Quinta-feira, 31 de Agosto de 2017

Ladeira do Chafariz

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 Aspecto da Ladeira do Chafariz uma velha rua

do Luso de Além , hoje no seu estacionamento

empedrado, depois de ter sido uma rua em

macadame e alcatrão.

Serviu carroças e burros , ronceiros carros de bois

e, como se pode ver neste boneco batido, ainda

mantém  o seu perfil urbano e citadino.

Agora, sem lugar para  peões já não dá acesso

á Pensão Portugal nem á Pensão  das Termas

e  muito menos é palco de relatos de hóquei

patins dos tempos áureos do Jesus Correia,

do Cruzeiro, do Correia dos Santos, do Lisboa

e Perdigão ou do Emidio, guarda redes.

É uma rua  velhinha duma terra que perdeu

o seu encanto e romantismo e deixa apenas

saudade pelo que foi e que não é.

 

publicado por Peter às 23:39

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Quinta-feira, 18 de Maio de 2017

PÁSCOA ; UM FANTÁSTICO FOLAR

 

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Uma imagem eloquente da Câmara da Mealhada...

 Finalmente a época pascal trouxe ao município um fantástico folar. Ainda as eleições vem no adro, em Outubro, mas o cesto dos ovos começa cedo  a encher, as galinhas poedeiras, rijas como um galo de idade já proveta, depois de quatro anos de fome deitam  fartura pelo rabo, uma espécie de multiplicação dos pães na época da ressurreição do Senhor, um milagre depois de quatro anos sem dinheiro e sem ideias , tirado da cartola  dos estrategas políticos  do concelho. As obras futuras que têm sido anunciadas na imprensa da região são tantas em quantidade e volume de custos que num país em crise e a viver na corda bamba duma divida tolerada é provavelmente  impossível a sua concretização!

Excluindo uma mina de ouro ou poços de petróleo descobertos no município, coisa que não aconteceu, só o melodrama dos votos pode justificar este empanturrar do eleitor com promessas  que o tempo dirá são balões de oxigénio para manter no poder o mesmo poder.  De resto, simples contas de somar e subtrair transformam a fartura das obras em  propaganda política, não se sabe se paga se gratuita, embora custe acreditar que a imprensa regional, vivendo ela própria a balões de oxigénio, se preste a um serviço sem retorno que lhe compense os gastos próprios. Adiante!

No caso destas permanentes notificações induzidas, que custam caro ao eleitor pelos jornais e assessorias de pré-campanha , cabe sempre o anúncio da recandidatura dum Buçaco extremamente degradado a património da Unesco denunciando a falta de transparência e  o engano, não existindo honestidade política neste desfraldar de bandeiras, visto que se trata de anunciar como novo aquilo que já tem barbas, retirando aos eleitos de 2004 a iniciativa do início do processo e a sua inclusão na lista nacional de candidatos a partir daquela data. Agora, limitam-se a relembrar a inclusão no Buçaco na lista entre comes e foguetes como novidade,  muito mal pareceria se o não fizessem como simples gestão  do dia-a-dia da Câmara, mas fazer de nós, eleitores, parvos ou ignorantes, ultrapassa a honestidade da politiquice caseira tomando-nos por esquecidos, tolos ou  bom campo de ludíbrio.

São os foguetes supérfluos, o logro e a sem vergonha política do pequeno poder local. O mérito se o haveria de haver, não está com esta gente mas com quem promoveu esse primeiro passo, porque o seguinte, o dossier de candidatura, nunca ninguém o entregou, continua aguardando entre as teias do edifício municipal pelos primeiros passos, embora já tenham sido, também na senda do mesmo logro, anunciados.

Mas voltando ao assunto inicial, convém perguntar porém onde vai buscar a tesouraria municipal verbas para uma Etar, dois mercados municipais, um edifício novo para Paços do Concelho, a remodelação duma escola Secundária, um teatro em fase de acabamentos, obras na Mata Nacional, a manutenção do Palace Hotel, etc,etc?

Palavra que as contas são difíceis de fazer , mas tornam-se fáceis em ano eleitoral, pois prometer não custa nada. Se o anterior mandato foi destinado às pessoas e se gastou o dinheiro em rijas festas, este irá ser destinado às obras e já se gasta em foguetes. Porque obras, obras, só  o aumento da etar ou uma contrução nova , a única coisa prioritária deste vasto e grandioso plano, poderá levar as disponibilidades autárquicas ao rasoiro das gavetas e esperar comparticipações  de fundos europeus vai ser uma lotaria duvidosa num Portugal que continua a necessitar de gerir rigorosamente os gastos e aumentar a riqueza com investimento reprodutivo. Como as autarquias não reproduzem nada, pergunta-se se isto é um festival de hipóteses, intenções e de moedas ao ar, questão de caras ou coroas.

O único sentido destas obras, diga-se, passa por dilatar em futuros mandatos políticos a sua execução e espalhar perfume de rameira na pré-campanha, onde nem sequer há uma oposição capaz para denunciar um poder que há trinta anos repete a mesma cartilha e hoje arruína as duas principais riquezas de contexto europeu que existem no pequeno município, o Buçaco e as Termas. É o chauvinismo concelhio, outra asneira dos políticos redutores que temos tido, ser ainda mais pequena a cabeça que o território e não ter oposição ou tê-la para dizer ámen por qualquer razão incógnita. Política sem opositores é uma casa sem mulher e pensar que tudo estará bem no silêncio que se escuta é o pior  sinal da podridão dum sistema.

