Domingo, 20 de Agosto de 2017

ENGOLIR SAPOS VIVOS

 

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Na sala de visitas das Termas do Luso , esta obra prima destaca-se

N o estranho mundo partidário, os barões, á boa maneira lusitana, candidatam-se aos lugares políticos num caricato absolutismo como se fossem representantes exclusivos da democracia, da sabedoria e do poder. Neste caso do poder, ele de facto está tão mal repartido e exercido que a rua é o seu lugar, a influência o seu exercício, a dependência a sua autoridade, a irresponsabilidade a sua filosofia, a traficância o meio.

Não bastando a falta de compromissos qualificados e quantificados perante os eleitores, uns candidatos de Pedrogão Grande, onde recentemente se representou uma tragédia nacional de graves consequências, “marimbaram-se” para os militantes partidários e escolheram-se a eles próprios para candidatos às eleições. Os militantes revoltados queixaram-se, com razão, que serviriam apenas para pagar cotas e a coisa veio nos jornais mercê da visibilidade actual daquele concelho. Parece ser o Costa que vai apagar o fogo!

Curiosamente, o mesmo se passou no partido que detém o poder no município da Mealhada. O candidato a candidato, ao mesmo tempo presidente cessante com quase quarenta anos de tarimbeiro, se é que isso significa alguma coisa, escrupuloso quando Lisboa democraticamente o associou a uma candidatura, acabou por meter a viola no saco e fez o que fizeram em Pedrogão, proclamou-se candidato sem a opinião dos militantes e  aval dos órgãos próprios, como primeiro referiu quando lhe convinha armar-se em democrata. Para os militantes  não foi um grande exemplo da democracia que se cultiva no seio destes açambarcadores de poder, arautos dum paraíso concelhio que não existe, apenas apregoam, com assessores que o erário  público paga a favor dos seus propósitos  políticos. Há exemplos. No dia 2 de Agosto, um cheiro nauseabundo de pocilgas percorria a Mealhada para receber os clientes da fileira do leitão, mas o fenómeno fica na gaveta das omissões, não vá prejudicar os candidatos que não mexeram uma palha para resolver a questão que se arrasta há muitos anos. Tal como escondem ou não divulgam os dados oficiais sobre o turismo no concelho, todos eles coincidentes no retroceder das receitas nos últimos anos, bem como da diminuição da oferta de quartos e outros serviços, uma resposta inequívoca à incompetência que grassa na política levada a efeito nesta matéria pelo edil do turismo, o próprio presidente da autarquia, ou a situação actual das Termas do Luso, onde os balneários, em pleno Verão e mês de Agosto estão praticamente “às moscas” como sói dizer-se e a terra é invadida por romeiros de fim-de-semana a que chamam turistas sim, mas de pé rapado e garrafões na mão que nada deixam de riqueza no local. Esta é de facto a triste realidade a que chegou o concelho com um edil do turismo mais apostado na omissão das verdades que na procura de saídas para os problemas grandes e graves que o município enfrenta. Bastam-lhe “barbaridades” gratuitas como o não destino turístico ou o acabar da marca Luso-Buçaco que tem século e meio de existência e que hoje pretendem substituir por Mealhada-Buçaco para fazer da sede do concelho aquilo que não é. Esta sofreguidão irracional só tem trazido prejuízos ao território e não pode ter futuro sustentado porque lhe falta exactamente a sustentação de meios. A massa crítica nesta matéria é muito pobre e aquela que existe, fruto dos 150 anos de actividade termal, reside nas termas e é cuspida para fora da carroça do poder. Os destinos turísticos não se fazem a martelo e a picão, como se pensa na autarquia, são fruto do meio, do tempo e da experiência que se adquire em anos e anos de trabalho árduo e cujo saber e cultura tem que ser respeitado e aproveitado. Aqui, em vez disso, delapida-se por inveja ou por ciúme o saber acumulado. A total irresponsabilidade!

Outro tanto é a incapacidade autárquica junto do poder central no sentido de fazer cumprir ou renegociar a concessão da água, cujo contrato, que envolve o desenvolvimento do complexo termal, não está a ser rigorosamente cumprido. Estratégia turística para o concelho não há e a única que funciona vem da aposta na área desportiva na sequência do Centro de Estágios, uma estratégia que nasceu no Luso e não na cabeça ôca dos autarcas camarários, como hei-de relatar.

Não contente com estes fenómenos o candidato convidou para o seu elenco partidário gente do PSD, o seu real inimigo, não se sabendo hoje quem é quem dentro das listas que amanhã irão a sufrágio nem os “complôs” que sustentam estas manobras “maquiavélicas”, troca-tintas de quem disse cobras e lagartos dum partido, o socialista. Jogos de traficâncias políticas ou de troca de favores em que o candidato é perito, dá-nos ensejo para pensar que o PSD tem duas listas, uma própria, outra por procuração, casos da Mealhada e o do Luso, onde o partido, por escolha do “candidato senhor e amo” e não das dezenas de militantes locais que pagam quotas, continua a apostar no PSD. Quem quiser votar no partido socialista neste concelho, tem pois que engolir sapos e lagartos para seguir as bizarrias dum eterno candidato que só cai com a cadeira.

