Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2016

SALTIMBANCOS DO LUSO

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 Começo por pedir desculpa aos leitores pelo título que coloquei no cimo desta crónica, referente ao espectáculo que as instituições de apoio social levaram a efeito no teatro Messias em datas recentes. E peço desculpa porque o referido teatrinho, nem drama, nem farsa, nem comédia, nem revista, mas uma amálgama de tudo, representa muitas horas e muito esforço e vontade de munícipes interessados numa área de apoio social, coisa que é importante demais no contexto da profunda crise em que vivemos para que se possa esquecer ou desrespeitar. Bem pelo contrário devemos realçar os actos daqueles que meritoriamente participam gratuitamente no bem comum e distingui-los exemplarmente daqueles outros que correm por dinheiros públicos, andando atrás de tachos e panelas num frenesim maior que nos velhos tempos de Salazar. Então, havia mesmo algum comedimento, hoje não há nenhum.

Se fizermos as contas á receita do teatrinho, chamo-lhes saltimbancos referindo-me á participação do Luso, receita que suponho irá para os cofres sempre vazios das instituições de solidariedade social e a compararmos com os custos que as autarquias suportarão com as festas, iluminações e espectáculos de Natal, na sua grande maioria inúteis, essa receita, fruto do trabalho voluntário dos munícipes, será ridícula. Muito mais ridícula se a comparação for com um ano de festas e romarias ou com os subsídios ao futebol e outros desportos, estes acrescidos dos custos de construção, manutenção, energia e água das estruturas respectivas, tudo verbas que o munícipe, mercê de políticas absurdas, tem que pagar. E ainda mais ridícula se acrescentarmos os custos dos políticos e das suas asneiras, dos assessores, fundações e por aí fora, um rol de benesses criadas no pós 25 de Abril, aproveitadas por alguns, num contraste evidente com a vida da esmagadora maioria dos portugueses que se limitam a viver pouco além dos limites da sobrevivência. Neste contraste, incluem-se aqueles que vivem da esmola, da sopa dos pobres igual á de antigamente, das lojas sociais, coisas que estiveram nas razões que levaram á revolução dos cravos, hoje contrariada, explorada e esquecida por políticos que se colam como lapas ao lodo marginal de oportunidade e amadorismo.

Nesta perspectiva considero que o espectáculo que há dias decorreu no Teatro Messias não passa, para a politiquice concelhia, dum teatrinho da treta, algo que teve por objectivo os votos do ano que se avizinha para perpetuar os lugares de donos disto tudo. A presença de alguns oradores de improvisos acautelou o assunto justificando o acto. Talvez um teatrinho com nome grande, mas teatrinho pela sua própria condição de simples amadores interessados no bem comum e por isso massa capaz de gerar essa popularidade que a politiquice prontamente aproveita. Dispensava-se essa acutilância oportuna maculada por fins autoritários. Tiremos pois ás coisas aquilo que ás coisas não pertencem para separar o que é trigo do que é joio.

Brilharam os saltimbancos do Luso, eu chamo-lhes saltimbancos porque de facto são o que são enquanto a Câmara Municipal, que é da ex-freguesia da Antes, com desculpas aos naturais do lugar que nada tem a ver com isto, continuar com a sua desastrada actuação política que mete o Luso, tal como mete a Mealhada, nos alforges do esquecimento, continuando a destruição das Termas e da vila por pura omissão e a da Mata Nacional pela história do sapateiro que não tem pés para os sapatos que se dispõe calçar. Assim se compreende a ausência de representantes das duas freguesias, e outras que me não dizem respeito, no elenco partidário da área do poder, curiosamente sempre oriundos como por hereditariedade dos mesmos locais. É a democracia que temos, de chafuz !

