que se possam discutir, que foi dos ótimos autarcas que teve nas mãos o leme do concelho desde que a Mealhada assumiu esse patamar administrativo. Por muito que desfolhe os poucos alfarrábios da nossa história comum, não vejo quem mais fez tanto com algum pouco que segurou nas mãos, exceptuando os pioneiros ou fundadores cujos problemas seriam naturalmente de índole diferente.

Claro que não vai ser fácil a missão para que se candidata, todos sabemos isso, mas por essa mesma razão podem as dificuldades transformar-se em motivações, desafios e lutas politicas capazes de satisfazer o ego que nos leva a ser uteis para com a comunidade que nos rodeia, a única razão, no meu entender, para trabalhar no serviço publico da democracia.

A Mealhada precisa dum homem capaz, que nos dê a segurança possível num amanhã que se anuncia sombrio e que comungue com a maltratada juventude dos nossos dias, os nossos filhos e netos a quem não soubemos criar uma vida melhor nem dar condições de futuro. É preciso ultrapassar esta incómoda situação a que chegamos muito por culpa dos banqueiros, mas também de políticos inconscientes e irresponsáveis. A seriedade, a honestidade, a justiça o peso da palavra, vão ser virtudes éticas difíceis de recuperar, por isso é urgente que os homens de boa vontade retomem as rédeas da esperança e do trabalho em prol das sociedades futuras e do homem.

Termino retornando á minha terra, o Luso. Peço desculpa a todos os amigos aqui presentes. Quando for preciso falar do município, posso fazê-lo, mas hoje deixem-me dar voz á minha revolta com o fim em vista do complexo das Águas e Termal. Conheço bem o concelho, e neste momento não há ninguém capaz de lutar por ele e contra a catástrofe que caiu sobre o Luso, senão Rui Marqueiro. Sem dúvida, ele é não só o melhor candidato a candidato, como o melhor candidato á Câmara da Mealhada. Passa de um século que não surgiu outro melhor! A obra, quer queiram ou não queiram meia dúzia de aberrantes detratores, está bem á vista. Daqui lhe envio o meu sincero apoio e um abraço de amizade e estima.

 

publicado por Peter às 17:01

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Domingo, 9 de Dezembro de 2012

O FIM DAS TERMAS

 

 As TERMAS DO LUSO NO SEU NOVO PAPEL DE CLINICA

  Voltando ás Termas do Luso, foi aqui que nasci, aqui vivo, aqui penso entregar com alguma probabilidade a alma ao criador, gostaria de, sem maçar os leitores, continuar o meu último texto reflectindo sobre um assunto que é o aparecimento de uns cartazes de rua lembrando os setenta e cinco anos da elevação da aldeia a vila. Pode-se depreender que de vinte e cinco em vinte e cinco anos temos festa, pois em 1987, a cinquenta anos do mesmo evento, se produziu nas termas um oportuno opúsculo coordenado por Machado Lopes e Noémia Leitão, sobre o dito cinquentenário, no qual tive então a oportunidade e a honra de participar com algumas modestas linhas e assistir ao mesmo tempo a manifestações politicas sobre o então futuro, hoje presente, do qual se esperavam concretizações de todas as esperanças acumuladas ao longo dos quarenta anos de ditadura, eu direi, por opinião muito própria e discutível, acumuladas ao longo de oito séculos de história pátria, geração após geração de portugueses submissos.

 

  Setenta e cinco anos depois, aqui tenho de novo o diploma respectivo assinado a 6 de Novembro de 1937 pelo Presidente da Republica Óscar Fragoso Carmona e pelo 1º Ministro Oliveira Salazar, cujos considerandos justificativos da promoção a vila se baseiam nos três mil residentes, no incremento industrial, comercial e turístico, e nos milhares de visitantes anuais. Ainda a rede telefónica, o mercado diário, a água e a luz, os hotéis e o casino, o caminho de ferro e a rede de estradas, em conjunto com a informação favorável do governo civil e da junta distrital, constituem os factos concretos para avalizar a promoção. Não parece ter havido aqui o branqueamento dos parâmetros da lei que mais tarde, em democracia, serviram vergonhosamente os interesses pessoais de políticos de pequena estatura para elevarem os seus tugúrios a cidades, colocando á frente do carro os bois, como se vê hoje em tanta nova urbe deste pobre país e deste dilacerado povo, a quem cabe pagar todos os dislates da ignorância e das fraquezas da mediocridade governante.

