Terça-feira, 5 de Dezembro de 2017

FORMOSA À PIA

 

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 N ão é comprida nem larga, podia chamar-lhe beco, viela, mas quis a toponímica oficial que se chamasse rua e assim figura o nome na identificação ainda que se lhe não conheça a ponta onde se pega o início ou se prolonga o fim. Porém é antiga, dos tempos em que o Luso não passava de dois pequenos lugares na nascente da ribeira dos Moinhos. Um denominado da Igreja, a nordeste, o outro, de Além a sudoeste, ligados pelo antigo caminho do Sentido. Esta via seria então o caminho principal da povoação descendo da Igreja aos milheirais da linha de água que atravessava numa rústica ponte, para subir do outro lado até às traseiras da Pensão Portugal que nasceu muito depois. Cortando na perpendicular o que veio ser mais tarde a Francisco Grandela, atravessava depois a “futura” rua da Pampilhosa na garagem do Joaquim Rocha, estrada nascida nos tempos de Emídio Navarro, quando mandou executar a urbanização das termas do Luso, uma das mais velhas urbanizações com pés e cabeça levada a cabo neste país de improvisos. Tão bem planeada que ainda hoje subsiste a sua modernidade e não fosse a desordenada e anárquica gestão municipal a cercear a continuação do trabalho iniciado há mais de um século e continuaria a vila a ser um exemplo na história. A velha estrada ou caminho, no soco urbano, era pois parte do chamado caminho do Sentido, que entalado entre as traseiras da Portugal e as novas habitações, veio a ser, nos cem metros em causa, a rua Formosa à Pia dos dias actuais. Metros de percurso que continuavam a meia encosta pela Quinta do Viso, pelo posterior do Casal Filomena, pelo Vale da Ribeira, Curral Velho, Quinta do Sentido e Louredo, antes de existir a estrada actual para Sazes, Lorvão e Penacova. Claro que falamos de alguns sítios e lugares não existentes na altura e doutros que foram em paralelo surgindo com o desenvolvimento das Termas, o evidente motor do crescimento do sítio.

Se viajando no tempo voltássemos á tarde do dia 29 de Junho de 1628 assistiríamos à chegada dos primeiros obreiros do Convento do Buçaco á casa dos arcos que ocuparam na “Formosa à Pia,” assim chamada porque o primeiro piso assentava sobre arcadas, arquitectura típica dos seculos catorze e quinze. Chegados de Aveiro, eram eles Frei Tomás de São Cirilo, Frei João Batista e Alberto da Virgem, carregando consigo três cobertores para a cama, uns peixes para a boca e dez cruzados para o começo da obra. Mas logo a 25 de Julho seguinte se lhes juntaram Frei Bento dos Mártires, Frei António do Espirito Santo e o irmão flaviense António das Chagas, oficial de alvenaria. Foi dali que subiram diariamente à serra para preparar os terrenos e lançar a primeira pedra do edifício no dia 7 de Agosto do mesmo ano e nos finais do mês já os encontraríamos definitivamente instalados no Buçaco. A 19 de Março de 1630 deram por fim início á vida em comunidade.Da estadia no Luso ficou a casa até há bem pouco tempo, quando foi sobre ela erguida uma segunda e moderna habitação no cotovelo que junta em meia dúzia de degraus a Pia à rua da Pampilhosa.

Ora quando a partir dos meados do séc. XIX o Luso iniciou o seu percurso termal que curiosamente o município recusou em sessão de Câmara despoletando a solução duma sociedade por quotas, o crescimento deu lugar á construção de novos edifícios cujo número foi aumentando década após década, foi para a via do Sentido que foi aberta a porta da cozinha da Pensão Portugal na qual o proprietário incluiu uma taberna cujo balcão de atendimento dava para a mesma rua, viela ou travessa. O vinho para uso da pensão era porém guardado na cave em frente, em velhas pias de azeite que serviam de garrafeira improvisada empilhadas umas sobre as outras e onde o Adelino, jovem filho do casual taberneiro, de vez em quando juntava os amigos  em convívios petisqueiros que não seriam molhados a água da fonte, mas sim a vinhos da pia. E porque o álcool trepasse ou a moderação faltasseno equilíbrio dos corpos e das coisas, sucedeu que um dos convivas caiu dentro duma pia numa noite fria de Inverno, vendo-se grego o grupo para o levantar do assento, e no dia seguinte, já nas instalações do Luso Ginásio Club que funcionava no cotovelo do sul, resolveram rebaptizar a rua que ao tempo não tinha nome com a denominação de Formosa. Pudera!Mas Formosa era já a rua da Ti Nazaré atrás da Lusa ao Outeiro do Bodo , no outro lado, o da Igreja onde a Nazaré possuía  negócio de loureiro com uso de vários anos  e donde o Barraqueiro era decano com outros  frequentadores da Oliveira da Sorte e também palco que o Alves do Monte Novo não raro utilizava para declamar o seu “fufu carago, fufu” antes de subir Velal acima quando conseguia ultrapassar , ziguezagueando, a Fonte do Castanheiro. A solução foi acrescentar à pia a formosura e assim, no ano de 1958, numa tarde de sol, foi organizada a cerimónia do batismo começada e acabada com um discurso do Vladimiro , filho da D. Olga dos Correios e com a presença dos moradores do beco e convidados. Rua Formosa à Pia foi o nome sublinhado em honra á pia do azeite, consequência da bondade do vinho como a posteridade supõe e supõe bem, sem enoturismo e sem gralhas da politiquice.Cinquenta anosdepois,indo casualmente a uma sessão de Câmara a proposta oficial por um nome naquela artéria, concordou o executivo camarário unanimemente com a denominação e assim foi registada nos regulamentos toponímicos locais e nas placas que lhe dão hoje o suficiente identificar.

PS- Crónica escrita a pedido dum morador que forneceu dados essenciais sobre o assunto em razão de duvidosas questões sobre as origens do nome. Aqui fica a narrativa sobre o quanto é sabido da Rua Formosa, À Pia.

 

publicado por Peter às 08:11

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Segunda-feira, 4 de Setembro de 2017

FOI ABAIXO...

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Mais velha que todos nós, sem apelo nem agravo

foi abaixo por ordem da Câmara da Mealhada...

Sem hipóteses!!!!

Manda a democrácia !!!!

 

 

publicado por Peter às 22:04

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Domingo, 20 de Agosto de 2017

ENGOLIR SAPOS VIVOS

 

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Na sala de visitas das Termas do Luso , esta obra prima destaca-se

N o estranho mundo partidário, os barões, á boa maneira lusitana, candidatam-se aos lugares políticos num caricato absolutismo como se fossem representantes exclusivos da democracia, da sabedoria e do poder. Neste caso do poder, ele de facto está tão mal repartido e exercido que a rua é o seu lugar, a influência o seu exercício, a dependência a sua autoridade, a irresponsabilidade a sua filosofia, a traficância o meio.

