Sábado, 20 de Agosto de 2016

FOGOS

matagal.jpg

No centro da vila do Luso, a dois passos das Termas, a

chamada Quinta do Alberto está neste estado lastimoso

e é mais uma bomba de relógio ao serviço de eventuais

incêndios  de rápida propagação.

Deve-ser acrescentar que o terreno, onde também está

implantado o depósito da água é propriedade da

autarquia Câmara da Mealhada ! Nem esta autarquia,

nem a freguesia local parecem saber do que têm

na frente do nariz !!!

 

 

 

baixo do nariz....

publicado por Peter às 16:12

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Sábado, 25 de Junho de 2016

EPPUR SI MUOVE!!

 

029.JPG

E no entanto ela move-se !

Esta é  a velha questão de Galileo Galilei ! Tal como a velha história do lobo quanto mais grita o pastor mais desacreditado fica ! Afinal a Delegação de Saúde confirma em Maio as análises de Março e outras análises anteriores e é sobre estas cordas bambas  que os responsaveis da politica funcionam. Afinal amargamente nos conceitos rotineiros de donos e senhores do pequeno mundo que  criaram. O  mundo deles, o seu próprio parque Jurassico! O rei parece ir nú.  Pobre do rei , julga que vai vestido! Não é o primeiro nem será o último a ser apanhado com as ceroulas  na mão, mas de facto desnudou-se numa triste figura. O rei, os fidalgos  da sua real cabana , o clero ,os morgados, as mordomias !  Naquela terra já se viveram melhores dias , mas a gente conhece, entre súbditos e não subditos que a água anda inquinada .

Às vezes, num periodo calmo e de alguma paz dentro do reino as análises do feiticeiro aparecem correctas. A abundância é muita, jorra por todo o lado e arrasta das encostas, das ruas, das avenidas a vilania dos servos. O contrário do que diz o rei , mas depois umas festas mais ou menos medievas fazem o contentamento  dos justos , os pandeiros animam-se pelos becos, os arautos espalham os dourados, os saltimbancos instalam-se nos pátios , os bombos ribombam e distribuem-se moedas e lagostas ,perdão, sardinhas, entre o aglomerado. A corte tem destas francas ofertas  para contentar os desgraçados  e ajudar a  esquecer  as misérias diárias ,mas isso nunca apaga verdades. Os tronos estão em guerra e nem os dotes do mago nem os sorrisos dos bobos duram sempre e a água, essa que nasce  cristalina como dizem , vinda lá das furnas serranas não se sabe donde, suja-se.  Além de imprópria é suja como lamas do inferno . Levam-na encanada e não fica cá nada ! E riem-se dos sertanejos, dos moleiros, dos pastores, dos burriqueiros, dos bem intencionados !

Estão-se nas tintas para o turismo e hotelaria! Desenrasquem-se!!!

Quando o rei soube disto da  inquinação que despoletei em Março  levantou-se e disse: - Não ! O rei afirmou solenemente que nada disso acontecia e reunindo a corte com  os seus cortesãos , os fidalgos, morgados e controleiros  mandou-os   dizer que não.  E todos disseram não. Peço desculpa, eu disse controleiros  mas  disse mal , palafreneiros é o que queria dizer. Palafreneiro, do latim Palafredárius  era  uma espécie de ministro dos cortejos e das festas e zelador dos protocolos. Não e não ,repetiram em coro !

-Sabotagem!  Ouviu-se depois  o rei clamar !E todos repetiram de imediato:     

-Sabotagem! Sabotagem ! Sabotagem! Três vezes sabotagem !!!

E escolheram  até o actor da blasfémia , o criminoso que dá origem á dita inquinação.

-Abaixo a recolha ! Gritou o rei. E todos aclamaram, abaixo a recolha !

Até a própria Recolha ficou admirada com a importância que nunca lhe fora atribuida e encolheu-se como se encolhem as recolhas cuja significação não significa nada.   Mas mesmo assim o diabo da água não cristalinizou. As análises mantem o seu veredito, de IMPRÓPRIA , no mês  de Maio !  E chamam-lhe maravilhosa ! O absurdo!!!

