Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017

SOBRE ACÁCIA

RSCN5195[1].JPG

João(Genina) sobre acácia , cortando a vinte metros

do solo. Hoje , manhã de 25 , Agosto,Vale de Pires.

Com precisão e segurança.

publicado por Peter às 21:25

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Domingo, 5 de Março de 2017

AS TERMAS

CSC_0110[1]

N  este mês de Fevereiro as Termas do Luso mudaram de dono mais uma vez. Não sei se mudar de dono será o termo apropriado para sublinhar o fenómeno, pois um acontecimento contrário havido há poucos anos desmembrou a estrutura accionista da empresa em duas metades imperfeitas, metades essas agora devolvidas ao primitivo estado, ou seja, á posse do proprietário original, a sociedade das águas. Leva-nos a crer que tudo não passou de arranjos e desarranjos nas barbas dum poder político falido, um “trinta e um de boca” como diz o português, dada a aparente facilidade com que tudo se faz e se desfaz nas mãos do concessionário sem intervenção do concessor. Na prática um gestor que nunca fez falta á terra foi-se embora e outro que mantem algumas ligações á terra tomou conta da gestão, segundo as nossas fontes provisoriamente e dentro dum acordo que retira a propriedade termal a essa gestão independente através do ex-hotel das termas.

Na situação precária em que está a estância no que diz respeito a utentes e serviços prestados, este passo é mais um episódio da saga dos balneários que tinham os mil e seiscentos utentes que com frequência relembro antes da “requalificação “ ( já teve quatro mil)  e hoje nem atingem o número de seiscentos depois da “requalificação.” O desastre está na clara evidência dos números dêem-lhes as voltas que quiserem os intervenientes.

Se algo de positivo se sentiu em redor desde acto empresarial foi o recato, o pouco alarido em volta da questão, o que tanto pode significar coisa nenhuma como significar alguma prudência no assumir dum novo estilo, por falta de perspectivas ou definições sobre o futuro ou, como seria bom para o território, o enveredar cautelosamente por cumprir o contrato de concessão e ressuscitar o complexo termal e as valências que sucumbiram no investimento requalificativo, três milhões comparticipados a mais de setenta por cento pela CEE e não três milhões do bolso da empresa como quis fazer passar o seu orador oficial no acto testemunhado.

Se assim não for, será mais um passo em falso na valorização das termas e de todo o território municipal e este reassumir dum protagonismo na matéria não terá peso nem medida no tecido económico envolvente. O território, perante a incapacidade política de trinta anos de poder, precisa tanto das termas como de gente nova com massa cinzenta que desafie a estagnação existente e procure vias diferentes para o seu desenvolvimento,  bem situado mas perpetuamente  carente de ideias , desafios e apostas certas.

Nas termas, é a sociedade das águas quem recolhe o único proveito da maior riqueza existente no subsolo local mercê da concessão que tem do Estado Português e que, quer pelo contrato, pela legislação ou por simples dever ético deveria ser o motor do desenvolvimento local através da área que dirige e explora. Isso que faz parte da concessão de qualquer bem público e não tem sido cumprido, destruiu a vila termal, desfez empregos, fechou quartos e unidades de alojamento, arrasa o pequeno comércio, com a activa cumplicidade duma autarquia apostada numa política destrutiva. Em pouco tempo se acabou com o sonho dum homem sério e de visão, o único nascido neste concelho, Costa Simões, um pioneiro de olhos abertos e com amor e interesse pela sua terra.

No recente ato pronunciado, algumas palavras dos responsáveis terão pretendido dar garantia aos eventuais protocolos existentes, presumimos uma abertura ao exterior. São palavras apenas, oxalá esses desígnios sejam cumpridos e as estruturas termais não se venham a transformar num complexo privado ao serviço da unidade hoteleira que o abrigou, deixando o pouco que resta da vila termal ao abandono. Uma coisa é certa, enquanto o concessionário termal não der sinais doutra postura e prática consoante os deveres contratuais que englobam águas e termas, a pouca credibilidade mantem-se, as termas serão o anedotário em que se transformaram e sem investimentos e uma gestão criteriosa e agressiva continuarão a não trazer clientes como vem acontecendo.

De facto, se a concessionária, único beneficiário do bem que é a água da mina , não investe para lá da água engarrafada, quem irá investir num amanhã em que o próprio explorador do possuído não acredita?