Não bastando a falta de compromissos qualificados e quantificados perante os eleitores, uns candidatos de Pedrogão Grande, onde recentemente se representou uma tragédia nacional de graves consequências, “marimbaram-se” para os militantes partidários e escolheram-se a eles próprios para candidatos às eleições. Os militantes revoltados queixaram-se, com razão, que serviriam apenas para pagar cotas e a coisa veio nos jornais mercê da visibilidade actual daquele concelho. Parece ser o Costa que vai apagar o fogo!

Curiosamente, o mesmo se passou no partido que detém o poder no município da Mealhada. O candidato a candidato, ao mesmo tempo presidente cessante com quase quarenta anos de tarimbeiro, se é que isso significa alguma coisa, escrupuloso quando Lisboa democraticamente o associou a uma candidatura, acabou por meter a viola no saco e fez o que fizeram em Pedrogão, proclamou-se candidato sem a opinião dos militantes e  aval dos órgãos próprios, como primeiro referiu quando lhe convinha armar-se em democrata. Para os militantes  não foi um grande exemplo da democracia que se cultiva no seio destes açambarcadores de poder, arautos dum paraíso concelhio que não existe, apenas apregoam, com assessores que o erário  público paga a favor dos seus propósitos  políticos. Há exemplos. No dia 2 de Agosto, um cheiro nauseabundo de pocilgas percorria a Mealhada para receber os clientes da fileira do leitão, mas o fenómeno fica na gaveta das omissões, não vá prejudicar os candidatos que não mexeram uma palha para resolver a questão que se arrasta há muitos anos. Tal como escondem ou não divulgam os dados oficiais sobre o turismo no concelho, todos eles coincidentes no retroceder das receitas nos últimos anos, bem como da diminuição da oferta de quartos e outros serviços, uma resposta inequívoca à incompetência que grassa na política levada a efeito nesta matéria pelo edil do turismo, o próprio presidente da autarquia, ou a situação actual das Termas do Luso, onde os balneários, em pleno Verão e mês de Agosto estão praticamente “às moscas” como sói dizer-se e a terra é invadida por romeiros de fim-de-semana a que chamam turistas sim, mas de pé rapado e garrafões na mão que nada deixam de riqueza no local. Esta é de facto a triste realidade a que chegou o concelho com um edil do turismo mais apostado na omissão das verdades que na procura de saídas para os problemas grandes e graves que o município enfrenta. Bastam-lhe “barbaridades” gratuitas como o não destino turístico ou o acabar da marca Luso-Buçaco que tem século e meio de existência e que hoje pretendem substituir por Mealhada-Buçaco para fazer da sede do concelho aquilo que não é. Esta sofreguidão irracional só tem trazido prejuízos ao território e não pode ter futuro sustentado porque lhe falta exactamente a sustentação de meios. A massa crítica nesta matéria é muito pobre e aquela que existe, fruto dos 150 anos de actividade termal, reside nas termas e é cuspida para fora da carroça do poder. Os destinos turísticos não se fazem a martelo e a picão, como se pensa na autarquia, são fruto do meio, do tempo e da experiência que se adquire em anos e anos de trabalho árduo e cujo saber e cultura tem que ser respeitado e aproveitado. Aqui, em vez disso, delapida-se por inveja ou por ciúme o saber acumulado. A total irresponsabilidade!

Outro tanto é a incapacidade autárquica junto do poder central no sentido de fazer cumprir ou renegociar a concessão da água, cujo contrato, que envolve o desenvolvimento do complexo termal, não está a ser rigorosamente cumprido. Estratégia turística para o concelho não há e a única que funciona vem da aposta na área desportiva na sequência do Centro de Estágios, uma estratégia que nasceu no Luso e não na cabeça ôca dos autarcas camarários, como hei-de relatar.

Não contente com estes fenómenos o candidato convidou para o seu elenco partidário gente do PSD, o seu real inimigo, não se sabendo hoje quem é quem dentro das listas que amanhã irão a sufrágio nem os “complôs” que sustentam estas manobras “maquiavélicas”, troca-tintas de quem disse cobras e lagartos dum partido, o socialista. Jogos de traficâncias políticas ou de troca de favores em que o candidato é perito, dá-nos ensejo para pensar que o PSD tem duas listas, uma própria, outra por procuração, casos da Mealhada e o do Luso, onde o partido, por escolha do “candidato senhor e amo” e não das dezenas de militantes locais que pagam quotas, continua a apostar no PSD. Quem quiser votar no partido socialista neste concelho, tem pois que engolir sapos e lagartos para seguir as bizarrias dum eterno candidato que só cai com a cadeira.

Por sua vez a autarquia , infelizmente um dos maiores empregadores num município onde a riqueza é escassa e pouco retributiva, tem um orçamento apetecível para o meio e como tal é objecto das influências da polítiquice local, perante um pequeno círculo de vinte mil habitantes. Não é segredo para ninguém que os partidos fora da área do mando têm tido dificuldade em compor as suas listas, exactamente porque as pessoas se desculpam com o emprego precário deste e daquele familiar que as autarquias, as fundações, as seitas e outros compadrios mantêm á laia de favor. O medo de represálias, ainda que o voto seja secreto, vive-se, alimenta-se e impõe-se hoje, exactamente como nos tempos de Salazar, uma vergonha nascida da municipalização impreparada e imune a que assistimos e que funciona em roda livre e profissionalizada por amadores bem pagos. A democracia rasca ou de low- cost  onde a transparência é nula.

Tenho andado a escrever há muito tempo nestas meras crónicas pessoais que a Câmara nunca terá dinheiro suficiente para recuperar o Buçaco, e na semana passada, o candidato e ainda presidente de um mandato onde não fez absolutamente nada para além de manter em serviço as mordomias das festas, reconheceu perante o novo secretário de Estado das Florestas em visita á serra, que não tem esse dinheiro para recuperar o património do Estado, e não terá nunca acrescento eu, que ando neste mundo há tempo demais para acreditar em milagres e promessas de tarimbeiros relapsos. Patético, simplesmente patético, este reconhecer forçado duma realidade que logo na altura se mostrou á evidência não ser possível e cujo desfecho se ficou a dever á própria Câmara que recusou do Estado a comparticipação, optando por meter-se num sarilho donde não pode facilmente sair, um erro imperdoável que nos tem custado caro em termos financeiros e patrimoniais. Registe-se que por tal motivo esta é a única fundação que não recebe do Estado qualquer verba.

