Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

UM APOIO POLITICO

 

 

                          TERMAS DO LUSO

           RAZÕES  PARA UM APOIO POLITICO

  Lamento muito não poder estar presente de forma pessoal nesta manifestação de apoio a Rui Marqueiro, mas a recuperação duma pequena intervenção cirúrgica donde regressei ontem, impede-me de o fazer. Assim, solicito á mesa eventual que dará ordem às intervenções que venham a ter lugar, o favor de fazer transmitir em meu nome o texto que segue, dirigido aos munícipes deste concelho, aos meus conterrâneos lusenses e ao candidato o Dr. Rui Marqueiro.

A este último gostaria de, na qualidade de munícipe do concelho da Mealhada, mas sobretudo na qualidade de cidadão do Luso, reconhecer em público e agradecer o trabalho que, quer durante os seus mandatos como presidente da Câmara, quer como presidente da Assembleia Municipal, realizou nesta freguesia do Luso, optando por uma estratégia de médio e longo prazo inteligentemente delineada e seguida e dirigida para o desenvolvimento e alargamento do leque turístico-termal com a construção e consolidação de equipamentos de inquestionável valor desde há muito aguardados pela vila.

Pode-se afirmar sem contestação possível que Rui Marqueiro esteve em tudo o que se passou de importância para o Luso e para o turismo concelhio desde o 25 de Abril, aproveitando duma forma atenta, oportuna e clara os investimentos comunitários na vertente turística deste concelho, actividade preponderante do ponto de vista económico que oferecia e pode oferecer se bem e firmemente gerida, um espaço capaz de fazer andar a freguesia e o município. Coisa que entretanto outros deixaram levianamente morrer !

Infelizmente após todos estes incansáveis esforços para desenvolver o Luso, forças ditas também socialistas mas imbuídas de espirito paroquial e não de interesse colectivo, como aliás aconteceu um pouco por todo o país, entenderam que o Luso já tinha mais que a sua parte após a construção do Centro de Estágios do Luso, obra feita no pós Rui Marqueiro mas que vos garanto aqui, se necessário explicarei porque o digo, se lhe fica em grande parte a dever.

Mas a partir daí o Luso, apesar de ter pago com receitas oriundas do próprio Luso quase todas as suas obras públicas, Centro de Estágios incluído, foi colocado na prateleira do esquecimento propositado e as intervenções de que foi alvo foram autênticos disparates, iguais a muitos outros que levaram Portugal á falência e á divida que temos que saldar a partir dos nossos bolsos. Refiro-me ao granítico Mausoléu transmontano em que transformaram a Fonte de S. João e á recente destruição duma escola que, exceptuando o telhado, estava em magníficas condições de responder às exigências do ensino local por muitos anos. Foram as duas obras, uma ainda em execução. Não quero inferir daí que haja interesses colaterais nestas empreitadas absurdas, quero acreditar que a Câmara seja honesta, mas estas obras sem lógica nem sentido, às quais se junta a de sucateira do imobiliário que também parece ser, não sei se comprando as velharias do concelho se desenrascando proprietários “enrascados”, não dão uma ideia muito clara das actividades comunais. Se acrescentarmos o facto de vivermos num país onde milhões de pobres e desempregados estão a passar fome, nem sequer tem explicação plausível.

Acresce em relação ao Luso, aquilo que eu considero a morte já nem sequer anunciada, mas mesmo em vias de funeral, se se pode dizer assim, do complexo termal. À redução das Termas a um terço, facto para o qual chamei muitas vezes a atenção em críticas causticas e severas e como se viu correctas, mas que nunca perturbaram a mente dos eleitos, nem da Câmara, nem da freguesia, junta-se agora a derradeira transferência do resto do engarrafamento da matéria-prima do Luso para a Vacariça, esvaziando completamente a freguesia de tudo o que lhe pertence e tem enterrado no seu solo, sem qualquer contrapartida equivalente e sustentada, antes pelo contrário, com mais alguns despedimentos na manga do casaco. E o que fizeram os políticos eleitos durante o caminhar de todo este processo de atropelos e enganos do capital internacional? NADA. E do que alertaram os organismos superiores competentes na matéria termal, se é que por acaso os há, olhando pelos bens dos portugueses? NADA!