Perante uma oposição silenciosa e acomodada, a oligarquia instalou-se neste pequeno poder, as clientelas políticas entram em pré-campanha eleitoral procurando perpetuar os seus lugares, profissionalizam o dever cívico e rebentam em festas e romarias encomendadas através de empresas e empresários pagos, intermediários do sucesso político e fazedores de imagens de candidatos. A meu ver, o exagero das festividades ultrapassam em muito o razoável, parece-me que o munícipe, cujo dia a dia não é assim tão festivaleiro, tem necessidades mais prementes, úteis e necessárias por satisfazer que bailaricos e arraiais autárquicos, a que nem o rigor dum Inverno húmido e chuvoso escapa.

Aparentemente Portugal é um país rico, os executivos, o nosso incluído, não escondem a abundância de recursos para queimar em foguetório, mas há quem receie que os gastos pré eleitorais das administrações não centrais possa vir a impedir o cumprimento das metas de Bruxelas o que nos fará voltar ao aperto do cinto para o cidadão. Também o Presidente da Republica, um homem que surpreende os portugueses pela sua simpatia, proximidade e seriedade, aconselha moderação, equilíbrio e bom senso na defesa dos interesses do país e dos mais necessitados, coisas que festas e romarias contrariam, dando proveito sim a  artistas e a bobos, quase uma constante com utilização de dinheiros públicos que diariamente pedimos de empréstimo ao estrangeiro para poder comer.

Pagando juros bem altos!

Se a procissão vai no adro como aconteceu nos bancos, não se sabe, oxalá a fatura do regabofe não venha a surgir depois, porque essa, sem dúvida seremos nós a pagar e não a ambição e cegueira dos que representam os papéis públicos com exagero de meios.

Quanto aos saltimbancos do Luso, espezinhados pelo poder local quando comprou por trinta ou quarenta mil euros o Teatro Avenida para o reconstruir, abandonando-o depois á ruina em que se encontra, esses responderam á chamada da solidariedade, cumpriram deveres que os seus representantes eleitos não cumprem nem mesmo quando recebem anualmente desta freguesia dinheiro arranjado por ela, oriundo da sua riqueza, e que dará para pôr em pé durante os quatro anos do mandato seguramente quatro teatros iguais.

Este executivo, cuja cabeça hierárquica vem da ex-freguesia citada atrás, está fora dos problemas e interesses concelhios, pouco interessado em os resolver e a sua actuação em relação a territórios como o Luso ou a Mealhada, e não quero citar outros, tem sido pouco feliz, senão mesmo desastrosa.

No caso gravoso da defesa das termas, talvez a maior potencialidade deste município, não deram um único passo na tentativa da sua recuperação ou do cumprimento dum contrato de concessão que provavelmente não é cumprido. Esta é uma inacção imperdoável, uma incapacidade que roça a completa irresponsabilidade na defesa dos interesses não só da freguesia termal, como do município, da sua riqueza, das suas mais valias e dos seus empregos. Podem contratar os assessores que quiserem que é fácil e barato, mas dificilmente apagarão a imagem dum trabalho medíocre e inexistente.

Parabéns aos saltimbancos que, ensaiando no meio da rua, deram uma digna lição de amor, solidariedade e arte cénica, mostrando que a freguesia, mesmo em condições precárias, continua a manter neste capitulo uma velha experiência de saber e qualidade, mas que corre o risco de se perder face á atitudes como estas, de autarcas com dois pesos e duas medidas num pequeno concelho de filhos e enteados.                                     

Luso,Novembro,2016                Águasdoluso.blogs.sapo.pt

 

 

publicado por Peter às 16:45

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Sábado, 15 de Outubro de 2016

O SEXTO WC DO LAGO

 

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 O brilhante contendor WC, que logo a 10 metros de distância tem as duas

1ªs retretes do município!!!!  Na parte posterior, caixotes do lixo. Note-se

que é a entradno recinto,onde perfume não vai faltar!!! Cabecinhas...

 Se havia espaço que necessitava de mais uma casa de banho, retrete ou wc, chamem lá o que quiserem à estrutura, era o Lago do Luso. A sexta casa de banho!