Para acabar, outra coisa que me cheira a mofo e bolor nestas fanfarronices eleitoralistas, são as comissões de honra, algo anacrónico num tempo desmultiplicado pela digitalização da fibra óptica, smartphones e hologramas! Quando era novo e participava na organização de bailes, presidiam o Messias, o Figueiredo, o Melo, uma garantia á virgindade que hoje não se usa por escassez de donzelas !  Esses remakes dos salamaleques e da camisa TV são fenómenos absolutamente desparasitados, faziam parte integrante do espirito dum Estado Novo que morreu velho ou não morreu.  Acho-as coisas obsoletas, doentias, expressão dum saudosismo que as sociedades actuais já não interiorizam nem com alma nem com razão. Como me cheira igualmente a traça e bafio aquela gente da minha terra que assume cargos políticos para bronzear os dourados e nem sequer abre a boca na defesa do lugar onde nasceu. Honradamente quem vai para pagar jeitos com a boca do silêncio, era melhor abster-se, também honradamente. Uma retrete em quatro anos é um péssimo serviço prestado e no entanto há quem goste!

 O mundo  mudou há muito tempo, aqui nada mexeu!

Luso,Portela do Picado, Agosto,2017                                Águasdoluso.blogs.sapo.pt

publicado por Peter às 18:07

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Terça-feira, 15 de Agosto de 2017

FOGO QUE ESPREITA

 

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Como se pode ver pela imagem a floresta selvagem 

frente ao Parque de Campismo do Luso  coloca em

perigo aquela estrutura turistica. Propriedade da

Câmara  da  Mealhada, este terreno , juntamente

com a Mata Nacional do Buçaco e os recentes fogos na

freguesia de Barcouço, ilustram bem as preocupações

e os cuidados que  autarquia dedica á protecção de

pessoas, de bens , de  interesses turisticos e

económicos do concelho.

Primeiro as festas e romarias que dão votos, depois

tudo o resto. Porém, vive-se no depois e não no antes.

Imagine-se o que seria se  esta não fosse uma

autarquia exemplar!!!!!!! (imagem de ontem)

 

 

 

 

 

publicado por Peter às 10:53

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Sexta-feira, 7 de Julho de 2017

FOGOS,LÁGRIMAS DE CROCODILO

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No ano passado o fogo andou por aqui. Foi obra dos deuses, se bem se lembram os leitores, de Hefesto e de Vulcano e por graça dos novos santos pastorinhos não chegou ao Buçaco. Ainda bem que assim foi, do mal, o menos, mas deixou amargos na boca e os habituais avisos para tomar cuidado com as brincadeiras do lume. Se então faziam quarenta e dois anos do ciclo infernal dos fogos, este ano fazem quarenta e três e ainda antes da chegada do Verão já se contam por muitos mortos e feridos as vitimas apanhadas pelo diabólico carrasco que entrou agora pelo chamado pinhal interior, é melhor dizer o eucaliptal interior e levou consigo vidas humildes de gente laboriosa e simples, o verdadeiro âmago duma pátria de madraços governantes.

Mas o que se fez do ano que passou para este no sentido de defender a gente e os bens? Nada. De facto não se viu fazer nada. De facto nada se fez. Como nunca se fez nada do que deveria ser feito. Ouviram-se lérias dos patéticos Martas deste recanto na televisão pública para dar lustro ao dourado dos galões e às fardas que falharam nos precipícios da vida e regateios de mais verbas aos políticos que aproveitaram para dormir até às próximas eleições. Assim o governo sustentou a barca na tumultuosa maré dos nossos dias e os municípios fizeram festas e regaram campos de futebol e golf como sempre tem feito, gastando o nosso dinheiro de mangueira na mão naquilo que é dispensável, mas na prioridade dos fogos, zero, um zero tão grande como na criação de riqueza sustentada.

Esta aliás é a imagem de todos os anos enquanto a floresta privada e pública gere em redor de si própria outra floresta de lixo ambiental e o eucalipto se continua a espalhar quase espontâneo por onde quer e pode perante um reordenamento por fazer.

Hefesto, o deus anterior ao esperto Prometeu roubando a chama, mete as labaredas na saca em cada fim do Verão e o fraco poder de quem o tem adormece como uma espécie de amigo do povo dominical esquecendo a desgraça alheia. É pois naturalíssimo que depois de quarenta e três anos seguidos a brincar, os factos se repitam e agravem perante a inércia crónica dos sábios da Lusitânia, sábios de língua, de mama e de gamela que se fartam de barafustar no fim de contas, na pobreza da lusa comunicação social de malfadada erudição. Suam as estopinhas, na retórica balofa amealhando fartos ganhos de pirosas redes privadas e públicas, uma rotunda lástima a que chegaram os canais que impingem aos portugueses televisão de baixa qualidade e cultura, algo ainda mais sujo que deprimente. Nisto levantam-se alguns contra o diabo a criticar a razão, mas esses ou são distraídos ou os beneficiários do sistema onde a falta de transparência nos avança canadairs ,sirespes, corrupção e comissões. E alguns free lancers  militantes que chupam no erário publico por via de empresas, instituições , organismos e serviços.

Como ninguém tem culpa dos fogos não há réus. Tudo depende dumas cotoveladas entre nuvens traiçoeiras, uns relâmpagos, umas faíscas sobre os tojos dos terrenos incendiando a mata ainda que se inventem os trovões. Quem pára uma descarga caída estrondosamente das nuvens? Ninguém. E como a farsa já tem anos deu lugar à epopeia do fogo que desta vez levou na sua frente seis dezenas de mortos, muitas mais de feridos, coisa que se remedeia com umas palavras de solidariedade, um secretário de estado a contar mortos e uns dias de luto com umas preces pelas boas almas que se foram, que se finaram numa fogueira que não é propriamente inquisição. Lágrimas de crocodilo!

Quem governa é indigno do povo que governa. Quem governa perdeu a dignidade após anos e anos de tragédias sem mexer uma palha para acabar este drama tremendo que nos envergonha e assusta. Quem governa talvez faça bons negócios na epidemia do fogo ou os dê com prazer aos clientes e amigos, mas por incompetência ou omissão condena anualmente populações indefesas ao martírio, ao sofrimento, á dor e à morte. Todos os governantes que tem passado por esta saga da desgraça e da destruição   tem sido indignos  do povo que lhe dá os votos. Há quarenta e três anos que sucede esta tragicomédia que agora culminou com o maior desastre de sempre. Sobre os mesmos inocentes de sempre. Sobre os mesmos portugueses de sempre.

O reordenamento do território e o planeamento, esse bicho monstruoso que resolveria o problema de vez, nesse ninguém tem a coragem ou a capacidade de mexer porque naturalmente irá tocar em interesses de lóbis de muita ilustre nata lusitana, a nata das influências, da clientela, dos amigos, dos compadres, da irresponsabilidade.