Além de obedientes e bons merceeiros, comodamente sentados nas poltronas municipais a somar e subtrair, deram de mão beijada todo o ouro ao bandido, um deles, excelente miguel de vasconcelos, curiosamente empenhado de novo na destruição da televisão dos portugueses. Dos nossos representantes edis não ouvimos um reparo, não escutamos uma exigência, NADA! 

O facto de serem socialistas, e eu sei perfeitamente como foram escolhidos enquanto candidatos, não me inibe de dizer seja o que for a seu respeito, diria o mesmo, já o tenho dito, doutras cores partidárias, porque como socialista que sou e de cujo espirito essencial comungo, espero o melhor, a justiça, a rectidão , a solidariedade ,a verdade, e alguma competência .

Depois o Estado pelintra, no mau Estado em que se encontra, entregou a Mata Nacional do Buçaco a uma Fundação gerida por um engenheiro civil escolhido por trocas entre candidatos a lugares políticos, e assim se transformou num asilo partidário cujos lugares dependem duma também politizada entrevista até aos níveis inferiores. O cartão partidário, o tirar o chapéu, a rede de informações com telemóveis pagos por nós contribuintes, instalou-se como lepra vergonhosa entre quem dispõe duns centímetros de poder para pateticamente se autopromover e criar redes de mesquinhas informações. Um palco suficientemente grande para se destruir com o á vontade da ignorância um bosque centenário! Indigno de socialistas da maneira como aprendi a ver a instituição partidária!

A Fundação lá teve, com o beneficio da dúvida, uma nota de medíocre na classificação fiscal nacional, para mostrar á evidência a inutilidade de entregar uma Mata Nacional da envergadura do Buçaco, a uma Câmara Municipal e a uma série de intervenientes vários, o melhor caminho para nada se fazer além da destruição sistemática e irresponsável do seu património botânico e cultural. Onde muitos metem a mão todos estragam e nenhum repara. Basta percorrer os diversos trilhos da floresta sem a cegueira de interesses que não sejam os de toda a população concelhia para o constatar! De resto o que é NACIONAL compete ao Estado gerir, não a Câmaras.

Se falarmos finalmente em resultados turísticos comparando o que se gastou e beneficiou com esta fundação subsidiada pelo município, onde estão as contas? Onde está o feed back correspondente aos gastos realizados? O hotel da Mata está periclitante, os do Luso, nem se fala e quanto a negócios gerados entre comerciantes, nem há ponta por onde se lhe pegue. Claro que ninguém fez contas, ninguém as faz, a irresponsabilidade é total, ninguém responde por nada!!!

Em consonância com a magreza e a operacionalidade dum mini spa aberto ao serviço do hotel das termas e praticamente fechado a todas as outras unidades hoteleiras, o bloco de fisioterapia nunca reabriu depois da sua destruição em 2008 e de engodo em engodo, a empresa concessionária, já não se sabe muito bem quem é responsável no embrulho feito pelas empresas de advogados, engana quando quer e lhe apetece a malfadada autarquia Câmara, ela própria curta e imprópria para acompanhar a subtileza do processo.

 Peço desculpa pelo tamanho da comunicação bem como do seu conteúdo quase todo respeitante ao Luso, a terra onde nasci e vivo e pelo conhecimento que tenho das coisas, das pessoas e das suas atitudes, tenho razões para me convencer e convenço-me que há da parte desta edilidade em exercício uma atitude de repúdio e de aversão pelo que diz respeito ao Luso. Um espirito e uma gestão, que a ser assim, são intoleráveis!

Amigos e Carissimo Rui Marqueiro.

Não fiz uma apologia dos seus dotes e virtudes. Não sou homem para isso nem o senhor é homem para as valorizar ou lhes dar importância. Pelo que conheço de si basta-lhe arregaçar as mangas sem paliativos e discussões e ir a direito pelos caminhos que honestamente sabe traçar. Neguei-lhe o meu voto uma vez, mas não vale a pena dizer-lhe que estou arrependido. Tenho por hábito não me arrepender do passado, bom ou mau, não porque não esteja consciente do bem ou mal que fiz, mas para não me mortificar nem cair em lamentações serôdias quando nada mais há a esperar do erro ou da virtude. Não o fiz por desconsideração nem por desconhecimento das suas capacidades, fi-lo por uma conjuntura e uma avaliação desproporcionada fruto de equívocos e más interpretações. Sem qualquer reserva intelectual acho que poderia ter feito melhor e se de algum consolo serve a ambos peço desculpa, apesar da sua probidade nunca me ter demonstrado qualquer incomodo ou antipatia. Parece-me que é assim que as coisas devem ser.