Por sua vez a autarquia , infelizmente um dos maiores empregadores num município onde a riqueza é escassa e pouco retributiva, tem um orçamento apetecível para o meio e como tal é objecto das influências da polítiquice local, perante um pequeno círculo de vinte mil habitantes. Não é segredo para ninguém que os partidos fora da área do mando têm tido dificuldade em compor as suas listas, exactamente porque as pessoas se desculpam com o emprego precário deste e daquele familiar que as autarquias, as fundações, as seitas e outros compadrios mantêm á laia de favor. O medo de represálias, ainda que o voto seja secreto, vive-se, alimenta-se e impõe-se hoje, exactamente como nos tempos de Salazar, uma vergonha nascida da municipalização impreparada e imune a que assistimos e que funciona em roda livre e profissionalizada por amadores bem pagos. A democracia rasca ou de low- cost  onde a transparência é nula.

Tenho andado a escrever há muito tempo nestas meras crónicas pessoais que a Câmara nunca terá dinheiro suficiente para recuperar o Buçaco, e na semana passada, o candidato e ainda presidente de um mandato onde não fez absolutamente nada para além de manter em serviço as mordomias das festas, reconheceu perante o novo secretário de Estado das Florestas em visita á serra, que não tem esse dinheiro para recuperar o património do Estado, e não terá nunca acrescento eu, que ando neste mundo há tempo demais para acreditar em milagres e promessas de tarimbeiros relapsos. Patético, simplesmente patético, este reconhecer forçado duma realidade que logo na altura se mostrou á evidência não ser possível e cujo desfecho se ficou a dever á própria Câmara que recusou do Estado a comparticipação, optando por meter-se num sarilho donde não pode facilmente sair, um erro imperdoável que nos tem custado caro em termos financeiros e patrimoniais. Registe-se que por tal motivo esta é a única fundação que não recebe do Estado qualquer verba.

Para acabar, outra coisa que me cheira a mofo e bolor nestas fanfarronices eleitoralistas, são as comissões de honra, algo anacrónico num tempo desmultiplicado pela digitalização da fibra óptica, smartphones e hologramas! Quando era novo e participava na organização de bailes, presidiam o Messias, o Figueiredo, o Melo, uma garantia á virgindade que hoje não se usa por escassez de donzelas !  Esses remakes dos salamaleques e da camisa TV são fenómenos absolutamente desparasitados, faziam parte integrante do espirito dum Estado Novo que morreu velho ou não morreu.  Acho-as coisas obsoletas, doentias, expressão dum saudosismo que as sociedades actuais já não interiorizam nem com alma nem com razão. Como me cheira igualmente a traça e bafio aquela gente da minha terra que assume cargos políticos para bronzear os dourados e nem sequer abre a boca na defesa do lugar onde nasceu. Honradamente quem vai para pagar jeitos com a boca do silêncio, era melhor abster-se, também honradamente. Uma retrete em quatro anos é um péssimo serviço prestado e no entanto há quem goste!

 O mundo  mudou há muito tempo, aqui nada mexeu!

Luso,Portela do Picado, Agosto,2017                                Águasdoluso.blogs.sapo.pt

publicado por Peter às 18:07

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Quinta-feira, 18 de Maio de 2017

PÁSCOA ; UM FANTÁSTICO FOLAR

 

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Uma imagem eloquente da Câmara da Mealhada...

 Finalmente a época pascal trouxe ao município um fantástico folar. Ainda as eleições vem no adro, em Outubro, mas o cesto dos ovos começa cedo  a encher, as galinhas poedeiras, rijas como um galo de idade já proveta, depois de quatro anos de fome deitam  fartura pelo rabo, uma espécie de multiplicação dos pães na época da ressurreição do Senhor, um milagre depois de quatro anos sem dinheiro e sem ideias , tirado da cartola  dos estrategas políticos  do concelho. As obras futuras que têm sido anunciadas na imprensa da região são tantas em quantidade e volume de custos que num país em crise e a viver na corda bamba duma divida tolerada é provavelmente  impossível a sua concretização!

Excluindo uma mina de ouro ou poços de petróleo descobertos no município, coisa que não aconteceu, só o melodrama dos votos pode justificar este empanturrar do eleitor com promessas  que o tempo dirá são balões de oxigénio para manter no poder o mesmo poder.  De resto, simples contas de somar e subtrair transformam a fartura das obras em  propaganda política, não se sabe se paga se gratuita, embora custe acreditar que a imprensa regional, vivendo ela própria a balões de oxigénio, se preste a um serviço sem retorno que lhe compense os gastos próprios. Adiante!

No caso destas permanentes notificações induzidas, que custam caro ao eleitor pelos jornais e assessorias de pré-campanha , cabe sempre o anúncio da recandidatura dum Buçaco extremamente degradado a património da Unesco denunciando a falta de transparência e  o engano, não existindo honestidade política neste desfraldar de bandeiras, visto que se trata de anunciar como novo aquilo que já tem barbas, retirando aos eleitos de 2004 a iniciativa do início do processo e a sua inclusão na lista nacional de candidatos a partir daquela data. Agora, limitam-se a relembrar a inclusão no Buçaco na lista entre comes e foguetes como novidade,  muito mal pareceria se o não fizessem como simples gestão  do dia-a-dia da Câmara, mas fazer de nós, eleitores, parvos ou ignorantes, ultrapassa a honestidade da politiquice caseira tomando-nos por esquecidos, tolos ou  bom campo de ludíbrio.

São os foguetes supérfluos, o logro e a sem vergonha política do pequeno poder local. O mérito se o haveria de haver, não está com esta gente mas com quem promoveu esse primeiro passo, porque o seguinte, o dossier de candidatura, nunca ninguém o entregou, continua aguardando entre as teias do edifício municipal pelos primeiros passos, embora já tenham sido, também na senda do mesmo logro, anunciados.