O poder actual, perdeu a capacidade de intervir, os partidos alinharam-se pelo poder do dinheiro e off shores perdendo o equilíbrio entre dois mundos diferentes, o dos fortes e o dos frágeis, ou mais concretamente entre os ricos e os pobres. Há por aí muita gente a viver á custa dos fogos perante um Estado que não cumpre os seus deveres. De nada valem as desculpas esfarrapadas de políticos comprometidos com o percurso assumido até aqui, cujos resultados á vista não podiam ser piores. De nada vale a romaria do governo aos locais do crime como quem pede desculpa, de nada vale a patetice dum presidente da Republica a pôr água na fervura no gelo da sepultura ou nas lágrimas dos sobreviventes.

O povo português não merece este descalabro, esta impotência, esta anarquia, este vazio permanente perante os problemas reais. Há que tomar outras medidas, como repete todos os anos o povo deste país, sem qualquer consequência.

Aqui para nós, na nossa pequena dimensão territorial, o Buçaco ainda não ardeu porque não calhou, mas lembram-se os leitores que ardeu um quadro raro de Josepha de Óbidos, um crime patrimonial que não teve responsáveis apurados. É pois muito provável que a Mata Nacional mais ano menos ano tenha o mesmo destino nas mãos dos amadores partidários que fizeram dela uma feira da ladra. Suja e cheia de mato, pronta a receber de mãos abertas um fogo mais agressivo a Mata é hoje, desde que acabaram com os guardas florestais, um espaço aberto ao pasto de curiosa gente, afinal de calibre igual às centenas de sábios que vegetam nas televisões. Até uma barragem no Vale da Ribeira foi riscada da protecção pelo fraco elenco camarário que temos, politicamente ignorantes das coisas do turismo como de florestas ou ambiente ou até da rega do Vale. Amanhã, quando arder, não haverá responsáveis pois este mundo democrático de curiosos está imune aos pagamentos de asneiras tal como está imune ao pagamento de custas judiciais e outras regalias de baronetes e morgados. Ainda que se saldem por dezenas de mortes e milhares de hectares de floresta ardida o património não conta, nem o físico nem o ético. Muito menos o do cidadão que existe para pagar impostos e alimentar  burocracia.

Luso,Junho,017                                  àguasdoluso.blogs.sapo.pt

 

publicado por Peter às 10:47

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Quinta-feira, 22 de Junho de 2017

“NOMINA SUNT CONSEQUENTIA RERUM”

 

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 Chamemos a isto seja o que for e demos-lhe o nome de democracia das coisas ao que muitos teóricos já chamam a post-democracia, aquela que nos chama periodicamente ás urnas como se fossemos ressuscitados de quatro anos de jejum , um acto estereotipado que começa  nas vésperas do dever ético do cidadão e acaba na noite dos vencedores apitando as charamelas pelos cantos do povoado. Uma democracia low cost , onde votar é uma performance psicológica que dura o espaço de tempo duma suja campanha eleitoral onde as figuras e as palavras se repetem, o comodismo se retracta, a promessa pacifica a vitima reduzindo-lhe o intelecto e capacidade e o homem se faz de herói antes de o ser num entrudo de interesses pessoais e duma classe política paupérrima a vomitar  cartilhas de oportunismo perante o insucesso da obra. Barões e baronetes partidários no meio dum neo-liberalismo ressuscitado a que se submeteu  conscientemente a Europa e a cultura ocidental mas que a maioria deles nem imagina o que seja ou para onde vai.

O paradoxo é que a participação do cidadão ou povo soberano , termina mesmo antes de começar, é nulo o activismo fora do bando partidário clubístico, é inexistente a clareza das ideias , dos actos e nenhuma a sabedoria . Vota-se no cidadão , no bigode ou na casaca , o mesmo cidadão que no tempo do império romano também não se discutia, impunha-se. Prometem-se paraísos entre festas pagas pela desgraça das vitimas  e, findo o festim , reparte-se o benefício pela irmandade dos eleitos. Só isso justifica que  Macron tenha chegado ao poder com quatro votos em cada dez franceses e á Assembleia nacional francesa com 32% por cento  de votos expressos. Os actores repetem-se, as cenas bisam-se e entre nós, quatro decénios depois duma revolução para modernizar as coisas, o cenário não melhorou , temos a mesma cidadania salazarenta da ignorância e do medo. O poder cultiva o engano e o silêncio e entope as leis na justiça. Ninguém pergunta  nem discute sobre os milhões  de euros que a comunidade europeia nos fez chegar ás mãos a custo zero nem sobre onde os gastaram os eleitos,  ou sobre as políticas que levaram o país á ruina e bancarrota, sobre a situação de  miséria e fome que pesa sobre dois milhões de compatriotas,  sobre a emigração dos jovens por falta de trabalho, sobre os que de mãos a abanar enriqueceram , sobre a corrupção que  cheira mal por todos os cantos , entre a qual a que levou a banca nacional á ruina que nos obrigam a pagar. Porque não se faz justiça neste país de cantadores domésticos onde parece haver gente acima de qualquer suspeita? Porque não funciona a justiça para imunes? Porque estão os mesmos galos sempre nos mesmos poleiros , morgados e barões da mediocridade que temos?

Estes e outros é que são os problemas concretos  e reais duma nação, os  que directamente nos afectam e que todos deveríamos ouvir a discutir na praça publica , pondo em causa decisões  e  as pessoas que protagonizaram e protagonizam a péssima gestão. Um complot de gente  e actos que nada tem a ver com os interesses comuns do povo português, cujos resultados desastrosos estão á vista. A ilusão passa de mandato em mandato, os tutores saltam de mão em mão e a natura selvagem para onde se caminha leva á sobrevivência de cada um, um salve-se quem puder!

Esta a via  do neo-realismo que a queda  do contrato social proporcionou arrastando uma Europa multicultural e pluralista, ética, moral e religiosamente, para um  abismo.  O poder que faz as coisas que a politica decide regressou aos interesses individuais, ao monopólio da riqueza, ao poder familiar, ao imobilismo , ao vazio das ideias, ao compadrio  dos partidos ou da maçonaria e renunciou ao humanismo, á sociabilidade, á justiça social que caracterizaram uma via de bem estar do mundo ocidental. Hoje, o povo soberano que fez um pós-guerra de esperança, ou o povo que mais ordena das líricas revoluções cada vez mais esvaziado de conteúdo humano, como bem refere o Papa da  igreja católica romana, sem direitos regulados , volta á escravatura do trabalho mal pago, quinhentos euros oferecem a Câmara de Coimbra e o Sr. Pingo, voltam á austeridade diária, à  descriminação, ao desemprego , á xenofobia perante Estados que perderam a capacidade de controle sobre o reequilíbrio entre o mundo do capital e o mundo do trabalho , um novo poder que deixou em roda livre o poder da exploração, das desigualdades e das assimetrias. Alguns incluem nisto o populismo , um populismo armadilhado por uma direita xenófoba que não sabe verdadeiramente para onde ir. De qualquer modo um trabalho de meio século que o ocidente perde em meia dúzia de anos. Um trabalho que a igreja católica aproveita porque também ela bebe da mesma cultura que construiu o mundo ocidental e espalhou por algumas partes do globo.