Apesar de parecer uma banheira, ter uma piscina que não passa de bacia para os tempos que correm (ainda estamos á espera da piscina do parque de campismo), o Lago possui num raio de cinquenta metros, cinco casas de banho propriedade do município da Mealhada. Não vou aqui enumera-las, qualquer cidadão político que sinta alguma responsabilidade como eleito saberá exactamente onde estão e não cabe pois ao escriba que subscreve o comentário pormenorizar a posição geográfica das ditas estruturas. O que acontece de facto, é que algum iluminado de entre os muitos que existem nesta terra ou fora dela, entendeu que mais uma water coset  (é mais chic em inglês) poderia bater um record e figurar no Guiness, só assim se consegue compreender a construção dum novo e horroroso paralelepípedo na entrada principal do recinto, ali mesmo colado aos caixotes do lixo que hão-de completar, perfumando, o aparato das portas que felizmente não tem. Como é costume dizer cá por cima, vai tudo ribeira abaixo e as enxurradas de Inverno hão-de fazer o resto. Deviam também levar o esperto que encomendou o sermão!

Não sei quanto gastou a edilidade para edificar esta obra-prima intestinal dedicada ao turismo e ao turista, mas garanto que foi uma ninharia em relação ao que recebeu e vai continuar a receber através do património económico da freguesia cá de cima durante o mandato de quatro anos que está a decorrer. Esta verba sim, apesar da transparência dos órgãos da Câmara ou de quem os comanda não ser nenhuma, posso estimar que a edilidade receberá nos quatro anos do mandato a decorrer, para cima de dois milhões de euros, provenientes da espécie de imposto que recebe dos litros de água do Luso vendidos nas garrafa, tema que aliás já tenho referido.

Só se fosse de ouro, aquele horroroso contendor das obras poderia justificar a boa vontade e o interesse dos autarcas concelhios pela freguesia e pela actividade turística em geral, da qual não me tem passado despercebido o engarrafamento permanente do novo posto de turismo, esse também uma obra-prima importantíssima no contexto da mesma actividade no território municipal. O paralelepípedo WC, terá custado, com muito boa vontade, não mais de oito, nove, dez mil euros e já está muito bem pago!

Para onde foram ou vão os milhões recebidos no mandato? Na minha maneira de ver, o Luso e não só, tem todo o direito de saber, sobretudo porque no Luso, ainda que o não pareça, esta obra do WC é a única levada a cabo pela Câmara nos quase quatro anos do mandato que leva. Convenhamos que gastar dez mil euros quando se recebem dois milhões não é só uma injustiça, mas uma falta total de respeito para com a população local, para com a hotelaria local, para com os comerciantes locais, para com o turismo local. Uma indignidade por parte da actual Câmara mealhadense que a freguesia do Luso não merece, não deve, não pode calar, mas cujos eleitos, imaturos ou distraídos, calam. Limitam-se a festas e améns mas isso não serve os interesses locais, é preciso lutar pela terra e pelos seus direitos que não vem sendo respeitados pela política e pela democracia da Câmara.

Dinheiro não falta á autarquia , cujas festas , festinhas e festetas se multiplicam por todo o lado a par da prodigalidade de subsídios , prémios  e outros indícios de idêntico teor. Mas a realidade nua e crua é que se o mandato anterior foi de compra de sucata imobiliária que hoje não serve para nada, o actual é de festas e romarias que para muito pouco servirão no dia de amanhã depois dos foguetes rebentados. Repete-se a história da cigarra que leva a vida a cantar, mas agora sem formiga a amealhar  poupanças.

Quanto a nós município, por incapacidade ou inércia, passaram oito anos sem estratégias de desenvolvimento numa espécie de mercearia de compra e venda a retalho e navegação á vista, com uma partidarite doentia a mastigar em seco a falta de desafios e ideias. Ajudando mesmo a destruir parte do património local.

Para esclarecer o leitor que ainda tem paciência para me ler depois de duas centenas de crónicas, permito-me voltar ao início e ao contendor WC do Lago do Luso. Não vou aqui resolver a questão da sexta casa de banho, ela já está resolvida com o dinheiro de todos nós, só vou portanto adiantar que esta obra, absolutamente dispensável, se resolveria facilmente e sem qualquer gasto através das existentes, não fosse a fartura que grassa nas autarquias, em contraste evidente com a maior parte da população onde o rendimento escasseia, bem como o facto de no ano que vem haver eleições autárquicas. De resto, os verdadeiros interesses das pessoas passam ao lado da política. Estas são verdades que eu entendo e gosto de as deixar claras por obrigação de consciência e ética, que nas coisas políticas é um bem essencial.