 

 

 Uma clinica com data de 1852 nascida este ano

O Luso, como se vê, tinha as condições previstas e recuando ás informações que temos relativas àquele ano, não passou por cima da lei, as Termas viviam tempos de crescimento, estava-se nos projectos do Grande Hotel e a água, felizmente para as gerações de então, era engarrafada á mão e na nascente, e escriturada, se podemos nomear assim a criação e a conservação de riqueza, nos manuais duma Sociedade domiciliada no Luso. O Verão era uma época quente e farta, não só esgotavam as unidades hoteleiras como casas particulares e quartos individuais e face á desordem actual do calendário, a época instalava-se metrónicamente entre os meses de Maio e Outubro.

 

  É por isso que olhando para os cartazes que enfeitam o Largo do Centro, o do Casino, dum marketing tão duvidoso que é difícil dar com eles, fico um tanto ou quanto perturbado. Primeiro, porque ali se pode ler que no Luso tudo acontece, mas eu, que vivo por aqui a maior parte do ano, não vi nem vejo nada que seja digno de ver-se a acontecer, a não ser que os ditos cartazes se refiram á destruição das termas e do bloco de fisioterapia, mas isso, francamente, não precisa comemorações mas dum cortejo fúnebre. Talvez não passe duma manifestação semelhante ao show off em que vive o asilo político do Buçaco a estender á freguesia o que não corresponde a qualquer realidade para lá do ridículo duma brincadeira de mau gosto e da ofensa que tem sido feita nos últimos tempos á freguesia do Luso, posta na prateleira da Câmara Municipal por algum acerto de contas. E pelos mais de cem mil contos que a autarquia recebe anualmente do Luso dos famosos tostões litro e que não regressam ao Luso como deviam.

 

    Talvez me chamem nomes pela dureza do que escrevo, talvez me chamem de cavaleiro andante e sonhador. Talvez. Talvez seja dos últimos amantes faladores dum recanto que já conheci diferente, que já vi tratado com mais dignidade, já senti beneficiado com a riqueza das entranhas, já foi objecto e palco do interesse local e regional. Eu e alguns mais desses mal desenganados sonhadores que ainda conservam dum passado não muito longínquo a realidade termal, que ainda criticam o desenlace fatal, erradamente convencidos que o cordão umbilical nos dá algum direito para defender o que quer que seja ao expressar o desagrado e a revolta perante a morte anunciada da economia local.

 

   A utopia é o presente dos dias que correm, o homem é uma peça manipulada pela ambição desmedida e os meios justificam a ambição e a loucura dos fins. O animal assume a pouco e pouco as rédeas cegas das governações a reboque duma globalização sem rei nem roque e as sociedades de puro low cost começam a ser implantadas nos sulcos do terreno com objectivos programáticos. Tudo isto com a integração dos poderes políticos, ditos democráticos, falidos de poder e dignidade e na busca do mesmo ouro, agora classista. A corrida á dureza dos regimes, não se duvide, já começou, tornando o início do novo século numa incógnita para os vindouros. Basta o futuro hipotecado em que nascem!

 

  Voltando ao Luso, pois é isso que me interessa de momento referenciar, não foi a crise que deu origem ao movimento destrutivo, mas as sucessivas mudanças operadas pela concessionária das termas em parceria com o município mealhadense, este, incapaz de manifestar e impor o interesse das populações, preterindo o cidadão munícipe em favor do empresário estrangeiro. Ao medo de perder uma renda aleatória que é do Luso, juntou a comodidade de não despoletar um sentido crítico capaz de antecipar a evidência dum rombo nas termas como veio a acontecer. Em primeiro lugar, o Luso á Câmara deve a situação em que está, mercê da sua desastrada politica para com termas e turismo.

 

   O fecho dum verão termal na abertura das instalações motivado por obras que só tiveram inicio depois de acabada a época de 2008, foi o primeiro sinal da promiscuidade e da impotência dos edis perante, podemos dizer, os pontuais algozes que subtraíram levianamente aos agentes locais um verão já preparado e pronto para ser recolhido em termos de riqueza criada. Uma calamidade para a freguesia e para o município levada a cabo pela irresponsabilidade de quem tinha o poder e levianamente o exerceu.

 

  Se repito estes dados é apenas para não caírem no esquecimento e porque é assim, relembrando e comparando, que poderemos fazer alguma avaliação dos actos e das pessoas e não com as palavras moles das campanhas eleitorais onde o engodo é a regra. De tal ordem, que nas vésperas das duas últimas eleições para a Câmara Municipal, estiveram para ser feitos dois hotéis com Spa na Avenida do Castanheiro. Nenhum foi feito. Nos dias seguintes o jeito foi arquivado por preço desconhecido. Eu, que tenho boa memória não esqueci. Aqui fica com uma recomendação, é que o próximo ano é de eleições, não venham para cá com um terceiro hotel!!! Chega de exploração da mentira na boa fé do cidadão!