Como o poder artesanal que nos governa, local e o nacional que é responsável pela concessão, e não a autarquia Câmara através do logro que faz passar por aí, estão por qualquer razão adormecidos, apenas as palavras proferidas no acto da mudança, ouvidas e escritas nos pequenos jornais locais deixam uma mínima nesga de profética esperança no sentido de que alguma coisa possa mudar no estabelecimento termal que venha a ter alguma repercussão positiva no município.

PS- A propósito de município, gostava de sugerir um peditório entre todo o cidadão deste concelho a favor da Câmara Municipal com o fim de ser utilizado na reposição dum vidro da cúpula da Fonte de S. João, um vidro que se encontra partido e estilhaçado há um ano, pois pelos vistos a autarquia não tem dinheiro para o comprar e mandar repor no sítio. Em simultâneo aproveitavam para pintar de azul o nojento rebordo da mesma cúpula que se encontra impróprio para ser visitado por qualquer turista ou cidadão. Como os autarcas não têm vergonha eu próprio colocarei á disposição, se necessário, uma lata de cinco litros de tinta para o efeito. É quanto basta!

Luso,Fevereiro,2017                                                                   

 

 

 

 

 

 

publicado por Peter às 22:36

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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016

LUSO,ÁGUA IMPRÓPRIA

fontecapela.jpg

Há dias em que um morador  do Luso não resiste !!!

Há  meses Câmara e Freguesia foram alertadas para a

possibilidade da água da fonte  de S.João, donde sai

abastecimento público e doméstico, estar inquinada...

Parece que ninguém ligou, ninguém quis saber !!!

Abafaram!!!

Seis meses depois , na Delegação de Saúde o relatório

exposto classifica-a como IMPRÓPRIA.

Faltam os relatórios dos meses anteriores, adivinha-se porquê....

Depois das Termas, da Mata Nacional do Buçaco, dos maus

cheiros ambientais, só faltava a água inquinada para acabar

com a terra...

Onde estão os políticos para defender o Luso?????

publicado por Peter às 18:01

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Segunda-feira, 17 de Agosto de 2015

POSTAL 1945

largo.jpg

Velho postal da década de quarenta do século passado

com imagem do Largo do Casino, centro urbano das Termas.

Em frente o antigo Hotel dos Banhos, nespereiras e

recepção. Os carros em primeiro plano são dois táxis

da época.

publicado por Peter às 15:17

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Sexta-feira, 27 de Março de 2015

CHAVES VIVE/LUSO MORRE

 

TermasChaves.jpg

A notícia TERMAL E NÃO SÓ ...

Chaves investe 6 milhões de euros no sector termal

 

Lusa 24 Mar, 2015, 18:45 (excerto)

Chaves está a concretizar um investimento de seis milhões de euros no setor termal que é considerado estratégico para impulsionar a economia do concelho, disse o presidente do município. Hoje o termalismo é considerado um sector estratégico e, é por isso, que o município está a concretizar um investimento de seis milhões de euros, comparticipados por fundos comunitários, na requalificação do balneário de Chaves e na reconstrução de um novo balneário em Vidago.  O presidente do município, António Cabeleira, anunciou hoje, em conferência de imprensa, que o complexo de Chaves reabre no sábado, depois de obras que tiveram um custo final de 3,1 milhões de euros.  “Estamos no melhor balneário do país. Aqui aliamos as instalações à qualidade da água”. Cabeleira referiu que está a ser preparado um plano de promoção agressivo para recuperar os aquistas que frequentavam o complexo, para conquistar mais utentes nacionais e internacionais, principalmente os provenientes do norte da Europa. O grande objetivo agora é, segundo sublinhou, a internacionalização do balneário termal. O objetivo da remodelação foi também separar as áreas do tratamento e do lazer, para criar condições para as termas funcionarem o ano inteiro. Destacou ainda que uma das valências que é agora uma grande aposta é a da reabilitação, estando ao dispor dos utentes fisiatras e fisioterapeutas.A intervenção nas termas implicou ainda a requalificação da área envolvente, melhoria das condições de segurança, serviço e conforto, construção das acessibilidades para pessoas com mobilizada reduzida e criação de um observatório de investigação às águas termais. O autarca referiu que, no ano passado, o sector sofreu um decréscimo a nível do país, também devido ao encerramento do complexo de Chaves, que é o segundo do país com maior frequência. Em 2013, o espaço contabilizou cerca de 5.000 aquistas.Este projeto vai funcionar em complemento com o Balneário Pedagógico de Investigação e Desenvolvimento de Práticas Termais de Vidago, uma obra lançada pelo município de Chaves e que representa um investimento de 2,9 milhões de euros.O presidente acredita que este espaço, que vai funcionar numa parceria com a empresa UNICER, vai abrir até ao verão e prevê que aqui venha a ser instalada uma escola vocacionada para a área do termalismo.