Por fim causa-me muita admiração o facto das autarquias, um pouco por todo o país, gastarem milhões de euros em festejos e espectáculos utilizando o dinheiro que é de todos nós, quando para o fazer vamos pedir constantemente dinheiro ao estrangeiro  aumentando uma divida que somos nós, o povo, que um dia há-de pagar. Parece-me uma casa de loucos irresponsáveis a arruinar o futuro dos próprios, dos filhos, dos netos e dos bisnetos!

PS-Quanto a uma junta de freguesia que por aí existe, nem é bom falar !!!!

 

 

publicado por Peter às 21:09

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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

BREVE HISTÓRIA DUM FOGO

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Os primeiros passos dum grande fogo, foram mais

ou menos assim...

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 ...e assim continuaram os sinais aproximando-se

do campo visual

 

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...da zona urbana pressagiando o pior quando o vento

soprou e se fez ventania...

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as chamas instalaram-se  em redor para alarme dos

homens aflitos....e atacaram as casas e os bens

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. ..e instalou-se o fogo , acontecendo o caos, com o

 monstruoso amigo do alheio

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o último comboio  atravessou a ponte   e lento

desapareceu subindo a serra...

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nas noites que se seguiram muitos dormiram

acordados  no seu desassossego (Várzeas-Luso)

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os canadairs de efeitos milagrosos foram poucos para

acabar trabalhos

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os bombeiros, as pessoas, os proprietários,a luta,

o medo,o cansaço, a solidariedade...

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o amanhã.na esperança de quem sofre...o povo

deste país!

(tudo vale a pena se a alma não é pequena)

Fernando Pessoa

(texto e fotos do autor do blog)

publicado por Peter às 22:59

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Terça-feira, 5 de Abril de 2016

TURISTAS AOS MOLHOS

luso av,.jpg

 Se exceptuarmos as cidades de Coimbra  e

Figueira da Foz,  a " cidade" da Mealhada foi

a que recebeu mais turistas no último ano,

isto segundo uma tabela  encomendada por

alguém a uma empresa de estatísticas,

segundo informa um jornal da região.

Alguém pagou, juro que não sei quem foi,

mas juro que sei como isto se faz,  como isto

se encomenda, como se compram e  pagam 

estas classificações para diversos fins.

Se o Luso fosse a cidade que por mero acaso

não é, estaria sem qualquer dúvida na frente

da grande cidade da Mealhada na matéria

em causa, já que é o único centro turístico

do município  que ultrapassa em mais de

duzentos e cinquenta mil o número de

visitantes, mesmo na crise actual .

Devo esclarecer, porque há muita gente que

não sabe, que o turista é o que vem , come e

dorme, isto é, permanece.

Os comedores de leitão, os carnavaleiros, são

passantes, ou excursionistas , não são turistas,

mas   quem fez a estatística que deu origem á

classificação não sabe nada disto, ou recebeu

informações manipuladas.

Por isso, esta classificação é uma farsa, porque

se retirarmos estes passantes que não contam,

a cidade da Mealhada tem pouco mais  que

umas dúzias de turistas durante o ano.

Basta de brincar com coisas sérias e enganar

as pessoas, seja quem for o autor da

encomenda não sabe o que  está a dizer

e muito menos o que está a fazer.

Sejamos sérios e honestos se queremos

promover dignamente  seja o que for no

nosso território!!!

Definição de turista:   é um visitante que se

desloca voluntariamente por período de tempo igual

ou superior a vinte e quatro horas para local diferente

da sua residência e do trabalho (sem ter por 

motivação obtenção de lucro) pernoitando nesse

lugar. Excursionista é um visitante que embora

visite esse mesmo lugar, não pernoita)

(Quem te manda a ti, sapateiro, tocar violão???)