Mas descansem os subditos,  o rei  não caiu da cadeira abaixo, quero dizer, do trono, ele  ouviu os conselheiros , alguns menos maus outros piores e decidiu de repente virar o bico ao prego. Reconheceu  conforme o real saber ,que afinal há mesmo inquinação ! Vestiu as calças ainda a tempo por cima das ceroulas e não se sabe  se decidiu substituir  os velhos aquedutos do tempo da romanização , mas esse é o único remendo  plausivel e  eficaz.  Fez bem o rei ao explicar aos subditos a origem e o conteúdo  da estrutura que ainda nasce livre   entre os dejectos dos servos da gleba e dos vilões, conspurcada afinal por matérias fecais ou coliformes.  Não tão inofensivas como o rei profetiza, a não ser  que o sejam no seu reino por sua expressa lei! Mas dando  razão ao pagode não necessitava levar a realeza até ao ponto extremo de dar o dito por não dito.

Para terminar, só pretendo dizer para humildemente corrigir o rei que a água bruta pode ter melhor ou pior sabor ,mas a àgua pura  ainda não tem qualquer sabor  e foi sempre de água pura que se falou no reino em relação á fonte deste santo João Evangelista.  Parece de facto distraído em relação ao Condado. Desde que me lembre , e já sou muito velho, já tenho calos no rabo como o santo, a àgua do S.João foi sempre própria e destinada ao  consumo humano  e nunca soube a nada.Como pode ser cristalina e maravilhosa , com sabor??? Alguém anda a meter os pés pelas mãos no negócio da água ! Não admira !O rei não sabe do seu reino e não é uma estupida tabuleta que resolve a questão perante os milhares de pessoas , que beberam e bebem das onze bicas da fonte. O Turismo também não é nada disto! O condado ainda oferece ao reino , de mão beijada, dinheiro suficiente para ser considerado!  Penso que não só o Condado  como o próprio  reino, merecem outro tratamento , porque assim não se vai longe !!!

Galileo Galilei , que era sábio e fisico e já tinha a cabeça em cima do atado das vides para ser queimado vivo quando se retratou perante os bispos ,  cerrando os dentes  murmurou:

-E no entanto ela move-se !!! Eppur si muove, na língua original!

E de facto  a Terra continua a andar certinha  a órbitar o sol!

Nervi, Junho, 2016                                                  Àguasdoluso. blogs.sapo.pt

 

publicado por Peter às 19:50

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Sábado, 9 de Abril de 2016

FONTE DE S.JOÂO

DSCN4545.jpg

Para que não haja duvidas sobre a qualidade da água

aqui fica a fotografia tirada em 26 de Janeiro passado, referente

a uma amostra recolhida em 12 de janeiro, conforme se pode

ver na foto e que  ainda se mantinha afixada em 6 de Março.

Isto parece ser  a  salutar prática em prol da pureza da

água. O Luso parece  estar na lista negra  da Câmara.

piramide.jpg

Nesta outra fotografia, tirada ontem, apesar da fraca

qualidade da chapa, pode-se ver que as autarquias, quer

Câmara quer Freguesia, não tem dinheiro para comprar

um litro de tinta maritima para mandar pintar o friso azul

em volta da pirâmide da Fonte S. João. Neste caso, o

comentário resume-se a dizer que há por aí muitas

pocilgas que estão mais limpas do que isto. 

HAJA DEUS!!!!!

 

publicado por Peter às 12:01

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...

DSCN4545.jpg

Para que não haja duvidas sobre a qualidade da água

aqui fica a fotografia tirada em 26 de Janeiro passado, referente

a uma amostra recolhida em 12 de janeiro, conforme se pode

ver na foto e que  ainda se mantinha afixada em 6 de Março.