Desta vez, sem dúvidas, tenho a certeza que o município precisa do seu trabalho. Posso dizer-lhe na minha modesta opinião, apesar de não haver muitas hipóteses que se possam discutir, que foi dos ótimos autarcas que teve nas mãos o leme do concelho desde que a Mealhada assumiu esse patamar administrativo. Por muito que desfolhe os poucos alfarrábios da nossa história comum, não vejo quem mais fez tanto com algum pouco que segurou nas mãos, exceptuando os pioneiros ou fundadores cujos problemas seriam naturalmente de índole diferente.

Claro que não vai ser fácil a missão para que se candidata, todos sabemos isso, mas por essa mesma razão podem as dificuldades transformar-se em motivações, desafios e lutas politicas capazes de satisfazer o ego que nos leva a ser uteis para com a comunidade que nos rodeia, a única razão, no meu entender, para trabalhar no serviço publico da democracia.

A Mealhada precisa dum homem capaz, que nos dê a segurança possível num amanhã que se anuncia sombrio e que comungue com a maltratada juventude dos nossos dias, os nossos filhos e netos a quem não soubemos criar uma vida melhor nem dar condições de futuro. É preciso ultrapassar esta incómoda situação a que chegamos muito por culpa dos banqueiros, mas também de políticos inconscientes e irresponsáveis. A seriedade, a honestidade, a justiça o peso da palavra, vão ser virtudes éticas difíceis de recuperar, por isso é urgente que os homens de boa vontade retomem as rédeas da esperança e do trabalho em prol das sociedades futuras e do homem.

Termino retornando á minha terra, o Luso. Peço desculpa a todos os amigos aqui presentes. Quando for preciso falar do município, posso fazê-lo, mas hoje deixem-me dar voz á minha revolta com o fim em vista do complexo das Águas e Termal. Conheço bem o concelho, e neste momento não há ninguém capaz de lutar por ele e contra a catástrofe que caiu sobre o Luso, senão Rui Marqueiro. Sem dúvida, ele é não só o melhor candidato a candidato, como o melhor candidato á Câmara da Mealhada. Passa de um século que não surgiu outro melhor! A obra, quer queiram ou não queiram meia dúzia de aberrantes detratores, está bem á vista. Daqui lhe envio o meu sincero apoio e um abraço de amizade e estima.

 

publicado por Peter às 17:01

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Domingo, 9 de Dezembro de 2012

O FIM DAS TERMAS

 

 As TERMAS DO LUSO NO SEU NOVO PAPEL DE CLINICA

  Voltando ás Termas do Luso, foi aqui que nasci, aqui vivo, aqui penso entregar com alguma probabilidade a alma ao criador, gostaria de, sem maçar os leitores, continuar o meu último texto reflectindo sobre um assunto que é o aparecimento de uns cartazes de rua lembrando os setenta e cinco anos da elevação da aldeia a vila. Pode-se depreender que de vinte e cinco em vinte e cinco anos temos festa, pois em 1987, a cinquenta anos do mesmo evento, se produziu nas termas um oportuno opúsculo coordenado por Machado Lopes e Noémia Leitão, sobre o dito cinquentenário, no qual tive então a oportunidade e a honra de participar com algumas modestas linhas e assistir ao mesmo tempo a manifestações politicas sobre o então futuro, hoje presente, do qual se esperavam concretizações de todas as esperanças acumuladas ao longo dos quarenta anos de ditadura, eu direi, por opinião muito própria e discutível, acumuladas ao longo de oito séculos de história pátria, geração após geração de portugueses submissos.

 

  Setenta e cinco anos depois, aqui tenho de novo o diploma respectivo assinado a 6 de Novembro de 1937 pelo Presidente da Republica Óscar Fragoso Carmona e pelo 1º Ministro Oliveira Salazar, cujos considerandos justificativos da promoção a vila se baseiam nos três mil residentes, no incremento industrial, comercial e turístico, e nos milhares de visitantes anuais. Ainda a rede telefónica, o mercado diário, a água e a luz, os hotéis e o casino, o caminho de ferro e a rede de estradas, em conjunto com a informação favorável do governo civil e da junta distrital, constituem os factos concretos para avalizar a promoção. Não parece ter havido aqui o branqueamento dos parâmetros da lei que mais tarde, em democracia, serviram vergonhosamente os interesses pessoais de políticos de pequena estatura para elevarem os seus tugúrios a cidades, colocando á frente do carro os bois, como se vê hoje em tanta nova urbe deste pobre país e deste dilacerado povo, a quem cabe pagar todos os dislates da ignorância e das fraquezas da mediocridade governante.