Mas voltando ao assunto inicial, convém perguntar porém onde vai buscar a tesouraria municipal verbas para uma Etar, dois mercados municipais, um edifício novo para Paços do Concelho, a remodelação duma escola Secundária, um teatro em fase de acabamentos, obras na Mata Nacional, a manutenção do Palace Hotel, etc,etc?

Palavra que as contas são difíceis de fazer , mas tornam-se fáceis em ano eleitoral, pois prometer não custa nada. Se o anterior mandato foi destinado às pessoas e se gastou o dinheiro em rijas festas, este irá ser destinado às obras e já se gasta em foguetes. Porque obras, obras, só  o aumento da etar ou uma contrução nova , a única coisa prioritária deste vasto e grandioso plano, poderá levar as disponibilidades autárquicas ao rasoiro das gavetas e esperar comparticipações  de fundos europeus vai ser uma lotaria duvidosa num Portugal que continua a necessitar de gerir rigorosamente os gastos e aumentar a riqueza com investimento reprodutivo. Como as autarquias não reproduzem nada, pergunta-se se isto é um festival de hipóteses, intenções e de moedas ao ar, questão de caras ou coroas.

O único sentido destas obras, diga-se, passa por dilatar em futuros mandatos políticos a sua execução e espalhar perfume de rameira na pré-campanha, onde nem sequer há uma oposição capaz para denunciar um poder que há trinta anos repete a mesma cartilha e hoje arruína as duas principais riquezas de contexto europeu que existem no pequeno município, o Buçaco e as Termas. É o chauvinismo concelhio, outra asneira dos políticos redutores que temos tido, ser ainda mais pequena a cabeça que o território e não ter oposição ou tê-la para dizer ámen por qualquer razão incógnita. Política sem opositores é uma casa sem mulher e pensar que tudo estará bem no silêncio que se escuta é o pior  sinal da podridão dum sistema.

Temos ainda presente a trama antiga que só a queda da cadeira conseguiu alterar nos seus alicerces dogmáticos. Hoje, na mesma esfera de limites, agarram-se à cadeira como as lapas às rochas das marés, gabam-se e festejam-se a si próprios e chegam à vergonha de afirmar que vão a jogo se...se decidirem por todos, se escolherem os outros, se mandarem por todos , uma maneira de armar em democracia pessoal quando Lisboa é que manda. Este condicional democrático que foi a democracia do que foi e é a democracia do que é, tem pouco suco para dar, está gasta e corrompida, precisa de ideias, de mudança, de seriedade  e de valores . É o regime que apodrece, não a política em si.

Estas exigências baronis, filtradas por funil de latoeiro em desuso, juntas com  afirmações irresponsáveis sobre o não destino turístico do Luso e do Buçaco feitas pelo edil do pelouro e suposto candidato aos microfones duma rádio , seriam suficientes para não ter condições para se recandidatar ao lugar que ocupa e que mediocremente exerceu no mandato que termina. Mas o concelho é frágil, dependente e pouco temerário na escassez da massa crítica de que enferma e dos empregos que distribui. Vivemos em brincadeiras de mau gosto onde se faz duma arte, a da política, uma mascarada de entrudos , onde nem uma oposição que tem o dever de se afirmar pelas suas próprias causas e soluções, existe  no terreno. Que razões estarão por trás deste aneurisma alguma vez se saberá?

PS. Cabe referir igualmente a inutilidade duma Asembleia Muncipal controlada pelo executivo, totalmente incapaz de dar uma para a caixa no concerto municipal . Entre afectos e do contra parecem da mesma confraria !

Quinto  ,Abril,2017                      Águasdoluso.blogs.sapo.pt

 

 

 

publicado por Peter às 13:24

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Terça-feira, 2 de Agosto de 2016

A INUTILIDADE DA POLITICA LOCAL

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sta é uma imagem do Cine Teatro Avenida do Luso no seu estado actual, propriedade da  Câmara da Mealhada, que o comprou para o deixar cair depois de recuperar dois outros cinemas do concelho. Este Teatro era no seu tempo o de mais rica arquitectura, igual a alguns outros espalhados pelo país .Hoje  adulterado na sua parte frontal, ainda está a tempo de ser reconstruído na sua  traça original, apesar do telhado já estar a ruir sobre a zona do palco , onde chove como na rua perante a inércia e o desinteresse  da dita Câmara como da Freguesia, este último um órgão politicamente manipulado pelo primeiro .A atitude da edilidade mealhadense, é algo vergonhoso e indigno, pois há quinze anos a esta parte recebe da empresa Águas do Luso cerca de  meio milhão de euros por ano para melhorar a terra e   os seus recursos turísticos  e dessa verba não se vê rasto na freguesia. A transparência sobre o destino desse dinheiro não existe, é segredo municipal quando deveria ser explicado em pormenor ao munícipe onde se gasta aquela verba para que não restem dúvidas a ninguém. Algo estranho e intolerável em democracia. A Junta de Freguesia cala-se, as Termas estão reduzidas a um terço e os empregos foram-se. Para silenciar a desgraça,  os edis promovem festas politicamente intencionais onde gastam milhares de euros de duvidoso retorno. O Luso, na prática, reduz-se a uma fonte pública que se transformou num engarrafamento colectivo. O concessionário termal, não sabemos se cumpre ou não o contrato de concessão e o município está  preso ou vendido pelo meio milhão que recebe do mesmo concessionário. Esta situação é degradante e intolerável e não defende de maneira nenhuma os interesses dos munícipes nem do município.