Isto parece ser  a  salutar prática em prol da pureza da

água. O Luso, convençam-se lusenses, está na lista negra

da Câmara.

piramide.jpg

Nesta outra fotografia, tirada ontem, apesar da fraca

qualidade da chapa, pode-se ver que as autarquias, quer

Câmara quer Freguesia, não tem dinheiro para comprar

um litro de tinta maritima para mandar pintar o friso azul

em volta da pirâmide da Fonte S. João. Neste caso, o

comentário resume-se a dizer que há por aí muitas

pocilgas que estão mais limpas do que isto. Haja alguma

decência !!!!!!

 

publicado por Peter às 11:45

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Quarta-feira, 16 de Março de 2016

ÁGUA QUINTA MARAVILHA

018.JPG

 H á dias a Câmara Municipal inaugurou um posto de turismo na sede do concelho. Já aqui disse, essa é a minha visão das coisas, que faz mal, o posto de turismo deve ser na freguesia onde estão os recursos e melhorar o existente seria a única forma séria e útil de servir os interesses concelhios. É óbvio que não há lugar para dois postos de turismo, esta ideia é um erro da política local, senão mesmo um erro camuflado para matar um deles. É fruto  de estreiteza politica e da falta de massa crítica para fazer avançar processos de desenvolvimento do território como o nó ferroviário da Pampilhosa que não passou de conversa enquanto eram feitos o de Cacia e Vila Verde., ou classificar o Buçaco no património da Unesco, processo que já devia ter avançado e ser hoje realidade sustentada e não a mesma promessa de há vinte anos atrás, agora com descrédito acrescido. Em substituição destes projectos de desenvolvimento de mais complexa execução, fazem-se vazias manifestações de coisa nenhuma como essa das maravilhas, que nada acrescenta a um sector já de si bastante degradado ou multiplicam-se pavilhões para festas e casórios!

Acabar com a poluição do nosso espaço ambiental que se tornou crónica, outro problema grave, não está no horizonte da autarquia, incapaz de o solucionar eleição após eleição, bem como a execução dum espaço de golf fora do lugar próprio, e que deveria ser alterado para a figura de um projecto intermunicipal de 18 buracos a implantar entre dois municípios capaz de o tornar possível em custos de construção e manutenção.

Projectos como estes,  bem como um projecto de incentivos para a criação de empresas de inovação e valor económico para os espaços industriais fariam andar para a frente o município ,seria bem mais útil que a multiplicação descontrolada de estruturas destinadas á angariação de votos, cujos custos são sustentados pela autarquia. Qualquer município precisa de ter riqueza para haver redistribuição pelas famílias e pelos bens estruturais, mas nós, genuínos fazedores de improvisos, fazemos o contrário começando a casa pelo telhado e não pelos alicerces o que põe em sério risco um futuro sustentado.

A defesa das Termas do Luso e do famoso complexo negociado com a autarquia, o Luso 2007 que incluía umas hipotéticas fábricas de produtos afins no hipotético parque industrial de Barrô com entrada de now out , criação de riqueza e de empregos, que deveria ser defendido até às últimas consequências, não passou afinal por de mais um balão de ensaio para usar e deitar fora que conduziu ao desmantelamento da estância termal do concelho e da vila do Luso, esta nos seus retoques finais em morte lenta. Um ciclo de facilidades e contradições da política local que está longe de se poder interpretar nas suas variadas nuances e hiatos , mas extremamente errático para não dizer irresponsável.

Noutras áreas, o que tem feito a autarquia é concentrar o pouco que há em seu redor no centro administrativo do município, em vez de, como neste caso do posto de turismo, instalar um posto das Rotas do Vinho e do Leitão aumentando a visibilidade daqueles produtos nativos chamando-os pelos nomes próprios e não por um remark sem originalidade, as quatro maravilhas, uma mensagem nula. De resto o produto e os serviços já são suficientemente bons para serem chamados pelo nome próprio e não integrados num folclore paroquial destinado a umas jantaradas entre políticos. Hoje, nos tempos da net e do GPS, mais um posto de turismo é perder tempo e dinheiro, quando se pode instalar um posto com o mesmo fim e vantagens num site adequado como se faz  mundo fora. A não ser que se batalhe pelo turista pé rapado ou pelo excursionista do garrafão em vias de extinção que nada deixam pelos lugares por onde passam. Não me admira nada esta filosofia depois que  vi alguém iniciar-se  pela feira do Cartaxo há alguns anos atrás.