Temos ainda presente a trama antiga que só a queda da cadeira conseguiu alterar nos seus alicerces dogmáticos. Hoje, na mesma esfera de limites, agarram-se à cadeira como as lapas às rochas das marés, gabam-se e festejam-se a si próprios e chegam à vergonha de afirmar que vão a jogo se...se decidirem por todos, se escolherem os outros, se mandarem por todos , uma maneira de armar em democracia pessoal quando Lisboa é que manda. Este condicional democrático que foi a democracia do que foi e é a democracia do que é, tem pouco suco para dar, está gasta e corrompida, precisa de ideias, de mudança, de seriedade  e de valores . É o regime que apodrece, não a política em si.

Estas exigências baronis, filtradas por funil de latoeiro em desuso, juntas com  afirmações irresponsáveis sobre o não destino turístico do Luso e do Buçaco feitas pelo edil do pelouro e suposto candidato aos microfones duma rádio , seriam suficientes para não ter condições para se recandidatar ao lugar que ocupa e que mediocremente exerceu no mandato que termina. Mas o concelho é frágil, dependente e pouco temerário na escassez da massa crítica de que enferma e dos empregos que distribui. Vivemos em brincadeiras de mau gosto onde se faz duma arte, a da política, uma mascarada de entrudos , onde nem uma oposição que tem o dever de se afirmar pelas suas próprias causas e soluções, existe  no terreno. Que razões estarão por trás deste aneurisma alguma vez se saberá?

PS. Cabe referir igualmente a inutilidade duma Asembleia Muncipal controlada pelo executivo, totalmente incapaz de dar uma para a caixa no concerto municipal . Entre afectos e do contra parecem da mesma confraria !

Quinto  ,Abril,2017                      Águasdoluso.blogs.sapo.pt

 

 

 

publicado por Peter às 13:24

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Domingo, 5 de Março de 2017

AS TERMAS

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N  este mês de Fevereiro as Termas do Luso mudaram de dono mais uma vez. Não sei se mudar de dono será o termo apropriado para sublinhar o fenómeno, pois um acontecimento contrário havido há poucos anos desmembrou a estrutura accionista da empresa em duas metades imperfeitas, metades essas agora devolvidas ao primitivo estado, ou seja, á posse do proprietário original, a sociedade das águas. Leva-nos a crer que tudo não passou de arranjos e desarranjos nas barbas dum poder político falido, um “trinta e um de boca” como diz o português, dada a aparente facilidade com que tudo se faz e se desfaz nas mãos do concessionário sem intervenção do concessor. Na prática um gestor que nunca fez falta á terra foi-se embora e outro que mantem algumas ligações á terra tomou conta da gestão, segundo as nossas fontes provisoriamente e dentro dum acordo que retira a propriedade termal a essa gestão independente através do ex-hotel das termas.

Na situação precária em que está a estância no que diz respeito a utentes e serviços prestados, este passo é mais um episódio da saga dos balneários que tinham os mil e seiscentos utentes que com frequência relembro antes da “requalificação “ ( já teve quatro mil)  e hoje nem atingem o número de seiscentos depois da “requalificação.” O desastre está na clara evidência dos números dêem-lhes as voltas que quiserem os intervenientes.

Se algo de positivo se sentiu em redor desde acto empresarial foi o recato, o pouco alarido em volta da questão, o que tanto pode significar coisa nenhuma como significar alguma prudência no assumir dum novo estilo, por falta de perspectivas ou definições sobre o futuro ou, como seria bom para o território, o enveredar cautelosamente por cumprir o contrato de concessão e ressuscitar o complexo termal e as valências que sucumbiram no investimento requalificativo, três milhões comparticipados a mais de setenta por cento pela CEE e não três milhões do bolso da empresa como quis fazer passar o seu orador oficial no acto testemunhado.

Se assim não for, será mais um passo em falso na valorização das termas e de todo o território municipal e este reassumir dum protagonismo na matéria não terá peso nem medida no tecido económico envolvente. O território, perante a incapacidade política de trinta anos de poder, precisa tanto das termas como de gente nova com massa cinzenta que desafie a estagnação existente e procure vias diferentes para o seu desenvolvimento,  bem situado mas perpetuamente  carente de ideias , desafios e apostas certas.

Nas termas, é a sociedade das águas quem recolhe o único proveito da maior riqueza existente no subsolo local mercê da concessão que tem do Estado Português e que, quer pelo contrato, pela legislação ou por simples dever ético deveria ser o motor do desenvolvimento local através da área que dirige e explora. Isso que faz parte da concessão de qualquer bem público e não tem sido cumprido, destruiu a vila termal, desfez empregos, fechou quartos e unidades de alojamento, arrasa o pequeno comércio, com a activa cumplicidade duma autarquia apostada numa política destrutiva. Em pouco tempo se acabou com o sonho dum homem sério e de visão, o único nascido neste concelho, Costa Simões, um pioneiro de olhos abertos e com amor e interesse pela sua terra.

No recente ato pronunciado, algumas palavras dos responsáveis terão pretendido dar garantia aos eventuais protocolos existentes, presumimos uma abertura ao exterior. São palavras apenas, oxalá esses desígnios sejam cumpridos e as estruturas termais não se venham a transformar num complexo privado ao serviço da unidade hoteleira que o abrigou, deixando o pouco que resta da vila termal ao abandono. Uma coisa é certa, enquanto o concessionário termal não der sinais doutra postura e prática consoante os deveres contratuais que englobam águas e termas, a pouca credibilidade mantem-se, as termas serão o anedotário em que se transformaram e sem investimentos e uma gestão criteriosa e agressiva continuarão a não trazer clientes como vem acontecendo.

De facto, se a concessionária, único beneficiário do bem que é a água da mina , não investe para lá da água engarrafada, quem irá investir num amanhã em que o próprio explorador do possuído não acredita?