 

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 N esta outra fotografia podemos ver o velho solar da Miralinda situado no centro da vila , sede da extinta Casa do Povo e da Segurança Social . O seu estado degradante deve ilustrar o que o município tem por maravilha, pois nem este órgão nem a freguesia se interessaram ano após ano pela sua decadência. Em  País rico, onde pelo menos políticos são bem pagos, é assim, vive de foguetes e lágrimas. Segundo se depreende das actas municipais, a freguesia do Luso não vai ver um tostão nos próximos orçamentos, como não tem visto nos últimos, é território para riscar do mapa. Mas há dinheiro nos cofres da autarquia para festas, para banquetes das inventadas maravilhas, para comprar toda a sucata imobiliária que aparece, casas velhas e a ruir que se vão enchendo de silvas e poluição para comprar acções na bolsa de valores e pagar indeminizações chorudas a políticos dispensados. E para outros gastos supérfluos com a produção da imagem pessoal dos eleitos. No caso do Luso, objecto deste blog, a situação é degradante e o futuro é pouco prometedor, quando em boa verdade, as potencialidades continuam a ser grandes e a existir, só a incapacidade e a falta de objectivos e vontade impedem o desenvolvimento da terra, que  infelizmnte não depende de si para avançar, mas de forasteiros que nada sabem nem pretendem saber da vertente turistica do concelho. Sabem tanto ou tão pouco, que fizeram um posto de turismo onde não há turismo, mesmo assim fizeram-no pequeno, pois há dias quis lá entrar e eram tantos os turistas que estive numa fila de kilometros e desisti das informações....Sabem daquilo a potes!!!!!!Ridiculo, como se gasta o dinheiro dos outros!!!!

Quando se chegar o período eleitoral hão-de aparecer por aí vergonhosamente para transportar os militantes um a um á mesa de voto com promessas idiotas com que os hão-de enganar, a fim de se manterem nos postos de comando que perseguem como se fossem profissionais que não são. Mas acho que vamos ficando saturados das mesmas caras e dos mesmos métodos pouco democráticos e havemos de aprender a contornar  a malapata!!!!!!

 

publicado por Peter às 10:49

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Sexta-feira, 22 de Julho de 2016

LUSO , ADEUS CLÍNICA DENTÁRIA

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 N a semana em que escrevo estas linhas o Presidente da Republica chamou a atenção para a necessidade de revitalização do termalismo durante uma visita a Meda e eu incluiria, como cidadão deste país, uma verificação rigorosa feita pelos órgãos competentes ao cumprimento ou não cumprimento dos respectivos contractos de concessão, quer das termas, quer das águas. Na mesma semana, correu também por aí nos órgãos de comunicação a notícia do abandono da estância termal do Luso por um dos parceiros da mesma, com a entrega da respectiva chave á única concessionária original, as Águas do Luso. Não sabemos do conteúdo dos subcontratos existentes , do seu términus nem da sua legalidade, mas para a questão em análise isso não terá importância de maior.

Esta operação foi acompanhada por comunicados tendentes a convencer os leitores do excelente estado em que deixam as estruturas termais, quando a realidade é totalmente diferente. No caso, consultores, jornalistas e políticos juntam-se para tecer louvores a um processo que reduziu as termas á actual clinica dentária, uma fachada que serviu para iludir a obrigatoriedade de ter o estabelecimento aberto com o mínimo de aquistas possível. Uma fachada no cumprimento do contrato da concessão. De facto, e repito, no ano em que as termas encerraram para as obras, tiveram mil e oitocentos aquistas e no ano transacto de 2015, já depois das obras, as inscrições não atingiram o número das seis centenas. Isto apesar do gestor afirmar publicamente que teve 3.863 utentes, nos comunicados feitos por consultores e jornalistas pouco zelosos da verdade dos factos, pois não sabemos a que números de utentes se referem nem os pequenos jornais fazem qualquer tipo de contraditório, trata-se de um tipo de informação teleguiada ou de contra informação, hoje frequentemente utilizada para servir interesses inconfessáveis. A realidade é que na vila do Luso não se notou nada , como ainda hoje acontece e até acabou por fechar o único banco que sobrou sem que um aceno de defesa do balcão fosse feito pela equipe do município, tal como aconteceu com o fecho dos Correios. A mentira não é coisa sustentavel.

Pelo contrário, a própria autarquia, apesar de não ser, como tenta fazer crer, a dona da concessão das termas, parece satisfeita com o rumo dos acontecimentos, age claramente no sentido de branquear o concessionário ante o cidadão e, apesar da existência dum  acessor politico de imprensa camuflado, cala estas barbaridades jornalísticas, apoiada ela própria em barbaridades politicas acerca do que são as termas e a sua importância para o concelho onde vivemos ,teimando em verdades politiqueiras fabricadas que não passem de mentiras, incompetência , desconhecimento e laxismo. A resposta ao desastre traduz-se em festas festinhas e festetas pagas com o dinheiro dos munícipes tendo por objectivo o ano eleitoral que se aproxima para tentar salvar um mandato que foi o pior conseguido nos últimos  dois decénios.