 

publicado por Peter às 19:33

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Quinta-feira, 16 de Abril de 2015

REVISTA

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(Ferraz, o pintor, Aurora, a rapariga, Santos, o Compere)

 

-Olha lá Manel, onde é que vais com tanta pressa?

-Em cumprimento de ordens da Câmara pintei as casas todas

do Luso, agora vou pintar a Câmara , que bem precisa.

 

 ( revista Alto Lá Com  Isso , oficialmente Costa do Sol em Festa)

em 12/13-janeiro-1963,Cine Teatro Avenida-Luso)

publicado por Peter às 21:12

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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

175-UM JAZIGO OPORTUNISTA

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Chapa preta sobre o tumulo e o fim das Termas????Que defundo  aqui mora?

N ão vale a pena resmungar, vai tudo p'ra Mealhada!!!!!

Corria o ano de 1955 quando foi construido este fortim de cimento, não para servir em qualquer guerra mas para proteger e orientar a usurpação da água do Luso para a Mealhada e Antes. Para a Antes, talvez porque o autarca era dali, a história repete-se sempre,onde está o poder está o abuso e assim, apesar de se prever que a enxurrada não fosse suficiente para o abastecimento do município, os tempos eram propícios ao autoritarismo e a ditadura deu a ordem que foi transmitida com conhecimento óbvio do próprio Oliveira Salazar.

No entanto, a freguesia do Luso, pesem todas as contradições entre políticas e regimes, tinha então sem dúvida mais poder de critica e de protesto do que tem hoje ,e saiu em peso para a rua, armada de pedras, enxadas e varapaus , acantonou-se dias seguidos debaixo dos chorões que guardavam os dois tanques da água e manifestou-se veementemente, ameaçou, correu com a primeira levada de funcionários municipais e gritou os seus direitos aos quatro ventos desde a sede da freguesia até a Cova da Areia e aos assentos do poder . Quando o cabo Roças não se entendeu com o assunto, chamou a policia de choque a intervir e o palavriado barato dos engodos pacifistas deu lugar á pedra, ao pau , à pancadaria e só as velhas mausers da GNR e as  metralhadores pesadas  mais os garrotes físicos contra a liberdade de expressão serenou os ânimos e possibilitou aquilo que na altura foi considerado pela população , o roubo da àgua da fonte de S. João.

 

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 A  ex-estação de tratamento , um simbolo muito pouco simpático da história da terra !

Em paralelo, o município continuou o abuso e chamou á nascente sua, utilizando o poder do mando e da ditadura existente para executar as suas decisões, também elas fora de qualquer ortodoxia democrática. Assim a Câmara autarquia, tomou posse da propriedade. De facto, a fonte fora sempre da Junta, havia até um emblema erguido num pequeno pedestal fazendo jus à propriedade e era um roubo subtrair agora, sem esta nem aquela, a àgua cristalina às onze chorudas bicas que ,depois do grosso tombo, escorriam felizes por uma rede de canais de rega ardilosamente abertos de forma a chegar a todos os pontos do lugar e de fora do lugar. Naquela altura, bradava aos céus que assim fosse usurpado um bem e só a força bruta das armas podia amedontrar a razão a par duma polícia política secreta e ameaçadora.

Não fora essa mesma polícia que poucos anos antes tratara da saúde ao perigoso comunista Cunhal pondo-lhe a mão em cima quando recuperava calmamente da sua fraca saúde em frente da Vila Aurora no Casal de Santo António? Desse, apesar do secretismo que envolveu a captura apoiada pela mesma Câmara da Mealhada, pouco ou nada se sabia, mas o governo não se fazia rogado no  tecer das mais torpes considerações sobre o homem, um comedor de crianças ao pequeno almoço, um matador cruel e feroz, um inimigo da pátria , da igreja e da nação, tudo metido no mesmo saco, tal a grandeza do Demo que lhe afinava os miolos, aparafusados em pura maldição nos antros mais esturricados dum real inferno de Dante!

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Uma obra prima no meio do passeio para peões...!!!!!!

