Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016

LUSO,ÁGUA IMPRÓPRIA

fontecapela.jpg

Há dias em que um morador  do Luso não resiste !!!

Há  meses Câmara e Freguesia foram alertadas para a

possibilidade da água da fonte  de S.João, donde sai

abastecimento público e doméstico, estar inquinada...

Parece que ninguém ligou, ninguém quis saber !!!

Abafaram!!!

Seis meses depois , na Delegação de Saúde o relatório

exposto classifica-a como IMPRÓPRIA.

Faltam os relatórios dos meses anteriores, adivinha-se porquê....

Depois das Termas, da Mata Nacional do Buçaco, dos maus

cheiros ambientais, só faltava a água inquinada para acabar

com a terra...

Onde estão os políticos para defender o Luso?????

publicado por Peter às 18:01

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Sábado, 6 de Fevereiro de 2016

DIARIO DUM PAIS RICO

DSC_1277[1]

 O homem está sentado na ponte de Avenyen junto ao Stora Teatern. Estão onze graus de temperatura negativa, o canal está gelado há muitos dias e um sol tímido e mortiço aquece-lhe o que se vê duma face entrapada numa mistura de farrapos. Sob as pernas esticadas um cobertor dobrado separa o corpo do gelo onde está sentado, recostado nas pedras grossas do resguardo do vão da ponte. Na praça adjacente depois do canal, tem acima de si a figura dum rei de bronze montado num cavalo, mais mítico que real, apontando os dedos da mão direita á eminência da guerra enquanto na outra segura a espada em acto ameaçador. Lá no alto do adorno um candeeiro monumental faz parte duma fila que dum e doutro lado iluminam a realeza nos seus atributos líricos e guerreiros que ocupam o monumento. O pobre homem porém, sob a fictícia capa da figura dum Gustavo, o monarca fundido ali, para cobrir o corpo esguio e magro usa uma comprida e rota parca azul claro a esconder a grossura dos trapos que o vão mantendo vivo. Lateralmente á sua mão direita sustem no empedrado do passeio um pequeno copo de plástico preto que agita de vez em quando fazendo tilintar moedas de uma ou cinco coroas que são produto da safra. Murmura algumas palavras imperceptíveis, iguais, lamentações. E as coroas suecas da terra da redenção, um dos primeiros reinos deste mundo a figurar nas listas estatísticas do bom viver, bom parecer. e da grande tolerância, tilintam  para  audição dos passantes  apressados. E vão caindo.

Por questões de dignidade sinto vergonha para lhe tirar a fotografia que me preparava para fazer uns metros antes e recolho o aparelho para o saco que levo ás costas e depois aproximo-me e passo pela sua frente deixando para traz o drama humano da nossa condição. Reconfortado, que hoje já dei o meu óbolo matinal das cinco sagradas coroas á mulherzinha que usa a entrada do super como ponto de pedir, igualmente entrapada em roupa uma sobre a outra numa amálgama de defesas contra as baixas temperaturas que se tem feito sentir. É um trabalho imóvel., este de pedir esmola que se tolera no Verão e no Inverno é um castigo neste clima agreste. Chama-se Maria  Petrovna ou  coisa que assim parece soar, esta mulher já feita da porta do shope lá do bairro mas a atitude é a mesma do idoso barbudo da ponte de Avenyen , a rua mais importante da cidade onde Poseidon, um gigantesco deus grego do mar e da água, olha para o Gota a ver passar os barcos sobre o gelo , talvez um quilómetro além do seu alto pedestal. Está completamente nu, se o dissesse Pêro Vaz, mostrando suas vergonhas, mas os deuses são de pedra ou de metal, são protegidos pelo homem contra os males do mundo, mesmo do frio ou da traça que pode dar num pedestal de madeira como num espanta pardais de olho na pardalada. Não há frio nem neve na cabeça do homem que o consiga demover dos propósitos de estar ali postado em bronze verde. É grande, maior que o ser humano e feiíssimo como nunca vi um deus, em absoluto o oposto das belas imagens que coabitam os edens gregos ou romanos, que não vi outros senão esses nas praças e nos museus de cidades da Europa.