Como o poder artesanal que nos governa, local e o nacional que é responsável pela concessão, e não a autarquia Câmara através do logro que faz passar por aí, estão por qualquer razão adormecidos, apenas as palavras proferidas no acto da mudança, ouvidas e escritas nos pequenos jornais locais deixam uma mínima nesga de profética esperança no sentido de que alguma coisa possa mudar no estabelecimento termal que venha a ter alguma repercussão positiva no município.

PS- A propósito de município, gostava de sugerir um peditório entre todo o cidadão deste concelho a favor da Câmara Municipal com o fim de ser utilizado na reposição dum vidro da cúpula da Fonte de S. João, um vidro que se encontra partido e estilhaçado há um ano, pois pelos vistos a autarquia não tem dinheiro para o comprar e mandar repor no sítio. Em simultâneo aproveitavam para pintar de azul o nojento rebordo da mesma cúpula que se encontra impróprio para ser visitado por qualquer turista ou cidadão. Como os autarcas não têm vergonha eu próprio colocarei á disposição, se necessário, uma lata de cinco litros de tinta para o efeito. É quanto basta!

Luso,Fevereiro,2017                                                                   

 

 

 

 

 

 

publicado por Peter às 22:36

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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017

AINDA O CINEMA

cinemavelho.jpg

Ora aqui  temos, ainda que de fraca qualidade, uma

imagem original do Cine Teatro Avenida do Luso

construído na primeira metade do século passado por

emigrantes do Brasil.

Como se vê é um belo edificio que caracteriza uma

época com uma arquitetura própria e exclusiva para 

casas de cinema das quais existem dois ou três

exemplares em Portugal.

A Cãmara da Mealhada é  hoje o proprietário do

imovel, comprou-o há alguns anos. Completo. 

Foi  nas suas mãos que começou a ruir, hoje o

telhado da zona do palco está em franca queda

e todo o  resto ameça súbita ruína. 

Depois de ter reconstruído  os cinemas de Mealhada

e Pampilhosa que não sua pertença, a mesma 

autarquia deixa cair o das Termas, que é de seu

património.

Porque comprou a câmara o imóvel ? 

Se não era para reconstruir que outras razões e 

interesses levaram á efectivação do negócio?

Numa câmara tão exemplarmente gerida para

que servem as ruínas como esta, como a Junta

Nacional do Vinho, entregue ás ratazanas, como

uma antiga fábrica de cerâmica na Pampilhosa

só com paredes exteriores de pé?

Será gerir bem gastar o dinheiro do municipe

desta maneira ? E para que serve o milhão de

euros gastos nas àguas de Coimbra ou um

milhão e meio para a Mata Nacional do Buçaco,

que é património alheio?

Tudo isto deixa muitas interrogações no ar,

é pena não existir uma oposição  que esclareça

estas questões junto do poder local.

 

 

 

publicado por Peter às 18:12

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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017

ALICE

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 ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

C aro Presidente, estamos a chegar ao fim de um mandato a zeros. Zero de dívidas, zero de obras, zero de ideias, zero de crescimento. A meu ver, melhor seria dever o que se pode pagar com respeito pelas regras estabelecidas e ter feito alguma coisa. A gestão moderna não se faz sem o recurso ao crédito e a não utilização dessa ferramenta fundamental é mais passível de críticas que de elogios. Teria sido melhor para o território, melhor para o município, melhor para o emprego, melhor para o bem-estar, melhor para as pessoas aproveitar a realidade sem a patetice da dívida! Mas isso não aconteceu, o que de facto aconteceu foi o estagnar do concelho em edis a tempo inteiro, não sabemos quantos assessores e mais uns avençados que a pouca transparência política não deixa perceber. Uma hierarquia tão grande vista pela vez primeira no executivo da Mealhada para fazer zero, é muito mau, e assim se desperdiça o mandato em coisa nenhuma.

Este não é o caminho certo, caro Presidente. Pode ser a via da clientela que a partidarite quer ou a oportuna via que os votos anunciam, mas não é o caminho correcto para num concelho pequeno, carente e acrítico que precisa, ou precisava, dum executivo inteligente e activo e duma estratégia viva e ousada para visionar e empurrar um futuro. Tive a ousadia de pensar isso acreditando que a experiência adquirida lhe tivesse trazido confiança e iniciativa, hoje não ficaria bem comigo próprio nem perante os leitores se não corrigisse nestes maus resultados as previsões iniciais totalmente furadas.

O zero verificado é o fruto maduro duma acomodação politica não prevista nos dados da balança, um erro meu, não via então este concelho na paz podre em que vive quatro anos volvidos. Parado, inerte, incapaz, ancorado em fanfarronices balofas, com uma frota politica á espera do emprego numa terceira ou quarta volta mesmo sem o crédito duma carta de alforria. Digerindo azedas maravilhas de jantares politiqueiros, propagandas gratuitas, festinhas, futebóis e crismas de paróquia e zero de trabalho. Trabalho árduo não houve, medidas inteligentes também não, mal andariam os empresários se estivessem á espera do demagógico acto da política para fazer os negócios da venda do vinho e do leitão, já que a história da água é outra coisa e o pão, viste-o! Mas é tudo uma farsa da política assente na ruina dum passado comum que não diz nada, que não merece respeito nem continuação para ocupantes da conjuntural cadeira do poder.