 

 

 Uma clinica com data de 1852 nascida este ano

O Luso, como se vê, tinha as condições previstas e recuando ás informações que temos relativas àquele ano, não passou por cima da lei, as Termas viviam tempos de crescimento, estava-se nos projectos do Grande Hotel e a água, felizmente para as gerações de então, era engarrafada á mão e na nascente, e escriturada, se podemos nomear assim a criação e a conservação de riqueza, nos manuais duma Sociedade domiciliada no Luso. O Verão era uma época quente e farta, não só esgotavam as unidades hoteleiras como casas particulares e quartos individuais e face á desordem actual do calendário, a época instalava-se metrónicamente entre os meses de Maio e Outubro.

 

  É por isso que olhando para os cartazes que enfeitam o Largo do Centro, o do Casino, dum marketing tão duvidoso que é difícil dar com eles, fico um tanto ou quanto perturbado. Primeiro, porque ali se pode ler que no Luso tudo acontece, mas eu, que vivo por aqui a maior parte do ano, não vi nem vejo nada que seja digno de ver-se a acontecer, a não ser que os ditos cartazes se refiram á destruição das termas e do bloco de fisioterapia, mas isso, francamente, não precisa comemorações mas dum cortejo fúnebre. Talvez não passe duma manifestação semelhante ao show off em que vive o asilo político do Buçaco a estender á freguesia o que não corresponde a qualquer realidade para lá do ridículo duma brincadeira de mau gosto e da ofensa que tem sido feita nos últimos tempos á freguesia do Luso, posta na prateleira da Câmara Municipal por algum acerto de contas. E pelos mais de cem mil contos que a autarquia recebe anualmente do Luso dos famosos tostões litro e que não regressam ao Luso como deviam.

 

    Talvez me chamem nomes pela dureza do que escrevo, talvez me chamem de cavaleiro andante e sonhador. Talvez. Talvez seja dos últimos amantes faladores dum recanto que já conheci diferente, que já vi tratado com mais dignidade, já senti beneficiado com a riqueza das entranhas, já foi objecto e palco do interesse local e regional. Eu e alguns mais desses mal desenganados sonhadores que ainda conservam dum passado não muito longínquo a realidade termal, que ainda criticam o desenlace fatal, erradamente convencidos que o cordão umbilical nos dá algum direito para defender o que quer que seja ao expressar o desagrado e a revolta perante a morte anunciada da economia local.

 

   A utopia é o presente dos dias que correm, o homem é uma peça manipulada pela ambição desmedida e os meios justificam a ambição e a loucura dos fins. O animal assume a pouco e pouco as rédeas cegas das governações a reboque duma globalização sem rei nem roque e as sociedades de puro low cost começam a ser implantadas nos sulcos do terreno com objectivos programáticos. Tudo isto com a integração dos poderes políticos, ditos democráticos, falidos de poder e dignidade e na busca do mesmo ouro, agora classista. A corrida á dureza dos regimes, não se duvide, já começou, tornando o início do novo século numa incógnita para os vindouros. Basta o futuro hipotecado em que nascem!

 

  Voltando ao Luso, pois é isso que me interessa de momento referenciar, não foi a crise que deu origem ao movimento destrutivo, mas as sucessivas mudanças operadas pela concessionária das termas em parceria com o município mealhadense, este, incapaz de manifestar e impor o interesse das populações, preterindo o cidadão munícipe em favor do empresário estrangeiro. Ao medo de perder uma renda aleatória que é do Luso, juntou a comodidade de não despoletar um sentido crítico capaz de antecipar a evidência dum rombo nas termas como veio a acontecer. Em primeiro lugar, o Luso á Câmara deve a situação em que está, mercê da sua desastrada politica para com termas e turismo.