Também ali, junto á porta giratória da biblioteca da cidade, romenos e romenas fazem turnos a estender o copo á caridade, substituindo-se umas ás outras durante as horas do dia. Sei que são romenos porque lhes vou perguntando contra a entrega das cinco coroas do óbolo diário, sobre a língua que falam, a razão de estar ali e se não podem trabalhar. São cidadãos comunitários, livres de entrar e sair no espaço Schengen como nós e por isso, pelo custo da liberdade, não têm o apoio dos governos como os magrebinos, sírios e dum modo geral os muçulmanos, que são refugiados com estatuto. Estes, cama, mesa e roupa lavada até identidade terão se aprenderem a língua em aulas oferecidas. Os europeus, coitados, míseros, esfarrapados, enchem as ruas a pedir. Aqui, num país onde as estatísticas dizem, vamos lá acreditar em tudo o que se diz por aí, que a pobreza não existe!!! Numa Europa do cidadão do século XXI, onde afinal o europeu que é europeu tem uma vida de cão!

Continuo o passeio até á paragem seguinte do metro. Está frio, os mesmos onze graus centigrados abaixo de zero e o melhor é ir fazer companhia ao Amadeus, o novo gato lá de casa que a esta hora está a dormir que nem um lord debaixo dos tubos do aquecimento central. Eu chamo-lhe Lord Byron e é o substituto do gato Socrates, aquele gato  emigrante que vim trazer um dia a estas terras do norte no voo 4625 da TAP, salvo erro. Morreu no ano passado com um mal desconhecido. Morto e incinerado por duzentas coroas suecas no consultório do doutor Magnuson. Andam por aí em qualquer lado as suas cinzas de lusitano dentro dum frasco de vidro transparente! São as saudades portuguesas, num mundo que se fez grande. Nada que não tenhamos no sangue afinal, o mundo!

Goteborg,17,Janeiro,2016                       

 

 

publicado por Peter às 09:45

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Quinta-feira, 16 de Abril de 2015

REVISTA

caiador.jpg

(Ferraz, o pintor, Aurora, a rapariga, Santos, o Compere)

 

-Olha lá Manel, onde é que vais com tanta pressa?

-Em cumprimento de ordens da Câmara pintei as casas todas

do Luso, agora vou pintar a Câmara , que bem precisa.

 

 ( revista Alto Lá Com  Isso , oficialmente Costa do Sol em Festa)

em 12/13-janeiro-1963,Cine Teatro Avenida-Luso)

publicado por Peter às 21:12

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Terça-feira, 31 de Março de 2015

TURISMO

DSCN3971[1].JPG

Esta fotografia foi feita hoje, agora,faz parte do meu 

passeio higiénico nocturno e como se pode ver refere-se

a um trecho geral do Parque do Lago na chamada

estância termal do Luso ,  Malo clinicas de apelido.

Bati eu  próprio o boneco com a minha máquina de

dizer mal, pobre coitada, tanto ela como eu estamos fartos 

de gastar bites em prol de coisa nemhuma. É isto que 

devem ter visto na BTL em Lisboa por outras palavras

ou imagens pela mão da  camara da Mealhada, do

Turismo do Centro da água que nasce no Luso.

Estamos na semana da Páscoa, e isto é Turismo, talvez

faça parte do Golgata que esta terra atravessa. Alguns

clientes do hotel passam por mim a olhar desconfiados

como se estivessem em Kiev ou na Crimeia  eu fosse

um Kurulenko qualquer. Regressam subito á portaria

do hotel , o melhor sítio para estar, como na India.

Com a extinção dos orgãos de propaganda chamados

Juntas de Turismo deitaram-se no lixo cento e cinquenta

anos de saber, de conhecimento, de usos e costumes,

de negócios, de clientes e profissionais.

Hoje manda uma clientela politica a soldo dos partidos

cujos interesses passam por um rendimento certo  e que,

coitados, não sabem nada do assunto e pouco ou

nada se importam com tanto não saber. Não admira

que não saibam, falta-lhes os cento e cinquenta anos

de prática com inclusão dos trabalhos de parto, nem 

sempre um paraíso e nunca, isso é que nunca, um

chuveiro de notas  caido das dificuldades e da fome

dos contribuintes via cofres de fariseus , cobradores

e piores ainda

Não vale a pena adiantar mais dizendo mal , mas não

existem razões para dizer outra coisa num país que 

afinal se transformou  numa toca de raposas.

A foto, é eloquente e atractiva, assim não falte quem

por ela venha!!! A beleza a que chegou esta estância

que um dia foi termal, está á vista !!!!