As velhas estratégias que aguardam há duas décadas execução, um golfe, o nó rodoferroviário, os parques industriais de Barcouço e de Barrô, além desse pomposo Luso 2007, foram substituídos pela compra de lixo imobiliário onde a autarquia se especializa na criação de ratos e, na área de maior potencialidade do concelho, o Turismo, voltamos cem anos atrás com o arremedo de termas que hoje existe, mil e tal quartos a menos e outros disparates em que o município se envolveu na defesa do poder económico do capital que ironicamente nem temos, esquecendo os verdadeiros interesses das populações, dos empresários e investidores, bem como a herança de duas centenas de anos que recebemos de mão beijada. A gestão da última década, caro presidente, foi o desastre que está á vista. Nada acrescentou ao todo municipal, manteve apagado o fogo em todas as freguesias e continuou a tarefa de destruir irresponsavelmente a hotelaria e o turismo que tinham notório peso dentro dos nossos limites e mantinham postos de trabalho na freguesia termal, na qual está hoje claramente evidente o especial zelo político na sua liquidação e a total incapacidade para a defender. O contrário do que fazem todos os municípios por Portugal além! Porquê, pergunta-se? Querem transferir a freguesia  para onde?

Uma catástrofe abalizada por autarcas incapacitados ou intencionais? Os resultados á vista  são absolutamente contrários  aos interesses do território que ocupamos !

Talvez por não ser natural do concelho lhe falte o saber acumulado ao longo dos anos em muitas das pessoas que daqui são, que aqui moram ou daqui se espalharam mundo fora com a universidade da vida no bolso curricular, o trabalho, o saber e a necessidade de sobreviver nos alforges de famílias inteiras. Podíamos fazer um rol de gente daqui e de concelhos vizinhos, mas de nada valeria, nunca os conheceu, não os conhece, não são propriamente a sua história e muito menos a sua alma. Porém sem erros aritméticos eu refiro-lhe de forma concreta que neste município existiram mais de mil e quinhentas camas de hotelaria, freguesia do Luso incluída, e hoje, incluído o seu tempo de autarca no activo, destruíram-se, e não existirão mais que duzentos ou trezentos contando com as camas casuais ou camas de horas. Esta realidade, que naturalmente não lhe pesa, espelha a diferença que existe entre quem viveu a história, participou da história e aprendeu na história e quem pouco sabe sobre o que se passa á sua volta, particularmente nesse mundo relativamente recente e rico, a que damos o nome de turismo.

Nesta matéria, o que a política da Câmara tem andado a fazer são asneiras, tão ocas e tão vazias como os almoços leitoeiros das maravilhas onde pretensiosamente pretende meter o Buçaco como se o Buçaco fosse mais uma maravilha da mesa e dos banquetes. Além de não se comer nem beber, noutros tempos apenas os burros o faziam, o Buçaco é conhecido em todo o mundo há muito tempo e não é a Mealhada das maravilhas que o vai colocar no mapa mas exactamente o contrário caro Presidente. O Buçaco e as Termas sempre deram notoriedade ao município e são ainda hoje a sua potencial riqueza maior e o seu único destino conhecido além desse repasto a que se chama leitão. O meu caro amigo não entendeu ainda estas coisas comezinhas! Se o entendesse não fazia da Mata Nacional a barraca de farturas que anda a fomentar, zelava pela recuperação das termas, da fisioterapia, não gastava o dinheiro dos munícipes naquilo que não lhes pertence. Que o dinheiro não é seu , é de todos nós , deve-o  gastar bem, essa é a sua função, para isso foi eleito, para isso o escolhemos, não para se empinar numa política de saltos altos. Antes de cá chegar, muita gente do concelho fez este património comum que agora o caro presidente ajuda a destruir, ou não o defende, como era sua obrigação enquanto edil.

Depois o Buçaco é um templo, um templo botânico. Num templo há silêncio, adoração, paz e tranquilidade. É para admirar, usufruir, para amar e reflectir, é um lugar sagrado que merece o respeito. Como uma igreja é um local de culto, o Buçaco também o é, de culto e oração e de libertação !  Para arraiais chegou sempre a Ascensão, de resto, dispensa pisoteio, vendilhões de praça pública e promotores de negócios para lhes venderem corpo e alma transformando-o numa feira de vaidades. Deixemos as bacoquices, o empirismo, a senilidade política Se queremos estar dentro da cidade temos de falar e agir com a cidadania da urbe, com a clareza da palavra e da verdade, doutro modo nunca passaremos da aldeia que desejamos.

Depois, não vivemos no país de Alice, ninguém tira coelhos de cartola nem temos poços de petróleo, não somos árabes, sabe perfeitamente que nunca haverá dinheiro suficiente na autarquia para recuperar e manter a Cerca Buçaquina ou fazer a candidatura a património Unesco. Esta será apenas a sua presunção e dum partido que só existe na Mealhada de quatro em quatro anos, quando for necessário meter os votos na urna para escolher um amo já escolhido. Este ano parece que nem é preciso, a ditadura manda! Caminhos duma democracia afunilada nos pântanos deste país de sol! Mesmo assim, hão-de chegar ao Luso, transportar os amigos á sede do concelho frente á boca da urna. Como a política não tem vergonha, esquecem nessa altura que em quatro anos fizeram nas termas uma retrete pública, se entretanto acabarem a obra! Assim não vamos lá,  meu caro presidente!

Luso,Janeiro,2017

 

publicado por Peter às 20:46

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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2016

O TETO

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Neste Teatro que aqui vemos representou noutros 

tempos Alves da Cunha, Maria Matos, Vasco Santana,

João Vilarett,etc, e passaram inumeros filmes

que ajudaram a divertir plateias de turistas e residentes .

Lembro-me ao acaso de dois filmes, o italiano O Teto

e do americano o Comboio Apitou Três Vezes. 

BONS TEMPOS...