 

  Um repuxo sem água e umas Termas sem Termas

Vem a propósito referir que essa mesma Avenida está hoje radical e vergonhosamente abandonada, mas há uma dúzia de anos fazia parte dum projecto que englobava um parque de estacionamento no Vale, junto á Igreja Matriz, um arranjo ajardinado nas respectivas encostas e um prolongamento até ao boneco meio destruído, que ainda agora subsiste a segurar o cântaro partido debaixo dos castanheiros. Pagavam-se nessa altura vinte mil euros ano ao arquitecto Pardal para fazer esses estudos, mas depois de dinheiro gasto, tudo ficou em águas de bacalhau. Mesmo assim a autarquia, não se percebe porquê nem para quê, comprou os terrenos. Talvez tivesse dinheiro a mais e precisasse de o gastar para passar o ano a zeros, uma absurda notícia que dá conta todos os anos do bom comportamento dos tribunos, cuja taça, se não se tratar de habilidades financeiras, há-de ser recebida pelos devedores. Quem se endivida dentro dos limites legais nada tem que temer e nada tem que propagandear, é tempo de deixar de tratar o cidadão com a presunção de burros sobre a curva dos costados!!! È água benta infernizada!

 

 De resto a autarquia destruiu a fonte de S. João com umas carradas de granito transmontano, comprou a Quinta do Alberto para infestação de acácias e covil de cobras e lagartos, nunca mais lhe mexeram, coitados, nem um caterpillar tiveram para ali rasgar um estacionamento provisório! Comprou depois as ruínas dum cinema que em ruínas continua, mantêm um vergonhoso e escuro acesso ao parque de campismo, da piscina que constava do projecto, nem vê-la, tal como cafés e esplanadas de propriedade camarária, está tudo em falência, no campo de futebol velho, nem tocar, está no sítio eleitoralmente errado, e finalmente conseguiram deitar abaixo a escola, uma estrutura praticamente nova que necessitava apenas duma mudança de telhado! Optaram por fazer uma nova escola de raiz quando afinal se prevê que os alunos diminuam!

 

País rico o nosso, com três milhões de esfomeados diários a permitir-se esbanjar dinheiro por gestores (?) cuja política é o retrato da própria irresponsabilidade! Já se sabe quando lhes pagamos para isto!

 

Como se vê, o Luso parece não ter razões para festejar 75 anos de vila. Com 1048 anos de idade total conhecida, está finalmente despojado da única riqueza que lhe foi encontrada no ventre materno, a água. Mercê da excelência da estratégia da concessionária termal e do município, o Luso ficou finalmente despojado de tudo que cheire ao produto e suas consequências. A última parcela que cheirava ainda a aquífero, o enchimento, foi-se e com ele, parece que mais umas dezenas de postos de trabalho.

 

Face ao arremedo das termas que existem hoje, e do fim do bloco da fisioterapia, o melhor é fechar definitivamente as portas!  A meu ver, esta é a realidade que o Luso tem para festejar. Obrigados edis eleitos , merecem uma estátua!!!Mais o Pontes|

 

Bem pode o lugar, a freguesia, o município, deitar foguetes e bailar!!!!! 

 

  Luso,Novembro,2012                             aguasdoluso.blog.pt

 

publicado por Peter às 20:43

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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

LEIA AS ACTAS

 

  

                                   TURISMO

 

          ORÇAMENTO E OPÇÕES DO PLANO

      DA CÂMARA MEALHADA PARA 2011

(extracto da acta da acta nº 27, de 9/12/2010, que

aprovou o plano e da intervençao do vereador  do Luso)

 O  senhor vereador Julio Penetra usou da palavra e

referiu que a responsabilidade pela situação em que

o país se encontra reside numa série de equivocos ...

  ...    ....   ...    ...   ...  ...   ...   ...   ...   ...   ...   ...   ...   ...   ...  

...Sobre o documento em apreciação (ORÇAMENTO

E PLANO DA CÂMARADA MEALHADA PARA 2011 ) disse

estar  contente pelo facto de não se terem

abandonado as linhas de desenvolvimento

estratégicas nomeadamente na vertente do turismo...

(fim da citação)

Contente com isto :

Obras novas ou  outras intervenções na matéria

     segundo o Plano aprovado  para 2011 :

  -Recuperação Teatro Avenida,Luso..........1 euro

  -Ampliação da piscina..................................1 euro

  -Centro de Estágios......................................1 euro      

publicado por Peter às 16:41

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Domingo, 24 de Outubro de 2010

PESO $$

                                                                                                             

 

      QUANTOS ANOS AO ABANDONO??

 

  O QUE FAZ UM VEREADOR NA CÂMARA ??

 

                    PESO $$$

publicado por Peter às 17:34

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