 

O COMENTÁRIO

Enquanto uns aproveitam as oportunidades para garantir desenvolvimento, outros, como é o caso do Luso, aproveitam os fundos comunitários para diminuir as Termas e abater valências . Algo escamoteado certamente á Comissão comparticipante, pois de outra maneira não se pode acreditar que estas situações possam acontecer utilizando dinheiros que saiem do bolso dos contribuintes. Mas outra constatação clara num lado e inexistente no nosso, é que existem estratégias para o desenvolvimento Termal que não está morto, muito menos Europa fora onde movimenta multidões. No nosso caso é pouco mais que uma pequena brincadeira limitada pela dimensão territorial e cultural, que nisto em termos de aculturação e conhecimento o nosso estádio actual concebido pelo potenciar do nosso xico espertismo , vai pouco além da pedra polida e do oportunismo sasonal da improvisação. Enquanto se procede á nova distribuição de dinheiros publicos sabemos sim que não há estratégia concelhia definida neste campo que engloba  turismo duma maneira geral, mas termalismo, natureza, ambiente e fisioterapia de modo particular, a única riqueza de conteudo universal que existe no perimetro do pobre municipio da Mealhada. A não ser que as estratégias assentem no vinho e no leitão , essa coisa maravilhosamente estupida que são as quatro maravilhas inventadas para ir á feira do Cartaxo e onde o municipio gasta o nosso dinheiro com uma única intenção, centralizar o turismo na sede do concelho e dominar pela destruição a parte da serra do Buçaco que lhe está afecta administrativamente. Sem respeito pela realidade municipal, sem respeito pela diferenciação das actividades conhecidas, sem respeito sequer pela evidência do turismo ser coisa duma única freguesia , sem respeito pela riqueza do concelho ! Por outras palavras, ou o sapateiro terá que tocar a viola , ou querem fazer do burro o cavalo de corrida coisa que, andem  por andem, não irão modificar pela impossibilidade inerente às realidades. Nem o burro há-de correr nem o pobre sapateiro arreado pela sovela aprenderá a  rabeca.

 

PS-Oliveira do Hospital vai investir 5 milhões de euros num complexo hoteleiro-termal polivalente, nas mini termas de S.Paulo, margens do rio Alva.Também estes não vendem água de mesa, o que nos leva á conclusão de que a água de mesa é um mal no estado activo. Acreditamos que ainda há-de ser comprada por chineses ou novos ricos angolanos, evidentemente com dinheiro emprestados por nós próprios, ainda muito provavelmente pagadores do mau negócio que possa vir a ser. Neste canto de novo reconduzido á ditadura de dois partidos que substituem a  velha União Nacional, duplicaram-se apenas os beneficiários, para o povo que labuta, passou a ser exactamente a mesma trapalhada, pior, bem mais pesada e custosa!! Que fim terá, é uma incógnita, mas te-lo-á concerteza, pois não se vê outro caminho para combater a crise e para pagar a divida.

 

 

publicado por Peter às 21:06

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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2014

VELHO TEATRO AVENIDA

cinema.jpg

  Imagem actual do velho Teatro cuja renovação tarda !

Há três ou quatro anos a autarquia município comprou o Cine Teatro Avenida do Luso com o  intuito expresso de o reconstruir dentro duma  clara estratégia de recuperação o que  aliás vem fazendo com o reaproveitamento do Teatro Messias e do cinema  da Pampilhosa. Quanto ao do Luso, há por aí quem argumente que a destruição pura e simples seria a melhor solução, porque está fora de moda  e de clientes. Claro que pode ter alguma lógica esta argumentação, mas ela  não foi a lógica utilizada para os dois cinemas já recuperados, um a funcionar com prejuízo permanente, outro num acabar de obras  que irão seguramente desaguar no mesmo prejuízo financeiro. Podemos multiplicar até por trezentos municípios deste país este prejuízo hospitalar! Mas espanto-me com estas teorias apoiadas em cegas opiniões  e fico a duvidar perante o velho adágio se há ou não há fumo sem fogo, quanto ao Luso.