RSCN4703[1].JPG

Nesta foto do mesmo Teatro podemos ver não só

O Teto a cair como o próprio teatro em ruina e 

podemos afirmar que o Teatro já caiu Três Vezes,

fazendo jus ás memórias.

A Câmara da Mealhada, especialiazada em ruinas,

comprou este Teatro para cair mais vezes, porque 

três não chegaram ainda.

Essa autarquia recebe anualmente das  Águas do

Luso, cerca de 500 mil euros, ou seja, num mandato

recebe dois milhões de euros.

E o que fizeram nas Termas nesse mandato?

Uma retrete onde já existem cinco, destroem a Mata

Nacional do Buçaco e olham para as mini Termas

do Luso como se fossem um fanstasma!!!!

Se os eleitores não abrirem os olhos, o Cine Teatro

cai de certeza!!!!! 

 

 

 

publicado por Peter às 14:56

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Terça-feira, 2 de Agosto de 2016

A INUTILIDADE DA POLITICA LOCAL

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sta é uma imagem do Cine Teatro Avenida do Luso no seu estado actual, propriedade da  Câmara da Mealhada, que o comprou para o deixar cair depois de recuperar dois outros cinemas do concelho. Este Teatro era no seu tempo o de mais rica arquitectura, igual a alguns outros espalhados pelo país .Hoje  adulterado na sua parte frontal, ainda está a tempo de ser reconstruído na sua  traça original, apesar do telhado já estar a ruir sobre a zona do palco , onde chove como na rua perante a inércia e o desinteresse  da dita Câmara como da Freguesia, este último um órgão politicamente manipulado pelo primeiro .A atitude da edilidade mealhadense, é algo vergonhoso e indigno, pois há quinze anos a esta parte recebe da empresa Águas do Luso cerca de  meio milhão de euros por ano para melhorar a terra e   os seus recursos turísticos  e dessa verba não se vê rasto na freguesia. A transparência sobre o destino desse dinheiro não existe, é segredo municipal quando deveria ser explicado em pormenor ao munícipe onde se gasta aquela verba para que não restem dúvidas a ninguém. Algo estranho e intolerável em democracia. A Junta de Freguesia cala-se, as Termas estão reduzidas a um terço e os empregos foram-se. Para silenciar a desgraça,  os edis promovem festas politicamente intencionais onde gastam milhares de euros de duvidoso retorno. O Luso, na prática, reduz-se a uma fonte pública que se transformou num engarrafamento colectivo. O concessionário termal, não sabemos se cumpre ou não o contrato de concessão e o município está  preso ou vendido pelo meio milhão que recebe do mesmo concessionário. Esta situação é degradante e intolerável e não defende de maneira nenhuma os interesses dos munícipes nem do município.

 

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 N esta outra fotografia podemos ver o velho solar da Miralinda situado no centro da vila , sede da extinta Casa do Povo e da Segurança Social . O seu estado degradante deve ilustrar o que o município tem por maravilha, pois nem este órgão nem a freguesia se interessaram ano após ano pela sua decadência. Em  País rico, onde pelo menos políticos são bem pagos, é assim, vive de foguetes e lágrimas. Segundo se depreende das actas municipais, a freguesia do Luso não vai ver um tostão nos próximos orçamentos, como não tem visto nos últimos, é território para riscar do mapa. Mas há dinheiro nos cofres da autarquia para festas, para banquetes das inventadas maravilhas, para comprar toda a sucata imobiliária que aparece, casas velhas e a ruir que se vão enchendo de silvas e poluição para comprar acções na bolsa de valores e pagar indeminizações chorudas a políticos dispensados. E para outros gastos supérfluos com a produção da imagem pessoal dos eleitos. No caso do Luso, objecto deste blog, a situação é degradante e o futuro é pouco prometedor, quando em boa verdade, as potencialidades continuam a ser grandes e a existir, só a incapacidade e a falta de objectivos e vontade impedem o desenvolvimento da terra, que  infelizmnte não depende de si para avançar, mas de forasteiros que nada sabem nem pretendem saber da vertente turistica do concelho. Sabem tanto ou tão pouco, que fizeram um posto de turismo onde não há turismo, mesmo assim fizeram-no pequeno, pois há dias quis lá entrar e eram tantos os turistas que estive numa fila de kilometros e desisti das informações....Sabem daquilo a potes!!!!!!Ridiculo, como se gasta o dinheiro dos outros!!!!

Quando se chegar o período eleitoral hão-de aparecer por aí vergonhosamente para transportar os militantes um a um á mesa de voto com promessas idiotas com que os hão-de enganar, a fim de se manterem nos postos de comando que perseguem como se fossem profissionais que não são. Mas acho que vamos ficando saturados das mesmas caras e dos mesmos métodos pouco democráticos e havemos de aprender a contornar  a malapata!!!!!!

 

publicado por Peter às 10:49

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Sexta-feira, 22 de Julho de 2016

LUSO , ADEUS CLÍNICA DENTÁRIA

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 N a semana em que escrevo estas linhas o Presidente da Republica chamou a atenção para a necessidade de revitalização do termalismo durante uma visita a Meda e eu incluiria, como cidadão deste país, uma verificação rigorosa feita pelos órgãos competentes ao cumprimento ou não cumprimento dos respectivos contractos de concessão, quer das termas, quer das águas. Na mesma semana, correu também por aí nos órgãos de comunicação a notícia do abandono da estância termal do Luso por um dos parceiros da mesma, com a entrega da respectiva chave á única concessionária original, as Águas do Luso. Não sabemos do conteúdo dos subcontratos existentes , do seu términus nem da sua legalidade, mas para a questão em análise isso não terá importância de maior.