 

 

 

publicado por Peter às 22:04

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Sexta-feira, 27 de Março de 2015

CHAVES VIVE/LUSO MORRE

 

TermasChaves.jpg

A notícia TERMAL E NÃO SÓ ...

Chaves investe 6 milhões de euros no sector termal

 

Lusa 24 Mar, 2015, 18:45 (excerto)

Chaves está a concretizar um investimento de seis milhões de euros no setor termal que é considerado estratégico para impulsionar a economia do concelho, disse o presidente do município. Hoje o termalismo é considerado um sector estratégico e, é por isso, que o município está a concretizar um investimento de seis milhões de euros, comparticipados por fundos comunitários, na requalificação do balneário de Chaves e na reconstrução de um novo balneário em Vidago.  O presidente do município, António Cabeleira, anunciou hoje, em conferência de imprensa, que o complexo de Chaves reabre no sábado, depois de obras que tiveram um custo final de 3,1 milhões de euros.  “Estamos no melhor balneário do país. Aqui aliamos as instalações à qualidade da água”. Cabeleira referiu que está a ser preparado um plano de promoção agressivo para recuperar os aquistas que frequentavam o complexo, para conquistar mais utentes nacionais e internacionais, principalmente os provenientes do norte da Europa. O grande objetivo agora é, segundo sublinhou, a internacionalização do balneário termal. O objetivo da remodelação foi também separar as áreas do tratamento e do lazer, para criar condições para as termas funcionarem o ano inteiro. Destacou ainda que uma das valências que é agora uma grande aposta é a da reabilitação, estando ao dispor dos utentes fisiatras e fisioterapeutas.A intervenção nas termas implicou ainda a requalificação da área envolvente, melhoria das condições de segurança, serviço e conforto, construção das acessibilidades para pessoas com mobilizada reduzida e criação de um observatório de investigação às águas termais. O autarca referiu que, no ano passado, o sector sofreu um decréscimo a nível do país, também devido ao encerramento do complexo de Chaves, que é o segundo do país com maior frequência. Em 2013, o espaço contabilizou cerca de 5.000 aquistas.Este projeto vai funcionar em complemento com o Balneário Pedagógico de Investigação e Desenvolvimento de Práticas Termais de Vidago, uma obra lançada pelo município de Chaves e que representa um investimento de 2,9 milhões de euros.O presidente acredita que este espaço, que vai funcionar numa parceria com a empresa UNICER, vai abrir até ao verão e prevê que aqui venha a ser instalada uma escola vocacionada para a área do termalismo.

 

O COMENTÁRIO

Enquanto uns aproveitam as oportunidades para garantir desenvolvimento, outros, como é o caso do Luso, aproveitam os fundos comunitários para diminuir as Termas e abater valências . Algo escamoteado certamente á Comissão comparticipante, pois de outra maneira não se pode acreditar que estas situações possam acontecer utilizando dinheiros que saiem do bolso dos contribuintes. Mas outra constatação clara num lado e inexistente no nosso, é que existem estratégias para o desenvolvimento Termal que não está morto, muito menos Europa fora onde movimenta multidões. No nosso caso é pouco mais que uma pequena brincadeira limitada pela dimensão territorial e cultural, que nisto em termos de aculturação e conhecimento o nosso estádio actual concebido pelo potenciar do nosso xico espertismo , vai pouco além da pedra polida e do oportunismo sasonal da improvisação. Enquanto se procede á nova distribuição de dinheiros publicos sabemos sim que não há estratégia concelhia definida neste campo que engloba  turismo duma maneira geral, mas termalismo, natureza, ambiente e fisioterapia de modo particular, a única riqueza de conteudo universal que existe no perimetro do pobre municipio da Mealhada. A não ser que as estratégias assentem no vinho e no leitão , essa coisa maravilhosamente estupida que são as quatro maravilhas inventadas para ir á feira do Cartaxo e onde o municipio gasta o nosso dinheiro com uma única intenção, centralizar o turismo na sede do concelho e dominar pela destruição a parte da serra do Buçaco que lhe está afecta administrativamente. Sem respeito pela realidade municipal, sem respeito pela diferenciação das actividades conhecidas, sem respeito sequer pela evidência do turismo ser coisa duma única freguesia , sem respeito pela riqueza do concelho ! Por outras palavras, ou o sapateiro terá que tocar a viola , ou querem fazer do burro o cavalo de corrida coisa que, andem  por andem, não irão modificar pela impossibilidade inerente às realidades. Nem o burro há-de correr nem o pobre sapateiro arreado pela sovela aprenderá a  rabeca.