Na França, a geringonça dos partidos perdeu a guerra. As pessoas fartaram-se das tretas, da corrupção, da falta de emprego. Das esquerdas ás direitas, foram varridos pelo novel Macron, sem apelo nem agravo.

Por cá porém  o banquete continua e porque estas crónicas são preferencialmente locais , é oportuno ilustrar o que acontece todos os dias com a politicas(?) eleitorais dos nossos representantes. É assim a história simples dum amigo igual a muitas.

O meu amigo não é novo, tem netos e entre esses netos um é autista. Conheço o problema, conheço a criança e por alguma experiência e conhecimento sei quão doloroso , trabalhoso e melindroso é este assunto. E penso que o rapaz, é dum rapaz que se trata, poderia  aprender a falar, a escrever, a ter amanhã uma vida quase normal com aprendizagem  especializada. A família tem procurado  auxilio , mas o ensino público não tem resposta e os deuses do privado,  querem dinheiro, que o meu amigo nem a família tem. Por isto , esta criança amanhã , o que vai ser ou fazer? Fica a pergunta, mas devo acrescentar que não é caso único no município da Mealhada , casos que a Câmara se tem limitado a tratar  em algumas reuniões de que nada resulta para lá da retórica balofa de ignorantes do assunto . No ensino oficial que lhe dão, o único professor ensina a turma ou o autista , claro que deixa o doente á sua sorte porque não o pode atender , nem está preparado para responder ao desafio que a escola lhe propõe.

O que lamento, porque sou cidadão do município, e porque estamos em pré-campanha eleitoral, é que a Câmara da Mealhada tenha 14.000 (catorze mil euros)para pagar a um  cantor , 14.000 euros entre canto, músicos e comissionistas, e não passe de  reuniões ensaiadas para  colocar notícias em jornais na resolução dos problemas reais da população  como é o caso do autismo. O que lamento é que a câmara da Mealhada, o concelho onde resido, tenha centenas de milhares de euros para gastar em festas e foguetes em prol de duvidosos objectivos e se esqueça de quem precisa.

Todos os órgãos duma Câmara se deviam envergonhar ao delapidar o dinheiro do erário público e do cidadão em decisões politicamente erradas e eticamente vazias. Primeiro a cançoneta ou  primeiro a cidadania?  No meu entender,  isto não é política mas abuso de poder e não quero chegar ao ponto de lhe chamar corrupção, cada um julgará por si.  Com o dinheiro dos outros é fácil  fazer boa figura mas muito mais fácil fazer uma péssima figura. Uma figura inútil, desumana, leviana, de discutível moral. Sabendo a quantidade de festas que fazem as autarquias país fora para angariação de votos á custa do dinheiro dos nossos impostos, chamo a isto um esbanjamento abusivo da riqueza publica. Um mal licenciado pelo silêncio dum poder de governar que parece não existir  e se fica pelo conforto do gesto discricionário desse poder , pondo  em definitivo de parte o exercício político.

Um poder que, com a regionalização que se desenha, vai trazer um caos discriminatório ao país e ás pessoas.  

    ª( Titulo:Os nomes são consequência das coisas)                 Quinto All Mare,Génova,Maio,2017

 

 

publicado por Peter às 15:36

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Domingo, 28 de Maio de 2017

O CANDIDATO EGOISTA

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 A  PROPÓSITO DUMAS PALAVRAS A UM JORNAL

( Declarações do Presidente da Câmara da Mealhada ao Jornal da Bairrada on line que ao que se diz é subsidiado pela própria câmara ))

 

È interessante ler esta entrevista política dum homem responsável que se tornou um político irresponsável. O que aqui diz ou manda dizer pelo assessor que pagamos com os nossos impostos, deve ser para brincar na cara do cidadão e o do Luso, que me toca porque ali vivo e como dali sei, passa as raias da imbecilidade política. O descaramento politico é tamanho que leva a dizer o contrário do que na realidade  se passa e quem conheceu as Termas e as vê hoje sabe que são completamente irreconhecíveis. Aquela que já foi a maior freguesia empregadora do concelho, hoje não tem um emprego para oferecer a ninguém. De facto, nunca assim esteve em 165 anos de termas.

O Salvador do Luso, como já foi etiquetado o candidato á camara da Mealhada , de quem infelizmente a freguesia depende, começou a campanha eleitoral e a única coisa séria que devia fazer era calar-se ir-se embora pois envelheceu e com ela, ao que parece, as capacidades para ocupar o lugar político foram-se e sobreveio-lhe um onda para elogiar não o Trump, mas uma coisa parecida.

Ironicamente, o Luso deve  agradecer–lhe a riqueza em que vive, como confessa o próprio, referindo-se à fundação Bissaya Barreto, os únicos empresários  da terra que lhe mereceram preocupação e o apoio da Câmara, apesar dos lucros, se os tiverem, irem para Coimbra. Devemos agradecer-lhe igualmente o posto de Turismo, pois pelos vistos, confirma o próprio, seria sua intenção fecha-lo, substituindo-o pela aberração dum turismo na Sede do concelho onde os visitantes são tantos que ninguém consegue entrar. Já sabíamos que a intenção era essa , fechar o posto desde que o turismo é turismo e que existe na região  centro, o Luso, o Buçaco, a Curia, a Figueira da Foz. A tacanhez concelhia , aquilo a que eu chamo falta de sentido ou de cultura critica e amor ao chão do berço, apaga a grande cidade e o candidato afirmou que este Luso Buçaco deixou de ser um recurso turistico, vá-se lá saber o que o é, se o não é também a Curia , Monte Real ou a Figueira, o autarca o saberá. E decreta por seu punho e voz publicamente tal qual lhe parece a coisa.

Quer o Luso quer o concelho, parece que devem agradecer a defesa das Termas a este homem que um dia começou por ser seu defensor  com arruadas abrilinas e dias depois trocou a defesa politica das mesmas Termas por serviços prestados ao proprietário termal.  Disse tudo.O Luso deve-lhe agradecer a defesa do Bloco da Fisioterapia, suou estopinhas para defender a sua permanência na vila face á sua total transferência para a Mealhada. Mente quando diz que fez a reabilitação urbana do Luso ou construiu a nova Escola , não foi ele, foi o exercício anterior, no Luso o candidato fez uma retrete pública na melhor entrada do Lago , nos quatro anos de mandato.