Esta operação foi acompanhada por comunicados tendentes a convencer os leitores do excelente estado em que deixam as estruturas termais, quando a realidade é totalmente diferente. No caso, consultores, jornalistas e políticos juntam-se para tecer louvores a um processo que reduziu as termas á actual clinica dentária, uma fachada que serviu para iludir a obrigatoriedade de ter o estabelecimento aberto com o mínimo de aquistas possível. Uma fachada no cumprimento do contrato da concessão. De facto, e repito, no ano em que as termas encerraram para as obras, tiveram mil e oitocentos aquistas e no ano transacto de 2015, já depois das obras, as inscrições não atingiram o número das seis centenas. Isto apesar do gestor afirmar publicamente que teve 3.863 utentes, nos comunicados feitos por consultores e jornalistas pouco zelosos da verdade dos factos, pois não sabemos a que números de utentes se referem nem os pequenos jornais fazem qualquer tipo de contraditório, trata-se de um tipo de informação teleguiada ou de contra informação, hoje frequentemente utilizada para servir interesses inconfessáveis. A realidade é que na vila do Luso não se notou nada , como ainda hoje acontece e até acabou por fechar o único banco que sobrou sem que um aceno de defesa do balcão fosse feito pela equipe do município, tal como aconteceu com o fecho dos Correios. A mentira não é coisa sustentavel.

Pelo contrário, a própria autarquia, apesar de não ser, como tenta fazer crer, a dona da concessão das termas, parece satisfeita com o rumo dos acontecimentos, age claramente no sentido de branquear o concessionário ante o cidadão e, apesar da existência dum  acessor politico de imprensa camuflado, cala estas barbaridades jornalísticas, apoiada ela própria em barbaridades politicas acerca do que são as termas e a sua importância para o concelho onde vivemos ,teimando em verdades politiqueiras fabricadas que não passem de mentiras, incompetência , desconhecimento e laxismo. A resposta ao desastre traduz-se em festas festinhas e festetas pagas com o dinheiro dos munícipes tendo por objectivo o ano eleitoral que se aproxima para tentar salvar um mandato que foi o pior conseguido nos últimos  dois decénios.

É que de facto, quando ao aparelho produtivo ou á criação de riqueza no território municipal, o mandato tem sido um deserto onde ironicamente o desenvolvimento que se esperava passa, não só pelo abandono da defesa das Termas do Luso que é um pilar do município, como pelo fim do lírico campo de golf pensado para viajantes da ferrovia na Pampilhosa, pelo colapso da plataforma ferroviária de apoio aos portos de Aveiro e da Figueira da Foz, pela falência das duas cooperativas do concelho, por uma fileira do leitão com as dificuldades oriundas da crise do país, da hotelaria nem se fala, o número de alojamentos diminui de forma catastrófica e até as maravilha do vinho, da água e do pão não tem nem de perto nem de longe a redundância proclamada em almoços politiqueiros apesar de sábios recortes jornalísticos alterarem as leis do markting para encaixar as ordens politicas da pequena nomenclatura. Os parques industriais de Barcouço e de Barrô, ficaram na gaveta, as estações dos correios reduziram-se a uma e quando ao património Unesco da Mata do Buçaco, ou á própria mata nacional, que merecerá a seu tempo um comentário próprio, afirmou de forma leviana e há muito pouco tempo a Câmara, pela voz do seu presidente, que nem daqui a dez anos será possível uma candidatura. A não ser que mude de ideias conforme nos vai acostumando, esta é a confirmação plena do que tenho vindo e continuo a afirmar, que a Câmara não tem capacidades, competência nem dinheiro para recuperar os cento e cinco hectares da Mata Nacional e só está a destruir ainda mais o que está em quotidiana destruição.

Resta-nos constatar perante um elenco de quatro edis a tempo inteiro que ficam muitos caros ao cidadão e ao povo português, a nossa perplexidade perante a fraca obra e perante a desorientação mostrada ante questões graves, como o caso da água imprópria ou a ruina das Termas e da Fisioterapia e a não substituição duma estratégia falida de que falamos atrás por novos desafios. Não há estratégia, há um vazio da gestão e uma campanha de festas em ano pré eleitoral para a fazer esquecer. Tantas festas e tanto dinheiro gasto nelas não acontecem por acaso, tem um fim determinado.

À ruina termal seguiu-se a ruína das ideias e para lá duma escola feita á pressa na sede do concelho, nada mais se viu de novo no território. Vimos sim acabar obras vindas do mandato anterior como o empedramento errado do Luso e da Mealhada, a Pampilhosa está em vias, quando o da sede do concelho e o das termas já mostram á evidência o estado de degradação em que ficará o piso e vimos o acabamento do pavilhão de Ventosa pelo exagero não justificado de 600 mil euros por uma obra que já estava meia ou mesmo quase feita.

De resto este mandato começou mal com o gasto de 30 ou 40 mil euros para um despedimento político imoral dum edil para satisfazer os ódios pessoais de quem chegou, quando a realidade é que o dinheiro dos munícipes não deve nem pode servir para ajustes de contas politico partidários e muito menos pessoais. Se a isto juntarmos a compra de um ou dois milhões de acções da empresa abastecedora de água ao domicilio sem perceber o beneficio que trás ao cidadão municipal , (é possível que tenha em vista algum lugar futuro na administração) o mandato , comandado em termos políticos por dois eleitos duma ex-freguesia, curiosamente a menos populosa do concelho, deixará muitas dúvidas na garganta dos votantes e é muito pouco transparente  quanto aos desígnios futuros. A esta falta de transparência, o munícipe atento já se vai habituando.