É que de facto, quando ao aparelho produtivo ou á criação de riqueza no território municipal, o mandato tem sido um deserto onde ironicamente o desenvolvimento que se esperava passa, não só pelo abandono da defesa das Termas do Luso que é um pilar do município, como pelo fim do lírico campo de golf pensado para viajantes da ferrovia na Pampilhosa, pelo colapso da plataforma ferroviária de apoio aos portos de Aveiro e da Figueira da Foz, pela falência das duas cooperativas do concelho, por uma fileira do leitão com as dificuldades oriundas da crise do país, da hotelaria nem se fala, o número de alojamentos diminui de forma catastrófica e até as maravilha do vinho, da água e do pão não tem nem de perto nem de longe a redundância proclamada em almoços politiqueiros apesar de sábios recortes jornalísticos alterarem as leis do markting para encaixar as ordens politicas da pequena nomenclatura. Os parques industriais de Barcouço e de Barrô, ficaram na gaveta, as estações dos correios reduziram-se a uma e quando ao património Unesco da Mata do Buçaco, ou á própria mata nacional, que merecerá a seu tempo um comentário próprio, afirmou de forma leviana e há muito pouco tempo a Câmara, pela voz do seu presidente, que nem daqui a dez anos será possível uma candidatura. A não ser que mude de ideias conforme nos vai acostumando, esta é a confirmação plena do que tenho vindo e continuo a afirmar, que a Câmara não tem capacidades, competência nem dinheiro para recuperar os cento e cinco hectares da Mata Nacional e só está a destruir ainda mais o que está em quotidiana destruição.

Resta-nos constatar perante um elenco de quatro edis a tempo inteiro que ficam muitos caros ao cidadão e ao povo português, a nossa perplexidade perante a fraca obra e perante a desorientação mostrada ante questões graves, como o caso da água imprópria ou a ruina das Termas e da Fisioterapia e a não substituição duma estratégia falida de que falamos atrás por novos desafios. Não há estratégia, há um vazio da gestão e uma campanha de festas em ano pré eleitoral para a fazer esquecer. Tantas festas e tanto dinheiro gasto nelas não acontecem por acaso, tem um fim determinado.

À ruina termal seguiu-se a ruína das ideias e para lá duma escola feita á pressa na sede do concelho, nada mais se viu de novo no território. Vimos sim acabar obras vindas do mandato anterior como o empedramento errado do Luso e da Mealhada, a Pampilhosa está em vias, quando o da sede do concelho e o das termas já mostram á evidência o estado de degradação em que ficará o piso e vimos o acabamento do pavilhão de Ventosa pelo exagero não justificado de 600 mil euros por uma obra que já estava meia ou mesmo quase feita.

De resto este mandato começou mal com o gasto de 30 ou 40 mil euros para um despedimento político imoral dum edil para satisfazer os ódios pessoais de quem chegou, quando a realidade é que o dinheiro dos munícipes não deve nem pode servir para ajustes de contas politico partidários e muito menos pessoais. Se a isto juntarmos a compra de um ou dois milhões de acções da empresa abastecedora de água ao domicilio sem perceber o beneficio que trás ao cidadão municipal , (é possível que tenha em vista algum lugar futuro na administração) o mandato , comandado em termos políticos por dois eleitos duma ex-freguesia, curiosamente a menos populosa do concelho, deixará muitas dúvidas na garganta dos votantes e é muito pouco transparente  quanto aos desígnios futuros. A esta falta de transparência, o munícipe atento já se vai habituando.

Luso,12 de Julho,2016                        ÁguasdoLuso.blogs.sapo.pt

publicado por Peter às 22:08

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Terça-feira, 3 de Maio de 2016

PONTOS NOS iii

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Uma Maravilha  segundo o Municipio da Mealhada

A nossa tertúlia, pequena e emotiva, reúne-se na mesa do café. Lá rimos e choramos conforme a carga emocional dos nossos dias, o estado do tempo ou os acontecimentos que julgamos cruciais na ocupação das horas. São coisas paroquiais, do país e dum mundo de economia global que se encurtou em atos e distâncias e colocou na escala do directo as comunicações. Simulando com a televisão há quem nos chame já eixo do mal, porém, tertuliando os mesmos problemas não temos as mesmas audições nem auferimos rendimento da léria debitada, muita dela sobre nós e o sítio onde habitamos.

Ora recentemente apareceram nas notícias locais duas informações que me deixaram sérias dúvidas, uma delas referindo-se aos duzentos mil turistas que terão visitado no ano de 2015, a Mata do Buçaco, a outra, atribuindo á “cidade da Mealhada” o terceiro lugar em importância na comunidade intermunicipal da região de Coimbra, e dentro desta classificação o mesmo lugar no parâmetro que respeita ao turismo. Fiquei perplexo, simplesmente pela maneira fácil e irresponsável com que se faz jornalismo, se isto é jornalismo, nos círculos regionais e pela maneira como pretensos políticos a quem chamo intencionados, se aproveitam destas ferramentas para tirar partido das suas falaciosas promessas, produzindo de imediato pacóvios comunicados com fins eleitorais. Muito provavelmente tudo comprado e previamente afinado com bens do contribuinte que estas coisas, ao fim e ao cabo, compram-se como fatos por medida.

Num caso e noutro, vale a pena pensar cinco minutos e relembrar através da OTM  (Organização Mundial do Turismo) o que se tem por conceito de turista. De facto, para este órgão do turismo mundial, o turista é aquele que se desloca para fora da sua residência habitual para sítio onde permanece no mínimo por 24 horas em actividade não lucrativa, incluindo uma pernoita nessa estadia. Os outros, que se deslocam e passam umas horas aqui e acolá, não são turistas, são visitantes, excursionistas, romeiros, passantes ou pedintes, agora frequentes. Quem vem ao Carnaval depois de almoço e regressa ao seu lar ao fim da tarde, está, como se vê, bem longe de ser turista e quem vem comer leitão na região poderá estar ligado á gastronomia, mas não deixa de ser simples passante igualmente longe do nome de turista. Esta é a normal nomenclatura no espaço internacional da indústria. Na cidade da Mealhada, praticamente, não há turistas, o posto inaugurado é uma falácia, nulo, como nula é a estratégia turística para o município.