Se fossemos basear as recuperações e muitas obras que se tem feito país fora nesta questão da sustentação monetária, nomeadamente os cinemas, mas também as piscinas e os pavilhões, os arquivos e as bibliotecas, os relvados e as praias fluviais, museus  etc, etc, não se teriam efectuado na sua maior parte, não por serem inúteis, mas porque o país não cria riqueza suficiente para a sua manutenção  e sustento. Esquecemo-nos que antes da casa se faz um alicerce e esta opção por equipamentos ao quilo,  discutível é certo, tem levado os municípios á revitalização de estruturas que tem assumido um  âmbito nacional  e isso parece-me suficiente   para exigir a finalização da estratégia que tem sido seguida pelo município da Mealhada.  A freguesia do Luso, depois do total desacerto que levou á minimização das termas  e á deslocalização da indústria sem qualquer  contrapartida, não pode ficar mais uma vez a ver navios pendurada num poder que  raramente percebe os problemas específicos da localidade. O teatro Avenida do Luso também tem a sua história, mas mais que isso ele é uma memória de gerações. Ali se realizaram espectáculos e sucederam acontecimentos que fazem parte do presente que somos. Ali funcionou durante décadas uma espontânea escola de teatro que hoje, entre saudades e anseios, aguarda um palco para continuar. Coisa que nos recorde, vem  de gerações anteriores de bisavós, avós e pais. Esvaziar a memória das populações é matar na sua génese os costumes, a cultura, a sua alma, levando as sociedades  ao vazias dum passado esquecido. A memória colectiva é espelho do que fomos e  visão do que seremos, cordão umbilical que nos une como agregado. Ali está a experiência, a sageza, o ensinamento, o erro, valores comuns que são de todos. Ainda que muitas vezes, de forma inconsciente,  são a hereditariedade atávica dos nossos antepassados. Poucos, é certo, mas bem caracterizados. Hoje, não se pode pensar uma sala exclusiva para cinema, mas numa sala polivalente ou multiusos, onde se possam fazer congressos e reuniões, exposições e encontros, variedades e projecções de cinema e  meios audiovisuais, uma sala ao dispor da população para ensaiar e levar á cena  as suas peças de teatro, um local  aberto e ponto de cultura. Uma sala que, pelas vicissitudes do tempo, o Luso deixou de ter.  Uma sala onde preserve memórias e dê azo às suas intervenções. As terras são as suas gentes, as suas promiscuidades, os seus desejos, os seus sonhos, não matemos com desrespeito pelo que fomos, o que continuamos  e querem continuar a ser. Muita coisa falta no Luso, não destruam mais um pedaço do espaço que nos pertence. É preciso exigir essa pertença.          

Gota, Dezembro,2014  

 

publicado por Peter às 14:10

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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

REQUIESEAT IN PACE

 

                                                                                                                                                        

       

                Velho postal ilustrado com  a escola primária que depois foi Junta de Turismo

     A Junta de Turismo Luso-Buçaco acabou .

   Passou para www.turismo-centro.pt

   Foram mais de oitenta anos a defender e a lutar pelo

   turismo no municipio , na região, no país. Pioneiros da

  industria hoteleira  os homens e mulheres que

   representaram esta terra , espalharam-se por Portugal e

   pelo mundo distribuindo simpatia, amizade,

   conhecimentos.

                                                                                                                                                          

      

   Uma respeitável equipa de mesa de gente do Luso (falham-me os nomes de todos para os identificar)

 

   Um ignorado Secretário de Estado acabou com oito

   décadas de experiência  iniciando uma fase anárquica

   em os extintos orgãos não sabem como vão evoluir .

   Uma guerra de poder, sem dúvida, e de lugares, que

   devia envergonhar  todos os responsáveis.

   Entretanto o improviso parece ser a lei. o que é natural.

   Deixo duas recordações a preto e branco , em sinal de

       luto                                                                                    

 (ÁGUA DO LUSO)

 

publicado por Peter às 23:51

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