 

   O fecho dum verão termal na abertura das instalações motivado por obras que só tiveram inicio depois de acabada a época de 2008, foi o primeiro sinal da promiscuidade e da impotência dos edis perante, podemos dizer, os pontuais algozes que subtraíram levianamente aos agentes locais um verão já preparado e pronto para ser recolhido em termos de riqueza criada. Uma calamidade para a freguesia e para o município levada a cabo pela irresponsabilidade de quem tinha o poder e levianamente o exerceu.

 

  Se repito estes dados é apenas para não caírem no esquecimento e porque é assim, relembrando e comparando, que poderemos fazer alguma avaliação dos actos e das pessoas e não com as palavras moles das campanhas eleitorais onde o engodo é a regra. De tal ordem, que nas vésperas das duas últimas eleições para a Câmara Municipal, estiveram para ser feitos dois hotéis com Spa na Avenida do Castanheiro. Nenhum foi feito. Nos dias seguintes o jeito foi arquivado por preço desconhecido. Eu, que tenho boa memória não esqueci. Aqui fica com uma recomendação, é que o próximo ano é de eleições, não venham para cá com um terceiro hotel!!! Chega de exploração da mentira na boa fé do cidadão!

 

  Um repuxo sem água e umas Termas sem Termas

Vem a propósito referir que essa mesma Avenida está hoje radical e vergonhosamente abandonada, mas há uma dúzia de anos fazia parte dum projecto que englobava um parque de estacionamento no Vale, junto á Igreja Matriz, um arranjo ajardinado nas respectivas encostas e um prolongamento até ao boneco meio destruído, que ainda agora subsiste a segurar o cântaro partido debaixo dos castanheiros. Pagavam-se nessa altura vinte mil euros ano ao arquitecto Pardal para fazer esses estudos, mas depois de dinheiro gasto, tudo ficou em águas de bacalhau. Mesmo assim a autarquia, não se percebe porquê nem para quê, comprou os terrenos. Talvez tivesse dinheiro a mais e precisasse de o gastar para passar o ano a zeros, uma absurda notícia que dá conta todos os anos do bom comportamento dos tribunos, cuja taça, se não se tratar de habilidades financeiras, há-de ser recebida pelos devedores. Quem se endivida dentro dos limites legais nada tem que temer e nada tem que propagandear, é tempo de deixar de tratar o cidadão com a presunção de burros sobre a curva dos costados!!! È água benta infernizada!

 

 De resto a autarquia destruiu a fonte de S. João com umas carradas de granito transmontano, comprou a Quinta do Alberto para infestação de acácias e covil de cobras e lagartos, nunca mais lhe mexeram, coitados, nem um caterpillar tiveram para ali rasgar um estacionamento provisório! Comprou depois as ruínas dum cinema que em ruínas continua, mantêm um vergonhoso e escuro acesso ao parque de campismo, da piscina que constava do projecto, nem vê-la, tal como cafés e esplanadas de propriedade camarária, está tudo em falência, no campo de futebol velho, nem tocar, está no sítio eleitoralmente errado, e finalmente conseguiram deitar abaixo a escola, uma estrutura praticamente nova que necessitava apenas duma mudança de telhado! Optaram por fazer uma nova escola de raiz quando afinal se prevê que os alunos diminuam!

 

País rico o nosso, com três milhões de esfomeados diários a permitir-se esbanjar dinheiro por gestores (?) cuja política é o retrato da própria irresponsabilidade! Já se sabe quando lhes pagamos para isto!

 

Como se vê, o Luso parece não ter razões para festejar 75 anos de vila. Com 1048 anos de idade total conhecida, está finalmente despojado da única riqueza que lhe foi encontrada no ventre materno, a água. Mercê da excelência da estratégia da concessionária termal e do município, o Luso ficou finalmente despojado de tudo que cheire ao produto e suas consequências. A última parcela que cheirava ainda a aquífero, o enchimento, foi-se e com ele, parece que mais umas dezenas de postos de trabalho.

 

Face ao arremedo das termas que existem hoje, e do fim do bloco da fisioterapia, o melhor é fechar definitivamente as portas!  A meu ver, esta é a realidade que o Luso tem para festejar. Obrigados edis eleitos , merecem uma estátua!!!Mais o Pontes|

 

Bem pode o lugar, a freguesia, o município, deitar foguetes e bailar!!!!! 

 

  Luso,Novembro,2012                             aguasdoluso.blog.pt

 

publicado por Peter às 20:43

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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2012

A FONTE DO CASTANHEIRO

 Ao cimo dum vale ameno

melancólico e sereno

corre um fio de cristal

brota espontâneo do monte

é modesta,humilde fonte,

que mais que mármore vale.