É aqui que as contas não batem certas, depressa o mentiroso, seja ele quem for, é apanhado na sua própria ratoeira. Em relação á Mata do Buçaco, as dormidas contabilizadas durante o ano perante o número de quartos existentes, está muitíssimo longe do número sugerido, isto se incluíssemos a cem por cento o hotel, casas da Mata e alguns quartos de hotéis da área da freguesia. Como a ocupação está longe dos cem por cento aqui levados em conta, fazendo as mesmas por metade, cinquenta por cento de ocupação, com muito boa vontade poderemos chegaremos a sessenta ou setenta mil turistas. A compra se for o caso desta avaliação independente, porque estas coisas compram-se nesta como em outras áreas, parece na verdade falsificada ou resulta do não se saber ou do não querer saber o que é um verdadeiro turista na perspectiva do investidor na matéria. Basta de amadorismo e basta de querer ser o que não é.

Quanto á cidade da Mealhada, onde recentemente foi inaugurado um posto de turismo, o rol  nem sequer tem ou merece uma explicação pois não há por onde pegar em tamanha classificação absolutamente inventada e sem qualquer correspondência com a realidade, pois turistas , juntando eróticos e ocasionais, em termos de quantidade os números são meramente residuais. Já aqui disse e repito que a política autárquica tem sido um desastre nesta matéria, e o apresentar estes dados com tal desfaçatez é uma tentativa infrutífera de tapar o sol com a peneira, para além de reconfirmar uma política paralela de destruição e ignorância consciente do património concelhio.

Não é desta maneira que se faz turismo. A saloiice caseira de se fazer duma pequena urbe uma grande cidade com o embicar das biqueiras na ponta dos pés, não resulta. Só com serenidade, com trabalho, criatividade, investimento público e privado, honestidade e tempo isso pode acontecer. São as únicas vias para se lá chegar, no caso do turismo, recursos naturais, culturais, patrimoniais, históricos ou outros itens que não existem na cidade. O excesso de tempo no poder e o desejo de continuar de qualquer modo a exercê-lo, pode ter destas coisas, mas não estamos propriamente na aprendizagem básica das regras democráticas, onde a opacidade dos fenómenos e a fuga á transparência podem ter resultados contrários áquilo que se pretende.

Recentemente a freguesia da Pampilhosa recusou as algemas que lhe querem meter nas portas do cinema pelo preço de cento e cinquenta mil euros. É um bom exemplo de como se não deve ir atrás das prepotências políticas de olhos arregalados! Não se vá vender a alma ao diabo por patacos tão pouco valiosos em relação á obra! Aqui, como no turismo,  a municipalização é prejudicial , Quanto a turismo que é uma industria de ponta que dá de comer a muita gente, cria riqueza e empregos, e potencia um país, não dá , ou não devia  servir para brincadeiras  de duvidoso gosto!

Luso,15 de Abril,2016                        Águasdoluso.blogs.sapo.pt

 

 

publicado por Peter às 20:33

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Sábado, 9 de Abril de 2016

FONTE DE S.JOÂO

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Para que não haja duvidas sobre a qualidade da água

aqui fica a fotografia tirada em 26 de Janeiro passado, referente

a uma amostra recolhida em 12 de janeiro, conforme se pode

ver na foto e que  ainda se mantinha afixada em 6 de Março.

Isto parece ser  a  salutar prática em prol da pureza da

água. O Luso parece  estar na lista negra  da Câmara.

piramide.jpg

Nesta outra fotografia, tirada ontem, apesar da fraca

qualidade da chapa, pode-se ver que as autarquias, quer

Câmara quer Freguesia, não tem dinheiro para comprar

um litro de tinta maritima para mandar pintar o friso azul

em volta da pirâmide da Fonte S. João. Neste caso, o

comentário resume-se a dizer que há por aí muitas

pocilgas que estão mais limpas do que isto. 

HAJA DEUS!!!!!

 

publicado por Peter às 12:01

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...

DSCN4545.jpg

Para que não haja duvidas sobre a qualidade da água

aqui fica a fotografia tirada em 26 de Janeiro passado, referente

a uma amostra recolhida em 12 de janeiro, conforme se pode

ver na foto e que  ainda se mantinha afixada em 6 de Março.

Isto parece ser  a  salutar prática em prol da pureza da

água. O Luso, convençam-se lusenses, está na lista negra

da Câmara.

piramide.jpg

Nesta outra fotografia, tirada ontem, apesar da fraca

qualidade da chapa, pode-se ver que as autarquias, quer

Câmara quer Freguesia, não tem dinheiro para comprar

um litro de tinta maritima para mandar pintar o friso azul

em volta da pirâmide da Fonte S. João. Neste caso, o

comentário resume-se a dizer que há por aí muitas

pocilgas que estão mais limpas do que isto. Haja alguma

decência !!!!!!

 

publicado por Peter às 11:45

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Terça-feira, 5 de Abril de 2016

TURISTAS AOS MOLHOS

luso av,.jpg

 Se exceptuarmos as cidades de Coimbra  e

Figueira da Foz,  a " cidade" da Mealhada foi

a que recebeu mais turistas no último ano,

isto segundo uma tabela  encomendada por

alguém a uma empresa de estatísticas,

segundo informa um jornal da região.

Alguém pagou, juro que não sei quem foi,

mas juro que sei como isto se faz,  como isto

se encomenda, como se compram e  pagam 

estas classificações para diversos fins.

Se o Luso fosse a cidade que por mero acaso

não é, estaria sem qualquer dúvida na frente

da grande cidade da Mealhada na matéria

em causa, já que é o único centro turístico

do município  que ultrapassa em mais de

duzentos e cinquenta mil o número de

visitantes, mesmo na crise actual .