Andava na escola primária quando isto aconteceu , aprendia as primeiras letras nas derradeiras aulas da dona Judite , mas a notícia desta operação tantas vezes ensaiadas para apanharem o pobre rapaz com a cuecas na mão ás sete horas da manhã e uma rapariga a dormir no quarto ao lado, foi como um acto solene e ao mesmo tempo diabólico, coisa descrita em silêncio de ouvido para ouvido entre os poucos habitantes mal esclarecidos do lugar, o Silva, o Lulas, o Feio , o Martins e poucos mais. Os outros, na sua maioria, viviam numa ignorância de bater do sino, não escutavam, não piavam, não sabiam e para além da fome e do medo de que se ouvia falar, á distância era qualquer coisa de surreal as vidas desconhecidas dos inimigos da nação, um fenómeno incompreensivel e proibido a tão simples mortais habituados á irmandade civil tal como á irmandade familiar. Neste caso, num resumo do que há para contar, a Câmara levou a água ao seu moinho construindo um mausoleu na nascente e um mausoleu na estrada nova, este o da fotografia. As gentes do Luso e da freguesia apagaram-se ante as ameaças da morte certa e esta estação de tratamento, que chega até aos nossos dias, aí está a testemunhar o episódio. Há muitos anos desativada porque de facto a insuficiência da àgua, como se previa, a encerrou, foi agora recuperada pelo município que acha isto uma obra com chispas de valor arquitetónico e arte! Por mim, acho isto uma vergonhosa obra fascista a perpetuar um roubo que se fez ao Luso e como tal sugeri à Câmara que a sua demolição seria uma ótima solução. A resposta está atrás, o elevado estilo e valor arquitectónico ! Como munícipe, nunca mais vou sugerir nada à Câmara da Mealhada, através do seu pitoresco e útilissimo email e vou escrever aqui que para a freguesia do Luso isto é uma indignidade, um insulto , e um tumulo, vejam as imagens, que a mesma Câmara faz com intenções desconhecidas. De facto, ao Luso e ás suas Termas, faltava o mausoleu que aqui está. Um Jazigo a condizer com o estado de esqueleto que ajudou a criar! Um enigma, em todos os sentidos, nada prometedor!

  

publicado por Peter às 23:07

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Domingo, 4 de Janeiro de 2015

BOM ANO

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 Os  tempos de reis magos ,como estes que aqui vemos,

fazem lembrar que 2015 começou. Sendo inóquos como

todos os anos, cumprem no entanto a  missão que perante

nós lhes compete. Para os leitores e amigos que tem a

bondade de me ler, junto-me a eles nos desejos , que o ano

que agora entra seja melhor que o finado, que saudades,

não deixou. Eles estão  na Capela de João Evangelista 

uns passos acima das onze bicas da fonte  de àgua de Luso

e são guiados, observemos, por um anjo. Talvez o anjo que

nos tem faltado na eminência dos destinos.

BOM ANO.

publicado por Peter às 23:23

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Terça-feira, 18 de Novembro de 2014

DOIS TAXISTAS

taxistas 40.jpg

Curiosa fotografia de dois taxistas e um táxi  em meados do 

séulo passado. Não vamos nomear os nomes , são por demais

conchecidos  dos mais velhos, e ao fundo , encostado à Farmácia

Nova pode ver-se um autocarro dos Transportes Mecânicos

Luso-Bussaco na saída da garagem velha, bem como  a sebe

do jardim do turismo  quando ainda não estava construída a garagem

nova.Este era o modelo de táxis existentes então na praça do Luso.

A casa  da direita , onde existiu a alfaiataria Gomes , depois do

Azevedo, foi demolida para alargar a estrada , sempre com o

derrube de construções e do morro.

Agora , que se fala em demolir mais uma fatia, restam imagens

a relembrar que a garganta tem sido alargada sucessivamente

levando atraz o alargamento da rua do Forno.

publicado por Peter às 19:53

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Sábado, 13 de Setembro de 2014

LUSO-CERTIDÃO DE NASCIMENTO

 

Capela de S.João Evangelista (séc XVIII) e lavadeiras em plena nascente.