Mas acontece, e isto é bastante curioso, que nestas maravilhas está incluída o pão e a água. O pão, produto que é difícil encontrar na fabricação local e água que, suponho, não será a do velho e bonito chafariz que fica atrás do edifício inaugurado, mas presumo seja a do Luso. É que dois dias depois da inauguração dessas maravilhas e do posto de turismo, passei pela delegação de saúde do concelho e consultando o relatório das águas das nascentes verifiquei que a água da nascente da Fonte de S. João do Luso está imprópria para consumo. Sobressaía em letras maiúsculas do relatório das análises oficiais assinado pela senhora Delegada de Saúde no expositor público da própria Delegação, IMPRÓPRIA.É a água que eu bebo, eu e os meus conterrâneos e os que acidentalmente , e são muitos. ali vão encher garrafas e garrafões. A ser esta a maravilha em causa, pergunto-me, como é possível um município inaugurar um posto de turismo onde figura a maravilhosa água,  imprópria para consumo!? E fico-me por aqui para minorar alarmes, entendendo no entanto que são factos que não se podem calar ad eternun como vem acontecendo. Na minha modesta opinião, depois de quinze anos de experiência em que andei gratuitamente envolvido no sector com o mesmo gosto e amor com que escrevo estas linhas no jornal, esta é a negação total do turismo! Ou uma brincadeira de mau gosto!

Escamotear a verdade escondendo ardilosamente os factos reais e a falta de qualidade, é a melhor maneira de espantar o turista que, hoje em dia exige, além duma informação acessível e rigorosa, qualidade das ofertas e preços competitivos. Vender gato por lebre, mesmo que seja por descuido, não é coisa tolerável. Mas foi assim que se inaugurou o posto de turismo, e se apresentou na Feira do Turismo de Lisboa este concelho, já não o LUSO-BUÇACO, mas umas quatro incógnitas maravilhas!  

Será esta água uma quinta maravilha ou estava já incluida? Fica a pergunta.

Mealhada,1 de Março, 2012.       Águasdolusoblogs.sapo.pt

 

 

publicado por Peter às 22:45

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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016

LUSO,ÁGUA IMPRÓPRIA

fontecapela.jpg

Há dias em que um morador  do Luso não resiste !!!

Há  meses Câmara e Freguesia foram alertadas para a

possibilidade da água da fonte  de S.João, donde sai

abastecimento público e doméstico, estar inquinada...

Parece que ninguém ligou, ninguém quis saber !!!

Abafaram!!!

Seis meses depois , na Delegação de Saúde o relatório

exposto classifica-a como IMPRÓPRIA.

Faltam os relatórios dos meses anteriores, adivinha-se porquê....

Depois das Termas, da Mata Nacional do Buçaco, dos maus

cheiros ambientais, só faltava a água inquinada para acabar

com a terra...

Onde estão os políticos para defender o Luso?????

publicado por Peter às 18:01

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Sábado, 20 de Fevereiro de 2016

ONDE ESTÃO OS CÊNTIMOS DAS ÁGUAS ?

 

contrexcasino1.jpg

 F oi no mês de Outubro do já longínquo ano de 1988 que se assinaram, primeiro em Contrexeville, depois no Luso, os acordos de geminação entre as duas povoações termais, Luso e Contrexeville, cujo principal traço de união consistiu exactamente no facto de serem ambas estâncias termais e possuírem em simultâneo engarrafamentos  e venda de água. Contrex, um gigante francês em produto e tecnologia, o Luso um pigmeu ibérico cuja qualidade da água de mesa superava e supera a sua congénere gaulesa. Na freguesia do Luso governava o partido popular democrático, o velho PPD, que acumulava também com o poder na Câmara. Foi pois o PPD local que conduziu e assinou os protocolos de geminação, de oito a 16 de Outubro com uma delegação do Luso em Contrexeville, de 26 a 30 do mesmo mês com uma delegação de Contrexeville que se deslocou ao Luso.