 

Um castanheiro frondoso

todo oirente e viçoso

dá-lhe o nome que ela tem

dão-lhe paz,dão-lhe tristeza

dos olivais a verdura

e os pinhais tristes de além

 

Lá em baixo entre arvoredo

serpeia manso, em segredo

um arroio a murmurar

pende um monte d'outro monte

lá no fundo do horizonte

se reflete o sol no mar.

 

                                       j.f.Serpa

  Revista Turismo nº22 Maio de 1939

publicado por Peter às 20:29

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Domingo, 18 de Novembro de 2012

QUARTOS A 1$600 REIS

                                                                                                               

Velha e curiosa propaganda ao Hotel Luzitano, hoje Inatel.

 

Pode ler-se:

Hotel Luzitano,Proprietário :J.Ribeiro Delgado ,LUZO

No texto:

Recommendado pela Propagande de Portugal-

-100 quartos-Àgua encanada quente e fria-Luz eléctrica-

-Caixa do correio-Aposentos com casa de banho e W.C.

privativas-Casas de banho em todos os andares-Garage-

-Automoveis--Endereço telegráphico:LUZITANO-Diária

desde 1$600.

Como se vê pelo anuncio, o Hotel estava devidamente

apetrechado para a época, primeiro quarto do sec.XX.

   

publicado por Peter às 20:58

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Terça-feira, 30 de Outubro de 2012

TAXI CITROEN

                                                                                                                                           

    Decada de 1940 , um taxi Citroen( existiram dois

 iguais , um Citroen e um Fiat) da praça das Termas

do Luso e dois conhecidos profissionais da altura

 

publicado por Peter às 21:26

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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012

DESPORTIVO 1952

 

Numa altura em que o Portugal  dos crakes milionários não consegue

resultados capazes, eis uma velha foto do onze do Desportivo do Luso

no campo do Valinho. Calculamos que esta fotografia  tem 60 anos  de

idade, tirada no longinquo ano de1952. Por isso mesmo, muitos dos

presentes já não  estão entre os vivos.

Aqui fica uma simples homenagem lembrança aos seus nomes tal como

eram conhecidos na faceta futebol, bem como ao amor á camisola desse

tempo, quando o dinheiro ainda não corrompia o desporto.


De pé:

Rogério,Gonçalo,Abel,Zé Pirata,Valdemar,Germinal,Manuel Bolas

De joelhos:

Antonio Rocha,Albano Iscas,Américo Leite,Manuel Bica,António

Guitarra.

publicado por Peter às 21:38

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Quinta-feira, 9 de Agosto de 2012

1940 TAXI DRIVE

 

                                                                                                                                                                                                    

1940 ,Um táxi da praça do Luso, Termas, com a

sua distinta clientela na Fonte do Castanheiro.

As Termas estavam abertas juntamente com

dezenas de pensões e hoteis. 

Não passava pela cabeça de ninguém perder

noites a ver morcegos no Buçaco. Até existia 

Casino com baile a funcionar todos os dias!

Também não passava pela cabeça de ninguém

que a termas acabassem e dessem lugar a uma

clinica . Lá está , mini termas com spa com aviso

na porta (reservadas a clientes da clinica) mas 

da clinica pouco se mostra. Talvez pelos preços!!

Ah! E são proibidas as visitas.

Termas, até pelo letreiro da rua, acabaram!!!

Com o aval da estranha Cãmara da Mealhada!!!

Atenção que não é o estranho aval!!!!

Quem ganha no meio disto tudo, ainda não se 

sabe, mas não são os negociantes locais ,

nem os hoteleiros locais, nem as pessoas locais.

Por estranho que continue a parecer, uma fundação

de água está no local a fazer não se sabe o quê,

mas a tapar os olhos a alguém ,poderá estar!

Restos do deliranteSocrates para quem o dinheiro

que se deve não é para pagar????? É uma hipotese!!!

Doutrinária,pelo menos! Como a Afundação do

Buçacoa mostrar morcegos á gente que os quer ver.

Estranhas coisas neste país de pelintras ??????

Talvez !

De pelintras e pacóvios, realmente não

passamos , porém em terra de cegos...!!!!!

publicado por Peter às 19:46

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