O Luso-Buçaco deve-lhe agradecer a representação digna que tinha nas Feiras de Turismo de Lisboa ou de Madrid ia por sua mão e agora já não vai , porque foi agora apeado pelas  maravilhas mealhadenses, uma estúpida representação de turismo que só poderá existir na sua cabeça de político, pois na realidade  o leitão é gastronomia, o vinho enologia e a água é para beber. O que será pois

turismo para o político, a lagoa da Antes ou o odor das pocilgas da Mealhada?

Porque as Termas foram encolhidas, praticamente extintas com  licença camarária, o Luso deve agradecer-lhe consequentemente, o fecho dos bancos, dos correios, das pensões, dos negócios onde nem os chineses se seguram no lugar! O senhor candidato esqueceu o que fez enquanto presidente ou não se lembra que além de festas não fez mais nada ? Quando na campanha anterior prometeu apoio ás pessoas, queria dizer fazer festas, homenagens, heróis, ilustres, sábios, condecorados ?

Valha-nos Deus , valha-nos Zeca Diabo! Enganou-se completamente com a experiência política que adquiriu onde andou pela mão partidária que apoia e não apoia,  agora até cá traz um primeiro ministro do qual foi opositor quando se candidatou a secretário geral do seu partido. Ou não será o seu partido? Para secretário nacional não servia, agora serve para lhe branquear a imagem. As voltas que o teto dá para se manter empoleirado. Não tem sentido, não é a figura política que o Luso ou o concelho precisam.

Mas continuando, as Termas  devem agradecer-lhe o cinema , a ruina que está a cair. O dinheiro que recebe da freguesia por litro de água vendido não é suficiente para reconstruir o velho Teatro Avenida?  É suficiente para o da Mealhada, da Pampilhosa e para o Luso , não é ?  Não  pagamos impostos como os outros ? Somos cidadãos de segunda, ou o candidato anda a fazer de nós parvos? Mantem o segredo da política por onde gasta o dinheiro que recebe do litro de água vendido, que fique claro,  foi o Luso que lho deu para gastar prioritariamente na freguesia. Se não se lembra, eu conto-lhe a história . E o Luso não sabe, não é informado, não merece que lhe diga onde é gasto, e nem um tostão cá deixa?  E mais, o candidato sabe que não tem direito a ele, a empresa pode retirar-lho a qualquer momento que a concessão é do Estado, não da Câmara.
O Luso deve agradecer-lhe ainda a ruína da casa da Miralinda, da Avenida do Castanheiro, ou o incentivo ao Centro Social Nocturno, o acesso ao parque de campismo , a piscina dos campistas ou o parque de estacionamento...e a quinta do Alberto.

O Luso, senhor candidato , o Luso e Portugal, devem agradecer-lhe o crime patrimonial que andam a perpetuar no património comum que é a Mata Nacional do Buçaco. Não pergunte o que seria a Mata sem a Fundação, caro candidato, pergunte o que é o Buçaco com a fundação partidária que ali foi montada. Aqui, o caro candidato não sabe o que é o Buçaco, não sabe o que é património florestal, não sabe o que são os interesses do município onde mora. Pelos vistos vai ao hotel de carro e poucas vezes , pois não consta que seja cego.

Tenha vergonha de defender o estado miserável em que se encontra a Mata do Buçaco e o perigo de destruição que corre. Tenha vergonha, caro candidato , a Mata não é da Câmara da Mealhada, a Mata é Nacional e o senhor gasta o dinheiro que é nosso, que devia gastar em prol do munícipe naquilo que não nos pertence, mas sim a todos os portugueses e como tal são todos os portugueses que o devem pagar. E ainda que o quisesse fazer o seu dinheiro não chega, sabe-o tão bem como eu , e que nunca chegará. O senhor candidato promove a destruição do património Buçaco com consciência  politica plena do que está a fazer. Tem prazer ? Não sei , mas  não venha com amuos sobre os  plantadores das árvores, que se  saiba não actuam sem receber e muito menos os empresários dos mesmos , ou os que os trazem cá!! Nem os anjos do purgatório que ainda não tem o céu, vão hoje nessas campanhas dos tagarelas políticos. Está a fazer do eleitor ignorante? Mas isso era até de menos importância, não fosse a destruição da Mata Nacional que talvez nunca tenha passado por dias tão amargos como os de hoje , por que a única realidade é esta, o ciclone foi há quatro anos e a  Mata não foi recuperada. O resto é retórica partidária e de quem vence para o efeito rendimentos milionários e não apresenta serviço. Somos nós, o cidadão, que pagamos, caro candidato.Sim nós, o cidadão que ganha quatrocentos, seiscentos, oitocentos euros por mês e paga ás fundações cinco mil euros mensais para não apresentar resultados.

Isto que lhe digo pensam as pessoas e não lho dizem porque tem medo de represálias. Não da prisão, pior, é de não ter empregos ou de os perder. De perder os parcos salários que recebem para governar as famílias e pagar ao mesmo tempo vencimentos milionários a clientes partidários para fazer asneiras. E não vivemos no 24 de Abril, vivemos num 25 de Abril que nos custou a ganhar. Olhe por si e vá-se embora, era o melhor que fazia , além de politico era político e homem. Não venha outra vez de porta em porta enganar as pessoas através da gente simples que procura ou de agentes da igreja onde não vai ,para esses actos de campanha como um evangelizador a dar-nos o paraíso. O senhor candidato sabe que não fez nada, nem no Luso nem no concelho e nada vai fazer porque o país não tem dinheiro para um regabofe igual aos primeiros apoios comunitários que nos levaram áo déficit e á divida.

O partido que tão mal representa, tem que mudar de processos porque tem gente séria nova e capaz de trabalhar com afinco e dignidade em prol da população concelhia. O mundo vai mudar. O seu tempo passou, não espere que a cadeira se quebre como aconteceu ao outro. E como salvador do Luso, caro candidato, eu até sou seu amigo, vá pregar para outra freguesia porque só quem não conhece o Luso pode avaliar o achincalhar que o meu amigo faz nas afirmações politicas na cara das pessoas. Esta terra merece respeito , mais que o seu prazer brincalhão. Em política, não lhe perdoo o que faz á  minha terra e ás pessoas que ainda nela acreditam e na sua esperança de futuro.Porque o futuro continua, caro candidato , nem o candidato é o futuro nem o futuro acaba em si. E até o Luso e o concelho, hão-de continuar .

Não continue a mata-la ! Tem sido um péssimo mandato, caro Presidente !

