Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015

PURISSIMA E COM GÁS !

agua39.jpg

Para quem não lembra ou não sabe, o Luso já teve água  gaseificada. Por mais de uma vez . Uma delas, publicitada neste extrato sublinha os refrigerantes, o Yogura e a água gaseificada, 'soda water' em inglês,ou água com gaz na lingua vernácula.  Vendida em toda a parte e preferida, diz o 'actualizado' panfleto, pela classe médica, coisa que hoje não acontece. Quanto ao gás, o melhor 'Soda-water',  não conseguiu  destronar a afamada àgua do Castelo , usada para juntar ao uisque , no tempo em que não era importado. Mas se bem se lembram os bebedores , o verdadeiro uísque era substituido pelo 'uisque saloio' , onde um bom brandy substituia o uisque original ao qual se juntava igualmente a àgua Castelo num copo 'Johny Walker' para aguçar as papilas gustativas.Também o Cruzeiro teve água  com gás e o próprio Luso  a teve em outras épocas.

 

lusoranja39.jpg

 Refrigerantes, yogura, soda water

Conclusão,O Luso actual já teve tudo e muito mais do que tem hoje,foi morto por sucessivas vendas do património a intermediários para fazer lucros imediatos , isto com o aval , o silêncio e a omisssão de  organismos responsaveis pela concessão das minas. Este regresso do gás, que por razões das propriedades quimicas da água não obteve resultados, não é pois novidade nenhuma, oxalá uma solução hibrida possa resolver o assunto. 

termas139.jpg

 Emanatório Termal doutros tempos

Mas este regresso, como se vê, nada acrescenta ao Luso, morto por sucessivos concessionários. De facto, historiando  fora do negócio a vida termal que começou com a Comissão de Melhoramentos em 1852, depois de existirem banhos   desde há cem anos atrás, foi concessionada a actividade Termal e o Luso cresceu com as Termas, não com as garrafas de água. Pode-se dizer que a terra é filha das Termas e de Emídio Navarro. A concessão, como em qualquer zona de jogos, pede pagamento e desenvolvimento, porém os últimos concessionários nada mais fizeram do que matar as Termas, cujo lucro é irrisório perante o lucro das águas. Todos tem feito o possível e o impossível para destruir as Termas, pretendendo assim sacudir a  responsabilidade da parte Termal, cujo crescimento, aumento e modernização também lhes cabe. È assim que o contrato de concessão estará longe de ser cumprido, perante a ineficácia e a irresponsabilidade de políticos eleitos que vão da autarquia ao governo, embora a autarquia da Mealhada nada tenha a ver com a concessão perante a lei vigente, mas, pretendendo tirar dividendos a seu favor e não do Luso, como ultimamente se tem visto, não tem tido, a par dos órgãos governamentais  da  tutela, homens capazes de defender os interesses nacionais, não só aqui, como em muitos sectores onde se tem vendido tudo a patacos com prejuízos para Portugal e os portugueses.

06.jpg

 Repouso e relax na sala de descanso

 No Luso, por meio tostão de mel coado mantém-se a concessão em permanente hibernação sem a evidente defesa dos interesses nacionais. Acredito que um dia, com gente idónea, capaz e cidadãos conscientes dos interesses do  país, que são a defesa do cidadão e não dos banqueiros, políticos e corruptos, venham a fazer-se cumprir as leis e também a água do Luso venha a ter um concessionário obrigado a cumprir objectiva e rigorosamente as  suas obrigações como tal. Isto porque a razão e os interesses são os interesses dos portugueses e a tutela tem sempre, como gestora da propriedade, a faca e o queijo na mão. Se não o corta é porque não quer, talvez alguma vez se consiga apurar porquê. Acredito que gente que saiba governar um país com consciência e dever de servir honestamente, possa governar o património que é de todos nós, portugueses, entre ele esta pequena parcela que é a mina donde nasce a água do Luso. Enquanto isso, o Luso tem que viver com o Zero de compensação que lhe é atribuído. São poucos, os eleitores e nenhumas as vontades, mas é vergonhoso que se dê o subsolo á exploração estrangeira sem a devida compensação por parte dos exploradores que  vem sucessivamente enganando e manipulando a seu favor a destruição do património termal.

 

 

publicado por Peter às 23:29

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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2015

VIAGEM LOW COST

low cost.jpg

P assa de noventa o número de companhias aéreas de Low Cost que operam no espaço aéreo europeu formando nas horas de maior tráfego uma intrincada teia de rotas em todas as direcções pelos céus do continente.

Podemos dizer que os europeus viajam muito, é verdade, mas juntando á rede das companhias tradicionais esta complexa teia low cost, podemos dizer que viajam muitíssimo. Na base do aumento estão estas companhias aéreas de baixo custo cujos voos chegam a inúmeras cidades do continente cobrando bilhetes incomparavelmente mais baixos que as companhias tradicionais. De facto, uma viagem em lwo cost programada e comprada com algum tempo de antecedência pode custar dez vezes menos que a mesma viagem numa companhia normal, ou, por outras palavras, com o preço duma viagem normal posso fazer até sete, oito, nove em low cost. São estas condições e o facto de viajar na prática como num autocarro, que fazem parte dum conjunto novo e criativo de atender os viajantes, fazer baixar os preços e abrir as portas dos aviões a um maior número de potenciais clientes da via aérea. Os resultados estão á vista com as ditas companhias em crescimento constante.

Um amigo meu comprou no princípio do ano passado uma viagem de ida e volta entre Lisboa e Estocolmo por oitocentos euros em companhia normal. Foi caro. Outro amigo emigrante foi e voltou com duzentos euros o que se pode considerar barato, porém eu , que comprei os bilhetes com antecedência de três meses para todas reservas, paguei os mesmos  oitocentos euros pelas seis viagens de ida e volta que fiz durante o ano. Viagens de baixo custo. Foi baratíssimo e isso permitiu-me viajar seis vezes até Estocolmo e não apenas uma pela primeira importância.