Luso,12 de Julho,2016                        ÁguasdoLuso.blogs.sapo.pt

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Sexta-feira, 3 de Junho de 2016

ÁGUA IMPRÓPRIA

 

DSC_0016.JPG

 

N o mês de Março último escrevi numa crónica que a água da Fonte de S. João, no Luso, estava imprópria para consumo humano , como de facto estava e está, segundo o relatório da Delegação de Saúde do mês de Maio, mas não só da Delegação de Saúde, há outras fontes a confirmar o estado daquelas águas, como aliás dos tanques da piscina municipal onde os filhos dos municipes aprendem a nadar e bebem os seus “pirolitos” inadvertidamente. Parece-me grave!

A senhora Delegada limita-se a cumprir, e diga-se muito bem, as regras estabelecidas e a defender, como é sua obrigação, a saúde publica. Nesse cumprimento do dever as análises continuam hoje a indicar água imprópria para consumo na S. João e outras fontes. As amostras recolhidas continuam a apresentar residuos fecais, coliformes, bactérias que podem transmitir ao ser humano graves problemas de saúde. Saúde pública. Não saberá o executivo da autarquia de quatro edis a tempo inteiro o que se passa á sua volta ?

Não faço ideia porque razão parece preocupar-se tão pouco com o facto nem porque em vez de resolver as situações, as discute politicamente na Assembleia Municipal, pretendendo convencer que a recolha feita pela Delegação de Saúde não é correcta ,uma tentativa de tapar o sol com a peneira , quando sabem perfeitamente que o problema existe e que não podem enterrar o bico na areia como se nada fosse.

No caso do Luso, há muito se sabe que a água é contaminada por velhos saneamentos que subsistem enterrados no solo acima da nascente e a solução passa pelo levantamento total dessas velhas estruturas e pela sua substituição. Porém, embora o Luso até proporcione á autarquia um rendimento anual de mais de meio milhão de euros que dá para fazer essa e muito mais obras, a vila está completamente abandonada á sua sorte , uma quarentena imposta pela autarquia Câmara no que respeita a desenvolvimento , com um elenco de freguesia inoperante perante os problemas fundamentais da localidade, as Termas e o Turismo, e paradoxalmente ao lado da Câmara no caso da água imprópria, ou seja, para ser mais claro, a favor da água inquinada, fenómeno de facto que só a inexperiência, o disparate ou a nomeação poderão justificar. Sabemos perfeitamente com que democracia foi escolhida a Junta local nas últimas eleições e o resultado aí está !

Penso que não é desta maneira que se trata o cidadão e penso também que não é desta maneira que se defende o património reprodutivo deste concelho. No caso particular do Luso a questão não é dificil de resolver, mas penso que o presidente do actual executivo , tão espontaneo a atacar a concessionária das Termas no seu primeiro mandato, por qualquer razão politica ou não política, mudou de campo e de ideias , hoje não defende as Termas ou o Luso, defende a concessionária, ou os dois concessionários que dividem entre si a riqueza do aquifero. Ao Luso chega zero, uma vergonha !

Na realidade, abstraindo alguma actividade na área da utilização das estruturas desportivas, a Câmara, de quem aliás se esperava alguma coisa neste mandato , nada fez, não tem projectos, não tem obras , não tem estratégia ,um zero absoluto no que respeita a uma possivel retoma das termas, da hotelaria, do turismo, da própria terra .Os planos de actividade anuais refletem isso mesmo e refletem claramente a opção que se vem fazendo pela destruição do Luso-Buçaco, o cartaz turistico deste concelho feito em 150 anos de luta e de trabalho. Onde se gasta o meio milhão de euros saídos da freguesia anualmente para entrarem nos cofres municipais ? Se é que o gastam, perante a falta de transparência existente é caso para perguntar.

Depois ,o que perceberão a Assembleia Municipal e as Juntas de Freguesia de análises de águas, para colocarem em causa o trabalho da Delegação de Saúde , que é a entidade responsavel pelo zelar da saude no concelho? Quer a politiquice caseira inverter os poderes para que a senhora Delegada lhes passe a obedecer ?

Essa é a filosofia da partidarite que inundou este país e nos levou a uma divida que ultrapassa os duzentos e trinta mil milhões de euros neste momento. Para se fazer uma ideia do seu peso, ao ouro português, que nos deixou Salazar e que está espalhado na sua maioria pelo Banco de Inglaterra , do Luxemburgo, pouco no Banco de Portugal, corresponde um valor de doze mil milhões de euros,cerca de uma vigéssima parte da nossa divida publica, e se lhe juntarmos a divida privada os números dobram. Esta partidarite arbitrária mais a sua componente corrupta é a mãe deste estado calamitoso do país , os espalhou-se dos orgãos de cupula aos simples municipios e até às freguesias e somos nós, o cidadão votante, os pagadores de todos os dislates e promessas. Eu sei que os partidos são precisos, mas viciados desta maneira como se nós fossemos um rebanho silencioso, não. Há que mudar porque este não é o caminho correcto, é tão só uma politica de clientelas e mentiras.

A verdade porém, como a água vem ao cimo . E por muito que se vista o rei vai nú e a água continua imprópria. A culpa da sua inquinação, para uma Câmara e Assembleia Municipal acéptica e subserviente, está na recolha feita pela Senhora Delegada!!!

Sinceramente, isto não lembra ao diabo!!!!!