 

PS-Oliveira do Hospital vai investir 5 milhões de euros num complexo hoteleiro-termal polivalente, nas mini termas de S.Paulo, margens do rio Alva.Também estes não vendem água de mesa, o que nos leva á conclusão de que a água de mesa é um mal no estado activo. Acreditamos que ainda há-de ser comprada por chineses ou novos ricos angolanos, evidentemente com dinheiro emprestados por nós próprios, ainda muito provavelmente pagadores do mau negócio que possa vir a ser. Neste canto de novo reconduzido á ditadura de dois partidos que substituem a  velha União Nacional, duplicaram-se apenas os beneficiários, para o povo que labuta, passou a ser exactamente a mesma trapalhada, pior, bem mais pesada e custosa!! Que fim terá, é uma incógnita, mas te-lo-á concerteza, pois não se vê outro caminho para combater a crise e para pagar a divida.

 

 

publicado por Peter às 21:06

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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

175-UM JAZIGO OPORTUNISTA

urna.jpg

Chapa preta sobre o tumulo e o fim das Termas????Que defundo  aqui mora?

N ão vale a pena resmungar, vai tudo p'ra Mealhada!!!!!

Corria o ano de 1955 quando foi construido este fortim de cimento, não para servir em qualquer guerra mas para proteger e orientar a usurpação da água do Luso para a Mealhada e Antes. Para a Antes, talvez porque o autarca era dali, a história repete-se sempre,onde está o poder está o abuso e assim, apesar de se prever que a enxurrada não fosse suficiente para o abastecimento do município, os tempos eram propícios ao autoritarismo e a ditadura deu a ordem que foi transmitida com conhecimento óbvio do próprio Oliveira Salazar.

No entanto, a freguesia do Luso, pesem todas as contradições entre políticas e regimes, tinha então sem dúvida mais poder de critica e de protesto do que tem hoje ,e saiu em peso para a rua, armada de pedras, enxadas e varapaus , acantonou-se dias seguidos debaixo dos chorões que guardavam os dois tanques da água e manifestou-se veementemente, ameaçou, correu com a primeira levada de funcionários municipais e gritou os seus direitos aos quatro ventos desde a sede da freguesia até a Cova da Areia e aos assentos do poder . Quando o cabo Roças não se entendeu com o assunto, chamou a policia de choque a intervir e o palavriado barato dos engodos pacifistas deu lugar á pedra, ao pau , à pancadaria e só as velhas mausers da GNR e as  metralhadores pesadas  mais os garrotes físicos contra a liberdade de expressão serenou os ânimos e possibilitou aquilo que na altura foi considerado pela população , o roubo da àgua da fonte de S. João.

 

tratamento.jpg

 A  ex-estação de tratamento , um simbolo muito pouco simpático da história da terra !

Em paralelo, o município continuou o abuso e chamou á nascente sua, utilizando o poder do mando e da ditadura existente para executar as suas decisões, também elas fora de qualquer ortodoxia democrática. Assim a Câmara autarquia, tomou posse da propriedade. De facto, a fonte fora sempre da Junta, havia até um emblema erguido num pequeno pedestal fazendo jus à propriedade e era um roubo subtrair agora, sem esta nem aquela, a àgua cristalina às onze chorudas bicas que ,depois do grosso tombo, escorriam felizes por uma rede de canais de rega ardilosamente abertos de forma a chegar a todos os pontos do lugar e de fora do lugar. Naquela altura, bradava aos céus que assim fosse usurpado um bem e só a força bruta das armas podia amedontrar a razão a par duma polícia política secreta e ameaçadora.

Não fora essa mesma polícia que poucos anos antes tratara da saúde ao perigoso comunista Cunhal pondo-lhe a mão em cima quando recuperava calmamente da sua fraca saúde em frente da Vila Aurora no Casal de Santo António? Desse, apesar do secretismo que envolveu a captura apoiada pela mesma Câmara da Mealhada, pouco ou nada se sabia, mas o governo não se fazia rogado no  tecer das mais torpes considerações sobre o homem, um comedor de crianças ao pequeno almoço, um matador cruel e feroz, um inimigo da pátria , da igreja e da nação, tudo metido no mesmo saco, tal a grandeza do Demo que lhe afinava os miolos, aparafusados em pura maldição nos antros mais esturricados dum real inferno de Dante!

tumulo 1.jpg

Uma obra prima no meio do passeio para peões...!!!!!!