Estavamos ainda frescos de entrada na CEE mas os protocolos foram elaborados entre ambos os parceiros beneficiando da sabedoria e experiência dos franceses já mestres na matéria. Faziam parte dos acordos a troca de pessoas, de experiências autárquicas e fabris, de alunos e professores das escolas, de manifestações culturais e desportivas, colóquios, e abria-se ao mesmo tempo uma porta gigantesca para a Europa que para nós, fechados e esquecidos há dezenas de anos neste rabo do mundo, era um enigma para onde se emigrava á procura de trabalho e sobrevivência. E fizeram-se de facto algumas trocas, não tantas nem tão frutuosas como se poderia sonhar, mas mesmo assim foi uma porta que se abriu e nos colocou á disposição um mundo novo, o da cooperação e amizade entre povos, onde se deve destacar o papel da responsável pelo Comité de Jumelage francês, Simone Paulmier, grande amiga de Portugal, do Luso e do Buçaco, e do leitão, cuja pujança e vontade de fazer empurrou muitas vezes a nossa atávica inércia em movimento expresso em trocas e contactos constantes e se mais não se fez foi porque nem sempre houve pessoas, sobretudo da nossa parte, dispostas a participar nos encontros, manifestações e viagens que se fizeram.

Este pequeno historial vem a propósito dum resultado obtido, os centavos ou tostões que se conseguiram obter das águas do Luso por cada litro de água vendido no mercado: Foi uma ideia retirada do acordo das águas francesas, traduzida para o português do Luso e depois tornada pretensão pela Mealhada, Câmara. De facto, começamos a notar que Contrex, uma pequena cidade mais ou menos do tamanho do Luso, possuía estruturas e equipamentos urbanos de excelente qualidade, um ótimo campo de futebol relvado, um belo pavilhão coberto, um bom cinema, hipismo, uma moderna escola. etc. E perguntamo-nos como tinha a autarquia   local, a mairie, tanto poder financeiro para realizar tais obras, sabendo então em pormenor através da nossa companheira de geminação Simone Paulmier  e pelo marido Micchel, do contrato existente entre a sociedade das águas de Contrexeviile e a autarquia, da qual esta recebia uma pequena percentagem em francos por cada litro de água posta no mercado. Aprofundada a questão e incitados pelo Comité francês a tentar  a mesma solução, fez-se a ideia e preparou-se o acto, com a autarquia Câmara a entrar  neste processo mercê da legislação portuguesa que descrimina negativamente as freguesias e não lhes permite assinar estes negócios. Foi assim que o então autarca da Câmara, aproveitando a oportunidade do litígio que decorria no tribunal de Anadia entre autarquia e SAL, conseguiu, e bem, meter os centavos litros de água vendidos no acordo que fez, roubando-nos a ideia ou aproveitando o trabalho feito pelos autarcas do Luso para beneficiar o município. Eticamente é dinheiro é da freguesia do Luso, visto que só o facto da divisão administrativa não permitir que o fosse na prática. Preparado e cozinhado por autarcas das termas, hoje é das deliberações dos políticos que estão na sede do concelho que depende, onde o Luso, por ironia, poucas vezes tem lugar por força dos compadrios e dos logros partidários onde tem caído a cegueira dos eleitos. São recebidos para cima de meio milhão de euros anuais, que em cerca de quinze anos de concordata já somarão qualquer coisa não muito longe de oito ou nove milhões de euros. É muito dinheiro, que nem de perto nem de longe a Câmara investiu na estância termal. Onde gastou então esse dinheiro o município? A pertinência da pergunta leva-me sem rebuços a pô-la aqui claramente. Já que não é gasto no Luso como era justo que fosse, não seria minimamente exigível dar conhecimento aos órgãos autárquicos que deram voz á ideia e proporcionaram a sua elaboração, os autarcas do Luso, particularmente freguesia, turismo e até ao velho PPD que assinou a geminação, onde se gastou e gasta esse dinheiro? Não seria obrigação dos eleitos tornar público o seu destino em prol da clareza de processos? Porque se fará da verba, um segredo de Estado? Silenciosos, secretos e dogmáticos, sucessivos executivos municipais calam-se, calando com a mudez a essência da própria democracia. Saberá hoje a gente da freguesia do Luso e os eleitores do concelho que a Câmara recebe para cima de meio milhão de euros anualmente por via dos acordos de geminação Luso-Contrexeville? Dos eleitos locais quem interroga a Câmara sobre o destino que dá a esta verba? Como cidadão do concelho, parece-me que deveríamos saber o que fazem os que elegemos a essa significativa verba. A democracia é a gestão com clareza e limpidez, sem amuos, sem secretismos e muito menos sem sectarismos, com correcção e informação aos munícipes do que se passa á sua volta. A democracia é paga por todos nós e aberta ao conhecimento de todos, uma coisa está implícita na outra, sem cidadãos não há democracia. Aqueles que elegemos estão ao serviço do cidadão e não o contrário, como parece acontecer!