T anto quanto se sabe, a certidão de nascimento do Luso tem a data de 1064, recolhida num inventário de vilas e lugares entre Vouga e Mondego, pertenças do Mosteiro da Vacariça, onde se refere, entre outras, a "villa de Luso, que fuit de Abba Noguram cum su ecclesia vocábulo Sancti Tomé". Desta primitiva paróquia da Vacariça desliga-se o Luso em 1834 quando da execução dos forais da Terceira, e mantém-se independente até à actualidade. 

Terra de água, floresta e milheirais, foi a partir de meados do século XVIII que as virtudes do precioso liquido foram propagandeadas, tendo contribuído para tanto o Dr. José Morais, da Lameira de S. Pedro e o Dr. Costa Simões, entre outros. Por aquela altura escrevia-se que, "abaixo duma copiosíssima fonte de água fria, rebenta um olho de água quente, a que chamam o banho". Em 1837, referenciavam-se no local cinco barracas de madeira, que a Câmara da Mealhada substituiu por uma casa de alvenaria, no ano seguinte.
A excelência da água, a pureza, a mineralização, a radioactividade, as propriedades terapêuticas que abrangem um grosso leque de aplicações em tratamentos renais, reumáticos, hipertensão. respiratórios ou do stress, canalizaram para o Luso grande número de banhistas, fenómeno que despoletou um crescimento acelerado da pequena aldeia, a que não foi alheia a acção do jornalista, ministro e conselheiro, Emídio Navarro. Tem um busto erguido na avenida de seu nome .
Do património arquitectónico, destaca-se a Igreja Matriz com esqueleto do século XVII, donde se salienta escultura da Virgem com o Menino ( Nª Srª do Rosário), do mesmo século, uma capela baptismal com retábulo seiscentista e uma imagem de S. Silvestre. em pedra, do sec. XV. A igreja foi refeita em finais do séc. XIX sob o impulso de Navarro, donde lhe vem a torre sineira com traço dum arquitecto suíço. Na Fonte de S. João, ou das onze bicas, há uma capela dedicada a S. João Evangelista datada do séc. XVIII com uma pequena imagem do santo, em madeira, do tipo corrente e do mesmo século.
De referir alguns edifícios modernos pelo seu porte e valor, como o palacete do Marquês da Graciosa, hoje  Hotel Alegre, o"chalet" de Emídio Navarro, o Hotel das Termas, traço do arquitecto Cassiano Branco, o Centro de Férias do Inatel ex-Hotel Lusitano,ex-Hotel da Carolina, a Art Nova do Casino e algumas "villas" ainda hoje existentes.
No Buçaco, o Palácio Hotel, obra do arquitecto e cenógrafo italiano, Luigi Manini, encomendada no último quartel do século passado para pavilhão de caça do rei D. Carlos, é um monumento neo-manuelino de cantaria coimbrã, que, enquadrado no ambiente sereno e acolhedor da mata constitui um quadro de rara beleza e motivo de visita de inúmeros nacionais e estrangeiros. Nas galerias exteriores, merece destaque a azulejaria do artista Jorge Colaço. Mas também o complexo herdado dos frades carmelitas, Mosteiro e Via Sacra, com esculturas da paixão de autoria de Costa Mota, Sobrinho, são um património considerável. No interior da igreja conventual, chama a atenção um retábulo de Nª Sª do Leite, óleo de Josefa de Óbidos. (ardeu  completamente em 1913 por incuria da Fundação Buçaco) 
A serra do Buçaco, que domina a região, aparece já como ponto de referência numa doação feita por Gundezindo ao Mosteiro de Lorvão no ano de 919 e, rebuscando no tempo, as "trilobites" do lugar de Louredo, são testemunhos fossilizados do Silúrico, bem no berço da criação do mundo.
Em 1628, a Ordem dos Carmelitas Descalços. entendeu fundar um cenóbio nas encostas da serra, e assim nasceu o Mosteiro de Santa Cruz do Bussaco, cuja vida monástica teve início  em 1630. Aos frades que aqui penitenciaram, se deve muito da actual riqueza da floresta, um parque botânico impar na comunidade europeia.
Em 1810, nas vésperas da Batalha do Buçaco, o Convento serviu de hospedaria ao Duque de Welington, e foi ponto de apoio da renhida luta que se travou nas imediações. Relembram-se todos os anos, em 27 de Setembro, os acontecimentos decorrentes das invasões napoleónicas, que opuseram no local as tropas anglo-lusas ao exército francês e no Museu Militar pode verificar-se o espólio da batalha.
Hoje a freguesia é  (era) uma estância termal de nomeada, possui (possuía) um bem apetrechado centro de fisioterapia, bom equipamento hoteleiro, salas de congressos e exposições, posto de turismo, museu, banco, piscinas, ténis, campos de tiro e futebol. É servida pela estação dos caminhos de ferro da Beira Alta, via electrificada com ligação à Europa e dista sete quilómetros da auto-estrada Lisboa -Porto, com bons e rápidos acessos a qualquer uma destas cidades, bem como a Coimbra, Aveiro, Viseu, Guarda ou Salamanca.
Industrialmente, de anotar ainda a exploração da água mineral de mesa, a conhecidíssima Água de Luso, que é hoje o maior empregador do concelho da Mealhada.
Administrativamente pertence ao distrito de Aveiro, confinando nos seus limites com os distritos de Coimbra e Viseu. Dela fazem parte os agregados populacionais de Barro, Buçaco, Carpinteiros, Carvalheiras Lameiras de S. Pedro e Stª Eufêmia, Louredo, Luso, Monte Novo, Salgueiral e Várzeas. Os antigos lugares de Moinhos e Venda Nova fazem hoje parte do tecido urbano do Luso. Em termos jurídicos pertence à Comarca de Anadia e religiosamente à Diocese de Coimbra. Teve por oragos S. Tomé, S. Silvestre e actualmente a padroeira é a Sr'ª da Natividade. Existe na igreja matriz um retábulo dos finais do séc. XIX com a imagem da Santa em madeira de  tipo corrente.  FS