Devo esclarecer, porque há muita gente que

não sabe, que o turista é o que vem , come e

dorme, isto é, permanece.

Os comedores de leitão, os carnavaleiros, são

passantes, ou excursionistas , não são turistas,

mas   quem fez a estatística que deu origem á

classificação não sabe nada disto, ou recebeu

informações manipuladas.

Por isso, esta classificação é uma farsa, porque

se retirarmos estes passantes que não contam,

a cidade da Mealhada tem pouco mais  que

umas dúzias de turistas durante o ano.

Basta de brincar com coisas sérias e enganar

as pessoas, seja quem for o autor da

encomenda não sabe o que  está a dizer

e muito menos o que está a fazer.

Sejamos sérios e honestos se queremos

promover dignamente  seja o que for no

nosso território!!!

Definição de turista:   é um visitante que se

desloca voluntariamente por período de tempo igual

ou superior a vinte e quatro horas para local diferente

da sua residência e do trabalho (sem ter por 

motivação obtenção de lucro) pernoitando nesse

lugar. Excursionista é um visitante que embora

visite esse mesmo lugar, não pernoita)

(Quem te manda a ti, sapateiro, tocar violão???)

 

publicado por Peter às 19:33

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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2016

A RUÍNA DAS TERMAS

 

RSCN4533[1]

 No mês de Julho do ano de 2009 escrevia eu neste jornal sob o título 15.000 dormidas estoiradas, um artigo criticando  a má gestão que o município aligeirava em relação às Termas do Luso e à sua redução e transformação em clinica ‘de luxo’, isto a propósito do seu encerramento para obras  no começo daquela época termal, no mês de Junho desse ano  cortando, município e concessionária em conluio, a receita desse Verão aos agentes da hotelaria local e por consequência ao próprio município. E fazendo contas, ainda que simples e de receitas primárias, iam, como foram ao ar, só em dormidas, qualquer coisa próxima de um milhão e duzentos mil euros, o que me pareceu  um abuso de poder e de respeito para com os eleitores e industriais, pelo simples facto das obras poderem esperar até ao fim do Verão pelo seu inicio, o que, ironicamente, veio a acontecer de forma casual mas com as termas fechadas. Comprovava-se assim a péssima gestão, a irresponsabilidade e a ignorância das coisas de hotelaria e turismo que dominava no executivo de então, cujas consequências em nada perturbaram os eleitos reinantes, como era de esperar.

Hoje, relendo o texto, não só não lhe retiro uma vírgula, como constato a perversão da estratégia levada a efeito então, se é que havia alguma estratégia em relação a matérias de turismo e hotelaria para esta autarquia, coisa que, no meu entender não existia e que hoje, face á actuação do actual executivo, me parece não existir também. Como cidadão do município e do país, é-me difícil observar e perceber o descer do movimento termal duma população de aquistas que nos últimos anos da pré-transformação em clinica rondava os 1.600 utilizadores e que hoje, os luxuosos aquistas da nova clinica  a preços de revenda e ainda subsidiados pela Câmara com dinheiro dos nossos impostos,  não cheguem a atingir os  600.Na realidade  nem a novidade nem a subvenção alteraram em absoluto a frequência do ano anterior , como na história do chinês, deu-se o dinheiro mas não a cana de pesca.

Com a construção do SPA reduzindo a área das termas a um terço, tal como foi autorizado pela autarquia Câmara ( alguns sábios  edis até foram recompensados com tachos em órgãos de turismo ) não se edificou  o SPA prometido às Termas do Luso, ou ao município da Mealhada, mas  um SPA para um hotel que até deixou de se chamar  das termas para ser apenas hotel. Com dinheiro da Comunidade Europeia, com dinheiro do Estado Português, e uns restos da cervejeira concessionária! Para quê afinal? Para destruir as Termas e a Fisioterapia que lhe estava agregada, para destruir pensões e casas de hospedes que enchiam a vila na época termal, para reduzir nos cofres municipais os impostos respectivos, para retirar ao concelho receitas certas e escorreitas de gente que trabalhou no duro para realizar o sonho do sábio mealhadense que foi Costa Simões, o grande pai impulsionador das Termas do Luso. A ele se deve o seu início e os passos fundamentais dos primeiros tempos. A política actual não é digna desse passado nem o douto sábio mereceria semelhante acto póstumo!

Todas estas transformações foram fruto da curiosidade, amadorismo e displicência de políticas erradas, na defesa duma empresa cervejeira contra interesses da população, e do concelho. Hoje, as Termas do Luso não existem, ocupam um terço das extintas instalações e um Spa praticamente ao serviço dum hotel. Das mais de mil camas que existiam há dez anos atrás na freguesia, existirão hoje trezentas, se tanto, pois entretanto as pensões fecharam, o pequeno comércio sobrevive com imensas dificuldades e a câmara municipal actual, pode acompanhar-se pelos planos e orçamentos anuais, não possui qualquer estratégia turística para o município nem qualquer plano que conduza a uma reformulação do complexo termal que era uma esperança subjacente nas últimas eleições. Assiste-se sim  á inauguração duma loja de turismo na sede do concelho, cuja freguesia, como sabemos, não tem praticamente actividade neste campo. Tratando-se duma loja da Rota do Vinho ou da Rota de Leitão, até estaríamos de acordo, mas sendo um posto de turismo, trata-se dum absurdo, de falta de bom senso, dum disparate levado a cabo por alguém que não sabe  o que está a fazer, além de ser fraco sinal para o futuro do sector.