PS-Ah, esqueci-me duma coisa , amigo salvador de pátrias, obrigado pela ótima secção ou polo da Escola Profissional que está a funcionar no Luso. Desculpe ,  já esquecia esta obra exemplar !!!

 

publicado por Peter às 15:09

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Quinta-feira, 18 de Maio de 2017

PÁSCOA ; UM FANTÁSTICO FOLAR

 

DSCN4316[1].JPG

Uma imagem eloquente da Câmara da Mealhada...

 Finalmente a época pascal trouxe ao município um fantástico folar. Ainda as eleições vem no adro, em Outubro, mas o cesto dos ovos começa cedo  a encher, as galinhas poedeiras, rijas como um galo de idade já proveta, depois de quatro anos de fome deitam  fartura pelo rabo, uma espécie de multiplicação dos pães na época da ressurreição do Senhor, um milagre depois de quatro anos sem dinheiro e sem ideias , tirado da cartola  dos estrategas políticos  do concelho. As obras futuras que têm sido anunciadas na imprensa da região são tantas em quantidade e volume de custos que num país em crise e a viver na corda bamba duma divida tolerada é provavelmente  impossível a sua concretização!

Excluindo uma mina de ouro ou poços de petróleo descobertos no município, coisa que não aconteceu, só o melodrama dos votos pode justificar este empanturrar do eleitor com promessas  que o tempo dirá são balões de oxigénio para manter no poder o mesmo poder.  De resto, simples contas de somar e subtrair transformam a fartura das obras em  propaganda política, não se sabe se paga se gratuita, embora custe acreditar que a imprensa regional, vivendo ela própria a balões de oxigénio, se preste a um serviço sem retorno que lhe compense os gastos próprios. Adiante!

No caso destas permanentes notificações induzidas, que custam caro ao eleitor pelos jornais e assessorias de pré-campanha , cabe sempre o anúncio da recandidatura dum Buçaco extremamente degradado a património da Unesco denunciando a falta de transparência e  o engano, não existindo honestidade política neste desfraldar de bandeiras, visto que se trata de anunciar como novo aquilo que já tem barbas, retirando aos eleitos de 2004 a iniciativa do início do processo e a sua inclusão na lista nacional de candidatos a partir daquela data. Agora, limitam-se a relembrar a inclusão no Buçaco na lista entre comes e foguetes como novidade,  muito mal pareceria se o não fizessem como simples gestão  do dia-a-dia da Câmara, mas fazer de nós, eleitores, parvos ou ignorantes, ultrapassa a honestidade da politiquice caseira tomando-nos por esquecidos, tolos ou  bom campo de ludíbrio.

São os foguetes supérfluos, o logro e a sem vergonha política do pequeno poder local. O mérito se o haveria de haver, não está com esta gente mas com quem promoveu esse primeiro passo, porque o seguinte, o dossier de candidatura, nunca ninguém o entregou, continua aguardando entre as teias do edifício municipal pelos primeiros passos, embora já tenham sido, também na senda do mesmo logro, anunciados.

Mas voltando ao assunto inicial, convém perguntar porém onde vai buscar a tesouraria municipal verbas para uma Etar, dois mercados municipais, um edifício novo para Paços do Concelho, a remodelação duma escola Secundária, um teatro em fase de acabamentos, obras na Mata Nacional, a manutenção do Palace Hotel, etc,etc?

Palavra que as contas são difíceis de fazer , mas tornam-se fáceis em ano eleitoral, pois prometer não custa nada. Se o anterior mandato foi destinado às pessoas e se gastou o dinheiro em rijas festas, este irá ser destinado às obras e já se gasta em foguetes. Porque obras, obras, só  o aumento da etar ou uma contrução nova , a única coisa prioritária deste vasto e grandioso plano, poderá levar as disponibilidades autárquicas ao rasoiro das gavetas e esperar comparticipações  de fundos europeus vai ser uma lotaria duvidosa num Portugal que continua a necessitar de gerir rigorosamente os gastos e aumentar a riqueza com investimento reprodutivo. Como as autarquias não reproduzem nada, pergunta-se se isto é um festival de hipóteses, intenções e de moedas ao ar, questão de caras ou coroas.

O único sentido destas obras, diga-se, passa por dilatar em futuros mandatos políticos a sua execução e espalhar perfume de rameira na pré-campanha, onde nem sequer há uma oposição capaz para denunciar um poder que há trinta anos repete a mesma cartilha e hoje arruína as duas principais riquezas de contexto europeu que existem no pequeno município, o Buçaco e as Termas. É o chauvinismo concelhio, outra asneira dos políticos redutores que temos tido, ser ainda mais pequena a cabeça que o território e não ter oposição ou tê-la para dizer ámen por qualquer razão incógnita. Política sem opositores é uma casa sem mulher e pensar que tudo estará bem no silêncio que se escuta é o pior  sinal da podridão dum sistema.

Temos ainda presente a trama antiga que só a queda da cadeira conseguiu alterar nos seus alicerces dogmáticos. Hoje, na mesma esfera de limites, agarram-se à cadeira como as lapas às rochas das marés, gabam-se e festejam-se a si próprios e chegam à vergonha de afirmar que vão a jogo se...se decidirem por todos, se escolherem os outros, se mandarem por todos , uma maneira de armar em democracia pessoal quando Lisboa é que manda. Este condicional democrático que foi a democracia do que foi e é a democracia do que é, tem pouco suco para dar, está gasta e corrompida, precisa de ideias, de mudança, de seriedade  e de valores . É o regime que apodrece, não a política em si.

Estas exigências baronis, filtradas por funil de latoeiro em desuso, juntas com  afirmações irresponsáveis sobre o não destino turístico do Luso e do Buçaco feitas pelo edil do pelouro e suposto candidato aos microfones duma rádio , seriam suficientes para não ter condições para se recandidatar ao lugar que ocupa e que mediocremente exerceu no mandato que termina. Mas o concelho é frágil, dependente e pouco temerário na escassez da massa crítica de que enferma e dos empregos que distribui. Vivemos em brincadeiras de mau gosto onde se faz duma arte, a da política, uma mascarada de entrudos , onde nem uma oposição que tem o dever de se afirmar pelas suas próprias causas e soluções, existe  no terreno. Que razões estarão por trás deste aneurisma alguma vez se saberá?

PS. Cabe referir igualmente a inutilidade duma Asembleia Muncipal controlada pelo executivo, totalmente incapaz de dar uma para a caixa no concerto municipal . Entre afectos e do contra parecem da mesma confraria !