Andava na escola primária quando isto aconteceu , aprendia as primeiras letras nas derradeiras aulas da dona Judite , mas a notícia desta operação tantas vezes ensaiadas para apanharem o pobre rapaz com a cuecas na mão ás sete horas da manhã e uma rapariga a dormir no quarto ao lado, foi como um acto solene e ao mesmo tempo diabólico, coisa descrita em silêncio de ouvido para ouvido entre os poucos habitantes mal esclarecidos do lugar, o Silva, o Lulas, o Feio , o Martins e poucos mais. Os outros, na sua maioria, viviam numa ignorância de bater do sino, não escutavam, não piavam, não sabiam e para além da fome e do medo de que se ouvia falar, á distância era qualquer coisa de surreal as vidas desconhecidas dos inimigos da nação, um fenómeno incompreensivel e proibido a tão simples mortais habituados á irmandade civil tal como á irmandade familiar. Neste caso, num resumo do que há para contar, a Câmara levou a água ao seu moinho construindo um mausoleu na nascente e um mausoleu na estrada nova, este o da fotografia. As gentes do Luso e da freguesia apagaram-se ante as ameaças da morte certa e esta estação de tratamento, que chega até aos nossos dias, aí está a testemunhar o episódio. Há muitos anos desativada porque de facto a insuficiência da àgua, como se previa, a encerrou, foi agora recuperada pelo município que acha isto uma obra com chispas de valor arquitetónico e arte! Por mim, acho isto uma vergonhosa obra fascista a perpetuar um roubo que se fez ao Luso e como tal sugeri à Câmara que a sua demolição seria uma ótima solução. A resposta está atrás, o elevado estilo e valor arquitectónico ! Como munícipe, nunca mais vou sugerir nada à Câmara da Mealhada, através do seu pitoresco e útilissimo email e vou escrever aqui que para a freguesia do Luso isto é uma indignidade, um insulto , e um tumulo, vejam as imagens, que a mesma Câmara faz com intenções desconhecidas. De facto, ao Luso e ás suas Termas, faltava o mausoleu que aqui está. Um Jazigo a condizer com o estado de esqueleto que ajudou a criar! Um enigma, em todos os sentidos, nada prometedor!

  

publicado por Peter às 23:07

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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

LUSO,O COLAPSO TERMAL

A realidade do Luso é esta, o Verão chegou ao fim sem canto do pisco. Muita gente até duvidou se existem termas , entre a realidade e a ficção quase não se deu por elas. Obras fora de tempo obstaram á normalidade e os fumos tóxicos ajudaram a espantar muita gente. Fizeram-se umas festas e animou-se a componente que cresceu, os garrafoneiros que aos milhares monopolizam as onze bicas da fonte. Se não fossem estes turistas de “pé rapado” teríamos passado á desertificação. Bebem um café, comem um bolo, dão uma volta pelas barracas, compram uma bandeira do fêkêpê ! A autarquia até fala em subir a taxa de ocupação, pensam que os vendedores ganham tanto como eles próprios, políticos. Mas aqui o dinheiro de facto não cai do ceu e a crise chega a todo o lado, é bom não esquecer.

Tudo contribuíu para o fim dum Verão pouco compensador. O que conta são quartos refeições e tratamentos, isso que cria a riqueza, e ninguém pode estar satisfeito com o que resta d’outros tempos. A terra está a morrer perante a incapacidade dos eleitos de fazer alguma coisa. E na Câmara, por arranjos políticos a que a vila é alheia,voltou a ficar de fora um edil que represente o Luso e grite pelos seus problemas no executivo. Uma agravo mais para a unica freguesia onde existe Know out do turismo e que não é aproveitado.Ontem fui ao correio, chamam -lhe correio, mas aquilo é o reflexo negativo do estado a que chegou a vila. Pior que o lwo cost são estas empresas pimba, mais uma economia pimba, uma governação pimba, coisas alimentadas pela imbecilidade duma comunicação pimba que se encarrega de lavagens constantes ao cérebro do cidadão. O Luso foi esvaziado como balão de oxigénio. Da riqueza que o fazia respirar levaram tudo. Engarrafamento, água, escritórios, correio, pensões, cafés ! Ficou um furo artesiano e um segurança de plantão para o guardar, ironia do destino! De toda a exploração que fazem das águas fica zero nesta terra ! Vergonhoso. Nem dos mais de quinhentos mil euros a que a geminação deu origem por iniciativa de gente do Luso, nem desses cá fica um tostão, foram canalizados para a Câmara, um acto grosseiro e ultrajante para essa mesma gente! As promessas dum parque industrial de Barrô com unidades de fabrico de sabonetes, shampôs, cosméticos, pomadas e produtos afins tem mais de quinze anos e já fez parte de pacotes pré eleitorais aos quais juntaram dois novos hotéis. Reproduzo as promessas, preto no branco, não passaram de mentiras. Alguém viu o parque industrial? As fábricas? Os hoteis? O emprego?