Li e reli o plano de actividades e orçamento para o ano corrente. Li e reli actas do executivo e da Assembleia Municipal. E fico espantado que , no meio daquele relatório de coisa nenhuma, não haja um eleito  nestes órgãos do poder  da gestão local que levante a voz , alguém que diga uma palavra  que seja certa ou menos certa ,  a favor da reabilitação das Termas e da Fisioterapia e da reposição do espaço que lhe foi retirado pela incompetência de muitos  e sempre a favor dos interesses da concessionária cujo cumprimento do contrato se torna obscuro e duvidoso.

Esse é o problema estrutural e fundamental do Luso de hoje e do próprio município. Esse e a falta duma estratégia  correspondente ,calendarizada e com metas e objectivos para cumprir a tempo e horas. Recuso-me acreditar que os autarcas estejam calados pelas esmolas dos concessionários !!! Há leis neste país, órgãos políticos e órgãos judiciais e ainda existe um tribunal da CEE onde se pode lutar  contra abusos e tiranias. Julgo que é para isso , para defesa das populações, da riqueza e do património que nos pertence, pela busca duma vida melhor para todos , que elegemos alguém a quem pagamos bem, nada lhes ficamos a dever, com impostos que nos saem dos bolsos !

Embora não acredite em mais ninguém, continuo a acreditar num candidato que fez obra anterior e se comprometeu, antes do acto eleitoral a lutar até ao fim pela reabilitação do património que são as Termas do Luso! 

É sua a obrigação e o seu dever!                                                     Gotenborg,11 de Janeiro,2016                               

 

publicado por Peter às 09:35

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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2015

DE LUSO

 

 RSCN4497[1]

Quando a apresentação do livro em título chegou ao fim, um velho lusense que já tinha pedido a palavra por três vezes, concluiu em público que não estava esclarecido sobre o uso da preposição de ou da contracção da preposição e artigo/pronome demonstrativo do, para nomear ou definir a terra, ou seja, de Luso ou do Luso, tal qual como de Porto ou do Porto, de Madeira ou da Madeira. A verdade é que o livro não tratava, ou não trata desta matéria, o livro do Nuno Alegre pretende tratar do Luso na vertente de outro saco, esse que diz respeito ao negócio do turismo e hotelaria que é ao mesmo tempo o negócio do Luso há exactamente 163 anos e que está como se sabe, em maus lençóis. O autor, que aborda o assunto de forma temerosa e diplomática, tem interesses e paciência que eu não tenho, até porque a idade já não me permite tê-la e coloca uma série de questões ou desafios tendentes a chamar a atenção para recursos hipotéticos, para desafios especulativos, para, com um pouco de imaginação e filosofia sonhar uma realidade de que o Luso precisa com urgência para se manter no trilho que, há século e meio iniciou e que os tempos modernos abruptamente cortaram. Há que fazer ou refazer alguma coisa!

Foi por isso que quando o antigo lusense, é mais simpática a semântica, não entendeu a questão de ou do, eu associei ao assunto o próprio documento escrito que acabávamos de folhear e que á primeira vista não é um livro histórico embora fale de história, não é um livro de economia embora seja economia, não é um livro de turismo embora tenha um objectivo turístico, não é um livro de markting embora o pretenda ser, não é um livro filosófico nem politico, embora diga respeito a essas e outras áreas. Mas é quanto a mim, parafraseando Pessoa, um livro do desassossego e do desespero por que passam as termas do Luso, a sua hotelaria, a sua gente, a sua sobrevivência. O livro responde com uma atitude positiva, activa e dirigida a um amanhã que terá de se encontrar de qualquer maneira se, repito se, os políticos que gerem esta coisa a que alguém chamou geringonça, também lhe poderia ter chamado submarino, sintonizarem o interesse nacional, a seriedade, a competência e dignidade, olhando para as pessoas do seu país antes de repararem no umbigo de si próprios, dos amigos, do partido, dos bancos e da corrupção.

Se porém continuarmos com este espírito canalha, anárquico e reviralho da primeira republica, adeus viola, Portugal não sai do tremendo défict publico e privado que lhe faz vergar os costados perante a voz dos credores e a crise que teremos pela frente será cada vez pior. E depois, não há Mários Draguis todos os dias para nos lançar uma bóia de salvação quando a corda aperta a garganta antes do afogamento. Por sua intercepção, como dizem dos santos os religiosos, ainda vamos nessa bóia com o gargalo de fora e não pelas boas gestões de governos inconscientes, mentirosos e pouco honestos.

O livro parece-me uma pedrada no charco. Útil? Tem a grande virtude de não se acomodar aos factos. De apontar vias e desafios quanto a mim exageradamente especulativas mas isso, o futuro o dirá. Pessoalmente, acredito mais depressa numa recuperação das termas que na descoberta dum mosteiro da Vacariça desaparecido há mil anos ou nos cacos duns romanos sob a avenida Navarro. Parado como está o motor contratual do desenvolvimento os vestígios dum recomeço ainda não existem.

Mas acredito ao mesmo tempo que sem uma estratégia municipal de forte apoio e forte empenho pelos interesses da terra, das gentes e dos munícipes, sem segredos, sem mentira e sem balões de ensaio, não há caminho possível e neste campo, por distracção, desconhecimento, ou outros interesses colaterais, os prenúncios da governação local não são nada animadores. Mas isto, merece por si só um comentário próprio.

Luso,1 de Dezembro, de 2015                                           Águasdoluso.blogs.sapo.pt

 

 

publicado por Peter às 18:36

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