Quinto  ,Abril,2017                      Águasdoluso.blogs.sapo.pt

 

 

 

publicado por Peter às 13:24

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Domingo, 5 de Março de 2017

AS TERMAS

CSC_0110[1]

N  este mês de Fevereiro as Termas do Luso mudaram de dono mais uma vez. Não sei se mudar de dono será o termo apropriado para sublinhar o fenómeno, pois um acontecimento contrário havido há poucos anos desmembrou a estrutura accionista da empresa em duas metades imperfeitas, metades essas agora devolvidas ao primitivo estado, ou seja, á posse do proprietário original, a sociedade das águas. Leva-nos a crer que tudo não passou de arranjos e desarranjos nas barbas dum poder político falido, um “trinta e um de boca” como diz o português, dada a aparente facilidade com que tudo se faz e se desfaz nas mãos do concessionário sem intervenção do concessor. Na prática um gestor que nunca fez falta á terra foi-se embora e outro que mantem algumas ligações á terra tomou conta da gestão, segundo as nossas fontes provisoriamente e dentro dum acordo que retira a propriedade termal a essa gestão independente através do ex-hotel das termas.

Na situação precária em que está a estância no que diz respeito a utentes e serviços prestados, este passo é mais um episódio da saga dos balneários que tinham os mil e seiscentos utentes que com frequência relembro antes da “requalificação “ ( já teve quatro mil)  e hoje nem atingem o número de seiscentos depois da “requalificação.” O desastre está na clara evidência dos números dêem-lhes as voltas que quiserem os intervenientes.

Se algo de positivo se sentiu em redor desde acto empresarial foi o recato, o pouco alarido em volta da questão, o que tanto pode significar coisa nenhuma como significar alguma prudência no assumir dum novo estilo, por falta de perspectivas ou definições sobre o futuro ou, como seria bom para o território, o enveredar cautelosamente por cumprir o contrato de concessão e ressuscitar o complexo termal e as valências que sucumbiram no investimento requalificativo, três milhões comparticipados a mais de setenta por cento pela CEE e não três milhões do bolso da empresa como quis fazer passar o seu orador oficial no acto testemunhado.

Se assim não for, será mais um passo em falso na valorização das termas e de todo o território municipal e este reassumir dum protagonismo na matéria não terá peso nem medida no tecido económico envolvente. O território, perante a incapacidade política de trinta anos de poder, precisa tanto das termas como de gente nova com massa cinzenta que desafie a estagnação existente e procure vias diferentes para o seu desenvolvimento,  bem situado mas perpetuamente  carente de ideias , desafios e apostas certas.

Nas termas, é a sociedade das águas quem recolhe o único proveito da maior riqueza existente no subsolo local mercê da concessão que tem do Estado Português e que, quer pelo contrato, pela legislação ou por simples dever ético deveria ser o motor do desenvolvimento local através da área que dirige e explora. Isso que faz parte da concessão de qualquer bem público e não tem sido cumprido, destruiu a vila termal, desfez empregos, fechou quartos e unidades de alojamento, arrasa o pequeno comércio, com a activa cumplicidade duma autarquia apostada numa política destrutiva. Em pouco tempo se acabou com o sonho dum homem sério e de visão, o único nascido neste concelho, Costa Simões, um pioneiro de olhos abertos e com amor e interesse pela sua terra.

No recente ato pronunciado, algumas palavras dos responsáveis terão pretendido dar garantia aos eventuais protocolos existentes, presumimos uma abertura ao exterior. São palavras apenas, oxalá esses desígnios sejam cumpridos e as estruturas termais não se venham a transformar num complexo privado ao serviço da unidade hoteleira que o abrigou, deixando o pouco que resta da vila termal ao abandono. Uma coisa é certa, enquanto o concessionário termal não der sinais doutra postura e prática consoante os deveres contratuais que englobam águas e termas, a pouca credibilidade mantem-se, as termas serão o anedotário em que se transformaram e sem investimentos e uma gestão criteriosa e agressiva continuarão a não trazer clientes como vem acontecendo.

De facto, se a concessionária, único beneficiário do bem que é a água da mina , não investe para lá da água engarrafada, quem irá investir num amanhã em que o próprio explorador do possuído não acredita?

Como o poder artesanal que nos governa, local e o nacional que é responsável pela concessão, e não a autarquia Câmara através do logro que faz passar por aí, estão por qualquer razão adormecidos, apenas as palavras proferidas no acto da mudança, ouvidas e escritas nos pequenos jornais locais deixam uma mínima nesga de profética esperança no sentido de que alguma coisa possa mudar no estabelecimento termal que venha a ter alguma repercussão positiva no município.

PS- A propósito de município, gostava de sugerir um peditório entre todo o cidadão deste concelho a favor da Câmara Municipal com o fim de ser utilizado na reposição dum vidro da cúpula da Fonte de S. João, um vidro que se encontra partido e estilhaçado há um ano, pois pelos vistos a autarquia não tem dinheiro para o comprar e mandar repor no sítio. Em simultâneo aproveitavam para pintar de azul o nojento rebordo da mesma cúpula que se encontra impróprio para ser visitado por qualquer turista ou cidadão. Como os autarcas não têm vergonha eu próprio colocarei á disposição, se necessário, uma lata de cinco litros de tinta para o efeito. É quanto basta!

Luso,Fevereiro,2017                                                                   

 

 

 

 

 

 

publicado por Peter às 22:36

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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017

AINDA O CINEMA

cinemavelho.jpg

Ora aqui  temos, ainda que de fraca qualidade, uma

imagem original do Cine Teatro Avenida do Luso

construído na primeira metade do século passado por

emigrantes do Brasil.

Como se vê é um belo edificio que caracteriza uma

época com uma arquitetura própria e exclusiva para 

casas de cinema das quais existem dois ou três

exemplares em Portugal.

A Cãmara da Mealhada é  hoje o proprietário do

imovel, comprou-o há alguns anos. Completo. 

Foi  nas suas mãos que começou a ruir, hoje o

telhado da zona do palco está em franca queda

e todo o  resto ameça súbita ruína. 

Depois de ter reconstruído  os cinemas de Mealhada

e Pampilhosa que não sua pertença, a mesma 

autarquia deixa cair o das Termas, que é de seu

património.

Porque comprou a câmara o imóvel ? 

Se não era para reconstruir que outras razões e 

interesses levaram á efectivação do negócio?

Numa câmara tão exemplarmente gerida para

que servem as ruínas como esta, como a Junta

Nacional do Vinho, entregue ás ratazanas, como

uma antiga fábrica de cerâmica na Pampilhosa

só com paredes exteriores de pé?

Será gerir bem gastar o dinheiro do municipe

desta maneira ? E para que serve o milhão de

euros gastos nas àguas de Coimbra ou um

milhão e meio para a Mata Nacional do Buçaco,

que é património alheio?

Tudo isto deixa muitas interrogações no ar,

é pena não existir uma oposição  que esclareça

estas questões junto do poder local.

 

 

 

publicado por Peter às 18:12

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