Gotenborg, Fevereiro,2016                                  Águasdoluso.blogs.pt

publicado por Peter às 23:44

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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2015

CHAFARIZ

DSCN4314[1].JPG

 Endireitada a sinalização do post anterior, quem sabe se 

à custa de algum comprimido, é com prazer que se coloca

a pedido o chafariz de 1910  que foi recentemente recuperado

como se pode ver. Para alguns, falta a pia ou bebedouro dos

animais , para outros os bois  que ali bebiam , para outros porém,

alguns burros também vinham a propósito. Seja como for está

bonita a fonte , mas faltam as hortenses laterais, essas que foram

as flores que por ali existiram noutros tempos.

publicado por Peter às 23:26

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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

175-UM JAZIGO OPORTUNISTA

urna.jpg

Chapa preta sobre o tumulo e o fim das Termas????Que defundo  aqui mora?

N ão vale a pena resmungar, vai tudo p'ra Mealhada!!!!!

Corria o ano de 1955 quando foi construido este fortim de cimento, não para servir em qualquer guerra mas para proteger e orientar a usurpação da água do Luso para a Mealhada e Antes. Para a Antes, talvez porque o autarca era dali, a história repete-se sempre,onde está o poder está o abuso e assim, apesar de se prever que a enxurrada não fosse suficiente para o abastecimento do município, os tempos eram propícios ao autoritarismo e a ditadura deu a ordem que foi transmitida com conhecimento óbvio do próprio Oliveira Salazar.

No entanto, a freguesia do Luso, pesem todas as contradições entre políticas e regimes, tinha então sem dúvida mais poder de critica e de protesto do que tem hoje ,e saiu em peso para a rua, armada de pedras, enxadas e varapaus , acantonou-se dias seguidos debaixo dos chorões que guardavam os dois tanques da água e manifestou-se veementemente, ameaçou, correu com a primeira levada de funcionários municipais e gritou os seus direitos aos quatro ventos desde a sede da freguesia até a Cova da Areia e aos assentos do poder . Quando o cabo Roças não se entendeu com o assunto, chamou a policia de choque a intervir e o palavriado barato dos engodos pacifistas deu lugar á pedra, ao pau , à pancadaria e só as velhas mausers da GNR e as  metralhadores pesadas  mais os garrotes físicos contra a liberdade de expressão serenou os ânimos e possibilitou aquilo que na altura foi considerado pela população , o roubo da àgua da fonte de S. João.

 

tratamento.jpg

 A  ex-estação de tratamento , um simbolo muito pouco simpático da história da terra !

Em paralelo, o município continuou o abuso e chamou á nascente sua, utilizando o poder do mando e da ditadura existente para executar as suas decisões, também elas fora de qualquer ortodoxia democrática. Assim a Câmara autarquia, tomou posse da propriedade. De facto, a fonte fora sempre da Junta, havia até um emblema erguido num pequeno pedestal fazendo jus à propriedade e era um roubo subtrair agora, sem esta nem aquela, a àgua cristalina às onze chorudas bicas que ,depois do grosso tombo, escorriam felizes por uma rede de canais de rega ardilosamente abertos de forma a chegar a todos os pontos do lugar e de fora do lugar. Naquela altura, bradava aos céus que assim fosse usurpado um bem e só a força bruta das armas podia amedontrar a razão a par duma polícia política secreta e ameaçadora.