O que se vê na verdade, é que o bloco de fisioterapia nunca mais abriu, que o concessionário com a ajuda e o apoio da autarquia reduziu as termas a um terço do seu tamanho e de parceria com a mesma autarquia enterrou canos pelas estradas municipais para engarrafar na Vacariça. Qual foi a contrapartida para o Luso? Nenhuma. Fecharam os escritórios, alugaram as Termas, mudaram a sede. É para olhar passivamente para isto que temos representantes a quem demos o voto ?

Não terão os eleitos o dever de indagar se o contrato de concessão está a ser cumprido? Desenvolve ou não desenvolve as termas? Não terão o dever de informar das razões porque ardeu a Srª do Leite, uma relíquia do século XVII que poderia valer até cem mil euros e era patrimonio local ? Quem é o responsável? Não terão o dever de resolver o problema dos fumos tóxicos e de reabrir o dossier da barragem de Vale da Ribeira? O que fizeram em defesa do correio? Nada. Aceitaram comodamente o fecho! E pelo badalado Luso 2007, depois Inova? O mesmo nada e esta é a via de desinteresse e abandono que não serve Luso nem município nem munícipes.As potencialidades permanecem e Termas não as podem mudar para outro lugar do concelho. Nem mudar o Buçaco, como querem. Este caminho não , não é o caminho certo, nem honrado, nem honesto que a politica prometeu.E o Luso tem e deve gritar por aquilo a que tem direito se não quer correr o risco de ser tragado pela sua passividade. 

                                                                                                                                           Set.2014

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Peter às 08:15

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Domingo, 11 de Maio de 2014

TERMAS CLÁSSICAS

 

 

Termas clássicas ou não clássicas???

Neste país de iluminados parece que as termas

deixaram de ser clássicas. Agora há Termas clássicas e

outras. Pensava-se que os SPA acabariam com as Termas 

ditas clássicas? Como se chamariam?

Neste  Portugal onde se quer ganhar dinheiro fácil ,rápido

e sem sustentação o caminho dos iluminados  e consultores

é (foi )acabar com as Termas ditas Clássicas.

Pessoalmente conheço algumas estâncias termais pela Europa

que continuam a ser Termas. Com spas ? Talvez.Modernizadas?

Talvez. Com novas técnicas? Talvez. Com novos aparelhos e

tratamentos,Talvez. Com novas estruturas? Talvez.

Com preços competitivos?Talvez.

Mas continuam a trabalhar como trabalhavam.Nada há no

mundo que  não se actualiza, modernize, qualifique.

Em Portugal acaba-se e faz-de de novo? Acabar qualquer

coisa é facilimo. Construir qualquer coisa, não o é.Leva o

seu tempo. As suas voltas. Tem os seus riscos.

Somos muitos espertos, os primeiros em quase tudo,para

destruir. Os piores, para fazer. Os de menor seriedade e 

profissionalismo em tudo o que se faz!

Deixo uma imagem.Umas Termas a funcionar

em Budapeste. Estas, como muitas outras, com muitos clientes.

E com muita dignidade, coisa que falta aqui.

No Luso,um bom exemplo, destruiram-se as Termas com a 

venda das águas em garrafas! Com tudo o que isso implicou

e implica! E uma indignidade!!!!!!

publicado por Peter às 23:26

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Sexta-feira, 2 de Maio de 2014

MIRALINDA

 Miralinda, uma casa sem dono , abandonada num sitio

priviligiado do Luso.Um bom Museu, um bom Arquivo,

uma boa Biblioteca.Era um excelente aproveitamento

mas os autarcas...os autarcas parece que não existem !!!!

Melhor,melhor, é deixar cair o prédio!!!!!

publicado por Peter às 20:45

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