 

publicado por Peter às 20:37

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Quarta-feira, 16 de Março de 2016

ÁGUA QUINTA MARAVILHA

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 H á dias a Câmara Municipal inaugurou um posto de turismo na sede do concelho. Já aqui disse, essa é a minha visão das coisas, que faz mal, o posto de turismo deve ser na freguesia onde estão os recursos e melhorar o existente seria a única forma séria e útil de servir os interesses concelhios. É óbvio que não há lugar para dois postos de turismo, esta ideia é um erro da política local, senão mesmo um erro camuflado para matar um deles. É fruto  de estreiteza politica e da falta de massa crítica para fazer avançar processos de desenvolvimento do território como o nó ferroviário da Pampilhosa que não passou de conversa enquanto eram feitos o de Cacia e Vila Verde., ou classificar o Buçaco no património da Unesco, processo que já devia ter avançado e ser hoje realidade sustentada e não a mesma promessa de há vinte anos atrás, agora com descrédito acrescido. Em substituição destes projectos de desenvolvimento de mais complexa execução, fazem-se vazias manifestações de coisa nenhuma como essa das maravilhas, que nada acrescenta a um sector já de si bastante degradado ou multiplicam-se pavilhões para festas e casórios!

Acabar com a poluição do nosso espaço ambiental que se tornou crónica, outro problema grave, não está no horizonte da autarquia, incapaz de o solucionar eleição após eleição, bem como a execução dum espaço de golf fora do lugar próprio, e que deveria ser alterado para a figura de um projecto intermunicipal de 18 buracos a implantar entre dois municípios capaz de o tornar possível em custos de construção e manutenção.

Projectos como estes,  bem como um projecto de incentivos para a criação de empresas de inovação e valor económico para os espaços industriais fariam andar para a frente o município ,seria bem mais útil que a multiplicação descontrolada de estruturas destinadas á angariação de votos, cujos custos são sustentados pela autarquia. Qualquer município precisa de ter riqueza para haver redistribuição pelas famílias e pelos bens estruturais, mas nós, genuínos fazedores de improvisos, fazemos o contrário começando a casa pelo telhado e não pelos alicerces o que põe em sério risco um futuro sustentado.

A defesa das Termas do Luso e do famoso complexo negociado com a autarquia, o Luso 2007 que incluía umas hipotéticas fábricas de produtos afins no hipotético parque industrial de Barrô com entrada de now out , criação de riqueza e de empregos, que deveria ser defendido até às últimas consequências, não passou afinal por de mais um balão de ensaio para usar e deitar fora que conduziu ao desmantelamento da estância termal do concelho e da vila do Luso, esta nos seus retoques finais em morte lenta. Um ciclo de facilidades e contradições da política local que está longe de se poder interpretar nas suas variadas nuances e hiatos , mas extremamente errático para não dizer irresponsável.

Noutras áreas, o que tem feito a autarquia é concentrar o pouco que há em seu redor no centro administrativo do município, em vez de, como neste caso do posto de turismo, instalar um posto das Rotas do Vinho e do Leitão aumentando a visibilidade daqueles produtos nativos chamando-os pelos nomes próprios e não por um remark sem originalidade, as quatro maravilhas, uma mensagem nula. De resto o produto e os serviços já são suficientemente bons para serem chamados pelo nome próprio e não integrados num folclore paroquial destinado a umas jantaradas entre políticos. Hoje, nos tempos da net e do GPS, mais um posto de turismo é perder tempo e dinheiro, quando se pode instalar um posto com o mesmo fim e vantagens num site adequado como se faz  mundo fora. A não ser que se batalhe pelo turista pé rapado ou pelo excursionista do garrafão em vias de extinção que nada deixam pelos lugares por onde passam. Não me admira nada esta filosofia depois que  vi alguém iniciar-se  pela feira do Cartaxo há alguns anos atrás.

Mas acontece, e isto é bastante curioso, que nestas maravilhas está incluída o pão e a água. O pão, produto que é difícil encontrar na fabricação local e água que, suponho, não será a do velho e bonito chafariz que fica atrás do edifício inaugurado, mas presumo seja a do Luso. É que dois dias depois da inauguração dessas maravilhas e do posto de turismo, passei pela delegação de saúde do concelho e consultando o relatório das águas das nascentes verifiquei que a água da nascente da Fonte de S. João do Luso está imprópria para consumo. Sobressaía em letras maiúsculas do relatório das análises oficiais assinado pela senhora Delegada de Saúde no expositor público da própria Delegação, IMPRÓPRIA.É a água que eu bebo, eu e os meus conterrâneos e os que acidentalmente , e são muitos. ali vão encher garrafas e garrafões. A ser esta a maravilha em causa, pergunto-me, como é possível um município inaugurar um posto de turismo onde figura a maravilhosa água,  imprópria para consumo!? E fico-me por aqui para minorar alarmes, entendendo no entanto que são factos que não se podem calar ad eternun como vem acontecendo. Na minha modesta opinião, depois de quinze anos de experiência em que andei gratuitamente envolvido no sector com o mesmo gosto e amor com que escrevo estas linhas no jornal, esta é a negação total do turismo! Ou uma brincadeira de mau gosto!

Escamotear a verdade escondendo ardilosamente os factos reais e a falta de qualidade, é a melhor maneira de espantar o turista que, hoje em dia exige, além duma informação acessível e rigorosa, qualidade das ofertas e preços competitivos. Vender gato por lebre, mesmo que seja por descuido, não é coisa tolerável. Mas foi assim que se inaugurou o posto de turismo, e se apresentou na Feira do Turismo de Lisboa este concelho, já não o LUSO-BUÇACO, mas umas quatro incógnitas maravilhas!  

Será esta água uma quinta maravilha ou estava já incluida? Fica a pergunta.

Mealhada,1 de Março, 2012.       Águasdolusoblogs.sapo.pt

 

 

publicado por Peter às 22:45

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