Não fora essa mesma polícia que poucos anos antes tratara da saúde ao perigoso comunista Cunhal pondo-lhe a mão em cima quando recuperava calmamente da sua fraca saúde em frente da Vila Aurora no Casal de Santo António? Desse, apesar do secretismo que envolveu a captura apoiada pela mesma Câmara da Mealhada, pouco ou nada se sabia, mas o governo não se fazia rogado no  tecer das mais torpes considerações sobre o homem, um comedor de crianças ao pequeno almoço, um matador cruel e feroz, um inimigo da pátria , da igreja e da nação, tudo metido no mesmo saco, tal a grandeza do Demo que lhe afinava os miolos, aparafusados em pura maldição nos antros mais esturricados dum real inferno de Dante!

tumulo 1.jpg

Uma obra prima no meio do passeio para peões...!!!!!!

Andava na escola primária quando isto aconteceu , aprendia as primeiras letras nas derradeiras aulas da dona Judite , mas a notícia desta operação tantas vezes ensaiadas para apanharem o pobre rapaz com a cuecas na mão ás sete horas da manhã e uma rapariga a dormir no quarto ao lado, foi como um acto solene e ao mesmo tempo diabólico, coisa descrita em silêncio de ouvido para ouvido entre os poucos habitantes mal esclarecidos do lugar, o Silva, o Lulas, o Feio , o Martins e poucos mais. Os outros, na sua maioria, viviam numa ignorância de bater do sino, não escutavam, não piavam, não sabiam e para além da fome e do medo de que se ouvia falar, á distância era qualquer coisa de surreal as vidas desconhecidas dos inimigos da nação, um fenómeno incompreensivel e proibido a tão simples mortais habituados á irmandade civil tal como á irmandade familiar. Neste caso, num resumo do que há para contar, a Câmara levou a água ao seu moinho construindo um mausoleu na nascente e um mausoleu na estrada nova, este o da fotografia. As gentes do Luso e da freguesia apagaram-se ante as ameaças da morte certa e esta estação de tratamento, que chega até aos nossos dias, aí está a testemunhar o episódio. Há muitos anos desativada porque de facto a insuficiência da àgua, como se previa, a encerrou, foi agora recuperada pelo município que acha isto uma obra com chispas de valor arquitetónico e arte! Por mim, acho isto uma vergonhosa obra fascista a perpetuar um roubo que se fez ao Luso e como tal sugeri à Câmara que a sua demolição seria uma ótima solução. A resposta está atrás, o elevado estilo e valor arquitectónico ! Como munícipe, nunca mais vou sugerir nada à Câmara da Mealhada, através do seu pitoresco e útilissimo email e vou escrever aqui que para a freguesia do Luso isto é uma indignidade, um insulto , e um tumulo, vejam as imagens, que a mesma Câmara faz com intenções desconhecidas. De facto, ao Luso e ás suas Termas, faltava o mausoleu que aqui está. Um Jazigo a condizer com o estado de esqueleto que ajudou a criar! Um enigma, em todos os sentidos, nada prometedor!

  

publicado por Peter às 23:07

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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

FONTE

 


A obra pesa, acutilantes espaços,
carregada nos ombros, escasseia
o sol, a luz,e um abrir de braços
ao  cenário do verde que a rodeia.

água dada, roubada,do profundo
lençol onde se acoita , os namorados
já são nenhuns á noite, até no mundo
que já se libertou desses cuidados.

hoje é uma pedreira, duas fontes
a mais que onze , perfil assustador,
noventa graus, medidos numa cor,

silêncio, toneladas, mastodontes,
encaixotam sem nervo esta nascente
que era mais leve e livre,antigamente.

 

FS

publicado por Peter às 12:27

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