Como é possível, é a pergunta que se coloca a quem está fora destas questões, mas a explicação é simples e fácil. Primeiro, comprei os bilhetes, escolhi o lugar, fiz o cheque in e as respectivas impressões em casa através da Internet. Respeitei o peso, a bagagem permitida, escolhi os períodos e as datas mais baratas e apresentei-me no embarque uma hora antes da partida indo directamente para o avião sem qualquer outra formalidade, ou seja, sem passar pelo balcão de atendimento. Apresentei o bilhete da internet, fiz o checK In e dirigi-me á porta de entrada do respectivo voo. Quando entrei no avião sentei-me no meu lugar, marcado ou não marcado conforme as companhias aéreas, e dormi um repousado sono até ao meu destino.

Não há refeições gratuitas durante a viagem, mas podem-se pedir snacks e bebidas pagando o respectivo preço a custos normais de qualquer snack-bar europeu. Porém, como as viagens duram dum modo geral entre uma e três horas este pormenor é de somenos importância. Deve-se acrescentar que os voos cumprem os horários e a segurança dos aviões é garantida por uma grande quantidade de aparelhos bastante recentes. Finalmente, de referir que o facto de os aeroportos serem em muitos casos mais afastados do centro das cidades é largamente compensado pela presença de autocarros permanentes e rápidos que num constante vai e vem fazem as ligações a preços razoáveis até á zona central e aos transportes públicos.

Passar um fim de semana ou alguns dias em Paris, Londres, Madrid, Roma, Milão, Lião,  Geneve, Frankfurt e muitas outras cidades europeias iguala muitas vezes, em termos de viagens, os custos de  portagens e combustíveis duma deslocação a Lisboa. E não é raro acontecer pagar um voo Porto Milão ou Londres com a respectiva volta, por exemplo, pelo preço dum bilhete de comboio entre Coimbra Lisboa Coimbra , numa primeira classe. Impossivel? Não, com um pouco de treino , é mesmo assim este esquema  low cost aberto a qualquer utilizador! 

 

publicado por Peter às 17:43

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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2015

LUSO COM GÁS...

com gaz.jpg

176-CRÓNICAS LOCAIS

Foi com alguma surpresa que o Luso apareceu hoje modificado pela esperteza do markting das águas. Isto porque, em tempos não muito longos o Luso já produziu água com gás para chegar à conclusão que   a água, na sua pureza original repele gazes, prefere ser lisa, como nasce. Desistiram então. Hoje, os experts repetem a experiência. Ora estas coisas  tem a ver directamente com o Luso, Luso é o  nome de terra, da localidade que já existia antes da nacionalidade, a água tem o seu nome , é  um produto antigo, filho do ambiente, natural, não é daqui  ou dali, é do Luso. E a concessão está pendurada na nascente termal, que o  dono Estado, nós por definição, pode pôr o concurso! A população está farta de ser espoliada do seu único bem, que é a água, pela concessionária da mina,  que essa mesma mina  é uma concessão do Estado Português a preços de saldo, Estado que não tem tido  homens à altura de proteger o património que a todos nós pertence. Quem ganha com a situação, não sabemos, mas o Luso ou Portugal, não são.

Essa população  antes de  tudo, gostaria de saber  porque razão aniquilaram a estância termal com  dinheiro dos contribuintes portugueses e da CEE, porque razão fecharam o bloco da fisioterapia, porque razão transferiram   a água encanada estrada abaixo  enchendo o vasilhame a cinco quilómetros da nascente, porque razão  mudaram os escritórios e a sede da empresa para Lisboa e depois para Cracóvia, na Polónia e porque razão o Luso e a sua freguesia recebem ZERO pela exploração da água da mina.

RSCN3902[2].JPG

 O ensaio  televisivo com gaz lacrimogénio!!!!

SIM, não é mentira , o LUSO E A SUA FREGUESIA NÃO RECEBEM QUALQUER COMPENSAÇÃO pela exploração da mina que tem no subsolo. ZERO. Isto é um absurdo dum país irresponsável que  não se cansa de sacar dinheiro ao cidadão para beneficiar extra terrestres da teia empresarial!  De estrangeiros no caso!!!!! Hoje apareceram aí armados em proprietários e mudaram o nome á terra. Pagaram a televisões para virem ver mas as mesmas televisões não quiseram ouvir quem tem as  suas razões no âmbito local. São as televisões que temos, vendidas! Transportaram em autocarros figurantes de Lisboa, duzentos e vinte quilómetros para cada lado e a ESTÂNCIA TERMAL DO LUSO que noutro tempo teve nome e movimento, está reduzida a um terço do que era em nome do desenvolvimento. Uma empresa que foi a maior empregadora do concelho, hoje deixa o concelho nu e  sem  futuro. São holandeses os seus donos, tem sede em Cracóvia, na Polónia e  vendem também uma cerveja chamada Heineken! Como conheço um bocado da Holanda não sei se são eles os promotores deste estado de coisas se os seus mandaretes nacionais, tradicionalmente mais papistas que o papa quando se trata do seu concidadão. Desta vez trouxeram garrafas de gás com àgua ou de àgua com gás para enganar o Zé, que era meu tio. Lacrimogênio é que devia ser! Cantaram e dançaram mas tudo, mesmo tudo, ensaiado para televisão filmar. Para o Luso, NADA, ZERO!!! Eles comem tudo!

Devia haver vergonha!!!!! Ou não deveria haver?

publicado por Peter às 18:50

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