publicado por Peter às 23:52

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Segunda-feira, 16 de Junho de 2014

AS PEDRAS...E A PORTA

 

 

 

Esta imagem das casas de banho da Avenida Navarro , no Luso,refere-se ao dia

7 de outubro de 2010,como se pode ver, duas pedras servem para fechar a porta.

 

 

RELÍQUIA ARTISTICA

 E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

 

 ARTE está na pedra que se vê,

 a HISTÓRIA , é o que se vai contar :

 A porta dos deficientes não fecha.

 Melhor, estava sempre fechada. 

 Á rasca, RECLAMARAM.

 Foi chamado um vereador e o engenheiro

 da Câmara da Mealhada.

 ViERAM VER !!! E pensaram, pensaram !!! Até que...

 Desarmaram a fechadura ... abriram a porta.

 Está aberta. SEMPRE.Com duas pedras a fechar.

 Colocaram a PEDRA... de tira e PÕE !

 COMO EM SUAS CASAS??? 

 Pedra ou Calhau ?????

 Fica a pergunta.

 Está assim há QUINZE DIAS !!!!

 NAS TERMAS...

 ...DO LUSO   ( 7 de Outubro de 2010, neste blog)

 

3 ANOS E NOVE MESES DEPOIS

 

Hoje são 16 de Setembro de 2014, ou seja, 45 meses depois,

ou seja, três anos e nove meses passados...

Sabemos que a obra não foi da Câmara actual, já vem de tráz...

Mas, sinceramente, não seria tempo de recolocar uma fechadura

capaz na porta dos deficientes onde se encontra ainda hoje

uma pedra, supõe-se que não a mesma. 

Feiras de artesanato sim, mas levar o artesão a limites desta

natureza, pode dar evidentemente em coisa pior!!!!

Excelentissima Câmara da Mealhada, tenham dó!!!!!!!!!!!!

 

publicado por Peter às 21:20

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